Sustentabilidade
Três produtores, três países e o mesmo propósito: fazer da agricultura uma aliada da biodiversidade – MAIS SOJA

- Na COP30, histórias reais provam que biodiversidade, tecnologia e rentabilidade podem caminhar juntas na agricultura
- Heróis do campo mostram como o manejo sustentável abre portas, melhora o solo e coloca produtores na vitrine do mundo
A biodiversidade é o segredo para que a agricultura continue alimentando o mundo sem esgotar os recursos naturais. Solos vivos, polinizadores ativos e ecossistemas equilibrados são aliados que garantem colheitas mais fortes, altamente produtivas e sustentáveis. Cada vez mais agricultores trabalham em consonância com a natureza para produzir melhor e construir um legado para o planeta. Durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA), o Grupo UPL – fornecedor global de soluções agrícolas sustentáveis – destacou, por meio da campanha #AFarmerCan, como agricultores estão liderando essa transição, processo que a empresa chama de “reimaginar a sustentabilidade”.
No Brasil, um bom exemplo é o trabalho de Gilmar Dell Osbel, que conduz a fazenda da família, no Norte do Mato Grosso, com foco em produtividade e regeneração. Em seus campos de soja, ele adota diversificação de culturas, agricultura regenerativa e incentivo à presença de polinizadores (principalmente as abelhas). O manejo responsável de defensivos, a diversificação de culturas e a rotação regenerativa mantêm o solo vivo, equilibrado e produtivo. E, no inverno, entram culturas como canola, gergelim e mamona.
A mamona ajuda a reduzir a presença de nematoides e a melhorar a estrutura do solo, com reflexos positivos na safra seguinte de soja. Essa estratégia protege o ambiente, abre portas para novos mercados e aumenta a produtividade. É a prova viva de que agricultura regenerativa e rentabilidade caminham lado a lado. “Você tem de trabalhar junto com o meio ambiente, preservando para garantir que a agricultura continue. A agricultura regenerativa é a soma de tudo isso, e com o apoio das empresas conseguimos implementar essas práticas no campo”, destaca Dell Osbel.
Os insumos que o agricultor utiliza chegam até a fazenda por meio da ORÍGEO – joint venture entre UPL e Bunge especializada em soluções completas e gestão integrada –, cujo head de sustentabilidade, Igor Borges, destaca o papel das parcerias. “O produtor entende que precisa caminhar junto com o meio ambiente e é nosso papel estar ao lado dele para transformar essa visão em prática. A ORÍGEO, que nasceu da união da UPL e da Bunge, apoia a agricultura regenerativa oferecendo soluções que fortalecem o solo e reduzem impactos. Assim, ajudamos agricultores, como a família Dell Osbel, a implementar manejos sustentáveis sem perder produtividade, mostrando que é possível produzir mais e melhor em parceria com a natureza.”
Do Chile à Turquia
A história de heróis que você não sabia que precisava não se resumem ao Brasil. Produtor de maçã, uva, cereja e kiwi no Chile, Carlos Silva gerencia uma propriedade que exporta para mais de 40 países. Sua filosofia é trabalhar sempre com a natureza. Por isso, adotou biossoluções da UPL em toda a cadeia produtiva: do controle de pragas à revitalização do solo. O resultado é um sistema mais equilibrado, seguro para os consumidores e com ganhos de produtividade. A propriedade também é responsável pela vinícola Casas Patronales, referência em manejo sustentável na América Latina.
Em apenas dois hectares de vinhedo, na Turquia, Muserref Urundu e seu marido, Mete Urundu, produzem uva de mesa e uvas passas utilizando o Pronutiva – programa exclusivo da UPL que integra bioproteção, bioestimulantes e bionutrição com produtos convencionais de proteção de culturas – em toda a safra e alcançando índice baixíssimo de resíduos. Outros produtores da região apresentaram até 16 tipos diferentes de resíduos – um contraste que evidencia a superioridade do manejo adotado pelo casal, com menor impacto e maior qualidade. O sucesso tem sido tão expressivo que eles decidiram estender o manejo para toda a fazenda e se tornaram exemplo nacional de agricultura com baixo impacto ambiental e alta qualidade.
Rogério Melo, consultor de sustentabilidade da UPL Brasil, comenta: “De uma pequena produtora de uva na Turquia, passando por um gestor de pomares no Chile até uma família no Brasil, uma verdade se repete: a agricultura do futuro nasce onde biodiversidade, tecnologia e produtividade deixam de competir para se complementar. Esses agricultores mostram, na prática, que proteger o solo, valorizar a natureza e cuidar do ambiente não é apenas uma causa ambiental, mas uma forma de viver, prosperar e inspirar outros. Na COP30, ao reimaginar a sustentabilidade a partir dessas histórias reais, a UPL reforçou seu papel de dar visibilidade a heróis que o mundo muitas vezes não enxerga, mas que já estão construindo a nova realidade da agricultura, com menos impacto e produtividade superior”.
Heróis da Agrosfera
Durante toda a COP30, a UPL apresentou a Agrosfera, seu espaço exclusivo na AgriZone – área do evento criada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). No local, a empresa mostrou aos visitantes sua campanha global #AFarmerCan, que dá visibilidade a histórias reais de agricultores que estão transformando a agricultura em uma força positiva para o planeta com inovação e compromisso ambiental. Esses produtores mostram que é possível reduzir emissões de carbono, regenerar solos, conservar água e proteger a biodiversidade, inspirando o mundo a reconhecer que, se um agricultor pode, toda a sociedade também pode.


Sobre a UPL
A UPL Ltd. (NSE: UPL & BSE: 512070, LSE: UPLL) é uma fornecedora global de produtos e soluções agrícolas sustentáveis, com receita anual superior a US$ 5,2 bilhões. Somos uma empresa com propósito. Por meio do OpenAg®, a UPL está focada em acelerar o progresso do sistema alimentar. Estamos construindo uma rede que está reimaginando a sustentabilidade, redefinindo a maneira como uma indústria inteira pensa e trabalha – aberta a novas ideias, inovação e novas respostas enquanto nos esforçamos para cumprir nossa missão de tornar cada produto alimentício mais sustentável. Como uma das maiores empresas de soluções agrícolas do mundo, nosso robusto portfólio consiste em soluções biológicas e tradicionais de proteção de cultivos com mais de 15.000 registros. Estamos presentes em mais de 140 países, representados por mais de 12.000 colaboradores em todo o mundo. Para obter mais informações sobre nosso portfólio integrado de soluções em toda a cadeia de valor alimentar – incluindo sementes, pós-colheita, bem como serviços físicos e digitais –, visite www.uplcorp.com/br e siga-nos no Linkedin, no Instagram e no Facebook.
Sobre a ORÍGEO
Fundada em 2022, ORÍGEO é uma joint venture de Bunge e UPL e está comprometida com o produtor e o seu legado na terra, oferecendo um conjunto de soluções sustentáveis e técnicas de gestão – antes e depois da porteira. A empresa fornece soluções de ponta a ponta para grandes agricultores de Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia e Tocantins, valendo-se do conhecimento de equipes técnicas altamente qualificadas, com foco em aumento de produtividade, rentabilidade e sustentabilidade. Para mais informações, acesse origeo.com.
Fonte: Assessoria de Imprensa UPL e Orígeo

Sustentabilidade
Soja tem leves altas, mas mercado segue travado no Brasil; saiba os preços

O mercado brasileiro de soja registrou mais um dia de negócios pontuais e pouca liquidez, com preços entre estáveis e levemente mais altos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário segue sem direção firme, mesmo diante de oscilações externas.
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De acordo com o analista, houve leve alta em Chicago Board of Trade e volatilidade no câmbio, em um dia marcado por decisão de juros no Brasil, mas sem força suficiente para destravar o mercado.
A indústria chegou a atuar mais no doméstico, porém os produtores seguem cautelosos e pedindo preços mais altos, o que mantém o ritmo lento. “É um mercado da mão para a boca, com oportunidades pontuais”, resume.
Saiba os preços de soja no Brasil:
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 117,00 para R$ 118,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 106,00 para R$ 107,00
- Dourados (MS): preço estável em R$ 110,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 107,00 para R$ 109,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram a quarta-feira em leve alta na Chicago Board of Trade, em um movimento de recuperação técnica após a forte queda registrada na sessão anterior. O avanço do petróleo sustentou os preços do óleo de soja, contribuindo para a reação do grão ao longo do dia.
No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o adiamento de sua viagem a Pequim, onde se reuniria com o líder chinês Xi Jinping. A decisão ocorre em meio à escalada da guerra com o Irã e adia as tentativas de reduzir tensões entre as duas maiores economias do mundo.
O adiamento também posterga um possível acordo comercial entre Estados Unidos e China, que poderia incluir a ampliação das compras de soja americana. Na sessão anterior, essa expectativa levou os contratos a atingirem o limite diário de baixa.
Contratos futuros de soja
Na CBOT, os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 11,61 3/4 por bushel, com alta de 4,75 centavos (+0,41%). Já a posição julho avançou 5,25 centavos (+0,44%), encerrando a US$ 11,76 1/2 por bushel.
Entre os subprodutos, o farelo de soja (maio) subiu US$ 10,00 (+3,20%), para US$ 321,70 por tonelada. Já o óleo de soja recuou 0,66%, fechando a 65,53 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,72%, cotado a R$ 5,24. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,18 e a máxima de R$ 5,24.
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Sustentabilidade
Capim-amargoso: Manejo no rebrote é estratégia para aumentar a eficiência no controle – MAIS SOJA

O capim-amargoso (Digitaria insularis) é considerada atualmente uma das principais a mais complexas plantas daninhas que infestam culturas anuais como soja e milho. Além de apresentar elevada habilidade competitiva, populações de capim-amargoso apresentam resistência aos principais herbicidas utilizados no manejo das plantas daninhas de folha estreita, como glifosato (inibidora da EPSPs), Fenoxaprop e Haloxyfop (Inibidores da ACCase) e resistência múltipla a ambos os herbicidas (Heap, 2024; HRAC-BR, s.d.).
Tendo em vista a dificuldade em controlar essa planta daninha na pós-emergência das culturas agrícolas, é comum observar falhas de manejo que resultam na persistência de populações do capim-amargoso ao final do ciclo das culturas de verão, o que atrelado ao elevado fluxo de emergência dessa espécie sob condições adequadas, resulta em elevadas infestações na pós-colheita.
Considerando que, durante a colheita, ocorre o corte das plantas remanescentes de capim-amargoso, que posteriormente rebrotam, o manejo outonal na pós-colheita torna-se uma estratégia fundamental para reduzir suas populações. Nesse período, as plantas encontram-se debilitadas, direcionando energia ao rebrote, o que favorece maior eficiência do controle químico.
De acordo com Grigolli (2017) e Gaspar et al. (2019), o controle químico do capim-amargoso é mais eficiente quando realizado no estádio de rebrote, em comparação a plantas adultas (perenizadas). Até os 21 dias após a aplicação, o nível de controle em plantas rebrotadas é superior ao observado em plantas já perenizadas.
Ao avaliar a influência da altura de roçada no controle do capim-amargoso perenizado, Raimond et al. (2019) verificaram que a aplicação da mistura de herbicidas (clethodim + glyphosate) imediatamente após o corte, eleva os níveis de controle em até 4,8%. Além disso, quanto menor a altura de roçada, maior é a eficiência do controle quando associada ao manejo químico.
Resultados similares foram observados por Grigolli (2017), que demonstrou o aumento da eficiência do controle químico do capim-amargoso ao realizar a aplicação dos herbicidas após manejo da roçada das plantas entouceiradas, mais especificamente, no início das brotações (figura 1). Nesse contexto, tanto a roçada quanto a colheita, ao promoverem o corte das plantas, favorecem o controle do capim-amargoso durante o rebrote, configurando-se como estratégias importantes no manejo dessa planta daninha.
Figura 1. Eficiência de controle de capim-amargoso com roçada mecânica aos 28 dias após a aplicação dos tratamentos. Maracaju, MS, 2017.
Vale destacar que, além dos herbicidas avaliados nos estudos supracitados, o uso de herbicidas pré-emergentes e a aplicação sequencial na pré-semeadura da cultura sucessora (safrinha) têm contribuído para maior eficiência no controle do capim-amargoso. Esse efeito é ainda mais evidente com o uso de herbicidas inibidores da Protox e da glutamina sintetase, especialmente quando posicionados no estádio de rebrote da planta daninha.

Referências:
GASPAR, S. L. L. et al. CONTROLE DO CAPIM AMARGOSO EM DIFERENTES MANEJOS E ASSOCIAÇÕES DE AGROQUÍMICOS. Revista Cultivando o Saber, v. 12, p. 280 – 291, 2019. Disponível em: < https://www.fag.edu.br/upload/revista/cultivando_o_saber/5dbc4989c30d7.pdf >, acesso em: 18/03/2026.
GRIGOLLI, J. F. J. MANEJO E CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA SOJA. Fundação MS, Tecnologia e Produção: Soja 2016/2017, 2017. Disponível em: < https://www.fundacaoms.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Tecnologia-e-Producao-Soja-20162017.pdf >, acesso em: 18/03/2026.
HEAP. I. THE INTERNATIONAL HERBICIDE-RESISTANT WEED DATABASE, 2024. Disponível em: < https://weedscience.org/Pages/Species.aspx >, acesso em: 18/03/2026.
HRAC-BR. RESISTÊNCIA: PLANTAS DANINHAS III. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, s. d. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/_files/ugd/48f515_18aa1de86830499d9d8b3827af2121f4.pdf?index=true >, acesso em: 18/03/2026.
RAIMONDI, R. T. et al. ALTURA DE ROÇADA AFETA O CONTROLE DE CAPIM-AMARGOSO PERENIZADO. Cultura Agronômica, 2019. Disponível em: < https://ojs.unesp.br/index.php/rculturaagronomica/article/view/2446-8355.2019v28n3p254-267 >, acesso em: 18/03/2026.

Sustentabilidade
Veranicos reduzem produtividade da soja no PI, mas colheita avança para 25%, diz Aprosoja

A colheita de soja no estado Piauí avançou nos últimos dias e já alcança 25% da área estimada em 1,148 milhão de hectares, segundo levantamento da Associação dos Produtores de Soja do Piauí (Aprosoja PI). A expectativa é que a área cultivada registre avanço de 4,6% em relação à temporada anterior, refletindo o quadro de chuvas mais amenas no estado.
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O diretor-executivo da Aprosoja PI, Rafael Maschio, explica que os veranicos ocorridos em novembro e em janeiro comprometeram a produtividade média das lavouras, que inicialmente variava entre 3.420 e 3.480 quilos por hectare. Já a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta rendimento final um pouco maior, de 3.554 quilos por hectare.
Segundo Maschio, o curto prazo deve apresentar chuvas mais esparsas, especialmente no sul do estado, o que pode impactar o ritmo da colheita. Ainda assim, a Conab projeta produção total de 4,081 milhões de toneladas para a safra 2025/26, representando uma alta de 8% em relação às 3,777 milhões de toneladas da safra anterior.
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