Sustentabilidade
Soja/BR: Semeadura alcança 78,0% das áreas previstas para a safra no país – MAIS SOJA

Em MT, observa-se bom desenvolvimento em boa parte das lavouras, porém, replantios ocorrem em todas as regiões, principalmente, no Nordeste e Sudoeste. No RS, o plantio se aproxima da metade da área estimada e as lavouras apresentam bom desenvolvimento inicial. No PR, a redução das chuvas e o aumento das temperaturas permitiu a realização de tratos culturais e favoreceu o desenvolvimento dos cultivos. Em GO, o plantio segue lentamente, acompanhando a ocorrência de chuvas. Algumas áreas semeadas foram prejudicadas pela restrição hídrica e, em várias regiões do Sul e Leste, estão ocorrendo replantios.
Em MS, as precipitações favoreceram o avanço do plantio e o desenvolvimento da cultura. Entretanto, a amplitude térmica das últimas semanas tem adiantado o ciclo em partes das regiões Cone-Sul e Fronteira, com lavouras florescendo precocemente. Em MG, o plantio avança com o retorno das chuvas, mas interrupções são frequentes devido a sua irregularidade.
Em SP, o plantio se aproxima do fim e as lavouras apresentam bom desenvolvimento apesar dos dias nublados e do excesso de chuvas. Na BA, o plantio avançou com o retorno das chuvas. No TO, o plantio acelera, mesmo sob restrição climática. Em algumas regiões as lavouras tiveram redução de estande devido às altas temperaturas. Observam-se replantios. No MA e PI, o plantio avança, mesmo com a irregularidade das chuvas. Há relatos de replantio.

Previsão Agrometeorológica de 24/11/2025 a 01/12/2025
Norte-Nordeste: Os maiores acumulados de chuvas são previstos no AM, com possibilidade de tempestade na região central, além do AC, RO, Sul de RR e do PA e TO, favorecendo a semeadura e o desenvolvimento das lavouras. As temperaturas máximas previstas seguem elevadas na maior parte da região, com destaque para áreas do norte do PA, oeste do MA, PI, sul do CE e oeste do RN, PB e PE. No MATOPIBA, chuvas regulares e também significativas, em algumas áreas, irão contribuir com a umidade do solo e devem beneficiar a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra.
Centro Oeste: São previstas chuvas em toda a região, com maiores volumes no centro-norte de MT, GO e MS, contribuindo com o armazenamento hídrico, a semeadura e o desenvolvimento das lavouras. Temperaturas elevadas podem ser registradas em áreas do oeste de MS, sudoeste de MT e sul de GO.
Sudedste: São previstas chuvas em toda a região, com maiores acumulados no norte de MG, do ES e oeste de SP. As temperaturas mínimas devem declinar, especialmente, em áreas do centro-leste de SP, sul de MG e região serrana do RJ. No geral, as condições serão favoráveis para o manejo e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra e da cana-de-açúcar, além da formação dos chumbinhos do café.
Sul: Há previsão de chuvas no início e fim da semana, principalmente, no PR e oeste de SC, prevalecendo o tempo estável no meio da semana. A redução das temperaturas mínimas e a elevação das temperaturas máximas irão gerar grande amplitude térmica ao longo da semana. No geral, as condições serão favoráveis para a maturação e colheita dos cultivos de inverno, além do manejo e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra.


Confira o Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras de 24 de novembro de 2025 completo, clicando aqui!
Fonte: Conab

Autor:Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras
Site: CONAB
Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.
“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.
No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.
“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.
No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.
Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.
Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.
“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Business23 horas agoPrêmio Brasil Artesanal 2026: veja prazos para cachaça, doce de leite e azeite
Featured12 horas agoSoja perde fôlego no Brasil com mercado travado e pressão externa
Business22 horas agoRota do café transforma produtores em anfitriões e atrai turistas no ES; conheça 10 experiências
Business20 horas agoChina acelera cota e acende alerta para exportações de carne bovina do Brasil
Business18 horas agoSilagem de milho: entenda as diferenças e saiba qual tipo escolher para a fazenda
Featured19 horas agoConheça o tamanduá-da-soja, praga que pertence à segunda família mais diversa do mundo
Business16 horas agoBiólogo transforma 1.200 colmeias em modelo de negócio sustentável
Business14 horas agoPesquisa transforma ‘água de batata’ em farinha para produção de alimentos












