Agro Mato Grosso
Cidade do interior de Mato Grosso imprime o agronegócio pujante

Canarana/MT alcança a 3ª colocação no ranking nacional do IDAM 2025 e se consolida como o município mais desenvolvido na agropecuária em Mato Grosso.
O município de Canarana, localizado no interior de Mato Grosso e distante aproximadamente 630 km da capital Cuiabá, alcançou um marco histórico ao se posicionar como o 3º município com maior desenvolvimento agropecuário do Brasil no Índice de Desenvolvimento da Agropecuária Municipal (IDAM) 2025, divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Com esse resultado, Canarana se torna o município número 1 de Mato Grosso no ranking nacional.
O IDAM é um indicador que avalia o desempenho dos municípios em quatro dimensões fundamentais do agronegócio: produção e produtividade, geração de empregos formais, captação de crédito rural e arrecadação de ITR. O índice varia de 0 a 1, sendo considerados municípios agropecuários aqueles com nota acima de 0,8.
Segundo o estudo, Canarana obteve nota 0,9583, ficando atrás apenas de São Desidério (BA) e Mineiros (GO). O relatório mostra ainda que o município saltou da 11ª colocação em 2024 para a 3ª posição em 2025, representando um dos maiores avanços entre as cidades brasileiras do agronegócio.
Gabriel de Moura, nascido e morador a 32 anos na cidade, sócio proprietário da Gráfica Aurora na cidade ressalta o orgulho de fazer parte dessa história de crescimento. Reforça que Canarana vive um momento único, de oportunidades e expansão, e que estão comprometidos em oferecer soluções que acompanhem esse ritmo, ajudando empresas locais a se destacarem cada vez mais.”
Destaque para Mato Grosso
Mato Grosso aparece com força na lista dos municípios de maior destaque do agronegócio nacional. Além de Canarana, municípios como Itiquira, Sorriso, Tabaporã, Primavera do Leste e Paranatinga também figuram entre os 20 mais desenvolvidos do país, reforçando a liderança do Estado no setor.
O papel de Canarana no agronegócio
Com forte presença na produção de soja, milho, arroz e gergelim, além de crescente expansão da pecuária tecnificada, Canarana consolida-se como um dos principais polos produtivos do país.
O estudo da CNM reforça que municípios com alto IDAM apresentam economia local fortemente integrada à cadeia do agronegócio, movimentando comércio, serviços, transporte, cooperativas e agroindústrias.
Além do desempenho técnico no agronegócio, Canarana também é conhecida nacionalmente como a “Capital Mundial do Gergelim”, título consolidado pela forte produção e pela qualidade dos grãos cultivados no município. A cultura do gergelim tem ganhado relevância crescente nos últimos anos, ampliando mercados, atraindo novas indústrias e fortalecendo a diversificação agrícola local.
Segundo Gabriel de Moura, todos esses dados fortalecem toda a cadeia de negócios na cidade e convida a todos os empresarios a olharem com os olhos que imprimem a prosperidade que a cidade oferece.
Agro Mato Grosso
AMAGGI adquire 40% da FS e fortalece presença no etanol de milho MT

Parceria estratégica une duas gigantes do agro com foco em inovação, descarbonização e expansão do setor
A união conecta duas empresas com forte atuação em Mato Grosso e protagonismo no agronegócio brasileiro, consolidando uma parceria com foco em crescimento sustentável, inovação e ampliação da competitividade no setor.
Sinergia entre produção de grãos e biocombustíveis
A transação simboliza a convergência entre importantes grupos do setor, reunindo a experiência da AMAGGI — referência global em grãos e fibras — com a expertise da FS, pioneira na produção de etanol a partir do milho no Brasil.
A FS se consolidou como uma das principais protagonistas do setor de biocombustíveis, destacando-se pela eficiência produtiva e pela baixa intensidade de carbono de seu etanol. Já a AMAGGI, que se aproxima de completar 50 anos, atua de forma integrada em toda a cadeia do agronegócio, incluindo produção, logística, comercialização e energia.
Para Blairo Maggi, o acordo reforça o alinhamento estratégico entre as companhias. Ele destacou a confiança na parceria, baseada em valores comuns e visão de longo prazo.
Parceria une capital nacional e internacional
O movimento também aproxima a AMAGGI do grupo americano Summit Agricultural Group, atual acionista da FS. Segundo o fundador da Summit, Bruce Rastetter, a parceria reúne empresas com forte complementaridade e visão compartilhada sobre o futuro dos combustíveis renováveis.
O CEO da Summit, Justin Kirchhoff, ressaltou que a operação abre caminho para ampliar a atuação da FS, destacando o potencial de crescimento da produção de combustíveis de baixa emissão de carbono.
Verticalização e expansão estratégica
A entrada da AMAGGI no negócio de etanol de milho reforça sua estratégia de verticalização e diversificação das operações. A companhia busca ampliar sua presença em segmentos industriais e energéticos, agregando valor à cadeia de grãos.
De acordo com o CEO da FS, Rafael Abud, a parceria representa um marco importante diante das oportunidades de expansão do setor e da crescente demanda global por soluções de descarbonização.
Já o CEO da AMAGGI, Judiney Carvalho, destacou que o investimento no etanol de milho está alinhado às metas de inovação e sustentabilidade da empresa, além de abrir novas frentes de crescimento.
Setor ganha força com foco em descarbonização
A operação reforça o papel do Brasil como protagonista na produção de biocombustíveis e evidencia a relevância do etanol de milho como alternativa sustentável no cenário global. A integração entre produção agrícola e indústria energética tende a gerar ganhos logísticos, maior eficiência e fortalecimento da competitividade internacional.
Com capacidade de processar mais de 6 milhões de toneladas de milho por safra e produção anual de bilhões de litros de etanol, a FS vive um novo ciclo de expansão. Já a AMAGGI amplia seu portfólio e consolida sua posição como uma das principais forças do agronegócio brasileiro.
A parceria entre as duas empresas sinaliza um movimento estratégico de longo prazo, que une tradição, inovação e sustentabilidade para impulsionar o futuro do setor.
Agro Mato Grosso
Abrapa amplia ações para manejo sustentável no algodão

Evento técnico discutirá bicudo, lagartas, doenças e controle biológico nas lavouras
Com o propósito de fortalecer o ambiente nacional de divulgação de pesquisas e iniciativas que vêm demonstrando eficácia no controle de pragas e doenças do algodoeiro, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realiza, na próxima quinta-feira,14 de maio, em Brasília (DF), o Workshop de MIPD.
O encontro reunirá especialistas, pesquisadores, consultores e representantes do setor produtivo para debater soluções voltadas ao aumento da eficiência no uso de insumos, à preservação das biotecnologias disponíveis no mercado e à redução dos custos de produção da cotonicultura brasileira.
Práticas sustentáveis na cotonicultura nacional
A realização do evento é parte do trabalho desenvolvido pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que, desde a sua criação, em 2012, incentiva a adoção de práticas sustentáveis na cotonicultura nacional. De acordo com o gerente de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, “no ABR o manejo integrado de pragas é um tema prioritário por entendermos que o uso eficiente de insumos é estratégico para a cotonicultura nacional. As práticas fazem parte das exigências que os produtores participantes do programa devem cumprir”.
Carneiro ainda explica que o ABR acompanha as práticas utilizadas em campo com o objetivo de apoiar a adoção do manejo integrado de pragas, especialmente o uso de bioinsumos. “Em 2025, a Abrapa realizou um estudo com 470 fazendas certificadas pelo ABR e descobriu que 79,8% delas já fazem a utilização de bioinsumos no controle de pragas e doenças”, afirma.
Esse é terceiro workshop que a Abrapa e o ABR se dedicam ao tema. “Eventos como este são importantes para o compartilhamento de experiências e resultados aplicados na cultura do algodão em diferentes regiões do Brasil e até do mundo”, define o gerente.
Destaques da programação
A programação será dividida em três grandes blocos temáticos: manejo de bicudo e lagartas, manejo de doenças e uso de biológicos.
Ao longo do dia, os participantes acompanharão painéis técnicos sobre o cenário atual do bicudo-do-algodoeiro nas principais regiões produtoras do país, manejo integrado de pragas, destruição de soqueira, manejo de lagartas, fortalecimento do refúgio e estratégias para o controle de doenças como Ramulariopsis pseudoglycines e Corynespora cassiicola.
O evento também abrirá espaço para discussões sobre o uso de ferramentas seletivas, biológicos e iniciativas colaborativas que contribuam para reduzir custos de produção e ampliar a eficiência no uso de insumos.
Entre os palestrantes confirmados estão especialistas de instituições como Embrapa Algodão, Esalq, UFPel, UFRPE, Fundação Bahia, Fundação Chapadão, IMAmt e representantes do setor produtivo. O workshop contará ainda com participação de cotonicultores australianos e tradução simultânea português-inglês durante as apresentações e intervenções dos consultores convidados. O encerramento trará uma rodada de debates e um momento de networking entre os participantes.
Agro Mato Grosso
FICO avança para fase de superestrutura e consolida corredor logístico no Brasil

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