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15 de outubro de 2026

Business

Compras chinesas de soja nos EUA custam caro e ampliam vantagem do Brasil, diz consultoria

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As compras de soja dos Estados Unidos pela China, anunciadas na sexta-feira passada (14), não fazem sentido econômico e causam prejuízo direto ao governo chinês, segundo a consultoria AgResource. O presidente da empresa, Dan Basse, afirmou que a operação é totalmente política e não reflete a demanda real do setor privado.

“O governo, ao comprar soja dos EUA, está perdendo cerca de US$ 1,10 a US$ 1,20 por bushel”, disse na terça-feira (18) em transmissão pela internet.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) confirmou venda de 792 mil toneladas para a China, volume que Basse estima equivalente a 14 a 18 navios saindo pelo Golfo e pelo noroeste do Pacífico, com entrega entre abril e maio de 2026.

Segundo ele, a indústria privada chinesa prefere a soja sul-americana pelo custo. “Se você é um esmagador privado, está se movendo para a América do Sul”, afirmou.

O diferencial reforça essa migração. Na sexta-feira, Chicago subiu US$ 0,30 por bushel, enquanto os prêmios no Brasil recuaram entre US$ 0,15 e US$ 0,25.

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Para fevereiro, a soja brasileira está sendo ofertada de US$ 1,30 a US$ 1,40 abaixo dos preços do Golfo. Basse disse que compradores europeus e de outras regiões devem substituir cargas americanas por brasileiras. A China também enfrenta estoques altos e receio de perdas ao vender soja antiga num mercado interno com proteína animal barata e ampla oferta de farelo e óleo.

O analista Ben Buckner destacou que a moagem norte-americana atingiu 6,2 milhões de toneladas em outubro, recorde histórico segundo a Nopa, associação que representa as indústrias de processamento de oleaginosas dos Estados Unidos.

O resultado levou a AgResource a elevar sua estimativa de esmagamento, projetando cerca de 680 mil toneladas adicionais e ficando aproximadamente 410 mil toneladas acima da projeção do USDA. “As margens estão intactas. É um recorde histórico, cerca de 760 mil toneladas acima do ano passado”, disse.

O avanço é sustentado pela maior demanda por óleo de soja para produção de biocombustíveis, favorecida pela política 45Z, que desestimula matérias-primas importadas. O consumo interno de óleo bateu 2,6 bilhões de libras em outubro. A produção de farelo acompanhou o movimento e alcançou 5,4 milhões de toneladas, alta de 15% ante outubro de 2024.

Buckner afirmou que o mercado precisará absorver esse volume a preços competitivos. “Sazonalmente, vamos produzir ainda mais farelo de soja por dia nos próximos dois meses. Como vamos nos livrar disso? Temos que ser competitivos”, disse. Ele observou que o farelo brasileiro também está chegando ao mercado com descontos amplos, pressionando as cotações americanas.

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Para os próximos meses, a AgResource avalia que o clima na América do Sul será mais determinante para os preços do que a política comercial entre Washington e Pequim. Buckner disse que dezembro é o mês-chave para a produtividade em Mato Grosso.

Chuvas entre 18 e 25 centímetros no período costumam garantir rendimentos na linha da tendência histórica. A Conab projeta produtividade ligeiramente abaixo da média, mas Buckner afirmou que precipitações normais podem adicionar milhões de toneladas à safra. Na Argentina, dezembro também define o desempenho do milho.

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Estoques de Cédulas de Produto Rural totalizaram quase R$ 600 bilhões em setembro

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados do Boletim de Finanças do Agro referentes a setembro de 2026.

O levantamento apresenta o desempenho dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio, com destaque para os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), que totalizaram R$ 597 bilhões no período.

Vale lembrar que as CPRs são títulos de crédito utilizados no agronegócio para facilitar o financiamento da produção rural. Na prática, permitem que o produtor obtenha recursos antecipadamente, assumindo o compromisso de entregar produtos agropecuários ou realizar um pagamento em uma data futura.

Ao todo, foram registradas 333 mil CPRs, com valor médio de R$ 1,79 milhão por cédula. Considerando as emissões realizadas na safra 2026/2027, entre julho e setembro, o volume de novas CPRs alcançou R$ 98 bilhões.

Já no caso da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), o levantamento aponta que os estoques somaram R$ 563 bilhões em setembro.

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De acordo com as regras vigentes do Manual de Crédito Rural (MCR), pelo menos 60% desse montante, equivalente a R$ 338 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento do setor agropecuário.

Desse total, no mínimo 45%, correspondente a R$ 152 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores abrangem recursos relacionados à safra atual e a contratos ainda vigentes de safras anteriores.

Os estoques do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) atingiram, respectivamente, R$ 175 bilhões e R$ 30 bilhões em setembro.

Já o patrimônio líquido dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) alcançou R$ 73 bilhões no período. Atualmente, 301 fundos dessa categoria estão em operação.

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Chuva pode chegar a 107 mm em 48 horas em Itapetininga

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A Climatempo prevê chuva forte em cinco municípios de dois estados, Paraná e São Paulo, entre quarta-feira (14) e sábado (17). O maior acumulado previsto é de 107 mm em 48 horas em Itapetininga (SP), enquanto os volumes nas outras quatro cidades variam de 62 mm a 64 mm em 24 horas.

No Paraná, os acumulados previstos para quarta-feira (14) são próximos entre os três municípios. Cianorte (PR) deve receber 64 mm em 24 horas, Ubiratã (PR), 63 mm em 24 horas, e Pitanga (PR), 62 mm em 24 horas.

Em São Paulo, a previsão para Itapetininga indica 107 mm em 48 horas, com referência em quinta-feira (15). O intervalo de acumulação é diferente daquele previsto para os municípios paranaenses, onde os volumes correspondem a 24 horas.

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Chuva forte e acumulados elevados estão associados a risco de interrupção da colheita, dificuldade nas operações com máquinas no campo, encharcamento do solo e restrição de tráfego em estradas rurais.

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Para São José do Rio Preto (SP), a Climatempo prevê 63 mm em 24 horas no sábado (17).

Fonte: Climatempo Advisor API

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Área de canola no Rio Grande do Sul mais que dobra em 2026

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A área cultivada com canola no Rio Grande do Sul em 2026 é estimada em 353.397 hectares, alta de 102,64% em relação aos 174.394 hectares registrados em 2025. Os dados são da Emater/RS-Ascar, citados pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Segundo a entidade, a oleaginosa vem ganhando espaço nas lavouras gaúchas e se consolidando como alternativa de matéria-prima para a produção de biodiesel.

Além de disputar espaço com culturas tradicionais de inverno, como o trigo, a canola é apontada pela Aprobio como uma opção para ampliar o aproveitamento da produção agrícola. O óleo extraído dos grãos pode ser destinado ao biodiesel, enquanto o farelo resultante do processamento é utilizado na alimentação animal.

Na abertura nacional da colheita, realizada na terça-feira (13), em Ijuí (RS), a entidade destacou o avanço da cultura no Estado e a integração potencial com diferentes segmentos da cadeia produtiva.

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O presidente da Aprobio e da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Jerônimo Goergen, afirmou que a expansão da canola representa oportunidade de gerar mais renda ao agricultor e fortalecer a produção nacional de combustíveis renováveis. “A canola é um dos produtos no Brasil que nos possibilitam alimento e energia, e não alimento ou energia”, disse.

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Para a Aprobio, o crescimento da área precisa ser acompanhado pelo desenvolvimento do mercado consumidor, com planejamento e maior integração entre agricultores, cerealistas e produtores de biocombustíveis. Goergen defendeu previsibilidade para consolidar a produção da matéria-prima e conectá-la às empresas cerealistas e produtoras de biocombustível.

Com a estimativa de expansão superior a 100% da área cultivada em 2026, a canola amplia participação nas lavouras de inverno do Rio Grande do Sul e reforça seu papel como matéria-prima para biodiesel e insumo para alimentação animal.

Fonte: Estadão Conteúdo

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