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28 de julho de 2026

Sustentabilidade

Trigo/RS: Colheita alcançou 42% da área cultivada no Estado – MAIS SOJA

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A colheita de trigo alcançou 42% da área cultivada, mas o índice está inferior à média das últimas cinco safras (64%) para o mesmo período. Essa diferença reflete a maturação mais lenta das lavouras, influenciada pela alternância de períodos chuvosos e temperaturas amenas ao longo de setembro e outubro, que estenderam as fases vegetativa e de formação de grãos. Atualmente, 36% das áreas se encontram em maturação fisiológica; 20% em enchimento de grãos; e 2% ainda em floração, evidenciando desenvolvimento gradual, mas mais tardio do que o observado em anos anteriores.

O quadro climático das últimas semanas, caracterizado por umidade do solo elevada e boa luminosidade entre os intervalos de chuva, tem favorecido as lavouras, contribuindo para o adequado peso de grãos e para a uniformidade das espigas. A qualidade industrial do grão se mantém dentro dos padrões de panificação e de moagem observados nas melhores safras. As produtividades médias iniciais variam entre 2.800 e 3.500 kg/ha, conforme a fertilidade do solo, o regime hídrico e a época de semeadura.

A sanidade das lavouras é considerada satisfatória, e é realizado controle das principais doenças fúngicas. Contudo, nas áreas onde o manejo foi inviabilizado ou realizado de forma ineficaz, há incidência especialmente de ferrugem e giberela.

A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada de trigo no Estado em 1.141.224 hectares. A produtividade está em 3.261 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a colheita avançou de forma acelerada, com breves interrupções pelas chuvas. Em Maçambará, cerca de 50% dos 14,8 mil hectares foram colhidos, com peso hectolitro (PH) predominante entre 72 e 76 e com produtividades de 1.500 a 2.400 kg/ha. A qualidade está irregular, pois há incidência de giberela, bacteriose e de azevém nas cargas, o que resulta em descontos e desclassificação de parte dos grãos. Em Itaqui, o excesso de chuvas prejudicou a aplicação de fungicidas e reduziu o rendimento. Em Manoel Viana, as lavouras tardias estão em fase final de enchimento, e são realizadas pulverizações e dessecação. Na Campanha, em Caçapava do Sul, a colheita alcança 20% dos 1.500 hectares e apresenta boa qualidade de grãos. Em Candiota e Hulha Negra, as lavouras em maturação devem ser colhidas nos próximos dias, mas há grande variação produtiva associada ao excesso de umidade e a diferenças no nível tecnológico adotado pelos produtores.

Na de Caxias do Sul, os cultivos apresentam excelente aspecto vegetativo e sanitário. Nas áreas em menor altitude, predominam a fase final de enchimento de grãos e o início de maturação. Nos Campos de Cima da Serra, onde se concentra cerca de 90% da área cultivada, as lavouras estão em enchimento de grãos, e ainda há cultivos em floração nas semeaduras mais tardias. As condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento, e a expectativa é de excelente produtividade e qualidade de grãos, com PH médio acima de 78.

Na de Erechim, a cultura está em fase de maturação e de colheita (20%), especialmente nas lavouras implantadas mais cedo com cultivares precoces. As produtividades iniciais têm ficado abaixo de 3.000 kg/ha em razão do excesso de chuvas durante o período de enchimento e amadurecimento dos grãos, o que tende a reduzir o desempenho em relação ao potencial estimado no início do ciclo.

Na de Frederico Westphalen, cerca de 50% dos cultivos estão em maturação e 50% colhidas. A produtividade estimada é de 3.400 kg/ha. Observa-se ligeira queda na qualidade à medida que a colheita avança, sobretudo em áreas tardias submetidas a precipitações frequentes durante a fase de maturação. A queda de granizo atingiu lavouras em Barra Funda e Sarandi, onde cerca de 2 mil hectares foram afetados. Os danos estão em levantamento.

Na de Ijuí, 68% da área está em maturação, fase que sofreu prolongamento. Nas lavouras com incidência de bacteriose, a maturação ocorre de forma mais rápida. A colheita segue lenta (30%), dificultada pela alta umidade do ar e pela restrição das operações noturnas. Os grãos colhidos têm apresentado umidade acima de 16%. Apesar da grande variabilidade de produtividade, a qualidade está elevada, e o PH predominantemente acima de 78.

Na de Pelotas, a colheita alcança 25%. Estão 48% das lavouras em enchimento de grãos e 27% em maturação. As produtividades médias obtidas até o momento são de 2.770 kg/ha, com qualidade industrial e sanidade adequadas.

Na de Santa Maria, a colheita chega a 20%. Apesar das chuvas excessivas e das temperaturas abaixo da média, o desempenho dos cultivos tem sido satisfatório, e a produtividade média é de 3.000 kg/ha. Há preocupação pontual em relação à redução do PH em áreas expostas a precipitações recorrentes durante a maturação.

 Na de Santa Rosa, 60% da área foi colhida; 1% está em enchimento de grãos; e 39%, em maturação, caracterizando a fase final do ciclo fenológico. As lavouras apresentam bom estado fitossanitário e fisiológico. As produtividades variam entre 2.700 e 3.000 kg/ha, com PH entre 76 e 78, mas há registros de desempenhos superiores em cultivos de maior tecnologia.

Na de Soledade, 3% foram colhidos. As expectativas de rendimento variam conforme o nível tecnológico, entre 3.000 e 3.900 kg/ha. Observa-se que a redução na adubação de base pode impactar negativamente as culturas subsequentes.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, decresceu 1,56% quando comparado à semana anterior, passando de R$ 60,09 para R$ 59,15.

Confira o Informativo Conjuntural n°1892 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1892

Site: Emater RS

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Sustentabilidade

Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

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Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.

A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.

Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.

Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.

O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.

Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Sustentabilidade

Algodão/IMEA: Clima nos EUA eleva cotações em NY, mas avanço da colheita em MT pressiona preços locais – MAIS SOJA

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As cotações da pluma na bolsa de Nova York registraram alta ao longo da última semana (20/07 a 24/07), refletindo em valorização de 0,56% na média semanal do contrato de jul/27, que encerrou o período cotado a ¢ US$ 82,56/lb. Na comparação com o mesmo período de jun/26, o avanço foi de 3,56%.

O movimento de alta foi sustentado, principalmente, pelas incertezas quanto à safra norteamericana, em decorrência das condições climáticas adversas no país. Além disso, as tensões geopolíticas envolvendo a região do Mar Negro e o Oriente Médio também contribuíram para sustentar as cotações internacionais. No entanto, os preços permanecem sensíveis à evolução desses fatores, uma vez que parte da valorização reflete a percepção de risco do mercado. Assim, o mercado seguirá atento às condições climáticas nos Estados Unidos e às perspectivas para a produção, que continuarão influenciando o comportamento das cotações nas próximas semanas.

Confira os principais destaques do boletim:
  • RETRAÇÃO: o preço da pluma em Mato Grosso registrou queda de 0,28% na última semana, pressionada pelo avanço da colheita, que tem ampliado a oferta da fibra no mercado.
  • BAIXA: a cotação do caroço de algodão disponível exibiu retração de 3,16% na comparação semanal, em função da maior oferta, decorrente do avanço do beneficiamento.
  • RECUO: a paridade de dez/26 registrou recuo de 0,70% em relação à semana passada, pressionado pela desvalorização do contrato futuro de dólar com vencimento em dez/26.
A colheita do algodão da safra 25/26 avançou 4,75 p.p. na última semana.

Com isso, até a última sexta-feira (24/07), 13,11% da área estimada para a safra em MT havia sido colhida, 7,86 p.p. inferior à média dos últimos cinco anos. Esse atraso reflete, principalmente, a postergação do início dos trabalhos em campo em decorrência das chuvas registradas em meados de jun/26. Entre as regiões, o Nordeste e o Sudeste apresentam o maior avanço, com 46,80% e 22,12% das áreas colhidas, respectivamente.

Cabe destacar que, embora as chuvas de jun/26 não tenham comprometido de forma significativa a produtividade da pluma, houve relatos de perdas na qualidade da fibra, fator que tem gerado preocupação entre os cotonicultores. Por fim, a expectativa é de intensificação da colheita nas próximas duas semanas, com o avanço dos trabalhos nas áreas de segunda safra, que representam mais de 85,00% da área cultivada com algodão no estado.

Fonte: IMEA



 

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Sustentabilidade

Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

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Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.

A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.

Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.

Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.

O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.

Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.

Fonte: Estadão Conteúdo

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