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20 de maio de 2026

Sustentabilidade

Trigo/RS: Colheita alcançou 42% da área cultivada no Estado – MAIS SOJA

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A colheita de trigo alcançou 42% da área cultivada, mas o índice está inferior à média das últimas cinco safras (64%) para o mesmo período. Essa diferença reflete a maturação mais lenta das lavouras, influenciada pela alternância de períodos chuvosos e temperaturas amenas ao longo de setembro e outubro, que estenderam as fases vegetativa e de formação de grãos. Atualmente, 36% das áreas se encontram em maturação fisiológica; 20% em enchimento de grãos; e 2% ainda em floração, evidenciando desenvolvimento gradual, mas mais tardio do que o observado em anos anteriores.

O quadro climático das últimas semanas, caracterizado por umidade do solo elevada e boa luminosidade entre os intervalos de chuva, tem favorecido as lavouras, contribuindo para o adequado peso de grãos e para a uniformidade das espigas. A qualidade industrial do grão se mantém dentro dos padrões de panificação e de moagem observados nas melhores safras. As produtividades médias iniciais variam entre 2.800 e 3.500 kg/ha, conforme a fertilidade do solo, o regime hídrico e a época de semeadura.

A sanidade das lavouras é considerada satisfatória, e é realizado controle das principais doenças fúngicas. Contudo, nas áreas onde o manejo foi inviabilizado ou realizado de forma ineficaz, há incidência especialmente de ferrugem e giberela.

A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada de trigo no Estado em 1.141.224 hectares. A produtividade está em 3.261 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a colheita avançou de forma acelerada, com breves interrupções pelas chuvas. Em Maçambará, cerca de 50% dos 14,8 mil hectares foram colhidos, com peso hectolitro (PH) predominante entre 72 e 76 e com produtividades de 1.500 a 2.400 kg/ha. A qualidade está irregular, pois há incidência de giberela, bacteriose e de azevém nas cargas, o que resulta em descontos e desclassificação de parte dos grãos. Em Itaqui, o excesso de chuvas prejudicou a aplicação de fungicidas e reduziu o rendimento. Em Manoel Viana, as lavouras tardias estão em fase final de enchimento, e são realizadas pulverizações e dessecação. Na Campanha, em Caçapava do Sul, a colheita alcança 20% dos 1.500 hectares e apresenta boa qualidade de grãos. Em Candiota e Hulha Negra, as lavouras em maturação devem ser colhidas nos próximos dias, mas há grande variação produtiva associada ao excesso de umidade e a diferenças no nível tecnológico adotado pelos produtores.

Na de Caxias do Sul, os cultivos apresentam excelente aspecto vegetativo e sanitário. Nas áreas em menor altitude, predominam a fase final de enchimento de grãos e o início de maturação. Nos Campos de Cima da Serra, onde se concentra cerca de 90% da área cultivada, as lavouras estão em enchimento de grãos, e ainda há cultivos em floração nas semeaduras mais tardias. As condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento, e a expectativa é de excelente produtividade e qualidade de grãos, com PH médio acima de 78.

Na de Erechim, a cultura está em fase de maturação e de colheita (20%), especialmente nas lavouras implantadas mais cedo com cultivares precoces. As produtividades iniciais têm ficado abaixo de 3.000 kg/ha em razão do excesso de chuvas durante o período de enchimento e amadurecimento dos grãos, o que tende a reduzir o desempenho em relação ao potencial estimado no início do ciclo.

Na de Frederico Westphalen, cerca de 50% dos cultivos estão em maturação e 50% colhidas. A produtividade estimada é de 3.400 kg/ha. Observa-se ligeira queda na qualidade à medida que a colheita avança, sobretudo em áreas tardias submetidas a precipitações frequentes durante a fase de maturação. A queda de granizo atingiu lavouras em Barra Funda e Sarandi, onde cerca de 2 mil hectares foram afetados. Os danos estão em levantamento.

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Na de Ijuí, 68% da área está em maturação, fase que sofreu prolongamento. Nas lavouras com incidência de bacteriose, a maturação ocorre de forma mais rápida. A colheita segue lenta (30%), dificultada pela alta umidade do ar e pela restrição das operações noturnas. Os grãos colhidos têm apresentado umidade acima de 16%. Apesar da grande variabilidade de produtividade, a qualidade está elevada, e o PH predominantemente acima de 78.

Na de Pelotas, a colheita alcança 25%. Estão 48% das lavouras em enchimento de grãos e 27% em maturação. As produtividades médias obtidas até o momento são de 2.770 kg/ha, com qualidade industrial e sanidade adequadas.

Na de Santa Maria, a colheita chega a 20%. Apesar das chuvas excessivas e das temperaturas abaixo da média, o desempenho dos cultivos tem sido satisfatório, e a produtividade média é de 3.000 kg/ha. Há preocupação pontual em relação à redução do PH em áreas expostas a precipitações recorrentes durante a maturação.

 Na de Santa Rosa, 60% da área foi colhida; 1% está em enchimento de grãos; e 39%, em maturação, caracterizando a fase final do ciclo fenológico. As lavouras apresentam bom estado fitossanitário e fisiológico. As produtividades variam entre 2.700 e 3.000 kg/ha, com PH entre 76 e 78, mas há registros de desempenhos superiores em cultivos de maior tecnologia.

Na de Soledade, 3% foram colhidos. As expectativas de rendimento variam conforme o nível tecnológico, entre 3.000 e 3.900 kg/ha. Observa-se que a redução na adubação de base pode impactar negativamente as culturas subsequentes.

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Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, decresceu 1,56% quando comparado à semana anterior, passando de R$ 60,09 para R$ 59,15.

Confira o Informativo Conjuntural n°1892 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

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FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1892

Site: Emater RS

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B25: ‘Biodiesel é alavanca para produção de proteínas’, diz presidente da Ubrabio

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) comemorou a autorização do governo federal para o início dos testes que podem ampliar a mistura de biodiesel no diesel brasileiro até o B25. A medida integra a política de transição energética e deve trazer impactos positivos para o agronegócio, a indústria e a geração de empregos.

Em entrevista ao Mercado & Companhia, o presidente da entidade, Donizete Tokarski, afirmou que a ampliação da mistura representa um avanço importante para o desenvolvimento econômico do país. “O biodiesel faz parte do desenvolvimento econômico do Brasil. Ele não é só a produção de energia líquida, ele é muito mais do que isso. É um mercado muito grande para o agro brasileiro”, disse.

Impacto para o agro

Segundo Tokarski, atualmente cerca de 40 milhões de toneladas de soja são processadas para produção de óleo destinado ao biodiesel. O processo também gera aproximadamente 30 milhões de toneladas de farelo, utilizado na cadeia de proteínas animais.

De acordo com ele, o avanço da mistura fortalece a industrialização nacional e amplia oportunidades no interior do país. “Além da produção de combustível, isso gera emprego, desenvolvimento regional e fortalece a produção de proteínas e alimentos”, afirmou.

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O presidente da Ubrabio também ressaltou que o avanço até o B25 já está previsto na Lei dos Combustíveis do Futuro e destacou o apoio político à proposta no Congresso Nacional.

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Testes para o B20 e B25

Os testes serão realizados em etapas, inicialmente para o B20 e posteriormente até o B25. Segundo Tokarski, o objetivo é comprovar a segurança e a viabilidade técnica do uso em veículos novos e antigos.

“Esses testes vão simplesmente comprovar que a viabilidade técnica está devidamente assegurada”, afirmou. A entidade defende ainda que o cronograma avance rapidamente para permitir a adoção gradual de misturas maiores nos próximos anos.

“Nossa preocupação é que os testes sejam feitos com velocidade para operacionalizar o B16, o B17 e chegarmos ao B20 em 2030 com tranquilidade”, disse.

Valor além do preço

Tokarski também afirmou que o biodiesel deve ser analisado não apenas pelo preço, mas pelos efeitos econômicos, sociais e ambientais que gera.

“Hoje o biodiesel está mais barato do que o diesel no mercado internacional. Mas não temos que analisar apenas o preço, e sim o valor desse combustível”, destacou.

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Segundo ele, o aumento da mistura também pode contribuir para reduzir emissões e melhorar a segurança energética do país.

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Sustentabilidade

China compra 84% da soja de MS e tensão com Taiwan pode afetar custos no campo – MAIS SOJA

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A dependência de Mato Grosso do Sul do mercado chinês voltou ao centro das discussões econômicas após o aumento das tensões entre China, Taiwan e Estados Unidos. O tema é destaque do Informativo Econômico 02/2026, divulgado pela Aprosoja/MS.

O documento mostra que aproximadamente 84,3% da soja exportada pelo estado tem a China como principal destino. Isso significa que qualquer instabilidade envolvendo o país asiático pode refletir diretamente no agro sul-mato-grossense, principalmente nos custos de produção e na comercialização da safra.

Além da exportação de grãos, o levantamento destaca que o Brasil também depende da importação de fertilizantes e insumos agrícolas ligados ao comércio internacional asiático. Entre os principais fornecedores estão Canadá (14%), Rússia (14%) e China (12%).

Segundo a análise da Aprosoja/MS, mesmo sem um conflito direto, um aumento das tensões na região pode provocar alta no frete marítimo, valorização do dólar e aumento no preço de fertilizantes, defensivos e combustíveis utilizados no campo.

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O estudo aponta ainda possíveis reflexos como:

  • aumento dos custos de produção;
  • maior volatilidade nos preços da soja e do milho;
  • pressão sobre o planejamento financeiro do produtor;
  • encarecimento de insumos agrícolas dolarizados.

Por outro lado, o material também destaca que o Brasil pode ampliar sua posição como fornecedor estratégico da China, especialmente em um cenário de redução da dependência chinesa dos produtos norte-americanos.

De acordo com os analistas econômicos da Aprosoja/MS, o principal desafio do produtor rural será acompanhar a relação de troca, o custo operacional e a capacidade financeira em um cenário de maior volatilidade internacional.

O informativo foi elaborado pelos analistas Raphael Flores Gimenes e Linneu Borges Filho.

Confira o estudo completo clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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Milho segunda safra mantém bom potencial produtivo em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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O milho segunda safra 2025/2026 segue com bom desenvolvimento em Mato Grosso do Sul, mas o avanço do clima seco e o risco de geadas colocam os agricultores em alerta. De acordo com o levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, 71,5% das lavouras do Estado apresentam boas condições, enquanto 17,8% estão em situação regular e 10,7% em condições ruins.

As melhores condições das lavouras estão concentradas nas regiões norte, nordeste, oeste e sudoeste do estado, onde os índices de áreas classificadas como boas variam entre 75,4% e 92,1%. A região norte tem 92,1% das áreas em boas condições. Já a região oeste apresenta 84,6% das lavouras classificadas como boas.

Por outro lado, as regiões centro, sul, sul-fronteira e sudeste demonstram maior sensibilidade às condições climáticas. Nessas áreas, o percentual de lavouras classificadas como ruins é  23,8%, principalmente devido à irregularidade das chuvas e ao risco de estiagem e geadas durante o ciclo da cultura. Na região centro, que engloba municípios como Sidrolândia, Rio Brilhante e Campo Grande, 57,9% das áreas apresentam bom potencial produtivo, enquanto 23,8% já registram perdas.

Além disso, episódios climáticos recentes chama a atenção dos produtores. Na terceira semana de maio, municípios como Dourados, Deodápolis, Fátima do Sul e Ivinhema foram atingidos por granizo, causando danos pontuais nas lavouras de milho.

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Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o cenário ainda é favorável, mas dependerá do comportamento climático nas próximas semanas. “O cenário do milho segunda safra em Mato Grosso do Sul é positivo, porém, o produtor precisa manter atenção redobrada às condições climáticas nas próximas semanas. Temos áreas do centro e sul do estado que já demonstram impacto da irregularidade das chuvas, além de ocorrências pontuais de granizo e risco de geadas durante a fase reprodutiva da cultura. Isso pode comprometer parte do potencial produtivo dessas regiões.”

O coordenador destaca ainda que o plantio realizado dentro da janela ideal ajuda a sustentar as expectativas produtivas da safra.

“Boa parte da área foi semeada dentro da janela mais favorável, o que contribui para manter o potencial produtivo. Ainda assim, o comportamento climático entre maio e junho será decisivo para consolidar os números projetados para esta safra.”

O levantamento da Aprosoja/MS também mostra mudança importante no perfil produtivo do estado. Nesta safra, o milho ocupará aproximadamente 46% da área anteriormente destinada à soja, percentual abaixo dos 75% registrados em anos anteriores. A redução está diretamente relacionada ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), que influencia as decisões de plantio dos produtores.

No cenário climático, os modelos meteorológicos indicam 92% de probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no trimestre entre junho e agosto de 2026, com tendência de intensificação ao longo do segundo semestre. Entre os impactos esperados estão temperaturas acima da média histórica e maior frequência de ondas de calor.

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No mercado, o milho disponível em Mato Grosso do Sul foi cotado, em média, a R$ 51,14 por saca em 18 de maio. Já a comercialização da segunda safra 2026 alcançou 22% da produção estimada até o momento.

A estimativa atual do Projeto SIGA-MS indica o cultivo do milho em 2,206 milhões de hectares, com produtividade média esperada de 84,2 sacas por hectare e produção projetada em 11,139 milhões de toneladas.

O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS

FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

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Site: Aprosoja MS

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