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6 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Soja/RS: Implantação das lavouras evolui de maneira desigual no Estado – MAIS SOJA

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A implantação das lavouras de soja evolui de maneira desigual no Estado em razão principalmente do prolongamento do ciclo das culturas de inverno e da irregularidade das chuvas, que causa variabilidade da umidade do solo.

A área semeada alcança 14% do previsto, mas os maiores avanços ocorreram em locais de precipitações mais regulares, que propiciaram boas condições para a germinação e emergência. Nessas áreas, as lavouras apresentam estandes uniformes e vigor adequado. Já onde a umidade está deficiente, verificam-se dificuldades no estabelecimento das plantas, além de falhas e desuniformidade na emergência, o que poderá repercutir em redução de potencial produtivo. A disponibilidade hídrica irregular tem também limitado o preparo de solo e a aplicação de herbicidas, especialmente os sistêmicos, devido ao estresse das plantas daninhas, que não absorvem corretamente o produto aplicado.

Em síntese, a semeadura ocorre em ritmo moderado, e os produtores esperam precipitações generalizadas que permitam a intensificação dos trabalhos de campo e o avanço do plantio até meados de dezembro, período usual de encerramento dessa fase da cultura. No entanto, observa-se redução no investimento em insumos — especialmente fertilizantes — em função do custo elevado e da limitação de crédito, o que poderá impactar as produtividades médias esperadas.

Para a Safra 2025/2026, no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura segue de forma irregular, influenciada diretamente pela distribuição das chuvas. Na Fronteira Oeste, os volumes acumulados no período permitiram o início do plantio, que chega a cerca de 25% dos 23 mil hectares estimados em Itaqui. Em áreas da Campanha, a umidade do solo está escassa, levando produtores a realizar semeaduras em condições subótimas, que resultarão em lavouras com baixa população e desuniformidade. Em Hulha Negra, o preparo de solo está praticamente paralisado há quatro semanas devido à ausência de precipitações expressivas e ao solo composto por argilas expansivas. A continuidade e a normalização das atividades dependem da regularização das chuvas com volumes superiores a 40 mm. Em Caçapava do Sul, acumulados de aproximadamente 20 mm possibilitaram o avanço pontual do plantio, que alcançou 3.500 hectares de 40 mil estimados.

Na de Caxias do Sul, as primeiras áreas implantadas apresentam germinação satisfatória. O excesso de umidade, decorrente das chuvas frequentes, limita as operações, que deverão se estender até meados de dezembro, concomitantemente à finalização da colheita do trigo.

Na de Erechim, o plantio atinge 20% da área estimada. Observa-se a recorrente utilização de sementes próprias e a redução na adubação — em torno de 200 kg/ha — devido ao alto custo dos insumos e a restrições de crédito, o que poderá afetar a produtividade inicialmente projetada.

Na de Frederico Westphalen, o atraso na colheita das culturas de inverno retardou o início do plantio de soja, que chegou a apenas 10% da área prevista. A retomada das atividades está condicionada à melhora da umidade do solo, que ainda está insuficiente em diversos municípios.

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Na de Ijuí, a semeadura apresenta ritmo inferior ao da safra anterior, abrangendo menos de 15% da área estimada. Em Ibirubá, o plantio atinge 25% devido à elevada capacidade operacional e ao tamanho menor das propriedades; já em Cruz Alta não ultrapassa 10%. Cerca de 80% das lavouras estão em fase de embebição e germinação, e 20% em emergência. As plantas emergidas mostram vigor e formação adequada dos primeiros trifólios e estrutura morfológica compatível com o estágio inicial de desenvolvimento.

Na de Passo Fundo, cerca de 15% estão em fase de germinação, em condições ambientais favoráveis à emergência. O avanço do plantio depende da manutenção da umidade e da disponibilização de áreas após a colheita de cereais.

Na de Pelotas, após a paralisação da semeadura por quatro semanas causada pela baixa umidade, as precipitações do período — com acumulados médios de até 20 mm e máximos de 43 mm em Arroio do Padre — restabeleceram a umidade no solo, permitindo o plantio, que alcança 12%.

Na de Santa Maria, as chuvas ocorridas na última semana permitiram a retomada do plantio, que supera 15% da área prevista. As lavouras emergidas apresentam população de plantas e estabelecimento inicial adequados.

Na de Santa Rosa, a umidade do solo tem possibilitado germinação uniforme e desenvolvimento inicial vigoroso nas áreas implantadas, que atingem 9% do total estimado. O escalonamento do plantio é estratégia adotada por grande parte dos produtores para reduzir riscos de estiagem.

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Na de Soledade, as chuvas do período elevaram significativamente a umidade do solo, viabilizando a retomada intensa da semeadura, que atinge 22% do previsto. As precipitações também favoreceram a germinação e a emergência das áreas implantadas antes dos eventos pluviométricos. No Baixo Vale do Rio Pardo, onde a limitação hídrica em outubro foi mais severa, o percentual de área semeada está inferior ao observado no Alto da Serra do Botucaraí e no Centro Serra. Em algumas propriedades, a demora na retirada de rebanhos de áreas arrendadas contribuiu adicionalmente para o atraso das operações. Prossegue a dessecação de áreas destinadas a semeaduras tardias, previstas para o final de novembro.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,65%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 125,22 para R$ 126,03.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1992 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS

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FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1892

Site: Emater RS

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Sustentabilidade

Crédito para financiar a produção rural cai 71,3% em duas safras em MS – MAIS SOJA

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Você já parou para pensar de onde vem o dinheiro que ajuda o produtor rural a comprar sementes, fertilizantes, defensivos e custear uma safra?

Além dos recursos próprios e dos financiamentos oferecidos pelos bancos, parte desse dinheiro vem de investimentos feitos por pessoas e empresas no mercado financeiro. Esses recursos passam por diferentes instituições e podem chegar ao campo por meio de operações de crédito, compra antecipada de grãos e fornecimento de insumos.

Uma das principais modalidades é a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). Funciona assim: uma pessoa investe dinheiro em um banco ou cooperativa, que utiliza parte dos recursos captados para financiar atividades do agronegócio. Esse dinheiro pode chegar ao produtor na forma de crédito rural.

Em Mato Grosso do Sul,o volume de crédito rural contratado com recursos de investimentos  da LCA caiu 71,3% em duas safras, passando de R$ 11,99 bilhões em 2023/2024 para R$ 3,45 bilhões em 2025/2026.

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A queda registrada em Mato Grosso do Sul foi a maior entre os nove estados que mais utilizam essa fonte de recursos. No Brasil, a redução foi de 37,5%.

Para o analista de Economia da Aprosoja/MS, Raphael Flôres Gimenes, compreender de onde vêm os recursos é importante porque o produtor depende de diferentes alternativas para financiar a atividade.

“O produtor precisa entender que o financiamento da safra não depende apenas do dinheiro disponibilizado pelos bancos. Existem outras fontes que ajudam a movimentar o crédito no agronegócio. Quando uma dessas fontes diminui, isso pode afetar as condições de financiamento e exigir que o produtor avalie outras alternativas”, explica.

O levantamento mostra ainda que a diminuição do crédito atingiu principalmente os médios produtores. Nessa categoria, o volume contratado caiu 90,2% em duas safras, passando de R$ 5,35 bilhões para R$ 530 milhões.

O número de contratos também diminuiu: eram 7.585 em 2023/2024 e passaram para 979 em 2025/2026.

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Outro dado importante envolve as culturas de soja e milho. O crédito destinado ao financiamento dessas atividades com recursos da LCA caiu de R$ 7 bilhões para aproximadamente R$ 1,5 bilhão no período analisado.

De onde mais vem o dinheiro que financia o agro?

Outra possibilidade é a Cédula de Produto Rural (CPR). Nesse caso, o próprio produtor assume um compromisso de entregar determinada quantidade de produto, como soja ou milho, ou pagar um valor em dinheiro no futuro. Esse documento pode ser negociado com bancos, tradings e revendas e também utilizado para conseguir recursos ou insumos para a lavoura.

Já o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) funciona como uma forma de transformar valores que empresas e cooperativas têm a receber em investimentos. Assim, essas organizações conseguem captar dinheiro para financiar suas atividades e operações com produtores.

O Fiagro, por sua vez, reúne dinheiro de vários investidores em um fundo que pode aplicar recursos em propriedades rurais, empresas do agronegócio e títulos ligados ao setor.

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“Isso significa que o dinheiro investido por uma pessoa pode ajudar a financiar uma cooperativa, uma empresa ou uma operação que, em algum momento, beneficia o produtor rural”.

Poupança rural ganha espaço

Enquanto os recursos provenientes das Letras de Crédito do Agronegócio diminuíram, a poupança rural passou a ser a principal fonte do crédito rural contratado em Mato Grosso do Sul.

O volume avançou de R$ 3,09 bilhões em 2023/2024 para R$ 4,94 bilhões em 2025/2026.

Mas existe um detalhe importante: a maior parte desse dinheiro foi contratada com juros livres, ou seja, taxas negociadas entre a instituição financeira e o produtor, sem a equalização de juros oferecida pelo Plano Safra.

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Dos R$ 4,94 bilhões registrados, R$ 4,60 bilhões foram contratados com taxas livres e apenas R$ 340 milhões com juros equalizados.

O que o produtor precisa observar?

Com diferentes alternativas de financiamento, comparar as condições antes de fechar um contrato pode fazer diferença no resultado da safra.

“A orientação da Aprosoja/MS é que o produtor avalie o custo total da operação, considerando juros, seguros, taxas e até a diferença entre o preço dos insumos à vista e a prazo”.

Uma forma de facilitar essa comparação é transformar o custo do financiamento em sacas de soja. Assim, o produtor consegue visualizar quanto precisará entregar da produção para pagar por determinada operação.

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Também é importante conhecer as garantias exigidas, ler todas as cláusulas e avaliar se o compromisso assumido cabe na capacidade de pagamento da propriedade.

“Não basta olhar apenas para o valor liberado ou para a facilidade de conseguir o recurso. O produtor precisa saber quanto vai pagar por esse financiamento e quanto isso representa em sacas da sua produção. Essa comparação ajuda a identificar qual alternativa oferece melhores condições para a realidade de cada propriedade”, orienta Raphael.

O informativo da Aprosoja/MS também aponta a necessidade de ampliar os mecanismos de garantia e preservar a segurança jurídica das operações de financiamento, medidas que podem contribuir para melhorar o acesso dos produtores aos recursos.

Para acessar o conteúdo completo, clique aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja/MS

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Sustentabilidade

CEEMA: Soja em Chicago rompe piso de US$ 12,00 por bushel sob pressão de oferta nos EUA e plantio no Brasil – MAIS SOJA

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Pela primeira vez, desde o dia 14/08, o primeiro mês cotado em Chicago rompe o piso dos US$ 12,00/bushel. O fato ocorreu no dia 04/11, com o bushel batendo em US$11,93, diante de um mercado sob pressão da colheita nos EUA e o bom andamento do plantio no Brasil. O fechamento desta quinta-feira (05) foi ainda mais baixo, ficando em US$ 11,81, contra US$ 12,19 uma semana antes. Por outro lado, a média de outubro fechou em US$ 12,63/bushel, sendo 3,3% menor do que a média de setembro. Em outubro do ano passado esta média havia sido de US$ 10,34/bushel.

Importante destacar que o complexo soja todo recuou fortemente nas últimas semanas. O farelo chegou a US$ 317,20/tonelada curta no dia 05/11, a mais baixa cotação desde o dia 20/08, enquanto o óleo veio a 62,24 centavos de dólar por libra-peso no mesmo dia, algo que não se via desde o dia 02/03 passado.

Dito isso, a colheita da soja nos EUA, até o dia 1º de novembro, atingia a 88% da área semeada, contra 84% na média histórica. Ao mesmo tempo, na semana encerrada em 29 de outubro, as exportações de soja estadunidense somaram 2,58 milhões de toneladas. A China foi o principal comprador, com 1,63 milhão de toneladas, ou seja, cerca de 63% do total semanal. Na sequência veio a Espanha, Vietña e Paquistão.

Por sua vez, o esmagamento de soja nos EUA, no mês de setembro, atingiu a 5,4 milhões de toneladas, sendo ele menor em 5% em relação ao processado em agosto e 3% abaixo do esmagado em setembro do ano passado. A produção de óleo de soja também caiu, ficando 6% abaixo da registrada em agosto e 4% menor do que a de agosto de 2025. Já a produção de farelo e torta de soja somou 4,19 milhões de toneladas, contra 4,66 milhões em agosto e 4,53 milhões em setembro/25. Já os estoques de óleo de soja nos EUA recuaram 16,4% em setembro, na comparação com agosto.

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E no Brasil, o câmbio continuou sustentando os preços, diante do forte recuo de Chicago nas últimas semanas. Com o dólar valendo R$ 5,48, os preços da soja ficaram em R$ 138,00/saco nas principais praças gaúchas e entre R$ 132,00 e R$ 143,00/saco nas demais regiões do país.

O plantio da nova safra da oleaginosa chegou a 53% da área esperada no país no dia 29/10, contra 47% no mesmo período do ano passado (cf. AgRural). As chuvas voltaram no Centro-Oeste brasileiro, aliviando o quadro de falta de umidade. Já no Sul do Brasil é o excesso de umidade que vem freando o desenrolar do plantio da soja, mas não há, por enquanto, atraso no mesmo. Por sua vez, no Matopiba o plantio paralisou no final de outubro devido áreas muito secas, com chuvas irregulares e baixo volume.

Ao mesmo tempo, começam a surgir disparidades nas projeções do volume a ser colhido na safra de soja 2026/27. Enquanto o analista privado StoneX avança um volume de praticamente 185 milhões de toneladas, contra pouco mais de 181 milhões indicados pela Conab, o Rabobank indica uma safra de apenas 178 milhões de toneladas. Neste caso, menor do que as 180 milhões do ano passado. Segundo, ainda, esta última fonte, as exportações brasileiras de soja ficariam em 113 milhões de toneladas em 2026/27, portanto, abaixo das 117,5 milhões apontadas no final de outubro pelo adido do USDA no Brasil.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Yara aposta em fertilizantes de menor pegada de carbono para impulsionar a descarbonização da agricultura

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A redução das emissões de gases de efeito estufa na agricultura passa pela transformação da produção e utilização de fertilizantes. O setor responde por cerca de 20% das emissões, enquanto os fertilizantes representam aproximadamente 11% desse total. Para enfrentar o desafio, a Yara Brasil aposta em tecnologias de menor intensidade de carbono, fontes renováveis de energia e parcerias, como apresentado durante o Fórum Planeta Campo, em São Paulo (SP).

De acordo com Francielle Bertotto, gerente de Sustentabilidade e Cadeia do Alimento da Yara Brasil, a companhia trabalha tanto na redução quantitativa quanto qualitativa da intensidade de carbono dos fertilizantes. Na Europa, por exemplo, a produção de fertilizantes nitrogenados já utiliza tecnologias desenvolvidas pela empresa para diminuir as emissões de gases de efeito estufa durante o processo industrial.

Além das soluções já implementadas, a Yara investe em novas rotas de produção, com o uso de matrizes energéticas renováveis e tecnologias adicionais. Entre as iniciativas está o portfólio Yara Climate Choice, que reúne fertilizantes com menor pegada de carbono.

Segundo Francielle, os fertilizantes de menor pegada de carbono são produzidos a partir de tecnologias que reduzem as emissões de gases de efeito estufa durante o processo de fabricação, sem comprometer a qualidade ou a eficiência dos produtos. Dessa forma, a empresa mantém os mesmos padrões de desempenho e confiabilidade, mas com um processo produtivo mais sustentável.

Impacto que chega à cadeia produtiva

A estratégia ganha relevância quando considerada a participação dos fertilizantes na pegada de carbono das culturas agrícolas destinadas à produção de biocombustíveis. Segundo a executiva, aproximadamente 30% das emissões associadas a essas culturas estão relacionadas aos fertilizantes.

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Nesse cenário, reduzir a intensidade de carbono do insumo representa uma oportunidade de diminuir as emissões de toda a cadeia, especialmente em um momento em que produtores e indústrias buscam agregar valor aos produtos e atender a exigências crescentes de sustentabilidade.

A Yara também apresentou resultados de iniciativas desenvolvidas diretamente com produtores. Atualmente, os projetos da companhia envolvem mais de 50 produtores e abrangem mais de 800 hectares. Em determinadas culturas, a substituição por fertilizantes de menor pegada de carbono já proporciona reduções expressivas. No café, por exemplo, a diminuição pode chegar a 40%, enquanto, na banana, as estimativas apontam para uma redução de até 60% da pegada de carbono.

Outro exemplo é a parceria com a PepsiCo no ciclo 2025-2026. O projeto reúne seis produtores e contempla 130 hectares cultivados com batata. Entre os resultados apresentados estão um incremento médio de produtividade de 9% e uma redução de 20% na pegada de carbono por tonelada de batata colhida.

Para Francielle, a colaboração entre empresas, produtores e demais agentes da cadeia é fundamental para ampliar os resultados e acelerar a transição para uma agricultura de menor intensidade de carbono.

A executiva ressaltou que, apesar dos avanços, a descarbonização da agricultura ainda exige investimentos contínuos em inovação, novas tecnologias e fontes renováveis de energia. Segundo ela, ampliar essas soluções e fortalecer as parcerias ao longo da cadeia produtiva será fundamental para reduzir a intensidade de carbono e contribuir para um modelo de produção cada vez mais sustentável. “Temos muito a evoluir, com menor intensidade de carbono e fontes renováveis. Esse é o nosso compromisso”, concluiu Francielle.

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