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28 de julho de 2026

Sustentabilidade

Soja/RS: Implantação das lavouras evolui de maneira desigual no Estado – MAIS SOJA

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A implantação das lavouras de soja evolui de maneira desigual no Estado em razão principalmente do prolongamento do ciclo das culturas de inverno e da irregularidade das chuvas, que causa variabilidade da umidade do solo.

A área semeada alcança 14% do previsto, mas os maiores avanços ocorreram em locais de precipitações mais regulares, que propiciaram boas condições para a germinação e emergência. Nessas áreas, as lavouras apresentam estandes uniformes e vigor adequado. Já onde a umidade está deficiente, verificam-se dificuldades no estabelecimento das plantas, além de falhas e desuniformidade na emergência, o que poderá repercutir em redução de potencial produtivo. A disponibilidade hídrica irregular tem também limitado o preparo de solo e a aplicação de herbicidas, especialmente os sistêmicos, devido ao estresse das plantas daninhas, que não absorvem corretamente o produto aplicado.

Em síntese, a semeadura ocorre em ritmo moderado, e os produtores esperam precipitações generalizadas que permitam a intensificação dos trabalhos de campo e o avanço do plantio até meados de dezembro, período usual de encerramento dessa fase da cultura. No entanto, observa-se redução no investimento em insumos — especialmente fertilizantes — em função do custo elevado e da limitação de crédito, o que poderá impactar as produtividades médias esperadas.

Para a Safra 2025/2026, no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a semeadura segue de forma irregular, influenciada diretamente pela distribuição das chuvas. Na Fronteira Oeste, os volumes acumulados no período permitiram o início do plantio, que chega a cerca de 25% dos 23 mil hectares estimados em Itaqui. Em áreas da Campanha, a umidade do solo está escassa, levando produtores a realizar semeaduras em condições subótimas, que resultarão em lavouras com baixa população e desuniformidade. Em Hulha Negra, o preparo de solo está praticamente paralisado há quatro semanas devido à ausência de precipitações expressivas e ao solo composto por argilas expansivas. A continuidade e a normalização das atividades dependem da regularização das chuvas com volumes superiores a 40 mm. Em Caçapava do Sul, acumulados de aproximadamente 20 mm possibilitaram o avanço pontual do plantio, que alcançou 3.500 hectares de 40 mil estimados.

Na de Caxias do Sul, as primeiras áreas implantadas apresentam germinação satisfatória. O excesso de umidade, decorrente das chuvas frequentes, limita as operações, que deverão se estender até meados de dezembro, concomitantemente à finalização da colheita do trigo.

Na de Erechim, o plantio atinge 20% da área estimada. Observa-se a recorrente utilização de sementes próprias e a redução na adubação — em torno de 200 kg/ha — devido ao alto custo dos insumos e a restrições de crédito, o que poderá afetar a produtividade inicialmente projetada.

Na de Frederico Westphalen, o atraso na colheita das culturas de inverno retardou o início do plantio de soja, que chegou a apenas 10% da área prevista. A retomada das atividades está condicionada à melhora da umidade do solo, que ainda está insuficiente em diversos municípios.

Na de Ijuí, a semeadura apresenta ritmo inferior ao da safra anterior, abrangendo menos de 15% da área estimada. Em Ibirubá, o plantio atinge 25% devido à elevada capacidade operacional e ao tamanho menor das propriedades; já em Cruz Alta não ultrapassa 10%. Cerca de 80% das lavouras estão em fase de embebição e germinação, e 20% em emergência. As plantas emergidas mostram vigor e formação adequada dos primeiros trifólios e estrutura morfológica compatível com o estágio inicial de desenvolvimento.

Na de Passo Fundo, cerca de 15% estão em fase de germinação, em condições ambientais favoráveis à emergência. O avanço do plantio depende da manutenção da umidade e da disponibilização de áreas após a colheita de cereais.

Na de Pelotas, após a paralisação da semeadura por quatro semanas causada pela baixa umidade, as precipitações do período — com acumulados médios de até 20 mm e máximos de 43 mm em Arroio do Padre — restabeleceram a umidade no solo, permitindo o plantio, que alcança 12%.

Na de Santa Maria, as chuvas ocorridas na última semana permitiram a retomada do plantio, que supera 15% da área prevista. As lavouras emergidas apresentam população de plantas e estabelecimento inicial adequados.

Na de Santa Rosa, a umidade do solo tem possibilitado germinação uniforme e desenvolvimento inicial vigoroso nas áreas implantadas, que atingem 9% do total estimado. O escalonamento do plantio é estratégia adotada por grande parte dos produtores para reduzir riscos de estiagem.

Na de Soledade, as chuvas do período elevaram significativamente a umidade do solo, viabilizando a retomada intensa da semeadura, que atinge 22% do previsto. As precipitações também favoreceram a germinação e a emergência das áreas implantadas antes dos eventos pluviométricos. No Baixo Vale do Rio Pardo, onde a limitação hídrica em outubro foi mais severa, o percentual de área semeada está inferior ao observado no Alto da Serra do Botucaraí e no Centro Serra. Em algumas propriedades, a demora na retirada de rebanhos de áreas arrendadas contribuiu adicionalmente para o atraso das operações. Prossegue a dessecação de áreas destinadas a semeaduras tardias, previstas para o final de novembro.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,65%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 125,22 para R$ 126,03.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1992 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1892

Site: Emater RS

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Sustentabilidade

Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

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Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.

A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.

Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.

Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.

O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.

Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Sustentabilidade

Algodão/IMEA: Clima nos EUA eleva cotações em NY, mas avanço da colheita em MT pressiona preços locais – MAIS SOJA

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As cotações da pluma na bolsa de Nova York registraram alta ao longo da última semana (20/07 a 24/07), refletindo em valorização de 0,56% na média semanal do contrato de jul/27, que encerrou o período cotado a ¢ US$ 82,56/lb. Na comparação com o mesmo período de jun/26, o avanço foi de 3,56%.

O movimento de alta foi sustentado, principalmente, pelas incertezas quanto à safra norteamericana, em decorrência das condições climáticas adversas no país. Além disso, as tensões geopolíticas envolvendo a região do Mar Negro e o Oriente Médio também contribuíram para sustentar as cotações internacionais. No entanto, os preços permanecem sensíveis à evolução desses fatores, uma vez que parte da valorização reflete a percepção de risco do mercado. Assim, o mercado seguirá atento às condições climáticas nos Estados Unidos e às perspectivas para a produção, que continuarão influenciando o comportamento das cotações nas próximas semanas.

Confira os principais destaques do boletim:
  • RETRAÇÃO: o preço da pluma em Mato Grosso registrou queda de 0,28% na última semana, pressionada pelo avanço da colheita, que tem ampliado a oferta da fibra no mercado.
  • BAIXA: a cotação do caroço de algodão disponível exibiu retração de 3,16% na comparação semanal, em função da maior oferta, decorrente do avanço do beneficiamento.
  • RECUO: a paridade de dez/26 registrou recuo de 0,70% em relação à semana passada, pressionado pela desvalorização do contrato futuro de dólar com vencimento em dez/26.
A colheita do algodão da safra 25/26 avançou 4,75 p.p. na última semana.

Com isso, até a última sexta-feira (24/07), 13,11% da área estimada para a safra em MT havia sido colhida, 7,86 p.p. inferior à média dos últimos cinco anos. Esse atraso reflete, principalmente, a postergação do início dos trabalhos em campo em decorrência das chuvas registradas em meados de jun/26. Entre as regiões, o Nordeste e o Sudeste apresentam o maior avanço, com 46,80% e 22,12% das áreas colhidas, respectivamente.

Cabe destacar que, embora as chuvas de jun/26 não tenham comprometido de forma significativa a produtividade da pluma, houve relatos de perdas na qualidade da fibra, fator que tem gerado preocupação entre os cotonicultores. Por fim, a expectativa é de intensificação da colheita nas próximas duas semanas, com o avanço dos trabalhos nas áreas de segunda safra, que representam mais de 85,00% da área cultivada com algodão no estado.

Fonte: IMEA



 

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Sustentabilidade

Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

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Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.

A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.

Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.

Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.

O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.

Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.

Fonte: Estadão Conteúdo

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