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Sustentabilidade

Análise mensal do mercado do algodão – MAIS SOJA

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Em movimento de queda desde junho deste ano, os preços médios do algodão em pluma no Brasil registraram em outubro o menor patamar mensal desde outubro de 2009, em termos reais (os valores mensais foram deflacionados pelo IGP-DI). A desvalorização da pluma é resultado da oferta nacional recorde, dos consumos doméstico e internacional contidos, da instabilidade geopolítica e dos menores patamares dos valores externos e do dólar, fatores que reduzem a paridade de exportação.

Nesse cenário, as negociações no mercado spot nacional ocorrem de forma pontual: ora para atender a necessidades imediatas ou para repor estoques, ora para permitir que alguns vendedores se capitalizem. Comerciantes, por sua vez, buscam novas aquisições visando cumprir programações previamente firmadas e, em alguns casos, realizam negócios “casados”, diante da maior aversão ao risco no momento.

Parte dos agentes permanece concentrada no cumprimento de contratos a termo, mantendo-se retraída de novas negociações. O beneficiamento da pluma da safra 2024/25 já passou da metade, o que vem contribuindo para que o ritmo de exportação da commodity ganhasse força em outubro. Produtores também têm direcionado a atenção às atividades de campo relacionadas ao plantio da nova temporada de grãos. Ainda assim, o Cepea observou, ao longo de outubro, boa movimentação de negócios envolvendo a pluma da safra 2024/25 e também da temporada seguinte, a 2025/26.

Em outubro, o Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) acumulou baixa de 4,63%, ficando, em média, 1,2% abaixo da paridade de exportação. Após registrar o menor patamar nominal desde meados de outubro/20, o Indicador subiu 1,74% entre 27 de outubro e 3 de novembro, encerrando a segunda-feira, 3, em R$ 3,4933/lp.

A média de outubro foi de R$ 3,5176/lp, com quedas de 5,16% em relação a setembro/25 e de 12,7% sobre outubro/24 e a menor real desde outubro/09 (R$ 3,4634/lp, IGP-DI de set/25). Em dólar, a média mensal doméstica foi de US$ 0,6508/lp, valor 2% acima do primeiro vencimento da Bolsa de Nova York (ICE Futures, US$ 0,6380/lp), mas 14,4% inferior ao Índice Cotlook A (US$ 0,7600/lp).

MERCADO INTERNACIONAL – Entre 30 de setembro e 31 de outubro, a paridade de exportação (FAS) calculada pelo Cepea subiu 0,7%, alcançando R$ 3,6129/lp (US$ 0,6714/lp) no porto de Santos (SP) e R$ 3,6234/lp (US$ 0,6734/lp) no de Paranaguá (PR). A sustentação veio da valorização de 1,07% do dólar frente ao Real no período, cotado em R$ 5,381. Já o Índice Cotlook A recuou 0,39% em outubro, para US$ 0,7740/lp no dia 31.

Na Bolsa de Nova York, de 30 de setembro a 31 de outubro, o vencimento dez/25 caiu 0,35% para US$ 0,6554/lp; Mar/26, 1,24%, para US$ 0,6673/lp; Maio/26, 1,39%, para US$ 0,6790/lp; e Jul/26, 1,26%, para US$ 0,6902/lp.

SAFRA BRASILEIRA 2025/26 – A primeira estimativa da Conab, divulgada no dia 14 de outubro, aponta produção nacional de pluma em 4,03 milhões de toneladas na safra 2025/26, 1,1% inferior à previsão anterior. A redução está associada à menor produtividade, estimada em 1.885 kg/ha de pluma, o que também está 3,5% abaixo da registrada na temporada 2024/25 (1.954 kg/ha).

Já a área cultivada deve crescer 2,5%, alcançando 2,138 milhões de hectares. Em Mato Grosso, principal estado produtor, a área pode atingir 1,488 milhão de hectares, aumento de 1,8% em relação à safra anterior. Contudo, a produtividade deve cair 4,7%, para 1.859 kg/ha de pluma, resultando em produção de 2,767 milhões de toneladas, 3% menor. Na Bahia, o avanço da área deve mais do que compensar a redução na produtividade, elevando a produção estadual.

A Conab também projeta consumo doméstico em 725 mil toneladas, ligeiramente abaixo das 730 mil toneladas da safra anterior, e as exportações, em 3 milhões de toneladas, aumento de 2,1% no comparativo anual.

CAROÇO DE ALGODÃO – Mesmo com a demanda mais contida com o início do período de chuvas em algumas regiões em outubro, negócios de caroço de algodão continuam sendo captados pelo Cepea, o que tem mantido os preços firmes, mesmo com a entrada mais volumosa da safra 2024/25. Além disso, agentes também estão focados nos embarques de contratos a termo.

Dados do Cepea mostram que, em outubro, em Lucas do Rio Verde (MT), o valor médio do caroço foi de R$ 886,37/t, aumento de 5,8% frente a setembro/25 e elevação de 32,6% em relação a outubro/24; em Primavera do Leste (MT), a média foi de R$ 981,33/t, altas de 2,9% na comparação mensal e de 27,8% na anual; em Campo Novo do Parecis (MT), de R$ 923,99/t, respectivos avanços de 2,8% e de 34,1%; em Barreiras (BA), de R$ 1.170,27/t, queda de 15,6% no mês, mas aumento de 43,1% no ano; e em São Paulo (SP), de R$ 1.429,13/t, elevações de 1,9% e de 27,3%, nesta ordem.

Quanto à comercialização da safra 2024/25, dados divulgados no dia 13 de outubro pelo Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) apontam que 67,48% do caroço já foi comercializado em Mato Grosso, maior estado produtor, contra 74,09% no mesmo período de 2024 e também abaixo da média dos últimos cinco anos, de 75%.

Confira o Agromensal outubro/2025 do Algodão completo, clicando aqui!

Fonte: CEPEA



 

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Autor:AGROMENSAIS OUTUBRO/2025

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Indicador atravessa fevereiro dentro da estabilidade – MAIS SOJA

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Dados do Cepea mostram que os preços do algodão em pluma atravessaram fevereiro praticamente estáveis. Produtores consultados pelo Cepea estiveram firmes nos valores pedidos, especialmente para lotes de qualidade superior. Esses agentes estiveram atentos às valorizações externas.

Além disso, vendedores, diante da atual entressafra no Brasil, estiveram focados na comercialização da soja e no cultivo e desenvolvimento do algodão. Do lado comprador, indústrias seguiram relatando ao Cepea preocupação com o desempenho das vendas de seus manufaturados e com os estoques, que são considerados elevados. Isso levou demandantes a realizarem aquisições pontuais da matéria-prima e/ou buscarem menores preços.

Nesse cenário, em fevereiro, o Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) acumulou pequena alta de 1,36%, encerrando no dia 27 a R$ 3,5227/lp.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Chicago fecha em alta na soja, seguindo petróleo e apostando em encontro China-EUA – MAIS SOJA

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Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A disparada do petróleo e a confirmação do presidente Donald Trump de que irá viajar até Pequim para tratar de tarifas e acordos comerciais ajudaram a sustentar cotações, em dia volátil.

O conflito no Oriente Médio e o fechamento do Canal de Ormuz continuam sendo ponto positivo para os preços. Em contrapartida, o dólar firme, a aversão ao risco, as dúvidas sobre a demanda chinesa e o avanço da colheita no Brasil foram fatores de pressão, em um dia marcado por muitas oscilações nos preços.

Uma reportagem da Bloomberg informou que autoridades dos dois países devem se reunir ainda este mês, antes de um encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping.

Preços

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 5,75 centavos de dólar, ou 0,50%, a US$ 11,55 3/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 11,70 1/2 por bushel, com elevação de 6,50 centavos de dólar ou 0,55%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 1,80 ou 0,57% a US$ 314,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 62,82 centavos de dólar, com ganho de 0,08 centavo ou 0,12%.

Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

Guerra no Oriente Médio e no Leste Europeu complica mercado de fertilizantes – MAIS SOJA

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O abastecimento de fertilizantes pode entrar em colapso no Brasil. As guerras que estão ocorrendo nas regiões produtoras desses insumos vêm provocando aumento nos preços das matérias-primas e riscos de desabastecimento devido aos impactos logísticos. 

No Leste Europeu, um ataque ucraniano com drones atingiu a fábrica de fertilizantes PJSC Dorogobuzh, na região oeste da Rússia, provocando incêndios e danos à infraestrutura da unidade. A planta, operada pelo AcronGroup, é dedicada à produção de nitrogenados, como amônia, ácido nítrico e nitrato de amônio, insumos centrais para a fabricação de fertilizantes minerais amplamente utilizados na agricultura global. 

A unidade possui capacidade produtiva anual estimada em 810 mil toneladas de ureia, 850 mil toneladas de NPK e 1,56 milhão de toneladas de nitrato de amônio, volumes que a posicionam como um ativo industrial relevante dentro do parque químico russo. Complexos desse porte integram uma cadeia produtiva sensível, conectando gás natural, processamento químico e exportações para diferentes mercados. 

A planta já havia sido alvo de ações anteriores no fim de 2025, evidenciando sua relevância estratégica. Uma eventual interrupção prolongada pode afetar a disponibilidade de nitrogenados no curto prazo, especialmente em um contexto de elevada volatilidade geopolítica e energética. Reduções na capacidade operacional tendem a impactar fluxos de exportação, pressionar preços internacionais e elevar custos para países dependentes de importações. 

No médio prazo, a recorrência de ataques a instalações estratégicas pode acelerar movimentos de diversificação de fornecedores e reconfiguração de cadeias logísticas por parte de importadores e tradings globais. Países mais dependentes de nitrogenados tendem a buscar contratos alternativos ou ampliar estoques preventivos, alterando fluxos comerciais e sustentando prêmios de risco nos preços internacionais ao longo de 2026. 

No Oriente Médio, a guerra entre os Estados Unidos e o Irã, com a participação de Israel, também tem afetado os preços dos fertilizantes. O fechamento do Estreito de Ormuz — por onde transitam petróleo e fertilizantes — provocou elevação nos preços do petróleo, no frete marítimo e também no seguro das cargas, devido aos riscos do conflito, repercutindo diretamente nos preços dos fertilizantes destinados ao Ocidente, incluindo o Brasil. 

O Estreito de Ormuz é uma faixa marítima relativamente estreita entre o Golfo de Omã, ao sudeste, e o Golfo Pérsico, ao sudoeste. Na costa norte está o Irã; na costa sul, os Emirados Árabes Unidos e um enclave de Omã. 

Desde o início do conflito no Oriente Médio, os fertilizantes já registraram alta entre 5% e 10%. Caso a guerra se prolongue, a tendência é de novos aumentos. O cenário pode comprometer entregas e intensificar a disputa por produtos no mercado internacional. Essa é a principal preocupação do setor neste momento. 

Fonte: Fecoagro



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