Sustentabilidade
Estria bacteriana em milho – MAIS SOJA

Em função das condições edafoclimáticas favoráveis ao desenvolvimento de fitopatógenos no milho, doenças como a estria bacteriana têm apresentado aumento de incidência no milho. A estria bacteriana, causada pela bactéria Xanthomonas vasicola pv. vasculorum tem se destacado em função da agressividade da doença e dificuldade de controle, especialmente em híbridos de milho considerados suscetíveis.
Os sintomas iniciais da estria bacteriana do milho, manifestam-se na forma de pequenas pontuações nas folhas, com aproximadamente 2 a 3 mm. A evolução dos sintomas é caracterizada por lesões alongadas e estreitas, circundadas por um halo de cor amarelada, restritas às regiões internervais das folhas. As margens das lesões apresentam um aspecto ondulado, uma característica importante para distinguir a estria bacteriana da doença fúngica conhecida como cercosporiose, causada por Cercospora spp. (Leite Junior et al., 2018)
Figura 1. Sintomas da estria bacteriana das folhas do milho, incluindo A, desenvolvimento precoce da lesão da estria, B, desenvolvimento de pequenas manchas, C e D, desenvolvimento dos sintomas começando na base da planta e progredindo para cima, resultando em E, F e G, lesões graves coalescentes nas folhas superiores, e H, sinais de gotículas bacterianas de Xanthomonas vasicola pv. vasculorum a partir do desenvolvimento da lesão.
A bactéria sobrevive em plantas hospedeiras e resíduos vegetais, pode ser disseminada pelo vento, água da chuva e irrigação, e infecta a planta através de aberturas naturais, a exemplo dos estômatos, ferimentos e lesões nas folhas (Leite Junior et al., 2018). Logo, anos chuvosos tendem a intensificar a ocorrência da estria bacteriana no milho, especialmente em áreas cuja presença da bactéria é comum em função da baixa adesão a práticas de manejo de prevenção a doença.
Figura 2. Ciclo de desenvolvimento da estria bacteriana em milho.

Vale destacar que a estria bacteriana é frequentemente confundida com cercorpora no milho. De forma prática, uma forma de realizar a diferenciação é através de um teste simples. O teste consiste em submergir um pedaço da folha do milho com lesões suspeitas da doença em um copo contendo água, a presença da exsudação, após determinado tempo, indica que os sintomas estão associados a presença da bactéria, proporcionando assim, uma maneira prática de diferenciar entre as lesões provocadas por bactérias e aquelas originadas por fungos.
Figura 3. Exsudação bacteriana de tecido foliar de Zea mays com lesão de estria bacteriana do milho.

Identificar a doença corretamente, é determinante para adotar estratégias de manejo que possam reduzir os danos em função da estria bacteriana. Ainda que os danos econômicos decorrentes da estria bacteriana do milho não tenham sido definidos, sabe-se que a gravidade dos sintomas pode atingir até 40% da área foliar infectada dependendo do híbrido do milho. Os níveis de incidência podem ultrapassar 90% e, apresentar uma severidade superior a 50% da área foliar afetada em híbridos de milho suscetíveis à doença (Leite Junior et al., 2018).
De acordo com Ortiz-Castro et al. (2020), a estria bacteriana é favorecida por condições de temperatura variando entre 10 a 37 ºC, porém, ocorre com maior intensidade em temperaturas de 28 ºC. Essas condições são facilmente encontradas no território nacional nos período de cultivo do milho, o que atrelado a presença de inóculo da bactéria e molhamento, contribuem para o aumento da ocorrência da doença.
Visando reduzir as perdas em função da estria bacteriana, é fundamental intensificar o monitoramento das áreas de milho, principalmente sob condições adequadas ao desenvolvimento das bacterioses. Além disso, deve-se priorizar o manejo preventivo da doença. Para um controle mais eficaz da estria bacteriana, os fungicidas devem ser posicionados preferencialmente no início do desenvolvimento do milho (estádios V4 a V5). Fungicidas multissítios como mancozebe, clorotalonil e oxicloreto de cobre tem demonstrado bons resultados de controle de Xanthomonas vasicola pv. vasculorum, e portanto, devem fazer parte do programa fitossanitário do milho.
Medidas integradas e anteriores a semeadura também são essenciais para o sucesso no manejo da estria bacteriana. Além de realizar a rotação de culturas com espécies não hospedeiras da bactéria, deve-se dar preferencia por híbridos de milho menos suscetíveis. Na entressafra, práticas como o controle de plantas daninhas e plantas voluntárias de milho (tiguera) também contribuem para reduzir a disseminação da estria bactéria, e devem ser consideradas no manejo do sistema de produção.
Referências:
LEITE JUNIOR, R. P. et al. ESTRIA BACTERIANA DO MILHO NO PARANÁ. Instituto Agronômico do Paraná, IAPAR. Londrina – PR, 2018. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/326369946_Estria_bacteriana_do_milho_no_Parana >, acesso em: 10/10/2025.
ORTIZ-CASTRO, M. et al. CURRENT UNDERSTANDING OF THE HISTORY, GLOBAL SPREAD, ECOLOGY, EVOLUTION, AND MANAGEMENT OF THE CORN BACTERIAL LEAF STREAK PATHOGEN, Xanthomonas vasicola pv. vasculorum. Phytopathology, 2020. Disponível em: < https://apsjournals.apsnet.org/doi/epdf/10.1094/PHYTO-01-20-0018-PER >, acesso em: 10/10/2025.
SEMENTES NK. PROTEJA SEU CULTIVO DA ESTRIA BACTERIANA DO MILHO. Sementes NK, 2024. Disponível em: < https://sementesnk.com.br/noticias/proteja-seu-cultivo-da-estria-bacteriana-do-milho/ >, acesso em: 10/10/2025.
Foto de capa: Leite Junior et al. (2018)

Sustentabilidade
Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.
A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.
Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.
Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.
O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.
Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Sustentabilidade
Algodão/IMEA: Clima nos EUA eleva cotações em NY, mas avanço da colheita em MT pressiona preços locais – MAIS SOJA

As cotações da pluma na bolsa de Nova York registraram alta ao longo da última semana (20/07 a 24/07), refletindo em valorização de 0,56% na média semanal do contrato de jul/27, que encerrou o período cotado a ¢ US$ 82,56/lb. Na comparação com o mesmo período de jun/26, o avanço foi de 3,56%.
O movimento de alta foi sustentado, principalmente, pelas incertezas quanto à safra norteamericana, em decorrência das condições climáticas adversas no país. Além disso, as tensões geopolíticas envolvendo a região do Mar Negro e o Oriente Médio também contribuíram para sustentar as cotações internacionais. No entanto, os preços permanecem sensíveis à evolução desses fatores, uma vez que parte da valorização reflete a percepção de risco do mercado. Assim, o mercado seguirá atento às condições climáticas nos Estados Unidos e às perspectivas para a produção, que continuarão influenciando o comportamento das cotações nas próximas semanas.
Confira os principais destaques do boletim:
- RETRAÇÃO: o preço da pluma em Mato Grosso registrou queda de 0,28% na última semana, pressionada pelo avanço da colheita, que tem ampliado a oferta da fibra no mercado.
- BAIXA: a cotação do caroço de algodão disponível exibiu retração de 3,16% na comparação semanal, em função da maior oferta, decorrente do avanço do beneficiamento.
- RECUO: a paridade de dez/26 registrou recuo de 0,70% em relação à semana passada, pressionado pela desvalorização do contrato futuro de dólar com vencimento em dez/26.
A colheita do algodão da safra 25/26 avançou 4,75 p.p. na última semana.
Com isso, até a última sexta-feira (24/07), 13,11% da área estimada para a safra em MT havia sido colhida, 7,86 p.p. inferior à média dos últimos cinco anos. Esse atraso reflete, principalmente, a postergação do início dos trabalhos em campo em decorrência das chuvas registradas em meados de jun/26. Entre as regiões, o Nordeste e o Sudeste apresentam o maior avanço, com 46,80% e 22,12% das áreas colhidas, respectivamente.
Cabe destacar que, embora as chuvas de jun/26 não tenham comprometido de forma significativa a produtividade da pluma, houve relatos de perdas na qualidade da fibra, fator que tem gerado preocupação entre os cotonicultores. Por fim, a expectativa é de intensificação da colheita nas próximas duas semanas, com o avanço dos trabalhos nas áreas de segunda safra, que representam mais de 85,00% da área cultivada com algodão no estado.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
Abiove eleva projeção de processamento de soja para recorde de 63,3 milhões de toneladas em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a projeção de processamento de soja no Brasil em 2026 de 63 milhões para 63,3 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada nesta terça-feira (28), em São Paulo. Se confirmada, a marca representará novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no país.
A nova estimativa representa alta de 0,5% em relação à projeção anterior, divulgada em junho. A Abiove também revisou para cima a produção de farelo de soja, de 48,6 milhões para 48,7 milhões de toneladas, avanço de 0,2%. No óleo de soja, a previsão passou de 12,65 milhões para 12,75 milhões de toneladas, aumento de 0,8%.
Segundo a entidade, os dados mensais reforçam o ritmo da indústria. Em maio, o processamento de soja somou 5,23 milhões de toneladas, volume 2,7% superior ao de abril e 5,4% acima do registrado em maio de 2025, considerando o ajuste pelo porcentual da amostra. No acumulado de janeiro a maio, o total processado chegou a 23,363 milhões de toneladas, crescimento de 7,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!
A revisão ocorre em meio ao aumento da estimativa para a safra brasileira de soja, que passou a 180,57 milhões de toneladas, conforme os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
No comércio exterior, a Abiove elevou de 114,1 milhões para 115,4 milhões de toneladas a projeção de exportações de soja em grão neste ano, alta de 1,1% ante a estimativa anterior. As importações do grão foram mantidas em 900 mil toneladas.
Entre os derivados, a entidade reduziu levemente a projeção de exportações de farelo de soja, de 25 milhões para 24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,2%. Já a previsão de embarques de óleo de soja subiu de 1,65 milhão para 1,7 milhão de toneladas, aumento de 3%. A estimativa para as importações de óleo permaneceu em 125 mil toneladas.
O diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que os ajustes reforçam a capacidade da cadeia da soja de atender ao mercado interno e externo.
Com a revisão, a Abiove passou a projetar maior processamento de soja, além de avanços na produção de farelo e óleo e ajuste nas estimativas de exportação do complexo soja.
Fonte: Estadão Conteúdo
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