Sustentabilidade
Após novidades, Chicago sobe forte e deve sustentar mercado doméstico de soja – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja deve ter um dia de preços mais altos, alicerçado pela reversão da Bolsa de Mercadorias de Chicago, que passou a subir forte após novidades sobre a China – que voltará a comprar grande quantidade de produto norte-americano. O dólar sobe frente ao real e também influencia positivamente as cotações.
Na quarta-feira, o ritmo de negócios no mercado brasileiro de soja foi novamente lento. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve o reporte de alguns volumes saindo em Goiás, com preços firmes para dezembro, mas no geral o dia foi calmo.
Segundo ele, a bolsa teve comportamento volátil, recuando um pouco, enquanto os prêmios oscilaram levemente. O dólar também apresentou volatilidade, operando em queda durante boa parte da sessão, o que limitou a sustentação dos preços. “De maneira geral, as cotações ficaram entre estáveis e mais fracas, com negócios lentos ao longo do dia”, acrescentou Silveira.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 135,00 para R$ 134,00, enquanto em Santa Rosa (RS) passou de R$ 136,00 para R$ 135,00. Em Cascavel (PR), os preços variaram levemente de R$ 133,00 a R$ 134,00. Em Rondonópolis (MT) e Dourados (MS), as cotações permaneceram estáveis em R$ 126,00, e em Rio Verde (GO) seguiram em R$ 125,00.
Nos portos, Paranaguá (PR) recuou de R$ 141,00 para R$ 140,00, mesma queda registrada no terminal de Rio Grande (RS), que também passou de R$ 141,00 para R$ 140,00.
CHICAGO
* A Bolsa de Mercadorias de Chicago tem alta de 1,05% no contrato janeiro/26 do grão, cotado a 11,06 centavos de dólar por bushel.
* O mercado busca suporte no anúncio do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, de que a China concordou em comprar 12 milhões de toneladas de soja americana durante a atual temporada. As compras devem seguir até janeiro, e o país também se comprometeu a adquirir 25 milhões de toneladas por ano nos próximos três anos, como parte de um acordo comercial mais amplo com Pequim.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra alta de 0,32%, a R$ 5,3740. O Dollar Index registra ganho de 0,21%, a 99.433 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia encerraram mistas. China, -0,73%. Japão, +0,04%.
* As principais bolsas na Europa operam em queda. Paris, -0,80%. Frankfurt, -0,22%. Londres, -0,58%.
* O petróleo opera em baixa. Dezembro do WTI em NY: US$ 60,06 o barril (-0,69%).
AGENDA
—–Quinta-feira (30/10)
– Alemanha: A leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de outubro será publicada às 10h pelo Destatis.
– Eurozona: A decisão de política monetária será publicada às 10h15 pelo BCE.
– O Ministério do Trabalho deve divulgar o Caged referente a setembro e divulga os dados de outubro do Caged.
– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– Resultados financeiros da Ambev, Gerdau e Vale.
– Japão: A taxa de desemprego de setembro será publicada às 20h30 pelo departamento de estatísticas.
– Japão: A leitura preliminar da produção industrial de setembro será publicada às 20h50 pelo ministério da Economia, Comércio e Indústria.
– China: A leitura dos PMIs oficiais dos setores industrial e de serviços será publicada às 22h30 pela Federação Chinesa de Logística e Compras (CFLP, da sigla em inglês).
—–Sexta-feira (31/10)
– Eurozona: A leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de outubro será publicada às 7h pelo Eurostat.
– EUA: O saldo da balança comercial de agosto será publicado às 9h30 pelo Departamento do Comércio. *(Devido à paralisação do governo dos Estados Unidos, não há garantia de que o órgão norte-americano divulgará os dados no horário descrito).
– O IBGE divulga, às 9h, a Pnad Contínua referente a setembro.
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Fonte: Rodrigo Ramos / Safras News
Sustentabilidade
Soja: preços recuam e negócios estão escassos em início de ano pouco promissor; o que esperar?

O início de 2026 tem sido marcado por um cenário pouco animador para o mercado brasileiro de soja. Ao longo de janeiro, o ritmo de negócios permaneceu lento, reflexo direto da combinação entre preços em queda e a postura cautelosa adotada por compradores e vendedores. A comercialização avançou de forma tímida, em um ambiente de baixa liquidez.
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Os dois principais formadores das cotações domésticas caminharam em direções opostas no período. Enquanto os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) acumularam ganhos, o dólar apresentou forte desvalorização frente a outras moedas, incluindo o real, reduzindo a competitividade dos preços internos.
Diante desse quadro, os produtores brasileiros têm priorizado os trabalhos no campo. Até o momento, não há registros de problemas climáticos relevantes, e a colheita avança dentro do esperado. As produtividades confirmam o bom potencial das lavouras, reforçando a expectativa de uma safra recorde, que deverá superar 179 milhões de toneladas.
Os preços ficaram da seguinte forma:
- Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos abriu o ano a R$ 138,00 e recuou para R$ 124,00 no final de janeiro
- Cascavel (PR): o preço caiu ao longo do mês e encerrou janeiro cotado a R$ 116,00
- Rondonópolis (MT): a cotação fechou o mês a R$ 107,00, refletindo a pressão do mercado
- Porto de Paranaguá (PR): a saca foi negociada a R$ 127,00, acompanhando a retração dos preços internos
Soja em Chicago inicia o ano em recuperação
Apesar do cenário doméstico adverso, o mercado internacional apresentou sinais de recuperação. Os contratos com vencimento em maio avançaram ao longo de janeiro na CBOT, sustentados principalmente por expectativas de uma reaproximação comercial entre China e Estados Unidos, o que poderia abrir espaço para novos compromissos envolvendo a soja norte-americana. A desvalorização do dólar também contribuiu para tornar os produtos agrícolas dos Estados Unidos mais competitivos no mercado global.
No fim do mês, a falta de chuvas na Argentina ofereceu suporte adicional às cotações. Ainda assim, a perspectiva predominante segue sendo de ampla oferta mundial. A entrada da safra brasileira no mercado e a expectativa de produção cheia na Argentina mantêm o viés de cautela, com a demanda chinesa já direcionando suas compras para a América do Sul.
Câmbio
O câmbio, por sua vez, seguiu trajetória oposta à de Chicago e exerceu influência decisiva sobre os preços internos. O dólar comercial acumulou queda expressiva frente ao real ao longo do mês, ampliando a pressão sobre as cotações da soja no Brasil.
As incertezas geradas por declarações contraditórias do presidente americano Donald Trump, envolvendo tarifas, o comando do banco central e questões geopolíticas, aumentaram a aversão ao risco nos mercados internacionais. Com isso, houve saída de recursos dos Estados Unidos e maior fluxo de capital para países emergentes, movimento que reforçou a desvalorização do dólar e impactou diretamente a formação de preços da soja no mercado brasileiro.
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Sustentabilidade
Qual a contribuição do fungicida para a produtividade do milho? – MAIS SOJA

Incluindo doenças de origem fúngica, bacteriana e viral, diversas patologias podem acometer a cultura do milho, depreciando a qualidade dos grãos produzido e reduzindo o potencial produtivo da lavoura. Do início do desenvolvimento até a fase final do ciclo da cultura, o milho está sujeito a interferência de fatores bióticos e abióticos os quais podem acentuar os danos ocasionados pelas doenças, ou favorecer o desenvolvimento de determinados patógenos.
Nesse contexto, o adequado manejo fitossanitário da cultura é determinante para a obtenção de altas produtividades, especialmente em lavouras de alto teto produtivo. Ainda que boas práticas agronômicas possam ser adotadas no sistema de produção, em função da elevada pressão de patógenos ao longo do ciclo do milho, o emprego de fungicidas químicos torna-se indispensável para a manutenção do potencial produtivo da cultura.
Mesmo que o emprego de fungicidas no milho não seja uma prática tradicional em comparação a soja, o elevado potencial das doenças em causar perdas de produtividade e qualidade da produção, tem tornado essencial o emprego desses defensivos ao longo do desenvolvimento do milho. Pesquisas demonstram que o emprego de fungicidas no milho é crucial para reduzir a incidência de doenças de origem fúngica como a mancha-branca.
Além disso, é consenso que o adequado posicionamento de fungicidas na cultura do milho contribui para o aumento do rendimento da lavoura. Conforme observado por Custódio et al. (2020), o uso de fungicidas em milho pode resultar em incrementos de produtividade variando entre de 5% a 32% dependendo do híbrido, local de cultivo e severidade das doenças.
A influência do uso de fungicidas na produtividade do milho também foi observada por Faria; Pereira; Ferraz (2022). Os autores observaram que, as maiores produtividades foram observadas com o uso dos fungicidas em V6 + VT (duas aplicações), demonstrando que, o número de aplicações de fungicidas também interfere na produtividade do milho.
Sobretudo, Faria; Pereira; Ferraz (2022) constataram que o tratamento contendo apenas uma aplicação de fungicidas (V6), também apresenta produtividade superior a testemunha, enfatizando a contribuição dos fungicidas para o aumento da produtividade do milho.
Conforme destacado por Silva (2015), a probabilidade de ganho de produtividade do milho em função do uso dos fungicidas é superior a 80%, o que confirma que a aplicação e fungicidas químicos no milho favorece positivamente o aumento da produtividade da lavoura. Em outras palavras, há uma chance de pelo menos 80% de se obter maiores produtividades ao se utilizar fungicidas no milho.
Avaliando o efeito do número de aplicações de fungicidas na produtividade do milho, Faria; Pereira; Ferraz (2022) constataram que uma aplicação de fungicidas no milho pode resultar em incrementos de produtividade de até 4,4%, enquanto que, ao realizar duas aplicações de fungicidas na cultura, o ganho de produtividade pode ser de até 12,7% em relação a testemunha (sem fungicidas).
Tabela 1. Produtividade média de grãos – PG (kg ha-1) de dois híbridos de milho sem a aplicação fungicida, com uma aplicação no estádio V6 e com duas aplicações (V6+ Pré-Pendoamento), na cidade de Inconfidentes-MG, no ano agrícola de 2020/2021.
Fonte: Faria; Pereira; Ferraz (2022).
Ainda que maiores estudos necessitem ser realizados a fim de verificar e corroborar a influência do número de aplicações de fungicidas no rendimento do milho, especialmente se tratando de híbridos modernos, fica evidente a necessidade da inserção de fungicidas no programa fitossanitário do milho para a obtenção de altas produtividades. Além disso, um melhor controle de doenças no milho pode inclusive contribuir para uma melhor qualidade dos grãos e/ou sementes produzidas, possibilitando um maior retorno econômico e sustentabilidade do sistema de produção.
Referências:
CUSTÓDIO, A. A. P. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDS NO CONTROLE MÚLTIPLO DE DOENÇAS FOLIARES DO MILHO: SEGUNDA SAFRA 2020. Idr-Paraná, 2020. Disponível em: < https://www.idrparana.pr.gov.br/sites/iapar/arquivos_restritos/files/documento/2021-01/bt97_-_idr-parana_-_29-01-2021_0.pdf >, acesso em: 30/01/2026.
FARIA, J. E.; PEREIRA, J. L. A. R.; FERRAZ, M. A. J. AVALIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DO MILHO EM FUNÇÃO DAS ÉPOCAS DE APLICAÇÃO DE FUNGICIDAS. Josif, 2022. Disponível em: < https://www.google.com/search?q=AVALIA%C3%87%C3%83O+DA+PRODUTIVIDADE+DO+MILHO+EM+FUN%C3%87%C3%83O+DAS+%C3%89POCAS+DE+APLICA%C3%87%C3%83O+DE+FUNGICIDA&rlz=1C1JZAP_pt-BRBR1091BR1091&oq=AVALIA%C3%87%C3%83O+DA+PRODUTIVIDADE+DO+MILHO+EM+FUN%C3%87%C3%83O+DAS+%C3%89POCAS+DE+APLICA%C3%87%C3%83O+DE+FUNGICIDA&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIGCAEQRRg80gEHMjMxajBqN6gCCLACAQ&sourceid=chrome&ie=UTF-8 >, acesso em: 30/01/2026.
SILVA, A. L. METANÁLISE DO GANHO EM PRODUTIVIDADE COM APLICAÇÃO DE FUNGICIDAS FOLIARES EM MILHO NO BRASIL. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual de Londrina, 2015. Disponível em: < https://repositorio.uel.br/srv-c0003-s01/api/core/bitstreams/92e465c5-de56-48ca-bfe1-f4ad35b02ace/content >, acesso em: 30/01/2026.

Sustentabilidade
Saiba como os preços de soja ficaram na última sexta-feira do mês

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com baixo volume de negócios, refletindo a postura defensiva dos produtores diante das cotações atuais. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a tendência é de maior comercialização ao longo do avanço da colheita, especialmente pela necessidade de geração de caixa para honrar compromissos financeiros.
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De acordo com Silveira, o ambiente foi marcado por oscilações entre estabilidade e leve pressão negativa, influenciado pela queda em Chicago e pela valorização do dólar, enquanto os prêmios tiveram pouca variação. O frete segue como fator determinante na formação dos preços, sobretudo no Mato Grosso, onde os custos logísticos aumentaram de forma significativa nas últimas semanas, pressionando o basis regional.
O analista destaca ainda que os preços de exportação permanecem fracos ao longo da curva, o que abre algum espaço para ofertas da indústria, embora ainda insuficientes para estimular volumes mais relevantes. No balanço geral, a semana foi de volatilidade no câmbio e na CBOT, mas com comercialização lenta no mercado interno.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 124,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 125,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 116,00
- Rondonópolis (MT): caiu de R$ 107,00 pra R$ 106,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 111,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 109,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 127,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 127,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), pressionados pelo avanço da colheita da maior safra da história do Brasil, pela alta do dólar, pela queda do petróleo e pelo retorno das chuvas na Argentina. Na semana, a desvalorização foi de 0,33%, enquanto, no acumulado do mês, o contrato março ainda registra alta de 1,89%.
O cenário de ampla oferta sul-americana reforçou a expectativa de que a demanda chinesa volte a se concentrar no produto do Brasil e da Argentina. A recuperação do dólar reduziu a competitividade da soja norte-americana, enquanto o petróleo puxou um movimento de vendas generalizado nas commodities.
No campo político, um acordo entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os democratas no Senado afastou o risco de paralisação parcial do governo, garantindo recursos para a maior parte da máquina pública até 30 de setembro e prorrogando temporariamente o financiamento do Departamento de Segurança Interna.
Contratos futuros de soja
O contrato março da soja encerrou o dia cotado a US$ 10,64 1/4 por bushel, com queda de 0,74%, enquanto a posição maio fechou a US$ 10,77 por bushel, recuo de 0,8%. Entre os subprodutos, o farelo caiu 0,81%, a US$ 293,60 por tonelada, e o óleo recuou 0,96%, para 53,51 centavos de dólar.
Câmbio
O dólar comercial fechou em alta de 0,99%, cotado a R$ 5,2460 para venda, após oscilar entre R$ 5,1961 e R$ 5,2796 ao longo do dia. Apesar da valorização diária, a moeda acumula queda de 0,77% na semana e de 4,41% no mês.
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