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Aprosoja MT

Projeto piloto da Aprosoja MT agiliza atendimento de produtores com concessionária de energia elétrica

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Iniciativa começou em Nova Mutum e já apresenta resultados positivos na comunicação entre concessionária e setor produtivo

Em atenção às demandas do setor produtivo, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) desenvolveu neste ano um projeto piloto de grupos de contato direto entre produtores rurais e as equipes da concessionária de energia elétrica em Mato Grosso, a Energisa Mato Grosso. Essa iniciativa, que teve início no núcleo de Nova Mutum e estabelece canais permanentes de comunicação entre os produtores e as áreas técnicas da empresa, com o intuito de agilizar o atendimento e acompanhar o andamento das solicitações relacionadas ao fornecimento de energia elétrica no campo.

O diretor administrativo e coordenador da Comissão de Política Agrícola da Aprosoja MT, Diego Bertuol, explica que o problema é recorrente em diferentes regiões do estado.

“Hoje um dos principais gargalos é a qualidade da energia que chega nas propriedades, a energia não tem constância. O produtor, quando quer investir em armazenagem, algodoeira ou pivô, não consegue ter uma energia que sustente essas operações. Há propriedades que ficam até três dias sem energia e, quando se abre uma ordem de serviço, muitas vezes não há resposta e o produtor fica sem assistência. Sabemos que não é um problema pontual, está presente em várias regiões, principalmente em municípios que estão começando a se desenvolver e precisam de energia elétrica”, destacou Bertuol.

De acordo com ele, o projeto busca dar uma resposta prática a esse desafio. “Nós estamos acompanhando o tempo de resposta e as soluções apresentadas pela Energisa. Dando certo, queremos expandir para todos os núcleos da Aprosoja MT. O intuito principal é trazer soluções para os produtores e também para os municípios que estão se desenvolvendo e precisam de uma rede de energia de qualidade. Mato Grosso precisa virar a chave e começar a industrializar e, para isso, precisa de energia forte, de qualidade e constante”, completou.

A delegada coordenadora do núcleo de Nova Mutum, Daiana Costa Beber, explica que a iniciativa surgiu diante das dificuldades enfrentadas pelos produtores com a instabilidade e lentidão no atendimento da concessionária, mas que o grupo criado entre os produtores e as equipes da atual concessionária de energia elétrica em Mato Grosso trouxe mais eficiência e transparência no atendimento.

“A comunicação é direta e objetiva. Os produtores informam os protocolos abertos junto à Energisa e detalham o problema. As equipes técnicas da concessionária respondem no próprio grupo, acompanham as demandas e informam o andamento dos atendimentos. Diferente do modelo tradicional, em que temos a dependência do atendimento por assistentes virtuais ou pessoas que não têm acesso às informações precisas, o grupo possibilita contato direto com os profissionais que detêm poder de decisão e conhecimento técnico, isso garante respostas mais rápidas e soluções mais eficazes”, afirmou.

Segundo ela, os resultados já são perceptíveis. “O que se observou desde o início foi uma melhora na agilidade do atendimento e na qualidade da comunicação. Demandas que antes demoravam dias para ter retorno agora são acompanhadas em tempo real. Essa troca direta de informações reduziu falhas de comunicação e aumentou a previsibilidade das ações.”

O produtor Arthur Favretto, também de Nova Mutum, afirma que o grupo tem feito diferença na prática e facilitado o contato com a concessionária. “Esse grupo ajudou bastante, porque antigamente a gente usava só o aplicativo para fazer a demanda. A criação do grupo facilitou a nossa comunicação com a Energisa, começamos a notar que a assistência técnica passou a funcionar melhor e eles começaram a vir mais rápido aqui na fazenda para religar a energia ou fazer manutenção”, contou.

Com essa iniciativa, a Aprosoja MT reforça seu compromisso em buscar soluções práticas e eficientes para os desafios estruturais que impactam o agronegócio mato-grossense, fortalecendo a comunicação entre o setor produtivo e as prestadoras de serviços essenciais à atividade rural.

Bruna Lima Brito Damasceno

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Agro Mato Grosso

Mato Grosso consolida US$ 30,1 bilhões em exportações e é o 4º maior do Brasil

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Mato Grosso encerrou 2025 como o quarto estado que mais exportou no Brasil, com um total de US$ 30,11 bilhões (valor FOB, que considera apenas o preço das mercadorias no ponto de embarque, sem incluir frete e seguro internacional), em vendas externas. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e foram compilados pelo DataHub da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT).

O volume exportado alcançou 68 bilhões de quilos, o que garantiu ao estado uma participação de 8,64% nas exportações nacionais. Ao longo do ano, o estado exportou 172 produtos para 164 países, reforçando sua posição estratégica no comércio exterior brasileiro.

A pauta exportadora foi liderada pela soja, que respondeu por US$ 12,71 bilhões do total exportado. Em seguida aparecem o milho, com US$ 4,61 bilhões, e a carne bovina congelada, que somou US$ 3,60 bilhões em exportações.

A China manteve-se como o principal destino das exportações mato-grossenses, concentrando 40,82% do total comercializado. Na sequência estão Egito (4,45%), Espanha (3,98%), Vietnã (3,93%) e Turquia (3,66%).

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, os números das exportações reforçam o posicionamento estratégico de Mato Grosso no comércio internacional e evidenciam o esforço do Estado em fortalecer sua base produtiva e ampliar oportunidades de negócios no mercado externo.

“Esse resultado é reflexo da diversificação de mercados e da força do agronegócio aliada à indústria de base produtiva de Mato Grosso no cenário internacional, o que consolida o estado como um dos principais polos exportadores do Brasil. A Sedec tem trabalhado de forma contínua para ampliar a pauta exportadora e diversificar os países de destino dos nossos produtos, garantindo um ambiente de negócios mais sólido, competitivo e atrativo para novos investimentos.”

Com Assessoria

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Agro Mato Grosso

CTECNO Parecis fortalece a sustentabilidade no campo ao longo de uma década

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Ao longo de uma década, o Centro Tecnológico localizado em Campo Novo do Parecis (CTECNO Parecis), iniciativa do Instituto Mato-grossense de Agronegócio (Iagro MT) em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), tem sido um importante aliado dos produtores rurais na construção de uma agricultura cada vez mais sustentável.

Por meio da pesquisa aplicada e da transferência de conhecimento, o CTECNO contribui para a difusão de práticas como o plantio direto, o uso racional de defensivos, a conservação do solo e da água e a rotação de culturas, fortalecendo a produtividade no campo com responsabilidade ambiental.

A pesquisadora do CTECNO Parecis, Daniela Facco, destaca que essa trajetória, construída ao longo dos anos, carrega uma importância significativa para o desenvolvimento da agricultura da região. Segundo ela, ao longo desses dez anos foram testados diversos manejos, que vão desde adubação e correção do solo até sistemas de produção, uso de plantas de cobertura e, principalmente, práticas de manejo voltadas a solos de textura mais frágil, como os solos arenosos.

“Ao longo desses dez anos, observamos que os sistemas mais sustentáveis são aqueles que produzem mais no mesmo espaço, com menor investimento. Esses manejos trazem maior retorno ao produtor e mostram que as boas práticas de conservação do solo, além de aumentar a produtividade e a rentabilidade, reduzem o risco de degradação e garantem a sustentabilidade do sistema produtivo”, salienta a pesquisadora.

O produtor rural do Núcleo de Campo Novo do Parecis, Antenor Utida, explica que a produção sustentável tem grande valor dentro de sua propriedade e participa de forma essencial na tomada de decisões.

“Eu acho que o produtor rural, para ser viável na atividade hoje, precisa ter margem e ser sustentável. Sustentável na questão ambiental, na questão social, mas principalmente na questão econômica. Ele precisa ser sustentável para conseguir permanecer na atividade. Nós estamos colocando isso em prática há várias safras, com base nas pesquisas de campo”, ressalta ele.

Para ele, as pesquisas desenvolvidas nos centros tecnológicos vêm para trazer soluções aos produtores rurais, principalmente em relação as pragas e doenças.

“A pesquisa vem de encontro para as soluções do produtor rural. Sem a pesquisa chegando na frente, inviabiliza qualquer atividade de produção rural. Acho que hoje os principais desafios do campo, tanto na soja quanto no milho, são as pragas e as doenças, especialmente a resistência, algo que o produtor enfrenta em todas as safras”, finaliza ele.

Para o produtor rural do Núcleo de Campo Novo do Parecis, Vagner Herklotz, as pesquisas tornam as tomadas de decisão dentro da lavoura muito mais assertivas. Segundo ele, a pesquisa contribui diretamente para o manejo no campo, já que tudo é feito com atenção aos detalhes, lado a lado com a prática do produtor, de forma organizada, registrada e no tempo certo, o que garante decisões mais seguras e eficientes.

“Antes do CTECNO, um dos grandes desafios, por exemplo, era produzir nas áreas de areia. A maioria dos produtores do Brasil, tem pelo menos um pedaço da fazenda com solo arenoso, e essas áreas praticamente não produziam. Com as pesquisas do CTECNO, começamos a entender como produzir nessas áreas, com planta de cobertura, manejo correto e escolha da variedade certa. O resultado foi uma lavoura mais sustentável e mais produtiva”, explica ele.

Dentre as diversas práticas, Vagner Herklotz destaca o plantio direto e a rotação de culturas, desenvolvidos há anos em sua propriedade. Segundo ele, a adoção dessas práticas tem apresentado resultados excepcionais no manejo da lavoura.

“A rotação de culturas é uma prática que a gente utiliza muito aqui na propriedade e que vem dando muito certo ao longo dos anos. Ela já faz parte do nosso planejamento: sai a soja, entra o milho, depois vêm as plantas de cobertura. O que a gente observa é um aumento constante da produtividade. O controle de pragas não é fácil, mas a rotação ajuda bastante, inclusive no uso dos biológicos. Além disso, a fertilidade do solo se mantém e segue sempre melhorando com a rotação de culturas”, frisa o produtor rural.

Um dos papeis do CTECNO é a difusão de boas práticas agrícolas para os produtores da região, é o que destaca a pesquisadora Daniela Facco.

“Depois da condução de experimentos a campo, avaliação e coleta dos resultados, p conhecimento gerado é levado ao produtor. Isso acontece nos dias de campo, quando eles vêm até o CTECNO Parecis ver, na prática, como as culturas respondem a cada manejo. Esses dados também viram materiais técnicos e são discutidos nas rodadas técnicas nos núcleos da Aprosoja, facilitando o acesso à informação e a aplicação direta desses resultados nas lavouras”, finaliza ela.

Giovanna Fermam

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Agro Mato Grosso

Soja Legal: Aprosoja MT fortalece o agro com diagnóstico socioambiental que valoriza boas práticas no campo

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Compreender a situação ambiental de uma propriedade pode ser o primeiro passo para uma produção sustentável. Essa é a proposta do diagnóstico socioambiental do Programa Soja Legal, uma iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). Antes mesmo de qualquer orientação em campo, o programa analisa de maneira detalhada a situação ambiental, trabalhista e fundiária da propriedade, evidenciando os pontos fortes e as oportunidades de melhoria para o produtor.

A jornada começa a partir da análise de dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e das informações vinculadas ao Cadastro de Pessoa Física (CPF). Os dados obtidos são inseridos em um sistema que cruza possíveis pendências ambientais, embargos, dados sociais e trabalhistas.

Segundo o vice-presidente da Aprosoja MT e coordenador da Comissão de Sustentabilidade, Luiz Pedro Bier, essa etapa garante segurança aos produtores, permitindo que eles conheçam a situação real antes mesmo da visita técnica.

“Trazemos para o produtor uma segurança a respeito dos seus dados, de que ele não vai ser barrado na hora de entregar uma soja, porque nós conseguimos avisar qualquer mudança que ocorra dentro desse CPF ou do CAR desse produtor. É possível afirmar que o produtor que tem esse diagnóstico positivo está dentro de todos os padrões legais exigidos por lei”, afirma Bier.

Após o diagnóstico prévio, a equipe realiza a visita à propriedade, verificando in loco as práticas ambientais, operacionais e de segurança. Nessa etapa são feitas as adequações necessárias, que muitas vezes podem ser simples, mas essenciais para a continuidade da produção naquela propriedade.

O produtor do Núcleo de Lucas do Rio Verde, Cláudio Luis Schons, participou das avaliações e afirma ter se surpreendido com o nível de detalhamento do programa Soja Legal. “O que mais chamou atenção é a qualidade, a segurança e a responsabilidade ambiental na produção de alimentos, o cuidado com os maquinários, as proteções necessárias, os Equipamentos de Proteção Individual que necessitam para que cada um tenha uma qualidade melhor em seu serviço”, diz ele.

Para ele, o programa também se tornou uma fonte de atualizações constantes. “O ponto positivo é que a gente conhece as regras conforme as atualizações. Então, cada novidade e cada atualização que vem nos informativos, a gente vai aprimorando e implantando na fazenda para ter maior segurança”, completa.

Para a Aprosoja MT, o avanço técnico tem impacto direto para o produtor e também reflete a imagem do agronegócio mato-grossense. O Soja Legal reúne dados reais que embasam posicionamentos da entidade em negociações internacionais, diálogo com órgãos governamentais e defesas jurídicas, como explica Luiz Pedro Bier. “Os dados obtidos embasam decisões e argumentos da associação para acordos de sustentabilidade, guias internacionais e até questões com órgãos governamentais e do judiciário. É importante mostrar, com dados, o compromisso do agronegócio mato-grossense com a legislação”.

O programa também foi pensado para crescer de forma orgânica, a partir do reconhecimento dos próprios participantes. “Esperamos que com o Soja Legal caminhando bem, auxiliando o produtor rural de fato, o próprio produtor fique de propaganda para o programa. O boca a boca vai ampliar a adesão”, afirma Bier.

Ao final de todo o processo, a propriedade pode receber uma classificação de acordo com os requisitos atendidos dentro do programa, podendo ser Bronze, quando produtor tem entre 50% e 75% dos objetivos alcançados, Prata ao atingir 75% a 91%, ou Ouro entre 92% e 100%. Além disso, é entregue ao produtor um plano personalizado de melhorias contínuas para aqueles que ainda não atingiram os níveis mais altos.

O diagnóstico socioambiental é uma ferramenta de gestão, que permite que o produtor possa visualizar onde ainda pode avançar. No Soja Legal, a sustentabilidade é uma construção que opera de maneira contínua, sempre permitindo a evolução de uma propriedade, ampliando a produção e garantindo segurança ao produtor através do conhecimento técnico, profundo e transparente.

Para fazer parte do programa, o produtor deve entrar em contato com o Canal do Produtor pelo telefone (65) 3027-8100.

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