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Prefeitura de SP abre inscrições para acelerar projetos de agricultura urbana

A Prefeitura de São Paulo abriu as inscrições para a terceira edição do programa Sampa+Rural: Acelerando Hortas, que vai apoiar 30 iniciativas ligadas à agricultura urbana, periurbana e rural. Cada projeto selecionado receberá até R$ 30 mil em materiais e serviços, além de orientação técnica e acompanhamento de um plano de negócios. As inscrições ficam abertas até 24 de novembro no site adesampa.com.br/acelerandohortas.
Apoio à produção sustentável
O programa é voltado a iniciativas que já adotam ou estão em transição para práticas orgânicas e agroecológicas. Podem participar hortas comunitárias, unidades produtivas familiares, agroindústrias, grupos logísticos e espaços de comercialização. Também são aceitas atividades em áreas públicas, como escolas e parques, e nas Terras Indígenas Jaraguá e Tenondé Porã.
Conforme a Prefeitura, os projetos devem se enquadrar em pelo menos um dos sete eixos de atuação: tecnologias sustentáveis, comercialização e logística, produção de mudas ou insumos, beneficiamento de produtos naturais, certificações sanitárias, turismo de vivência e implantação de novas hortas.
Segundo Rodrigo Goulart, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, o objetivo é fortalecer a agricultura local e apoiar empreendedores do campo e da cidade. “Já impulsionamos 58 iniciativas com o Acelerando Hortas. Agora, mais 30 projetos vão receber suporte técnico e qualificação para expandir suas atividades”, afirmou.
Estrutura e execução do programa
O Acelerando Hortas é operado pela ADE SAMPA (Agência São Paulo de Desenvolvimento) e integra o programa Sampa+Rural, coordenado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, em parceria com o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD).
Entre as metas estão o fortalecimento da agricultura de base sustentável, o aumento da geração de renda, o estímulo à educação ambiental e a segurança alimentar. A ação também busca incentivar o uso de tecnologias sociais que possam ser replicadas em outras comunidades.
Para participar, os projetos devem ter dois proponentes maiores de 18 anos, residentes na capital e responsáveis ou autorizados pelo uso do imóvel. Os selecionados não podem ter pendências em edições anteriores do programa.
Atualmente, o Sampa+Rural conta com três Casas de Agricultura Ecológica (CAEs), nas zonas Sul, Leste e Norte da cidade, que oferecem assistência técnica e extensão rural. Essas unidades atendem produtores locais e apoiam a criação de novos espaços de cultivo em diferentes regiões do município.
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Mesmo com mercado travado, preços do arroz avançam no RS, diz Cepea

O valor de mercado do arroz, no Rio Grande do Sul, está em alta na parcial de março. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o motivo dessa crescente decorre da alta demanda recente, tanto no varejo, quanto no atacado. Industrias estão a procura do arroz em casca, o que faz as disputas pelo produto serem mais acirradas, elevando os preços.
Apesar do aumento na procura pelo cereal, pesquisadores relatam que a liquidez do mercado segue baixa. Isso ocorre porque, em algumas regiões, as colheitas ainda não tem bons números, além das preocupações com a alta do diesel e as incertezas geopolíticas. Diante disso, a postura dos produtores é mais retraída, aguardando um melhor momento para negociar.
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Ao enxergar o cenário atual do mercado, industrias têm sido mais ofensivas em suas ofertas aos vendedores, na expectativa de aumentar seu estoque. O receio de um aumento nos preços do diesel e nos fretes também tem influenciado na decisão desses compradores, a estratégia é comprar em grade volume agora, antes que as cotações disparem.
Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Brasil abre mercado para castanhas na Turquia e carne suína em Singapura

O Brasil concluiu negociações para exportar novos produtos agropecuários à Turquia e a Singapura, ampliando o acesso a mercados estratégicos e diversificando a pauta de vendas externas.
As autorizações incluem o envio de macadâmia e castanha de caju para a Turquia e de carne suína resfriada para Singapura, conforme nota conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
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Turquia amplia demanda por castanhas
A abertura do mercado turco deve impulsionar as vendas brasileiras de castanhas, em um país que figura entre os dez maiores importadores mundiais de castanha de caju.
Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 3,2 bilhões em produtos agropecuários para a Turquia, com destaque para soja em grãos, algodão e café.
Singapura busca produtos de maior valor
No caso de Singapura, a liberação para carne suína resfriada tende a elevar o valor agregado das exportações brasileiras.
O país asiático importou mais de US$ 710 milhões em produtos agropecuários do Brasil em 2025, com predominância de carnes, café e itens de origem vegetal.
Avanço nas aberturas de mercado
Com as novas autorizações, o agronegócio brasileiro soma 548 aberturas de mercado desde o início de 2023.
Segundo o governo, os resultados são fruto da atuação conjunta entre Mapa e MRE nas negociações internacionais.
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Guerra no Irã muda cenário de juros no Brasil e pressiona Plano Safra

As atenções do mercado financeiro estão voltadas para Brasília, onde o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central define, nesta quarta-feira (18), o rumo da taxa básica de juros, a Selic.
As expectativas indicam alívio nos juros, mas o tamanho do corte segue incerto, com o mercado dividido entre corte moderado e manutenção da taxa em 15%.
No campo, essas incertezas se traduzem em um possível impacto no Plano Safra, principal instrumento no financiamento da produção agropecuária no Brasil. A Selic é fundamental na referência para o custo do dinheiro na economia, impactando diretamente o crédito rural.
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Segundo Hulisses Dias, mestre em Finanças pela Universidade de Sorbonne, quando a taxa de juros sobe, o custo de captação dos bancos aumenta e esse movimento é repassado ao produtor, tanto nas linhas livres quanto nas subsidiadas.
“Juro mais alto não machuca só o consumidor urbano, ele também encarece o capital de giro, o custeio e o investimento no campo”, afirma.
Ele ressalta que o efeito não é imediato nem uniforme, mas tende a encarecer capital de giro, custeio e investimentos no campo, já que o crédito fica mais caro ao longo de toda a cadeia.
Para Marcelo Bassani, economista e sócio da Boa Brasil Capital, o impacto varia conforme a origem dos recursos.
Nas linhas livres, que dependem da captação de mercado, o custo acompanha o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e já supera 20% o ao ano em alguns casos, o que encarece principalmente operações fora dos programas oficiais.
Linhas subsidiadas também sentem efeito da Selic
Mesmo nas linhas controladas, com taxas definidas pelo governo, a pressão dos juros aparece. Isso ocorre por meio da equalização, mecanismo que cobre a diferença entre a taxa de mercado e a cobrada do produtor.
Bassani explica que, com a Selic elevada, o custo dessa conta aumenta para o Tesouro, o que reduz a capacidade de oferta de crédito subsidiado. “Com o mesmo orçamento, o governo consegue bancar um volume menor de crédito”, diz.
Na prática, isso tende a forçar produtores a migrarem para linhas livres, historicamente mais caras.
Guerra pressiona inflação e muda cenário de juros
O avanço do conflito no Oriente Médio trouxe novas incertezas para a política monetária. Dias afirma que o principal impacto vem da alta do petróleo, que encarece energia, combustíveis e frete, com efeito disseminado sobre a inflação.
Segundo ele, o risco está na contaminação das expectativas, o que exige maior cautela dos bancos centrais.
Já Bassani classifica o cenário como um choque de oferta com potencial estagflacionário. “O aumento dos combustíveis eleva os custos de frete e de produção de alimentos”, afirma.
Diante disso, a tendência é de manutenção de juros elevados por mais tempo ou cortes mais lentos, mesmo com impacto sobre o crescimento econômico.
Mercado reduz apostas e Plano Safra entra no radar
A decisão do Copom desta semana ocorre em um ambiente de maior incerteza. Antes do ataque de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, a expectativa do mercado girava em torno de um corte de meio ponto percentual na Selic. Portanto, um quadro mais otimista.
Dias avalia que o mercado ainda vê espaço para queda da taxa básica de juros ao longo de 2026, mas agora com ritmo mais moderado. A discussão, segundo ele, deixou de ser apenas sobre o início dos cortes e passou a incluir o tamanho e a velocidade desse movimento.
Já Bassani aponta que o mercado se divide entre um corte menor ou a manutenção da taxa, após a piora nas expectativas de inflação.
“O financiamento tende a ficar mais sensível, mais caro e mais dependente da capacidade do Tesouro de sustentar subsídios”, afirma.
Na prática, isso pode resultar em maior pressão sobre o orçamento, disputa por recursos subsidiados e maior dependência de linhas livres por parte do produtor, em um cenário de custos ainda elevados.
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