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18 de maio de 2026

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Mercado e problemas comuns da carne são debatidos no Congresso Mundial da Carne em Cuiabá

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Cerca de 20 países se reúnem em Cuiabá, capital de Mato Grosso, para o World Meat Congress (Congresso Mundial da Carne). O evento, que ocorre pela primeira vez no Brasil, além de debater mercado e problemas em comum da cadeia de proteína animal, visa mostrar a realidade da produção da carne, qualidade e sustentabilidade em torno dela.

O evento ocorre na capital mato-grossense entre os dias 28 e 30 de outubro e servirá como palco para apresentações de políticas públicas, tecnologias e certificações que atestam a produção sustentável, rastreável e com responsabilidade socioambiental do país.

“Trazer esse diálogo para Mato Grosso é mostrar o nosso protagonismo e a nossa capacidade de organizar eventos como este”, frisou o presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Caio Penido, ao Canal Rural Mato Grosso.

Hoje, Mato Grosso é detentor do maior rebanho bovino brasileiro, com mais de 32 milhões de cabeças, e protagonista em diversas cadeias da proteína animal, como aves, suínos e peixes, além de líder na produção agrícola, com soja, milho e algodão.

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“É uma oportunidade de intercâmbio com esses países”, completou Caio Penido ao lembrar as missões comerciais e participações em eventos internacionais em países como a China e recentemente o Peru.

Caio Penido, presidente do Imac. Foto: Reprodução/Imac

Discutir o que é comum para todos

De acordo com o presidente da Internacional Meat Secretariat (IMS), Juan José Naón, são praticamente três os principais desafios da carne em nível mundial: questões ambientais, questões alfandegárias (importação e exportação) e saúde animal e bem-estar. Contudo, ele destacou que não se pode esquecer das questões políticas e científicas, que ocorrem por de trás nos bastidores.

As estratégias para superar tais desafios, segundo ele, são: “Saber comunicar e saber como transmitir de um modo claro o produto”.

Para o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Oswaldo Pereira Ribeiro Júnior, o encontro para o setor da proteína animal é importante no sentido de unir as suas igualdades, problemas em comum do setor no mundo inteiro, como sanidade animal, logística, tarifas, entre outros.

“O foco aqui é discutir os problemas comuns da carne. Nós temos que utilizar as nossas ciências, os nossos métodos de pesquisas para poder facilitar essas coisas, em especial a sanidade animal”, disse à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

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Congresso Mundial da Carne Foto Imac
Foto: Reprodução/Imac

Mato Grosso no protagonismo da carne

A realização do Congresso Mundial da Carne em Mato Grosso é vista como uma oportunidade de “mostrar para o mundo que a nossa carne é de altíssima procedência, de alta qualidade”, salientou o vice-governador Otaviano Pivetta. Fato que foi confirmado pelo presidente da IMS, Juan Naón. “A escolha de Mato Grosso foi pela questão da qualidade da carne e dos sistemas de produção”.

Na avaliação do secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, o evento no estado “é muito importante, porque temos pessoas que trabalham com o mercado mundial da carne em Mato Grosso conhecendo a nossa realidade, a carne de qualidade e sustentável que fazemos”.


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Projeção de boa safra pressiona cotações do milho, diz Cepea

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Foto: divulgação/Secretaria da Agricultura e do Abastecimento

Estimativas para a temporada de produção de milho, divulgadas pela Conab, projetam uma crescente nas quantidades entre os relatórios de abril e maio. Por conta disso, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apontam que compradores, que hoje tem estoques confortáveis, aguardam um recuo nas cotações para realizar as negociações.

Dados da Conab mostram que a primeira safra 2025/26 está estimada em 28,46 milhões de toneladas, 14% superior ao da temporada anterior e 2% acima do relatório divulgado em abril. O aumento reflete no crescimento em área e produtividade nas regiões produtoras. O Cepea destaca que neste ano os estoques de passagem no início da temporada foram estimados como um dos maiores já registrados, o que ja transmitiu tranquilidade aos consumidores.

Ainda segundo centro de pesquisas, vendedores do cereal seguem flexiveis nas negociações, visto o cenário de quedas de preços, armazéns cheios e safras fortes.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Aplicativo GuardeÁgua terá capacitação em nove estados do Semiárido

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Solos e a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) iniciam nesta terça-feira (19) uma série de oficinas sobre o aplicativo GuardeÁgua em nove estados do Semiárido. A ferramenta foi desenvolvida para identificar áreas apropriadas à construção de barragens subterrâneas, tecnologia usada para retenção de água no solo e apoio à produção agropecuária em regiões de baixa disponibilidade hídrica. A ação tem aporte financeiro do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

As primeiras capacitações ocorrerão no Rio Grande do Norte, em Santa Maria (RN), e na Paraíba, em Esperança (PB), das 8h às 17h. Também estão previstos treinamentos na Bahia, Sergipe, Minas Gerais, Piauí, Ceará, Pernambuco e Alagoas. No caso de Pernambuco e Alagoas, o material divulgado informa que ainda há data e, em Alagoas, também cidade a definir.

Lançado em dezembro de 2025, o GuardeÁgua foi desenvolvido pela Unidade de Execução de Pesquisa e Desenvolvimento de Recife (UEP Recife), da Embrapa Solos, em parceria com a ASA. O aplicativo está disponível para Android e também tem versão web. Segundo a pesquisadora Maria Sonia Lopes da Silva, da Embrapa Solos, a ferramenta pode ser usada em campo mesmo sem internet, com sincronização automática dos dados quando a conexão é restabelecida.

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De acordo com a Embrapa, a análise considera informações de solo, relevo, clima, geologia e vegetação. A partir desses dados, o sistema classifica a área como “Apto”, “Restrito” ou “Inapto” para a implantação da barragem subterrânea. O usuário também pode baixar um relatório em PDF com a justificativa técnica do resultado.

A barragem subterrânea utiliza lona plástica de 200 micras instalada em valas com profundidade entre 1,5 metro e 6 metros, em áreas agrícolas de declive suave. A estrutura retém a água da chuva no perfil do solo, mantendo a umidade por vários meses. Isso permite cultivo por mais tempo, além de apoio à pequena irrigação e à dessedentação animal, conforme a necessidade da propriedade.

As oficinas terão parte teórica e atividades práticas em unidades de produção familiar. Além da seleção de áreas, o aplicativo reúne orientações gerais sobre manejo conservacionista do solo, uso da água, cultivos e acesso à Plataforma do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

Segundo os organizadores, a expectativa é ampliar o uso da ferramenta por técnicos e agricultores como apoio à implantação de barragens subterrâneas no Semiárido. Como a agenda desta etapa não inclui Espírito Santo e Maranhão, a cobertura do treinamento permanece restrita aos estados com metas previstas no contrato firmado no âmbito do Programa Cisternas.

Fonte: embrapa.br

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Atraso na compra de fertilizantes eleva risco para a safra de soja 2026/27

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As entregas de fertilizantes no Brasil devem cair entre 10% e 15% em 2026, após o recorde de 49 milhões de toneladas em 2025, segundo o Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos-PR). Em nota divulgada nesta segunda-feira (18), a entidade informou que o cenário está ligado a conflitos geopolíticos, aumento de custos e atraso nas compras feitas pelos produtores. O quadro atinge diretamente o planejamento da safra de soja 2026/27.

De acordo com o Sindiadubos-PR, apenas 50% dos fertilizantes necessários para a próxima safra de soja foram negociados até agora, abaixo da média histórica superior a 60% para este período. Segundo a entidade, a postergação das compras amplia o risco de concentração da demanda nos próximos meses.

O sindicato alerta que, se houver retomada mais forte dos pedidos entre junho e agosto, o país poderá enfrentar gargalos logísticos nos portos. A estimativa é de espera de até 60 dias para o descarregamento de navios. No mesmo período do ano passado, as filas para atracação variavam de 10 a 15 dias, conforme informou o presidente da entidade, Aluisio Schwartz.

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Na avaliação do Sindiadubos-PR, o ambiente de custos também pressiona a decisão de compra. A entidade cita a incidência de PIS/Cofins sobre insumos agrícolas, os efeitos da tabela do frete mínimo e a alta do diesel. Além disso, o sindicato aponta restrição de crédito no campo, em meio ao avanço de recuperações judiciais no setor.

Segundo Schwartz, o custo de produção da soja está entre 50 e 55 sacos por hectare, diante de uma produtividade média de 60 sacos por hectare. Esse intervalo reduz a margem operacional e, de acordo com a entidade, pode limitar o uso de fertilizantes e comprometer o potencial produtivo da safra, caso o produtor adie ou reduza a adubação.

O cenário descrito pelo Sindiadubos-PR indica que o ritmo de negociação dos fertilizantes nos próximos meses será decisivo para o abastecimento e para o custo da safra 2026/27. A entidade também menciona risco climático associado ao El Niño, com possibilidade de seca no Centro-Oeste, mas não apresentou projeção consolidada de produção para a próxima temporada.

Fonte: Estadão Conteúdo

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