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4 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Aprosoja MT cobra medidas efetivas no Plano Agrícola e Pecuário para enfrentar o endividamento rural – MAIS SOJA

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) encaminhou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) documento apontando a necessidade de adoção de medidas concretas no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027 para enfrentar o agravamento do endividamento no campo, à luz dos dados oficiais recentemente divulgados, que evidenciam crescimento nominal concentrado em CPR, à juros livres, enquanto recuam linhas tradicionais, como custeio e investimento equalizados.

Entre as propostas apresentadas estão a destinação de R$ 20 bilhões para o alongamento de dívidas rurais vencidas e vincendas, com taxas adequadas à atividade agropecuária, o uso de funding dos fundos constitucionais, a utilização do Fundo Social para repactuação ou concessão de crédito, além da articulação do próprio Ministério da Agricultura para promover alterações na Medida Provisória 1.337 de 2026, de forma a alcançar também situações estadualmente reconhecidas por decretos de emergência relacionados à produção.

“Antes de falar em Plano Safra 26/27, é fundamental ampliar o volume de recursos destinados ao alongamento das dívidas, para além dos R$ 20 bilhões propostos, e garantir que os decretos de emergência também sejam considerados, não apenas os de calamidade. Precisamos de uma solução estruturada, com renegociação dos passivos dos produtores em todas as linhas do governo federal e das operações de outras instituições financeiras que são destinadas a atividades rurais, com juros equalizados de até 8% ao ano, prazos mais longos e período de carência adequado para que o produtor consiga se reequilibrar”, afirma o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol.

O boletim de desempenho do Plano Safra 2025/2026 revela que o crescimento anunciado pelo governo federal não se traduziu em fortalecimento efetivo das linhas tradicionais de crédito rural. Embora os recursos contratados tenham registrado alta nominal de 7% e os concedidos avanço de 4% no período de julho de 2025 a fevereiro de 2026, esse resultado foi impulsionado principalmente pela CPR, que cresceu 39%. Em sentido oposto, o custeio recuou 13% nas contratações e 16% nas concessões, o investimento caiu 20% e 33%, respectivamente, ou seja, o avanço numérico agregado esconde a retração justamente das linhas mais importantes para sustentar a produção e garantir fôlego financeiro ao produtor rural.

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Outro dado que reforça a gravidade do cenário é a redução do número de operações. No período, o total de contratos firmados caiu 24%, passando de 488.317 para 369.655. Isso demonstra que, mesmo diante do crescimento nominal em valor, houve diminuição do alcance efetivo do crédito, com menor capilaridade e maior dificuldade de acesso para os produtores.

O boletim também evidencia a baixa execução dos recursos equalizáveis. Do total programado de R$ 113,4 bilhões, apenas R$ 44,1 bilhões haviam sido concedidos até fevereiro, deixando 61% ainda por contratar. O dado reforça a percepção de que o crédito com condições mais aderentes à política agrícola não chegou ao produtor na intensidade exigida pelo atual cenário de endividamento, queda de renda e aumento do risco da atividade. Além disso, a retração dos principais programas de investimento confirma o enfraquecimento da política de financiamento da atividade rural. Programas como Moderfrota, Inovagro, Proirriga, RenovAgro e Pronamp registraram queda no período, comprometendo a capacidade de investimento, inovação, irrigação, armazenagem e sustentabilidade produtiva no campo.

A retração dessas linhas não apenas limita novos investimentos, mas também retira do produtor instrumentos fundamentais para recompor sua estrutura financeira, o que ajuda a explicar o avanço do endividamento. Em Mato Grosso, a dimensão da crise do produtor rural é ainda mais evidente. Até dezembro de 2025, 14,1% da carteira de crédito rural do estado – o equivalente a cerca de R$ 13,49 bilhões – já se encontrava em atraso, inadimplente, prorrogada ou em renegociação. Paralelamente, o endividamento dos beneficiários do crédito rural no Sistema Financeiro Nacional atingiu R$ 112,41 bilhões. Esse quadro confirma que as respostas adotadas até agora pelo governo federal têm sido insuficientes diante da deterioração da capacidade de pagamento no campo.

A regulamentação da Medida Provisória nº 1.314/2025, editada para atender produtores afetados por eventos climáticos, trouxe critérios que não contemplaram produtores mato-grossenses que sofreram perdas efetivas e comprovadas, excluindo justamente parte de quem mais precisava de alívio financeiro. A consequência foi empurrar produtores para operações com juros de mercado partindo de 16% ao ano, em um cenário já marcado por frustração de safra, desvalorização das commodities e comprometimento da renda no campo.

Ao formalizar a demanda ao Ministério da Agricultura, a Aprosoja MT reforça que o endividamento rural precisa ser tratado como tema central da política agrícola brasileira, e não como um problema episódico ou secundário. Sem medidas efetivas, individualizadas e compatíveis com a realidade do setor, o produtor rural continuará submetido a um ambiente de crédito cada vez mais restritivo, oneroso e incapaz de garantir a continuidade da produção.

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Sustentabilidade

IMEA: Semeadura do milho acelera na Argentina, enquanto MT monitora clima para a safra 26/27 – MAIS SOJA

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A semeadura do milho 26/27 na Argentina atingiu 47,30% da área projetada, com avanço de 12,30 p.p. em relação à safra passada. De acordo com a Bolsa de Cereales de Buenos Aires, na semana encerrada em 28/10, o progresso foi de 7,50 p.p., impulsionado pela boa disponibilidade hídrica na maior parte da área agrícola.

A maior participação do milho precoce nesta temporada também contribui para o ritmo mais acelerado frente ao ciclo passado. Entre as principais regiões produtoras, o Centro-Leste de Entre Ríos lidera com 90,00% da área semeada, seguido pelo Núcleo Norte (85,70%) e pelo Centro-Norte de Santa Fe (74,30%). Apesar do bom ritmo de implantação, as baixas temperaturas e a pouca radiação solar têm prejudicado o desenvolvimento inicial das lavouras, com registros de emergência desuniforme e amarelecimento das plantas. Mesmo assim, as condições gerais da cultura permanecem predominantemente normais a boas, com áreas pontuais classificadas como excelentes.

Confira os principais destaques do boletim:
  • VALORIZAÇÃO: a moeda americana valorizou 7,15% frente ao real na semana, passando para R$ 5,39/US$, influenciado pelo cenário político doméstico.
  • QUEDA: O milho corrente na CME caiu 2,35% ante a semana passada, para US$ 4,51/bu, refletindo a maior oferta do cereal devido ao avanço da colheita norte-americana.
  • BAIXA: o prêmio de exportação do milho no porto de Santos registrou baixa de 8,41% ante a semana passada, alcançando ¢US$ 0,81/bu.
Perspectivas climáticas para o milho 26/27 em MT indicam disponibilidade hídrica para a semeadura, mas exigem atenção à distribuição das chuvas.

O avanço da semeadura da soja 26/27, acima dos maiores índices dos últimos cinco anos para o período, pode antecipar a colheita e favorecer o calendário do milho. Segundo o CPTEC/INPE, para nov/26–jan/27, são previstas chuvas próximas da média em parte de MT, com desvios negativos no norte e positivos no centro-sul e leste. Já para dez/26–fev/27, a previsão indica ampliação das chuvas acima da média nessas últimas regiões, favorecendo a umidade do solo e a implantação dos 7,48 mi de ha de milho.

Contudo, a distribuição das precipitações será determinante para as operações, pois chuvas acima das médias podem interromper a colheita da soja e a semeadura do cereal. Além disso, possíveis restrições hídricas durante o florescimento e enchimento de grãos representam riscos ao rendimento das lavouras, exigindo atenção ao clima nos próximos meses. Diante dessas incertezas, o Imea mantém a produtividade projetada em 119,64 sc/ha e a produção em 53,68 mi de t.

Fonte: IMEA

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Sustentabilidade

Chuvas excessivas alongam ciclo da soja no Oeste do Paraná, com plantio praticamente concluído – MAIS SOJA

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O plantio da safra de soja 2026/27 alcança 99,17% da área prevista no Oeste do Paraná, mas o excesso de chuvas e a redução da radiação solar têm provocado alongamento do ciclo das lavouras, atrasando o desenvolvimento e o início do florescimento. Os temporais registrados nos últimos dias também trouxeram granizo e danos pontuais em áreas produtoras, conforme avaliação do economista Ernani José Benincá, da Benincá Agro – Consultoria e Corretagem Ltda., em levantamento exclusivo à Agência Safras.

Segundo Benincá, restam apenas algumas áreas para a conclusão da semeadura, principalmente nos municípios de Catanduvas, Ibema e Campo Bonito. Enquanto isso, as primeiras lavouras implantadas já começam a entrar na fase reprodutiva, embora apresentem desenvolvimento mais lento em razão das condições climáticas.

“Novamente tivemos chuvas volumosas e, em alguns lugares, como na Linha Mandarina, em Toledo, houve incidência de granizo com algum prejuízo. O excesso de chuvas, associado às temperaturas mais baixas e à menor radiação solar, está provocando um alongamento do ciclo da soja”, explica Benincá.

O levantamento aponta que Palotina registrou 167 milímetros de chuva no último fim de semana, praticamente o dobro da média regional de 84 milímetros. Além da Linha Mandarina, o granizo também atingiu áreas próximas à Fazenda Monte Sion, na região de Toledo.

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A principal preocupação do especialista, entretanto, está relacionada à redução da luminosidade. Segundo ele, algumas lavouras apresentam aproximadamente 60 dias de ciclo e somente agora começam a florescer, enquanto em outras temporadas já estariam próximas ou dentro dos estádios reprodutivos R1 e R2.

“Tem soja com 60 dias de ciclo, porte baixo e entrenós curtos, que só agora está apresentando as primeiras flores. Em outros anos, com essa idade, as plantas praticamente já estariam em R1 ou R2. A menor radiação solar está ocasionando esse atraso”, observa.

Benincá avalia que o alongamento do ciclo, já estimado em quatro dias em relação ao ciclo médio, poderá aumentar nas próximas duas semanas caso persistam as condições de chuva e baixa luminosidade. O economista destaca que a situação exige atenção, especialmente porque a região já enfrenta precipitações acima do padrão habitual para o período.

Outro fator de preocupação envolve o aproveitamento dos fertilizantes aplicados nas lavouras. Conforme o especialista, o excesso de precipitações pode provocar perdas de parte do cloreto de potássio utilizado em cobertura, comprometendo a eficiência da adubação.

“Todas as aplicações de cloreto em cobertura ficam sujeitas a perdas com o excesso de chuvas. Isso representa tanto uma perda agronômica quanto financeira para o produtor”, ressalta.

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Por outro lado, a pressão de pragas permanece baixa, sem representar, neste momento, uma preocupação significativa para o desenvolvimento da cultura.

Apesar dos problemas climáticos, Benincá pondera que a disponibilidade de água continua sendo importante para o potencial das lavouras, desde que os excessos não provoquem danos mais expressivos.

“Enquanto houver chuvas, mesmo que tragam algum percentual de pequenas perdas, ainda é melhor trabalhar com barro do que com poeira. Aprendi a trabalhar com barro; com poeira, ainda não”, conclui.

Fonte: Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Tempo estável favorece semeadura da soja em MS; 0,5% da área precisou ser replantada – MAIS SOJA

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De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, o plantio da safra de soja 2026/2027 foi favorecido pela melhora das condições climáticas e pela umidade  do solo. A semeadura alcançou 68,6% da área acompanhada, o equivalente a 3,3 milhões de hectares.

Para o analista técnico da Aprosoja/MS,Lucas Santana, o resultado representa uma recuperação do ritmo das operações em relação ao cenário registrado na segunda quinzena de outubro, quando as chuvas e a elevada umidade do solo dificultaram o avanço das máquinas em diversas regiões do estado.

“Naquele período, o plantio havia alcançado 32% da área acompanhada. As operações ficaram paralisadas durante grande parte da semana devido às condições de umidade do solo. Também foram registrados rompimentos de curvas de nível, enxurradas e início de processos erosivos, principalmente em áreas de solos arenosos e mistos”.

Com a melhora das condições para entrada das máquinas nas lavouras, a semeadura ganhou ritmo. A região Sul apresenta o maior percentual de área plantada, com 76,2%, seguida pela região Centro, com 60,3%, e pela Norte, com 52,2%.

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Apesar do avanço das operações, os efeitos das chuvas ainda aparecem no levantamento do Projeto SIGA-MS. Foram identificados 22.718 hectares que precisaram ser replantados em Mato Grosso do Sul,  o que equivale a aproximadamente 0,5% da área estimada para a cultura.

A região Centro concentra a maior área replantada, com 13.213 hectares, seguida pela região Norte, com 9.435 hectares. Nas demais regiões, as ocorrências são pontuais.

Entre as principais causas estão o encharcamento, o selamento e a erosão laminar do solo, condições que podem comprometer o estabelecimento inicial das plantas e exigir a realização de uma nova semeadura.

“O acompanhamento climático continua sendo importante para o planejamento da safra. A atuação do fenômeno El Niño aumenta a possibilidade de instabilidades em Mato Grosso do Sul”.

Acesse o boletim completo, clicando aqui.

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Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Agro MT