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Batalhão Ambiental aplica mais de R$ 153 milhões em multas de janeiro até outubro deste ano

As equipes realizaram operações de fiscalização próprias e de apoio às outras instituições, nos 142 municípios, dos 15 Comandos Regionais
O Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental de Mato Grosso (BPMPA) aplicou mais de R$ 153 milhões em multas durante as ações de combate e enfrentamento a crimes ambientais, entre janeiro a outubro deste ano, em todo o Estado. As equipes realizaram operações de fiscalização próprias e de apoio às outras instituições nos 142 municípios, por meio dos 15 Comandos Regionais. Deste montante, mais de R$ 3 milhões foram atribuídos em áreas de garimpos ilegais.
Durante o patrulhamento tático e ostensivo, no âmbito do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado, os policiais militares apreenderam 32 caminhões, 73 maquinários diversos, nove máquinas pesadas, 15 motosserras e 34 veículos reboques/semirreboques.
As equipes registraram 1.151 boletim de ocorrências, 34 Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), 183 termos de embargos, 106 de apreensão, 26 de destruição, 11 de adoção, 56 de depósitos e três de doação. Os militares registraram, ainda, 254 Autos de Infração, resgataram 1.078 animais e apreenderam outros 95, de espécies diversas.
Já no policiamento fluvial, os policiais militares apreenderam cinco embarcações, 114 quilos de iscas, mais de 540 quilos de pescado, 425 apetrechos de pescas, 104 redes, 28 tarrafas, três espinhal, dois motores de popa e aplicaram outras 56 notificações.
Ainda neste ano, o Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental flagrou quinze áreas de garimpo ilegal em Mato Grosso. Nas ações de fiscalização foram apreendidos quatro motosserras, 31 maquinários diversos, sete veículos, duas armas de fogo.
O comandante do Batalhão Ambiental da PM, tenente coronel Fagner Augusto do Nascimento, afirmou que as ações de enfrentamento e combate aos crimes ambientais foram intensificadas a partir do Programa Tolerância Zero, criado pelo Governo de Mato Grosso, e das diversas entregas de viaturas, armamentos, equipamentos de proteção e recursos tecnológicos, que proporcionam melhores condições de trabalhos aos policiais militares, principalmente em locais de difícil acesso e distantes de zonas urbanas.
As equipes da unidade especializada atuam em operações próprias e em apoio à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e outras instituições para proteger a fauna e a flora em Mato Grosso.
“Essas ações têm sido bastante exitosas para preservação do meio ambiente, fauna e flora do nosso Estado. Além disso, os importantes investimentos por parte do governador Mauro Mendes reforçam as forças de segurança e contribuem para uma patrulhamento tático e ostensivo mais preciso, principalmente em áreas de difícil acesso. Nossas equipes realizam diversas ações para enfrentamento e prevenção de crimes ambientais em Mato Grosso”, afirmou o tenente-coronel Fagner Augusto do Nascimento.
Reconhecimento
Em junho, a Polícia Militar de Mato Grosso foi reconhecida em segundo lugar no Prêmio Brasil+, concedido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em reconhecimento às ações desenvolvidas pelo Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental no combate aos crimes contra o meio ambiente.
“Esse reconhecimento demonstra total empenho e dedicação dos policiais militares de Mato Grosso. A unidade é, ainda, referência no país para outras instituições com Curso de Operações Fluviais, que já formou agentes da segurança de vários estados brasileiros”, ressaltou o tenente-coronel Fagner.
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Conflito entre EUA e Irã preocupa, mas impacto imediato deve ser limitado, avalia setor do milho

A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã acendeu um alerta no mercado internacional de grãos e passou a ser acompanhada com atenção pelo setor de milho brasileiro. O país do Oriente Médio é hoje o principal destino das exportações brasileiras do cereal, responsável por cerca de 20% dos embarques realizados em 2025.
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Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), o Irã importou 9,08 milhões de toneladas do grão brasileiro no ano passado, consolidando-se como um parceiro estratégico para o agronegócio nacional. Do lado iraniano, a dependência também é significativa: cerca de 80% de todo o milho importado pelo país tem origem no Brasil.
Apesar da preocupação inicial, a entidade avalia que o impacto direto sobre o comércio internacional do cereal tende a ser limitado no curto prazo.
Segurança alimentar reduz risco de interrupção
O presidente da Abramilho, Paulo Bertolini, afirma que o conflito gera instabilidade nos mercados, mas ressalta que o milho é um produto ligado diretamente à segurança alimentar, o que tende a manter os fluxos comerciais.
“É óbvio que a preocupação com o conflito é grande. A gente vê como ele começa, mas não sabe quando e como termina. Isso traz instabilidade para todos os mercados, inclusive para o mercado brasileiro de grãos, em especial o milho”, afirma.
Ainda assim, ele acredita que os embarques não devem sofrer grandes interrupções.
“O Irã é um dos principais destinos do milho brasileiro e essa relação comercial é muito importante. Mas acreditamos que, por se tratar de um produto ligado à segurança alimentar, o milho não deve ser afetado diretamente pelo conflito.”
Bertolini lembra ainda que episódios semelhantes já ocorreram recentemente sem comprometer de forma relevante as exportações.
“No ano passado já houve um conflito armado envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel e naquela ocasião não houve uma interrupção significativa dos embarques de milho para o país”, destaca.
Exportações maiores ocorrem no segundo semestre
Outro fator que reduz o impacto imediato da crise é o calendário da produção brasileira. Neste período do ano, os embarques de milho ainda são relativamente baixos.
Isso ocorre porque o Brasil está no momento da colheita da primeira safra, que é predominantemente de soja, fazendo com que os portos estejam concentrados nas exportações do grão.
“As exportações de milho entram com volumes maiores apenas no segundo semestre”, explica Bertolini.
A primeira safra brasileira produz entre 26 milhões e 27 milhões de toneladas. No entanto, o consumo interno no primeiro semestre chega a cerca de 50 milhões de toneladas, o que faz o país utilizar estoques remanescentes da segunda safra do ano anterior.
Dessa forma, eventuais impactos mais relevantes sobre as exportações poderiam surgir apenas na segunda metade do ano.
“Por isso a maior preocupação seria um eventual impacto a partir do segundo semestre, quando os volumes embarcados aumentam”, afirma o presidente da Abramilho.
Brasil tem mais de 100 destinos para o milho
Mesmo com a importância do mercado iraniano, o setor avalia que o Brasil possui capacidade para redirecionar parte das exportações caso ocorram restrições comerciais.
Diferentemente da soja, que possui destinos mais concentrados, o milho brasileiro é exportado para uma grande variedade de mercados.
“O Brasil tem mais de 100 destinos para o nosso milho nos cinco continentes. Isso garante uma diversificação importante de mercados”, afirma Bertolini.
Segundo a Abramilho, essa característica reduz o risco de dependência excessiva de um único comprador e amplia as alternativas comerciais para o país.
Relação comercial de mão dupla
A relação comercial entre Brasil e Irã no agronegócio ocorre em via de mão dupla. O milho brasileiro é um dos principais produtos exportados para o país persa, enquanto fertilizantes fazem o caminho inverso.
Em 2025, o Brasil importou aproximadamente US$ 84 milhões em produtos iranianos, valor considerado relativamente pequeno quando comparado ao comércio com outros grandes fornecedores globais de fertilizantes.
Há ainda suspeitas no mercado de triangulação de cargas, com produtos iranianos chegando ao Brasil por meio de bandeiras de outros países, como Nigéria, Omã ou Catar, como forma de contornar sanções internacionais.
Cenário segue sob monitoramento
A Abramilho afirma que continuará acompanhando os desdobramentos do conflito internacional e seus possíveis efeitos sobre o comércio agrícola.
A avaliação inicial da entidade é que, desde que a escalada militar não comprometa portos ou rotas marítimas por questões humanitárias, o abastecimento interno e o fluxo comercial do milho brasileiro não devem sofrer impactos relevantes.
Ainda assim, o setor mantém atenção redobrada sobre a evolução do cenário geopolítico, especialmente com a aproximação do período de maior exportação do cereal no Brasil.
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Estoques de suco de laranja sobem 75,4% em 2025, aponta CitrusBR

Os estoques globais de suco de laranja brasileiro voltaram a crescer em 2025, após atingirem o menor patamar da série histórica no ano anterior.
Levantamento da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) mostra que, em 31 de dezembro de 2025, o volume totalizava 616.460 toneladas, convertidas em FCOJ equivalente (66° Brix), na posse das empresas associadas.
O número representa alta de 75,4% em relação às 351.483 toneladas registradas em 31 de dezembro de 2024 — até então, o nível mais baixo da série para o período.
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Demanda e preços
Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, a recomposição está ligada ao comportamento do mercado internacional.
“O aumento dos estoques reflete, no agregado, a acomodação da demanda em mercados-chave após o período de preços elevados observado na safra anterior”, afirma.
Ele destaca que, desde os picos registrados em 2024, as cotações internacionais recuaram de forma expressiva. “Em cadeias globais, movimentos de preços podem levar algum tempo para se refletirem integralmente no varejo, por fatores como contratos, estoques e dinâmica de distribuição”, explica.
De acordo com Netto, à medida que esses ajustes avancem, pode haver recuperação ao menos parcial da demanda, a depender das condições de mercado.
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Sem embarques para o Irã, milho brasileiro corre risco de acumular no mercado interno

Os reflexos da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel tem se refletido em diversas frentes do agronegócio brasileiro, como na exportação de milho, uma vez que o mercado iraniano tem se consolidado, nos últimos anos, como um dos principais compradores do cereal nacional.
Em 2025, por exemplo, o país do Oriente Médio comprou em torno de 9 milhões de toneladas da commodity, sendo responsável por 22% dos embarques brasileiros do grão. Já no consolidado de janeiro deste ano, o Irã subiu ainda mais esse número, representando em torno de 30% de todo o milho exportado pelo Brasil.
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Segundo o analista de mercado de grãos da Datagro Gabriel Bastos, a dificuldade de exportação ao Irã tende a gerar sobreoferta dentro do Brasil em um cenário de colheita estimada em 141 milhões de toneladas, com cerca de 45 milhões de toneladas direcionadas à exportação. “Com essa sobreoferta, a tendência é que as cotações internas sofram um pouco e tenham um viés um pouco mais baixista”, diz.
De acordo com ele, o agravamento no conflito tende a impactar diretamente as cotações, o frete, as atividades portuárias e a logística da região, o que traz impactos diretos ao potencial exportador do Brasil.
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