Agro Mato Grosso
Mulheres do campo reafirmam protagonismo na agricultura de pequena escala em Mato Grosso

Guarantã do Norte e Chapada dos Guimarães destacam autonomia feminina e investimentos de mais de R$ 12 milhões do Governo de MT na agricultura familiar
O protagonismo feminino na agricultura de pequena escala foi destacado e reafirmado durante os encontros de mulheres rurais realizados em Guarantã do Norte e Chapada dos Guimarães. As ações, incentivadas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT), reuniram centenas de agricultoras, gestoras e lideranças rurais em um momento de valorização, troca de experiências e fortalecimento da autonomia produtiva no campo.
“A força da mulher do campo é valorizada pelo Governo do nosso Estado”, destacou a secretária da Seaf, Andreia Fujioka, durante o Encontro da Mulher Rural de Guarantã do Norte, nesta quinta (23).
Na ocasião, o município recebeu mais de R$ 1,5 milhão em máquinas e equipamentos para fortalecer a agricultura familiar local, incluindo um caminhão-pipa (R$ 571,9 mil), uma motoniveladora (R$ 608,4 mil) e uma pá-carregadeira (R$ 333,3 mil). Os recursos integram o plano estadual de mecanização e infraestrutura rural, que já destinou R$ 7,9 milhões em investimentos para Guarantã do Norte nos últimos seis anos e dez meses.
“É um momento ímpar para mobilizarmos a força da mulher no campo. O essencial é conquistarmos independência e autonomia produtiva”, reforçou Fujioka, ao anunciar também a entrega de 35 barracas de feira para apoiar a comercialização de produtos locais.
O protagonismo feminino foi representado nas histórias de vida de produtoras como Norecy da Costa, há 14 anos na cadeia leiteira, e sua filha Ana Cláudia, de 21 anos, que atua na criação de aves. “Tudo o que faço é por ela. Somos mulheres do campo e temos orgulho disso”, disse Norecy. “A mulher está em todas as área, na pecuária, nas aves, nas lavouras. Nós conquistamos nosso espaço com trabalho e coragem”, completou Ana Cláudia.
O prefeito Márcio Gonçalves destacou a importância das parcerias com a Seaf e o impacto da mecanização rural no município. “Esses equipamentos vão modernizar o trabalho nas estradas e fortalecer o escoamento da produção. O Governo tem sido um parceiro fundamental”, afirmou. Segundo ele, Guarantã economizou R$ 15 milhões nos dez meses da atual gestão, reinvestindo os recursos na recuperação de 2,5 mil quilômetros de estradas rurais e no planejamento de uma nova feira municipal, estruturada para valorizar produtores e agricultoras.
“Nós só conseguimos novas conquistas porque temos um Governo que olha com responsabilidade pelo nosso município”, ratificou o prefeito.
Entre 2019 e 2024, Guarantã recebeu mais de 50 itens, entre máquinas, veículos, implementos, calcário, insumos e estrutura, totalizando R$ 6,4 milhões em investimentos da Seaf/MT.
Em Chapada dos Guimarães, mais de 400 mulheres rurais celebram conquistas
Ainda na quinta-feira, Chapada dos Guimarães sediou o 17º Encontro das Mulheres Rurais, que reuniu mais de 400 participantes e evidenciou o papel das mulheres como impulsionadoras da agricultura familiar. O município já recebeu mais de R$ 5 milhões em máquinas, equipamentos e tecnologia do Governo de Mato Grosso.
A secretária Andreia Fujioka reforçou o papel transformador das mulheres na agricultura de pequena escala. “Mulheres são força, são inspiração. A força da mulher no campo move o Estado. Chapada é referência em agricultura familiar, com investimentos da Seaf que incluem desde tecnologia até estrutura para feiras e associações de mulheres. Gosto de ver o quanto elas têm se tornado independentes. Isso é resultado de trabalho e determinação”, concluiu. De acordo com a primeira-dama de Chapada, Hélia Melo, o apoio do Governo do Estado, por meio da Seaf, é imprescindível para fomentar e incentivar as mulheres a produzir. Ela também lembrou a atuação da primeira-dama de MT, Virginia Mendes.
“Nós temos a alegria de ter políticas públicas efetivas em nossa cidade, porque temos um Governo com olhar atento ao desenvolvimento; a Seaf, que olha para o setor onde mais de 50% das atividades são desenvolvidas por mulheres; e a primeira-dama, Virginia Mendes, que está à frente do maior programa de amparo e cuidado com as mulheres, o SER Família Mulher, e do programa SER Família, que é um marco na vida da nossa gente”, destacou a primeira-dama do município.
Para a apicultora Rosinei Aparecida, da Gleba Monjolo, o apoio da Seaf à cadeia produtiva da apicultura tem sido fundamental. “Trabalho com mel e abelhas uruçu boca-de-renda. Hoje temos cerca de 40 caixas de abelhas que recebemos da Seaf e pretendo ampliar. É maravilhoso viver da agricultura familiar. Sou grata pelo apoio do Estado, que nos ajuda a crescer com independência”, afirmou.
Agro Mato Grosso
Caruru fora de controle devasta lavouras de soja em MT e acende alerta no campo

A planta daninha caruru tem tirado o sono de produtores de soja em Mato Grosso e se consolidado como uma das mais agressivas das últimas safras. Com alta capacidade de adaptação e resistência a herbicidas amplamente utilizados, a espécie já provoca perdas que podem chegar a 20% na produtividade, além de elevar os custos de controle nas propriedades rurais.
Relatos de campo mostram que o problema não é recente. Produtores apontam que a planta já chegou com resistência, o que dificulta ainda mais o combate. Em muitos casos, o controle químico tradicional não tem sido suficiente, especialmente em estágios mais avançados de desenvolvimento da planta.
Ela apresenta crescimento acelerado, podendo atingir até cinco centímetros por dia. Sua reprodução também chama atenção, já que uma única planta pode gerar grande quantidade de sementes, facilitando a disseminação na área. Em pouco tempo, áreas antes com baixa infestação passam a apresentar domínio quase total da planta daninha.
Além de competir diretamente por água, luz e nutrientes, o caruru provoca sombreamento intenso, impedindo o desenvolvimento adequado da soja. Em situações mais críticas, a cultura fica completamente encoberta, comprometendo a fotossíntese e resultando em áreas improdutivas.
Outro impacto relevante ocorre na colheita e na qualidade do produto final. Em culturas como algodão, as sementes da planta podem aderir à pluma, dificultando o beneficiamento e reduzindo o valor comercial. No milho e na soja, a presença de impurezas também gera prejuízos.
Especialistas alertam que o enfrentamento do problema exige uma abordagem integrada e contínua. Entre as principais estratégias estão a limpeza de máquinas agrícolas para evitar a disseminação, o uso de herbicidas pré-emergentes, a rotação de culturas e a adoção de diferentes mecanismos de ação para evitar novas resistências.
A manutenção da palhada no solo e o monitoramento constante das áreas também são fundamentais. Em casos iniciais, a remoção manual ainda é indicada para impedir a formação de banco de sementes. A combinação de práticas é considerada essencial para reduzir a pressão da planta daninha ao longo do tempo.
De acordo com o pesquisador Rafael Romero Mendes, da Embrapa Soja, a infestação da espécie cresceu de forma consistente nas últimas quatro safras. Ele destaca que o enfrentamento exige manejo integrado, com ações como limpeza de máquinas, manutenção de palhada, uso de cultivares com novas biotecnologias e adoção de herbicidas pré emergentes, sobretudo em áreas com resistência ao glifosato.
O pesquisador ressalta que o uso desses produtos demanda atenção às condições de solo, clima e à cultivar utilizada, para evitar fitotoxicidade. Esse problema pode comprometer o estande das lavouras e provocar emergência irregular das plantas.
Agro Mato Grosso
Megaoperação contra garimpo na Terra Indígena Sararé destrói maquinários e acampamentos MT

Ação destruiu máquinas avaliadas em R$ 1 milhão, desmontou acampamentos e destruiu explosivos. Território tem o maior número de alertas de garimpo ilegal no Brasil.
Uma megaoperação do governo federal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, causou prejuízo estimado em mais de R$ 42 milhões ao garimpo ilegal na região, segundo balanço divulgadonesta quinta-feira (23). A ação teve início em 25 de março e segue em andamento.
Segundo o governo, entre os dias 4 e 11 de abril foram realizadas 144 ações de fiscalização e repressão, que resultaram na inutilização de equipamentos e na destruição de estruturas usadas na atividade ilegal. Durante o período, foram destruídas duas escavadeiras hidráulicas, avaliadas em cerca de R$ 1 milhão cada, consideradas essenciais para o funcionamento garimpo.
A operação também resultou na destruição ou apreensão dos seguintes itens:
- 🏕️42 acampamentos
- 💥102 motores
- ⛺36 geradores
- 🪨102 motores
- 🪫36 geradores
- ⛽150 litros de gasolina
- ⛽14 mil litros de diesel
- 🚜17 maquinários leves
- 🚰490 metros de mangueiras de sucção
- 💣40 quilos de explosivos
Terra Indígena Sararé
A Terra Indígena Sararé abriga cerca de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias, e se estende por áreas dos municípios de Conquista D’Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade. Do total de 67 mil hectares do território, aproximadamente 4,2 mil hectares já foram impactados pelo garimpo ilegal, segundo dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), órgão vinculado ao Ministério da Defesa.
A Sararé se tornou o território com o maior número de alertas de garimpo ilegal no Brasil, com 1.814 registros, segundo monitoramento do Ibama, segundo dados divulgados pela Operação Amazônia Nativa (Opan). O boletim destaca impactos ambientais significativos, como a contaminação de corpos d’água, entre eles o córrego Água Suja e o rio Sararé, com rejeitos de mineração, mercúrio e cianeto. O documento aponta ainda a degradação dos cursos d’água, incluindo a alteração e remoção do leito original de trechos do córrego.
Além dos danos ambientais, o levantamento registra o aumento da violência na região, com a presença de facções criminosas e relatos de tiros, ameaças de morte e ataques a aldeias. Segundo o boletim, o cenário expõe a comunidade a risco de danos irreparáveis, caracterizando uma violência estrutural e sistemática.
Cenários que podem ser comprovados pelas diversas operações realizadas na região, que por ser próxima da fronteira com a Bolívia, a área se tornou uma das rotas mais usadas para o tráfico de drogas, segundo a Polícia Civil apartir de 2022, grupos criminosos se infiltraram na região e, em 2024, entraram no garimpo.
Um levantamento divulgado pela Operação Amazônia Nativa (Opan), nesta quarta-feira (22), aponta que 93% das terras indígenas mato-grossenses estão sob pressão da mineração.

Facção entra em garimpo ilegal, que não para de avançar sobre terra indígena em Mato Grosso
Histórico de devastação
A Sararé liderou, em 2024, o ranking das terras indígenas mais desmatadas da Amazônia Legal. Entre 2021 e 2024, o desmatamento associado à área cresceu 729%. Os dados constam do relatório Cartografias da Violência na Amazônia 2025, divulgado em novembro de 2025, que analisou nove estados da região.
De acordo com o levantamento, o principal fator associado à devastação é a expansão do garimpo ilegal. O relatório identificou a presença de garimpos ativos dentro da TI Sararé, com o uso de escavadeiras hidráulicas, balsas e bombas de sucção.
Agro Mato Grosso
Jovem de 20 anos morre atropelado por carreta em avenida de MT

Um jovem identificado como Wéslyns Rodrigues da Cunha, de 20 anos, morreu em grave acidente de moto na noite desta quinta-feira (23), na Avenida Dr. Paraná, em frente à rotatória da Univag, em Várzea Grande. O irmão dele, que estava na garupa da motocicleta, ficou ferido.
Informações preliminares apontam que jovem seguia pela via quando tentou passar entre uma carreta e um veículo Jeep Renegade.
Durante a manobra, ele se desequilibrou, colidiu com o carro e caiu na pista. Na sequência, uma carreta acabou passando sobre a cabeça do motociclista.
Wéslyns utilizava capacete, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

O irmão que estava na garupa foi atendido pelo Samu e encaminhado para uma unidade de saúde. A dinâmica exata do acidente deve ser apurada pelas autoridades.
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