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16 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Bayer acelera inovação em sementes de milho e amplia portfólio para 2026

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Com nove lançamentos destacados para o ano, companhia reforça oferta regionalizada; resultados no Getap evidenciam desempenho de seus híbridos em diferentes ambientes produtivos

A parceria da Bayer com produtores de diferentes regiões do país se traduziu em resultados de destaque na edição 2026 do Concurso Nacional de Produtividade de Milho, promovido pelo Grupo Tático de Aumento de Produtividade (Getap). Esse desempenho é apoiado por uma estratégia contínua de inovação e renovação do portfólio, que amplia as opções de híbridos desenvolvidos para responder às particularidades de diferentes regiões, ambientes produtivos e sistemas de cultivo.

Em 2026, a Bayer destacou nove lançamentos de híbridos de milho, triplicando o volume registrado em anos anteriores. Atualmente, a Bayer conta com mais de 50 híbridos distribuídos em todo o país pelas marcas Dekalb, Sementes Agroceres e Agroeste.

Os híbridos da companhia conquistaram o pódio completo em centro irrigado, com as três primeiras colocações da região Centro, além da segunda e terceira posições em centro sequeiro. A Bayer também registrou títulos estaduais em Goiás, no verão sequeiro, e em São Paulo, no verão irrigado, além de resultados de destaque nas categorias sul sequeiro e sul irrigado, reafirmando o compromisso da empresa em desenvolver soluções alinhadas às diferentes realidades do campo.

Os principais resultados da Bayer foram registrados em Minas Gerais, conquistando o pódio completo da região, na categoria centro irrigado, com o híbrido superprecoce de alto potencial produtivo AS1955PRO4, da Agroeste. O primeiro lugar da categoria foi conquistado pela Fazenda Nacional AgroFarm, de São Gonçalo do Sapucaí (MG), com produtividade de 289,6 sacas por hectare. Olindo César Corso, de Bambuí (MG), ficou em segundo lugar, com 287,6 sacas por hectare, seguido por Alexandre Avelar, de Três Corações (MG), que alcançou a terceira posição com 280,9 sacas por hectare.

“Os desempenhos alcançados pelos produtores no Getap evidenciam o potencial da combinação entre genética, biotecnologia e manejo adaptado à realidade de cada região. Nosso compromisso é oferecer aos agricultores um portfólio amplo e diversificado, desenvolvido para responder às demandas do campo em diferentes ambientes de produção do País”, afirma Diogo Monteiro, Diretor de estratégia para o negócio de milho.

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No segmento de proteção de cultivos, a Bayer marcou presença entre as empresas com soluções mais utilizadas pelos agricultores participantes do Getap. Em herbicidas, a companhia liderou com Roundup® e Soberan®, reforçando sua participação no portfólio dos produtores, e ampliou as alternativas para o manejo de plantas daninhas com o pré-emergente em lançamento Adengo®. Em fungicidas, Nativo® e Fox Xpro®, primeiro produto do mercado registrado para o controle da mancha de Bipolaris, ocuparam o pódio entre os principais fungicidas utilizados pelos participantes do concurso.

Por trás desses desempenhos estão os investimentos contínuos da Bayer em pesquisa e desenvolvimento, melhoramento genético e soluções que conectam tecnologia e recomendações agronômicas. Entre elas está o Bayer VAlora Milho, o maior programa de agricultura digital de milho do mundo, que reúne mais de 1.900 produtores participantes no Brasil e é resultado de mais de 10 anos de pesquisa. A solução contribui para direcionar a escolha de híbridos e estratégias de manejo adequadas às particularidades de cada região.

Verão centro sequeiro

Na categoria centro sequeiro, a Bayer conquistou o primeiro lugar estadual em Goiás e ocupou a segunda e a terceira posições no ranking da categoria. Francisco Godoy Netto, de Catalão (GO), foi o campeão estadual com o híbrido AS1868PRO4 e produtividade de 251,2 sacas por hectare. Paulo Roberto Shwengber, de Leopoldo de Bulhões (GO), ficou com o vice-campeonato estadual, com o AG8701PRO4 e 247,3 sacas por hectare. Eldo Marconi Pereira, de Gameleira de Goiás (GO), completou o pódio estadual com o AG8909PRO4, ao registrar 240,9 sacas por hectare.

Em Minas Gerais, os híbridos da companhia estiveram presentes em cinco das dez primeiras posições do ranking. Diego Vettori, de Campanha (MG), conquistou o segundo lugar com 299,1 sacas por hectare, utilizando o AS1955PRO4. Marcus Veiga, de São João del-Rei (MG), ficou em terceiro, com 282,7 sacas por hectare e o mesmo híbrido.

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Também se destacaram Carlos Fábio Nogueira Rivelli, de São João del-Rei (MG), que ficou em quarto lugar no ranking geral da categoria, com o DKB242PRO4 e produtividade de 281,8 sacas por hectare, além da nona posição com o AS1955PRO4, ao registrar 267,1 sacas por hectare. Vander de Sousa Andrade, de Luminárias (MG), sexto colocado no mesmo ranking, com o AS1955PRO4 e 278,8 sacas por hectare. Carlos Fábio Nogueira Rivelli também alcançou a nona posição com o AS1955PRO4, registrando 267,1 sacas por hectare.

“A Bayer conta atualmente com um portfólio de mais de 50 híbridos de milho distribuídos no Brasil pelas marcas Agroeste, Dekalb e Sementes Agroceres. Os produtos reúnem alternativas para diferentes janelas de plantio, ambientes produtivos e sistemas de cultivo. Entre os híbridos de destaque no concurso estão materiais com a biotecnologia VTPRO4®, que oferece ampla proteção contra as principais pragas da cultura do milho, da raiz às folhas”, comenta Monteiro.

Verão sul sequeiro

Na categoria sul sequeiro, híbridos Dekalb estiveram entre os dez melhores resultados nacionais. O Grupo Reinhofer, de Guarapuava (PR), alcançou 343,1 sacas por hectare com o DKB235PRO3 e conquistou a sétima posição. Ralf Karly, de Candói (PR), ficou em nono lugar com o DKB242PRO4 e produtividade de 339,2 sacas por hectare.

Em Santa Catarina, a Agro Mallon, de Canoinhas, garantiu o terceiro lugar estadual com o AS1955PRO4, registrando 330 sacas por hectare.

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Verão sul irrigado

No sul irrigado, os principais destaques da Bayer foram os resultados estaduais em São Paulo. Felipe Favoretto Martins Salgadinho, de Itararé, conquistou o título de campeão estadual com o DKB242PRO4, ao atingir 275,3 sacas por hectare. Rodrigo Canela, de Vargem Grande do Sul, alcançou o terceiro lugar estadual com o AG8701PRO4 e produtividade de 234,4 sacas por hectare.

No ranking nacional da categoria, a Bayer registrou seis inscrições entre as 20 primeiras colocações. O melhor resultado foi de Hugo Mariane Filho, de Chapada (RS), que obteve 308,8 sacas por hectare com o DKB242PRO4 e alcançou a sétima posição.

Carlos Eduardo Sperotto, de Santo Augusto (RS), também teve duas inscrições entre os 20 melhores resultados nacionais. Foi o 11º colocado, com 299,5 sacas por hectare e o AS1955PRO4, e o 15º, com 293,1 sacas por hectare e o DKB242PRO4.

Paulo Dilly, de Ibirubá (RS), ficou em 14º lugar com o AS1955PRO4 e produtividade de 294,8 sacas por hectare. Décio Ladir Neuls, de Santa Bárbara do Sul (RS), alcançou a 19ª posição com o AS1955PRO4 e 286,4 sacas por hectare. Maurício De Bortoli, de Cruz Alta (RS), completou os resultados da Bayer entre os 20 primeiros, ao registrar 284,1 sacas por hectare com o DKB242PRO4.

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“Do sequeiro ao irrigado, os resultados obtidos no Getap reforçam a importância de o agricultor contar com híbridos adequados a cada ambiente produtivo. É com essa visão que seguimos investindo para apoiar os produtores na busca por produtividade e rentabilidade”, conclui Diogo.

Sobre a Bayer

Guiada por sua missão “saúde para todos, fome para ninguém”, a Bayer é uma empresa global que atua para desenvolver soluções inovadoras que respondam a alguns dos maiores desafios da humanidade nas áreas de saúde e agricultura. Fundada na Alemanha em 1863 e presente em mais de 80 países, está no Brasil há 130 anos, seu segundo maior mercado no mundo, com negócios nos segmentos de Agricultura, Farmacêutico e Saúde do Consumidor. É comprometida com a inovação, a diversidade e a sustentabilidade, investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento para promover avanços que unam produtividade, preservação ambiental e acesso à saúde de qualidade. Mais informações no site.

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Caminhoneira youtuber relata furto de três módulos de caminhões estacionados em MT

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A caminhoneira Aline Füchter Ouriques relatou, em um vídeo publicado no canal dela no YouTube, que tem 1,85 milhão de inscritos, o furto do módulo eletrônico do motor de um de seus caminhões enquanto aguardava para descarregar em um armazém da Vale, a 86 km de Rondonópolis(MT). O relato foi publicado nesta sexta-feira (16), após cerca de sete caminhões passarem a noite estacionados na área externa do local.

Segundo Aline, o caminhão em que ela estava não foi violado porque ficou estacionado rente à cerca. Já o outro veículo, de cor vermelha, teve o módulo do motor furtado. A motorista afirmou que havia investido recentemente R$ 50 mil na manutenção do motor. (Video abaixo)

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Além de retirar o equipamento, os suspeitos cortaram o chicote elétrico, conjunto de fios responsável pela conexão entre os componentes eletrônicos do caminhão. Segundo a motorista, o dano torna o conserto mais complexo e aumenta os custos do reparo.

Aline também relatou que uma equipe da concessionária responsável pela rodovia prestou apoio aos caminhoneiros e os orientou a registrar boletins de ocorrência. Ela reclamou da falta de policiamento no local e lamentou a insegurança enfrentada pelos profissionais que precisam passar a noite na região.

Polícia recupera módulos avaliados em R$ 27 mil

Dois módulos eletrônicos de caminhões, avaliados em cerca de R$ 27 mil, foram recuperados pela Polícia Civil em Alto Garças, a 357 km de Cuiabá, nesta quinta-feira (15). Um jovem de 19 anos foi preso em flagrante, suspeito de participar dos furtos registrados na cidade.

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após o furto de equipamentos de dois caminhões. Um deles estava estacionado no pátio de um posto de combustíveis e o outro, em frente à casa do proprietário, no bairro Novo Horizonte.

Os suspeitos usaram um carro preto durante a ação. Ao perceber a movimentação, o proprietário de um dos caminhões saiu para verificar o que estava acontecendo, e os envolvidos fugiram. Dois deles deixaram o local a pé, enquanto os outros dois seguiram no carro.

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Polícia Civil recuperou dois módulos de caminhões avaliados em R$ 27 mil e prendeu um suspeito em Alto Garças. — Foto: PJC

Polícia Civil recuperou dois módulos de caminhões avaliados em R$ 27 mil e prendeu um suspeito em Alto Garças. — Foto: PJC

Na sequência, o veículo se envolveu em um acidente na Serra da Petrovina, na BR-364. Os ocupantes foram encaminhados para atendimento médico em Pedra Preta, mas fugiram do hospital antes da chegada da polícia.

Durante as buscas, os investigadores localizaram um suspeito nas proximidades da BR-364, na saída de Alto Garças para Rondonópolis. Ele foi reconhecido pelas vítimas e preso em flagrante.

Os dois módulos foram encontrados escondidos perto do Posto Monte Sinai. Os equipamentos foram reconhecidos pelos proprietários e estão avaliados em R$ 7 mil e R$ 20 mil.

Em interrogatório, o jovem afirmou que acompanhava os outros envolvidos e ficava em pontos estratégicos para vigiar a movimentação enquanto os comparsas retiravam os equipamentos dos caminhões.

Ele foi autuado por furto qualificado pelo concurso de pessoas e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua as investigações para identificar os demais suspeitos e apurar se o grupo tem ligação com outros furtos de módulos eletrônicos de caminhões na região.

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Após calor de quase 42°C, temperaturas devem cair em Mato Grosso; entenda

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Após registrar temperaturas de quase 42 °C, Mato Grosso deve ter queda nos termômetros ao longo do fim de semana, com máximas entre 25 °C e 29 °C e mínimas entre 19 °C e 22 °C no fim do período. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também indica chuva de até 50 milímetros no sul do estado e alerta para tempestades neste sábado (17).

A queda nas temperaturas ocorre após dias de calor intenso. Entre 8 e 12 de outubro, as máximas no Centro-Oeste variaram de 32 °C a 42 °C. Em Mato Grosso, as maiores temperaturas foram registradas em Cocalinho, com 41,8 °C, e Nova Xavantina, com 40,9 °C.

O aviso de perigo potencial é válido até as 23h59 deste sábado e prevê chuva de 20 a 30 milímetros por hora, ventos de até 60 km/h e possibilidade de granizo.

Segundo o Inmet, há baixo risco de alagamentos, queda de galhos de árvores, danos a plantações e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

O que esperar ate o fim do ano

 

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Cuiabá calor quente sol verão veranico — Foto: Emanoele Daiane/Prefeitura de Cuiabá

Cuiabá calor quente sol verão veranico — Foto: Emanoele Daiane/Prefeitura de Cuiabá

Segundo o Inmet, para o trimestre de outubro a dezembro, a previsão climática indica chuvas abaixo da média histórica no centro-norte de Mato Grosso. No extremo norte do estado, a redução pode chegar a 100 milímetros em relação ao esperado para o período.

As temperaturas também devem ficar acima da média nos próximos meses, principalmente no norte do estado, onde podem registrar até 2 °C a mais que o habitual. A combinação de calor e pouca chuva pode aumentar a perda de água para a atmosfera e agravar a falta de umidade no solo durante outubro.

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Justiça proíbe exploração de recursos naturais e manda desocupar terra indígena em MT

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O Ministério Público Federal (MPF) obteve sentença favorável à proteção do território do povo Piripkura, que vive em isolamento voluntário na Terra Indígena Piripkura, em Colniza e Rondolândia (MT). A decisão é fruto de uma ação civil pública proposta pelo MPF e da atuação do órgão no processo ao longo dos últimos anos.

A Justiça Federal determinou a desocupação de áreas irregularmente ocupadas, a retirada de rebanhos e a proibição de novos desmatamentos e da exploração de recursos naturais. Desde 2008, a área está submetida a portarias de interdição da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) que restringem seu uso para proteger os indígenas isolados.

A decisão distingue dois grupos de ocupantes. O primeiro reúne os que passaram a ocupar a área depois da primeira portaria de interdição, além de terceiros não identificados no início da ação, desde que constatada sua ocupação irregular dentro da área protegida. Eles têm 120 dias para deixar as áreas, retirando empregados, animais, máquinas e outros bens, e não poderão voltar sem autorização expressa da Funai.

O segundo reúne os que já estavam na região antes da primeira portaria de interdição e cuja permanência havia sido permitida. Em 120 dias, os réus devem retirar os rebanhos e, desde já, cumprir integralmente as restrições da portaria e os embargos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), sem novos desmatamentos nem exploração de recursos naturais. O pedido do MPF visa proteger o território indígena e impedir novas ocupações e atividades.

As obrigações e os prazos têm cumprimento imediato, por força de tutela de urgência concedida na própria sentença, com multa diária de R$ 500 por réu em caso de descumprimento. A Funai deverá planejar e acompanhar o cumprimento das determinações, com a participação do Ibama e, quando necessário, de órgãos de segurança pública, para evitar qualquer contato direto ou indireto com os Piripkura.

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Histórico do caso

O MPF ajuizou a ação em maio de 2021, diante do avanço de invasões, desmatamentos e atividades pecuárias na Terra Indígena Piripkura. Em julho de 2024, conseguiu decisão que determinava a reintegração de posse contra ocupantes irregulares.

A medida, porém, foi modificada em fevereiro de 2025, quando o juízo, com fundamento no artigo 9º da Lei 14.701/2023, suspendeu as reintegrações e autorizou a permanência de ocupantes, condicionada ao cumprimento de restrições ambientais. A norma fixa que, antes de concluído o procedimento demarcatório e de indenizadas as benfeitorias de boa-fé, não haverá limitação de uso e gozo aos não indígenas que exerçam posse sobre a área objeto de demarcação.

O MPF contestou essa interpretação em março do mesmo ano, apresentando fundamentos que se tornariam centrais na sentença. Sustentou que o artigo 9º não poderia ser aplicado automaticamente à Terra Indígena Piripkura, pois o território possui regime jurídico especial, estabelecido pelas portarias de restrição de uso da Funai e reforçado pelas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) 991.

O órgão argumentou que invasões posteriores à primeira portaria, de 2008, não poderiam gerar direitos possessórios legítimos e que a permanência de ocupantes anteriores estava sujeita a restrições. O MPF também destacou a extrema vulnerabilidade dos indígenas isolados e a necessidade de fazer prevalecer a proteção à vida sobre interesses patrimoniais, com fundamento no princípio da precaução.

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Na mesma manifestação, o MPF propôs, de forma alternativa, a distinção entre ocupantes anteriores e posteriores à portaria de 2008, critério que viria a ser adotado na sentença, embora com consequências parcialmente distintas das requeridas.

Após o juízo manter o entendimento anterior, em outubro de 2025, o MPF interpôs, em janeiro de 2026, agravo de instrumento (recurso) perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), aprofundando os argumentos apresentados em março.

Elaborado conjuntamente pelo Ofício de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais e pelo Ofício Socioambiental de Povos Isolados e de Recente Contato da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão (6CCR) do MPF, o recurso defendeu que o regime de proteção dos povos isolados não pode ser equiparado às regras gerais aplicáveis a disputas possessórias em terras indígenas em demarcação.

Paralelamente à discussão jurídica, o MPF continuou reunindo provas de novas irregularidades e crimes. Ainda em janeiro deste ano, apresentou relatórios da Funai que registravam novas derrubadas de árvores, utilização de motosserras e contratação de terceiros para impedir a regeneração da floresta, requerendo medidas para fazer cumprir a decisão judicial.

Em abril, reiterou a urgência dessas providências e reafirmou que a proteção dos direitos territoriais indígenas independe da conclusão da demarcação.

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Em junho, o MPF voltou a provocar o juízo após receber fiscalização do Ibama que constatou a destruição de aproximadamente 37 hectares de vegetação nativa, com utilização de tratores e correntão. Requereu a aplicação de multa e a retirada de equipamentos utilizados em atividades ilícitas.

Posteriormente, também levou ao processo informações sobre pistas clandestinas de pouso e suspeitas de utilização da região para o tráfico de drogas, além de reforçar que a proteção dos indígenas isolados não pode ser condicionada à realização de contatos forçados para comprovar sua existência.

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