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26 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Estudo agroambiental de municípios mostra a importância de políticas públicas de uso da terra – MAIS SOJA

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Um estudo publicado pela Embrapa, em parceria com o Instituto Agronômico (IAC), apresenta o diagnóstico agroambiental dos municípios que abrigam os Distritos Agrotecnológicos (DAT) do projeto Semear Digital. A análise oferece uma base sólida para o planejamento de ações e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável nessas localidades. A iniciativa, que integra tecnologias digitais, produção agrícola e conservação ambiental, tem o objetivo de conciliar a demanda por alimentos com a preservação do meio ambiente e a inclusão social no campo.

Photo: Gustavo Bayma

Produzido por especialistas da Embrapa e do IAC, o estudo detalha a distribuição geográfica, características edafoclimáticas e estrutura fundiária, além de traçar a evolução histórica da produção agropecuária e mapear a dinâmica de uso da terra desde 1985. O trabalho também identifica padrões de expansão e retração agrícola, avalia pastagens degradadas e aponta oportunidades para recuperação produtiva.

Os DAT do projeto Semear Digital estão distribuídos em 10 municípios de seis estados e quatro biomas: Mata Atlântica, com Alto Alegre (SP), Caconde (SP), Jacupiranga (SP), Lagoinha (SP), São Miguel Arcanjo (SP), Ingaí (MG) e Vacaria (RS); Amazônia, com Breves (PA); Cerrado, com Guia Lopes da Laguna (MS); e Caatinga, com Boa Vista do Tupim (BA).

“Caracterizamos 10 municípios distribuídos pelos biomas brasileiros. Trata-se de uma radiografia completa, integrando dados edafoclimáticos, fundiários, de produção agropecuária e de uso da terra desses territórios. A relevância está na possibilidade de identificação dos pontos de pressão e das oportunidades de conciliar produção agrícola e conservação”, informa o analista da Embrapa Meio Ambiente Gustavo Bayma. “Em nossa análise, utilizamos exclusivamente dados públicos, e a base completa que compilamos também está aberta e acessível ao público por meio do Repositório de Dados da Embrapa (Redape). Isso garante total transparência e permite que novas análises possam ser realizadas a partir deste trabalho”, complementa Bayma.

A integração desses dados diversos e sua análise revela que os territórios analisados não podem ser tratados de forma uniforme. Cada um apresenta combinações próprias de uso da terra, pressões produtivas e condições ambientais, que resultam em cenários bastante distintos. Nesse contexto, a diversidade, longe de ser um obstáculo, destaca a importância de políticas e iniciativas locais capazes de dialogar com as especificidades de cada região, conciliando desenvolvimento econômico e conservação ambiental. Essa conclusão é reforçada pelo pesquisador da Embrapa Agricultura Digital Édson Bolfe. “O diagnóstico, gerado a partir de bases de dados geoespaciais, demonstra que os municípios apresentam realidades altamente heterogêneas em termos de uso do solo, dinâmica agropecuária e conservação ambiental. Essa diversidade reforça a necessidade de políticas públicas locais diferenciadas”, salienta ele.

A mesma perspectiva é compartilhada pelo pesquisador do IAC Glauber Gava, para quem a parceria entre as instituições foi fundamental para o sucesso do estudo. “Esta colaboração permitiu unir expertises complementares em análise ambiental, agricultura digital e manejo do solo, resultando em um diagnóstico robusto e multidimensional. O IAC, com seu histórico em pesquisa agronômica, contribuiu significativamente para a análise das características edafoclimáticas e do potencial produtivo dessas importantes regiões”, afirma.

Dessa forma, o diagnóstico agroambiental oferece um retrato multidimensional dos DATs. O estudo evidenciou a diversidade ambiental e socioeconômica desses territórios, destacando desde a dinâmica histórica do uso da terra até oportunidades concretas para intensificação sustentável. Tais resultados reforçam a necessidade de políticas públicas diferenciadas que considerem as particularidades de cada território, oferecendo uma base sólida para orientar o desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira.

Aplicação prática

Sobre a aplicação prática do trabalho, a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente e ponto focal do DAT de Jacupiranga (SP), Kátia Nechet, destaca que a compilação de informações é uma etapa crucial. “Este diagnóstico integrado é a base para todas as tratativas e atividades futuras nos DATs. Ele nos fornece um ponto de partida comum e embasado cientificamente para discutir, com o setor produtivo e o poder público, as melhores estratégias de intensificação sustentável e conservação ambiental específicas para cada território”, ressalta.

Com o levantamento, os pesquisadores reforçam que o diagnóstico agroambiental dos DATs vai além da simples geração de dados: trata-se de um instrumento estratégico para orientar decisões públicas, estimular a inovação no campo e promover um modelo de desenvolvimento agrícola capaz de aliar produtividade, conservação ambiental e inclusão social. Para Bayma, o valor do estudo está também em sua aplicação futura: “O diagnóstico serve como base para auxiliar a governança precisa dos DATs, orientando ações com evidências e permitindo o monitoramento do impacto das iniciativas de inovação sustentável”. A expectativa é que, ao oferecer uma base científica sólida e acessível, o estudo contribua para transformar os DATs em referências de sustentabilidade e inovação para a agricultura de pequenos e médios produtores brasileiros.

Os autores do estudo, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), são: Gustavo Bayma (Embrapa Meio Ambiente), Edson Luis Bolfe (Embrapa Agricultura Digital, Glauber José de Castro Gava (IAC), Jener Fernando Leite de Moraes (IAC), Jane Maria de Carvalho Silveira (IAC), Isabella Clerici de Maria (IAC), Regina Célia de Matos Pires (IAC), Edson Eyji Sano (Embrapa Cerrados), Taya Cristo Parreiras (Unicamp), Claudinei Oliveira dos Santos (Acelen Renováveis S.A), Victória Beatriz Soares Leandro (Unicamp), Victória Hellena Matusevicius e de Castro (Unicamp), Phillipe Marques de Rezende (IAC) e Leticia Lopes Martins (IAC).

A publicação está disponível neste link. 

A base de dados pode ser obtida no Repositório de Dados da Embrapa (Redape). 

Fonte: Eliana Lima – Embrapa Meio Ambiente



 

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Autor:Eliana Lima – Embrapa Meio Ambiente

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Cotações sinalizam recuperação – MAIS SOJA

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Os preços do arroz em casca avançaram no Rio Grande do Sul, melhorando a relação entre as cotações e os custos de produção. No entanto, segundo o Cepea, as margens calculadas para julho ainda ficaram abaixo das registradas no mesmo período do ano passado.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a baixa disponibilidade de matéria-prima e a necessidade de recomposição de estoques pelo setor industrial têm sustentado as cotações no mercado spot. A valorização, contudo, não aumentou a disposição dos produtores para negociar, enquanto as indústrias encontram dificuldades para repassar as altas da matéria-prima ao arroz beneficiado.

Neste contexto, as negociações seguem pontuais, sobretudo diante da diferença entre os valores pretendidos por vendedores e os ofertados por compradores. Segundo pesquisadores do Cepea, outro fator determinante foram as chuvas que dificultaram o transporte do cereal em algumas regiões e passaram a gerar preocupações com o preparo do solo para a safra 2026/27.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Apesar de negócios seguirem pontuais, cotação sobe – MAIS SOJA

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Os preços do algodão em pluma registraram alta no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionados pela postura firme dos vendedores e pelos avanços dos preços internacionais.

Segundo o Cepea, compradores com necessidade imediata de matéria-prima demonstram maior disposição para adquirir novos lotes, principalmente de melhor qualidade. Por outro lado, parte desses agentes permanece cautelosa, oferecendo valores menores diante das dificuldades de repasse das valorizações aos produtos manufaturados. De modo geral, a diferença entre os preços pedidos por vendedores e os oferecidos por compradores mantém as negociações pontuais.

O Centro de Pesquisas ressalta que, apesar da alta, os preços no mercado interno passaram a ficar 3% abaixo da paridade de exportação, situação que não era observada desde novembro de 2025.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

CMN flexibiliza uso de recursos para renegociar dívidas rurais – MAIS SOJA

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Em vigor desde o fim de julho, a renegociação especial de dívidas dos produtores rurais será facilitada. Nesta segunda-feira (24), o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que flexibiliza o uso de recursos obrigatórios pelos bancos e cooperativas de crédito para quitar ou reduzir débitos contratados originalmente com outras fontes de financiamento.

A medida está relacionada à renegociação de dívidas rurais autorizada pela Medida Provisória 1.376/2026 e busca resolver uma dificuldade que vinha limitando a atuação das instituições financeiras.

O que mudou

Os bancos são obrigados a destinar uma parcela dos recursos captados em depósitos à vista para determinadas finalidades. Atualmente, 31,5% dos depósitos à vista são destinados ao crédito rural.

Antes da decisão do CMN, esses recursos só poderiam ser usados para renegociar operações que tivessem sido contratadas originalmente com a mesma fonte de recursos. Na prática, isso restringia a quantidade de dívidas que cada instituição financeira conseguia renegociar.

Com a mudança, os recursos obrigatórios poderão ser utilizados para liquidar ou amortizar operações contratadas originalmente com outras fontes. A exceção são as operações vinculadas aos fundos constitucionais.

Dessa forma, um banco passa a ter mais liberdade para usar os recursos obrigatórios disponíveis para ajudar na renegociação de dívidas rurais, mesmo quando o financiamento original não veio daquela mesma fonte.

A regra anterior determinava que as instituições considerassem os saldos das fontes de recursos apurados em 22 de julho. Segundo o Ministério da Fazenda, esse mecanismo dificultava a operacionalização e o controle das renegociações.

Limite de 40%

A flexibilização, porém, tem um limite. Os agentes financeiros poderão usar até 40% da exigibilidade do ano-safra em renegociações.

A exigibilidade é, de forma simplificada, a parcela dos recursos que as instituições financeiras são obrigadas a destinar a determinadas modalidades de crédito.

O teto de 40% foi estabelecido para evitar que os recursos destinados ao crédito rural sejam consumidos em grande parte pelo refinanciamento de dívidas. A intenção é preservar dinheiro também para novos empréstimos aos produtores.

Juros das operações

Poderão ser utilizados recursos direcionados não controlados ou recursos livres não controlados, respeitando as taxas de juros previstas para as renegociações. Os juros ficarão entre 5% e 12% ao ano, conforme o nível de perdas comprovado pelo produtor rural. A taxa, portanto, não será necessariamente a mesma para todos. A situação de cada produtor e a comprovação das perdas influenciarão as condições da renegociação.

Mais bancos

A medida também pode ampliar o número de instituições financeiras capazes de participar da renegociação das dívidas rurais.

Em 14 de agosto, o Ministério da Fazenda distribuiu R$ 25,8 bilhões em limites de equalização entre dez instituições financeiras.

A equalização é um mecanismo usado pelo governo para compensar instituições financeiras pela diferença entre o custo de captação dos recursos e os juros cobrados em determinadas operações.

Com a nova regra, bancos que não receberam limites de equalização naquela distribuição também poderão participar das renegociações usando os recursos obrigatórios.

Quem recebeu menos

A mudança também beneficia instituições que receberam um limite de equalização menor do que o necessário para atender à demanda de seus clientes. Esses bancos poderão usar até 40% das exigibilidades dos recursos obrigatórios para complementar os valores destinados à renegociação.

Na prática, a medida amplia a capacidade das instituições financeiras de atender produtores que buscam reorganizar suas dívidas, sem retirar totalmente os recursos que precisam continuar disponíveis para novos financiamentos rurais.

Efeito esperado

O objetivo central da decisão do CMN é destravar as renegociações de dívidas rurais.

Ao permitir que mais fontes de recursos sejam utilizadas e ao ampliar a quantidade de instituições que podem participar das operações, o governo espera facilitar a repactuação dos débitos.

Ao mesmo tempo, o limite de 40% procura equilibrar os dois objetivos: ajudar produtores endividados a reorganizar suas dívidas e preservar recursos para que o sistema financeiro continue concedendo novos créditos rurais.

Fonte: Agência Brasil



 

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