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24 de junho de 2026

Sustentabilidade

Bioinsumos ganham força como pilar da sustentabilidade no agro brasileiro – MAIS SOJA

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Autoridades, lideranças do agronegócio, executivos e pesquisadores se reuniram em 9 de outubro, em São Paulo, para discutir os caminhos do Brasil rumo a uma agricultura mais sustentável. O 2º Fórum Bioinsumos no Agro, realizado no auditório da Ocesp, reuniu representantes de instituições públicas e privadas para tratar de temas estratégicos como regulamentação, sustentabilidade, modelos de negócio e marketing, com o objetivo de fortalecer a cadeia de bioinsumos no país.

O evento foi promovido pela Embrapa, pelo Sistema Ocesp e pela Sociedade Rural Brasileira (SRB), com organização da Araiby, e contou com a presença de diversas autoridades do setor. O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, e o presidente do Sistema Ocesp, Edivaldo Del Grande, deram as boas-vindas aos participantes.

A mesa de abertura foi composta por Paula Packer, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, que representou a presidência da Embrapa; Roberto Betancourt, vice-presidente do Conselho Consultivo do Fórum e do Cosag/Fiesp; e João Adrien, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB).

Durante a cerimônia, Paula Packer destacou que os bioinsumos são parte essencial da transição para uma agricultura de baixo carbono e de uma economia baseada em recursos renováveis. Segundo ela, o tema deve ganhar ainda mais destaque nas discussões da COP30, que será realizada no Brasil em 2025.

“Sustentabilidade, agricultura de baixo carbono e bioinsumos são pautas que devemos levar para a COP, mas também olhar para além dela — como país, precisamos mostrar as mudanças que estamos promovendo a curto, médio e longo prazo”, afirmou Packer.

Ciência e inovação como base do avanço
O painel “Prioridades para o desenvolvimento sustentável” abriu o ciclo de debates, destacando a valorização dos bioinsumos na agricultura e as linhas de pesquisa em andamento no país. Moderado por João Adrien (SRB), o painel reuniu Eduardo Bastos (IEAg/ABAG), Guilherme Bastos (FGVAgro) e Rodrigo Mendes (Embrapa Meio Ambiente).

Os especialistas enfatizaram a necessidade de investimentos contínuos em pesquisa, inovação e políticas públicas que estimulem a adoção de bioinsumos nas lavouras brasileiras. Mendes ressaltou o papel da pesquisa básica como ponto de partida para inovações capazes de transformar o campo. “A pesquisa aplicada é vital, mas é a pesquisa básica que fornece o alicerce para descobertas científicas com impacto real na agricultura”, afirmou Mendes.

Cooperativismo e comunicação como motores de crescimento
Em seguida, o painel “Modelos de Negócios, Gestão e Marketing” destacou a importância do cooperativismo, da capacitação profissional e da comunicação estratégica para o fortalecimento do setor. Moderado por Francisco Matturro (Rede ILPF/ABAG), o debate reuniu Matheus Kfouri Marino (Coopercitrus), Marco Vinholi (Sebrae-SP), o jornalista José Luiz Tejon e Camila Macedo Soares (Biomarketing).

Os participantes defenderam que a organização coletiva e a comunicação eficiente são fatores-chave para ampliar a presença dos bioinsumos no mercado e melhorar a percepção pública sobre a sustentabilidade do agronegócio.

A mesa sobre regulamentação discutiu os avanços e desafios da Lei dos Bioinsumos, abordando os entraves técnicos e jurídicos que ainda limitam o desenvolvimento do setor. O debate, mediado por Roberto Betancourt (Fiesp), reuniu Carlos Goulart (Mapa), Artur Soares (Abinbio), Roberto Levrero (Abisolo), Eduardo Martins (GAAS), Amália Borsari (CropLife Brasil) e Lídia Jorge dos Santos (Sindiveg).

Os painelistas convergiram sobre a importância de um marco legal claro, moderno e alinhado às práticas internacionais, capaz de garantir segurança jurídica, estimular investimentos e dar escala à produção de bioinsumos no país.

Visão estratégica e papel do Brasil na agenda global
No encerramento, Roberto Rodrigues, professor emérito da FGV e envoy do agro brasileiro para a COP30, destacou que o Brasil tem condições únicas de se tornar referência mundial em sustentabilidade agrícola. Para ele, o uso de bioinsumos sintetiza a capacidade do país de produzir de forma mais limpa e eficiente, aliando produtividade à conservação ambiental.

Os pronunciamentos finais foram feitos por Alberto Amorim (Secretaria de Agricultura de SP) e Roberto Betancourt (Fiesp), reforçando o compromisso das instituições com a integração entre pesquisa, política pública e setor produtivo.

O 2º Fórum Bioinsumos no Agro consolidou-se como um espaço essencial de diálogo sobre o futuro da agricultura brasileira. As discussões apontaram que, para além das metas climáticas, os bioinsumos representam uma oportunidade estratégica de inovação, competitividade e sustentabilidade — pilares que devem orientar o agro nacional nas próximas décadas.

Fonte: Cristina Tordin – Embrapa Meio Ambiente



 

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Autor:Cristina Tordin/Embrapa Meio Ambiente

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita sustenta preços – MAIS SOJA

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Mesmo com o retorno pontual de compradores em parte das regiões produtoras, o mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul apresenta baixa liquidez. De acordo com o Cepea, produtores seguem retraídos diante dos atuais patamares de preços, considerados insuficientes para remunerar adequadamente a atividade.

Com isso, segundo o Centro de Pesquisas, a oferta disponível continua restrita em parte do estado, sustentando as cotações em praças específicas. Ao mesmo tempo, agentes consultados pelo Cepea acompanham novos sinais do mercado internacional e as perspectivas climáticas para a safra 2026/27, fatores que podem influenciar as estratégias de comercialização nos próximos meses.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Business

Exportações podem atingir novo recorde em junho MT

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Mesmo durante a entressafra, a ampla disponibilidade de algodão em pluma no Brasil e a necessidade de escoamento do excedente produtivo vêm mantendo intenso o ritmo de exportações.

De acordo com pesquisadores do Cepea, durante as últimas safras, o País consolidou sua capacidade de abastecer o mercado internacional de forma contínua ao longo do ano, diferentemente do padrão observado anteriormente, quando os embarques se concentravam no segundo semestre. Como resultado, as exportações brasileiras passaram a apresentar maior regularidade, alcançando recordes mensais inclusive em meses tradicionalmente marcados pela menor disponibilidade da pluma.

Segundo dados da Secex, os embarques brasileiros de algodão em pluma somaram 146,8 mil toneladas nos 14 primeiros dias úteis de junho/26. Embora esse volume ainda esteja 49,6% abaixo do registrado em maio/26, já supera em 10,6% o total embarcado em todo o mês de junho/25. A média diária atingiu 10,49 mil toneladas, expressivos 57,9% acima das 6,64 mil toneladas observadas no mesmo período do ano passado.

Se mantido o ritmo atual, as exportações podem alcançar cerca de 220 mil toneladas em junho, um novo recorde para o mês e superando com folga as 160,4 mil toneladas registradas em junho de 2024, até então o maior volume da série histórica da Secex para esse período.

Fonte: Cepea

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Sustentabilidade

Endividamento rural contrasta com a força produtiva de Mato Grosso evidenciada pelos dados do VBP – MAIS SOJA

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O (VBP) Valor Bruto da Produção Agropecuária brasileira atingiu R$ 1,4 trilhão em maio de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA, em 17 de junho de 2026. Desse total, R$ 908,8 bilhões vêm da lavoura e R$ 510,2 bilhões da pecuária.

Mato Grosso aparece na liderança nacional, com R$ 213,5 bilhões, o equivalente a 15% do total. O indicador confirma a relevância do estado para a produção de alimentos, fibras, energia e para a economia do país.

No entanto, esse número precisa ser interpretado com cautela. O conceito de VBP se refere ao faturamento bruto dentro dos estabelecimentos rurais, calculado a partir da produção e dos preços recebidos pelos produtores. Ou seja, o indicador mostra o valor econômico gerado pela atividade, mas não revela quanto quem está no campo gastou para produzir.

Na prática, o VBP não desconta custos como juros, arrendamento, frete, armazenagem, tributos, investimentos, perdas climáticas ou dívidas acumuladas de safras anteriores. Por isso, VBP elevado não significa, necessariamente, lucro, capitalização ou capacidade de pagamento.

Essa leitura é essencial na atual conjuntura de endividamento rural. Levantamentos do Sicor/Banco Central mostram que, até abril de 2026, a carteira ativa de crédito rural somava R$ 895,18 bilhões no Brasil, dos quais R$ 186,52 bilhões estavam em situação problemática. Em Mato Grosso, alcançava R$ 108,03 bilhões, sendo R$ 21,78 bilhões classificados como saldo problemático, incluindo operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas ou renegociadas. Isso significa que aproximadamente um quinto da carteira de crédito rural, tanto no estado quanto no país, já apresentava algum tipo de comprometimento.

No caso mato-grossense, o saldo problemático, em abril, estava composto por R$ 2,20 bilhões em operações em atraso, R$ 5,25 bilhões inadimplentes, R$ 2,58 bilhões prorrogados e R$ 11,76 bilhões renegociados. No Brasil, esses valores chegavam a R$ 15,24 bilhões em atraso, R$ 38,77 bilhões inadimplentes, R$ 28,52 bilhões prorrogados e R$ 103,99 bilhões renegociados.

“Soma-se a isso a dificuldade enfrentada para alongar dívidas junto às instituições financeiras. Mesmo com laudos técnicos, queda de preços, eventos climáticos e demonstração da capacidade de pagamento, muitos produtores encontram resistência na formalização dos alongamentos. Em alguns casos, a prorrogação é tratada como uma renegociação comercial comum, com exigência de garantias adicionais, como alienação fiduciária, taxas altíssimas e prazos incompatíveis com a realidade econômica da atividade” afirma o diretor administrativa da Aprosoja MT, Diego Bertuol.

Além disso, os encargos de produção seguem pressionando o setor produtivo. Levantamento do Projeto Custo de Produção Agropecuário, desenvolvido pelo Senar-MT por meio do Imea, aponta que o gasto com produção da soja para a safra 2026/27 em Mato Grosso deve crescer 3,21% em relação à safra anterior, com custeio estimado em R$ 4.315,29 por hectare.

Entre os componentes que mais pressionam o custeio estão fertilizantes e corretivos, com alta de 5,40%, influenciados por fatores geopolíticos, além dos defensivos agrícolas, que avançaram quase 11% em relação ao ciclo anterior. O levantamento também aponta aumento de 9,13% no ponto de equilíbrio da atividade, o que significa que será necessário alcançar maior produtividade ou melhores preços de comercialização apenas para manter a rentabilidade.

“Ao mesmo tempo, o volume anunciado no Plano Safra 2025/2026 não reflete, necessariamente, o crédito que chega ao produtor. No acumulado de julho a abril, as concessões para a agricultura, sem Pronaf e desconsiderando CPR, apresentaram queda de aproximadamente 11%, passando de R$ 258,2 bilhões entre julho de 2024 a abril de 2025 para R$ 229,4 bilhões em julho de 2025 a abril de 2026. A retração foi puxada principalmente pelo custeio, que caiu 12%, pelo investimento, que recuou 25%, e pela comercialização, com queda de 20%. Em valores absolutos, as três modalidades somaram redução de R$ 40,6 bilhões. O crescimento de 69% na industrialização compensou parcialmente essa queda, mas não foi suficiente para evitar a retração total de R$ 28,8 bilhões nas modalidades tradicionais de financiamento agropecuário” destaca Diego Bertuol.

Em Mato Grosso o funding da soja safra 2025/26 indica um cenário de crédito mais restrito, com maior protagonismo do Sistema Financeiro e das Multinacionais no custeio, em condições mais seletivas. Levantamento do Imea mostra que a maior participação no financiamento da oleaginosa vem do sistema financeiro, com 35,4%, seguido pelas multinacionais, com 30,7%, e pelos recursos próprios dos produtores, com 23,5%. Já os bancos com recursos federais representam apenas 5,1%, percentual inferior ao das revendas, que respondem por 5,3%. Em termos concretos, o crédito rural oficial, especialmente em condições controladas ou equalizadas, não tem acompanhado a real necessidade de financiamento do setor produtivo.

“O quadro atual retrata que o problema não está na falta de produção. Mato Grosso segue produtivo, competitivo e essencial para o Brasil. A dificuldade está no desequilíbrio econômico da atividade: produzir custa cada vez mais, o crédito pesa no fluxo de caixa, os riscos climáticos aumentam e os preços recebidos nem sempre acompanham a elevação das despesas. Medidas como o PL 5.122/2023 precisam avançar porque atacam o endividamento rural de forma estruturante. A proposta não pode ser tratada como simples custo fiscal. Ela reorganiza dívidas, viabiliza crédito e recompõe a capacidade de pagamento. Sem isso, ficam em risco a produção, a segurança alimentar e a sustentabilidade econômica da atividade rural”, enfatiza o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

O VBP confirma que a agricultura de Mato Grosso é estratégica para o Brasil. Mas esse resultado não pode servir de argumento para minimizar o endividamento de quem produz ou para criar travas artificiais às soluções necessárias. Produzir muito não significa estar financeiramente saudável. O VBP mostra a grandeza da produção, mas não releva o peso dos ônus, dos juros e das dívidas que o produtor carrega para manter a atividade de pé, garantir abastecimento, movimentar a economia e contribuir para geração de emprego e renda.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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