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27 de setembro de 2026

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Tática ilegal sai do controle, agrava incêndio e chamas ameaçam área urbana em Paranatinga

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Bombeiros apagam fogo em área do Exército e combatem outros cinco grandes incêndios em MT. Estado teve 227 focos de calor em apenas 24 horas

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) extinguiu o incêndio que atingiu uma área federal do Exército Brasileiro, em Rondonópolis, nas últimas 24 horas e segue, nesta quarta-feira (12.8), mobilizado no combate a cinco ocorrências de incêndios florestais nos municípios de Paranatinga, Nova Santa Helena, Rosário Oeste e Ribeirão Cascalheira.

O incêndio em Rondonópolis, que atingiu a área do 18º Grupo de Artilharia de Campanha (18º GAC), do Exército Brasileiro, foi extinto após uma força-tarefa que reuniu bombeiros militares, brigadistas e militares do Exército. O fogo estava controlado desde terça-feira (11.8) e, para a extinção completa das chamas, foram empregados uma motoniveladora, uma pá-carregadeira e cinco caminhões-pipa do Exército, além da estrutura operacional do CBMMT.

As equipes seguem no combate aos incêndios em Paranatinga, com as ações concentradas em duas frentes: uma às margens da MT-130, nas proximidades da área urbana do município, e outra nas imediações da MT-020.

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Na MT-130, os bombeiros atuam para controlar as chamas e impedir a propagação do fogo. A operação conta com o apoio de três caminhões-pipa da prefeitura, um caminhão-pipa da concessionária da rodovia e uma aeronave disponibilizada por produtores rurais da região. Uma aeronave do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAVBM) também está em deslocamento para reforçar as ações de combate.

Há indícios de que o incêndio tenha começado após a realização irregular e sem autorização de um contra-fogo, utilizado na tentativa de impedir o avanço das chamas de outro foco, que já era combatido em uma área mais acima. No entanto, a estratégia teria saído de controle e contribuído para a propagação do incêndio.

Diante da situação, as equipes permanecem mobilizadas e atuam de forma integrada no controle das chamas, com o objetivo de impedir que o fogo avance em direção à área urbana do município.

Em Nova Santa Helena, as equipes permanecem mobilizadas no combate ao incêndio que atinge uma área de assentamento federal, sob responsabilidade da União. Os militares atuam de forma ininterrupta para controlar e extinguir os poucos focos que ainda permanecem ativos na região. O trabalho conta com o reforço de brigadistas, equipes da Força Nacional e produtores rurais da região, que disponibilizaram máquinas para auxiliar nas ações de combate. A operação também conta com o apoio de uma aeronave da Defesa Civil.

Já em Rosário Oeste, os trabalhos seguem nas proximidades da cabeceira do Rio Cuiabá. Além disso, as equipes atuam ainda no combate a um incêndio em Ribeirão Cascalheira. Em todas as ocorrências, as ações são conduzidas de forma estratégica, com foco no combate direto às chamas, no monitoramento das áreas atingidas e na proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente.

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As ações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, que atuam de forma integrada, sempre que necessário, reforçando a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 227 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).

Desse total, 143 focos de calor foram registrados no Cerrado e 84 na Amazônia. Em terras indígenas, foram identificados 95 focos de calor, sendo 24 focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; 23 focos na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré; 14 focos na Terra Indígena Marãiwatsédé, em Alto Boa Vista; 14 focos na Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças; sete focos na Terra Indígena Pimentel Barbosa, em Canarana; seis focos na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu; três focos no Parque Indígena Xingu, em Gaúcha do Norte; um foco na Terra Indígena Enawenê-Nawê, em Juína; um foco na Terra Indígena Marechal Rondon, em Paranatinga; um foco na Terra Indígena Utiariti, em Campo Novo do Parecis; e um foco na Terra Indígena Zoró, em Rondolândia.

É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo.

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Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no município de União do Sul, no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

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Nilson Leitão amplia base eleitoral em Cuiabá

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Ex-prefeito e ex-deputado reforça presença na Baixada Cuiabana na reta final da disputa.

Com o apoio dos vereadores Demilson Nogueira, Macrean Santos e Michelle Alencar, o candidato a deputado federal Nilson Leitão reforça sua atuação em Cuiabá.

Hoje líder das pesquisas para a Câmara Federal na chapa da Federação Progressista, Leitão intensifica sua estratégia na capital na reta final da campanha, consolidando sua caminhada rumo à vitória.

Com uma base forte no Norte do estado, Leitão também atua como presidente estadual do Progressistas, o que fortalece sua presença nos municípios de Mato Grosso. Na Baixada Cuiabana e nas regiões do Araguaia, Médio Norte, Noroeste e Sul, tem consolidado dobradinhas com candidatos a deputado estadual.

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Leitão conta ainda com o apoio de sindicatos rurais, produtores, pecuaristas, associações comerciais e outras entidades de classe. Em sua trajetória política, foi vereador, deputado estadual e prefeito, além de ter liderado a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Congresso Nacional.

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Eduardo Bolsonaro terá de pagar R$ 80 mil após condenação no STF

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Ex-deputado foi condenado por difamar Tabata Amaral em postagens nas redes sociais

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu condenar, por 7 votos a 3, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a um ano de detenção, mais multa de R$ 80 mil, por ter difamado a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

O julgamento foi realizado em plenário virtual, prevalecendo ao final o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes.

O caso está relacionado a publicações nas redes sociais feitas por Eduardo em outubro de 2021, quando ele afirmou que Tábata atendia aos interesses do empresário Jorge Paulo Lehmann, sócio de uma marca de produtos de higiene, ao defender um programa de distribuição de absorventes.

Moraes acatou os argumentos dos advogados da deputada, entendendo que as manifestações de Eduardo, feitas quando ele também era deputado, foram além do simples debate político e não poderiam estar protegidas pela imunidade parlamentar, pois feriram a honra de Tabata.

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O relator foi acompanhado por Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ficaram vencidos os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça, que votaram pela absolvição.

 

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Agro Mato Grosso

Seca aumenta risco de pragas e produtor de soja precisa ficar atento em MT

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Com o início do plantio da soja em Mato Grosso, produtores precisam redobrar a atenção com as pragas que podem comprometer o desenvolvimento das lavouras e reduzir a produtividade. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), 1,15% da área projetada, de 13,05 milhões de hectares, já foi semeada até o momento. O índice está acima dos 0,55% registrados no mesmo período da safra passada e da média histórica de 0,94%.

Entre as principais ameaças do começo do ciclo estão o percevejo-castanho, as lagartas e a mosca-branca. Em entrevista a imprensa, o assessor técnico de Agricultura do Sistema Famato e engenheiro-agrônomo Alex Oliveira Rosa explicou que o monitoramento deve começar logo nos primeiros dias após o plantio, principalmente neste período de seca, que pode favorecer o aumento da incidência de pragas.

“O monitoramento desde os primeiros dias do cultivo é uma das principais estratégias para identificar infestações e evitar prejuízo. Quanto mais seca, maior vai ser a incidência de pragas na lavoura. Por isso, é necessário um maior monitoramento e cuidado”, alertou.

O percevejo-castanho exige atenção principalmente no início da lavoura, pois pode atacar as raízes e comprometer a emergência das plantas. Conforme a soja se desenvolve, outras pragas, como lagartas e mosca-branca, podem provocar danos às folhas e prejudicar o crescimento da cultura.

Nas fases mais avançadas, durante a formação das vagens e dos grãos, o alerta passa a ser principalmente para os percevejos, que sugam os grãos e podem afetar tanto a produtividade quanto a qualidade da produção.

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Segundo Alex, o acompanhamento deve ser realizado durante todo o ciclo da soja, que em Mato Grosso pode durar entre 115 e 120 dias, dependendo da cultivar e das condições da área.

Uma das técnicas utilizadas é a chamada “batida de pano”, que permite identificar a presença e a quantidade de insetos na lavoura. A partir desse monitoramento, o produtor consegue verificar se a população atingiu o nível de dano econômico e avaliar a necessidade de controle.

A orientação é evitar aplicações preventivas de defensivos sem haver presença ou quantidade significativa de pragas. Além de elevar os custos, o uso inadequado dos produtos pode reduzir a eficiência do controle. “O manejo integrado de pragas e o monitoramento são de suma importância. O produtor consegue verificar o nível de dano econômico para tomar a melhor decisão”, explicou.

Alex ressalta que o controle deve ser realizado no momento adequado. Quando a infestação está muito avançada, o combate pode ser mais difícil e os prejuízos à lavoura, maiores.

Além das pragas, os produtores também precisam monitorar doenças que podem atingir a soja, como a ferrugem-asiática. A identificação precoce e o acompanhamento constante da lavoura ajudam na tomada de decisões durante toda a safra.

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Previsão para a safra 25/26

Mato Grosso também registrou crescimento nas exportações de derivados de soja nos primeiros sete meses de 2026. Entre janeiro e julho, foram embarcadas 5,22 milhões de toneladas de farelo de soja, aumento de 10,26% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,74 milhões de toneladas.

Os dados foram compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Para a safra 2025/26, o Imea estima produção de 10,33 milhões de toneladas de farelo de soja e 2,72 milhões de toneladas de óleo de soja.

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Agro MT