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Deral projeta aumento na área plantada no Paraná

Produtores do Paraná devem semear uma área 19% maior de milho 1ª safra, segundo novas projeções do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do estado (Seab), referentes ao dia 22 de setembro. Para a soja, no entanto, a área semeada deve ficar praticamente estável, com uma ligeira redução, de 5,771 milhões de hectares no ciclo 2024/25 para 5,770 milhões na temporada vigente.
Para a safra de verão do milho, 333,8 mil hectares serão dedicados à cultura. O volume de produção deve ser de 3,40 milhões de toneladas, 11% acima de 2024/25. A produtividade média esperada é de 10.2078 kg/ha, ante 10.875 kg/ha no ciclo anterior.
Conforme o Deral, os paranaenses devem colher, em condições normais, 21,9 milhões de toneladas de soja, 4% mais em relação ao ciclo anterior, que foi de 21,1 milhões de toneladas. A produtividade média é estimada em 3.802 quilos por hectare, ante 3.672 kg/ha.
Quanto ao trigo 2024/25, em fase de colheita, o Deral reduziu a estimativa de área, de 1,106 milhão de hectares na safra 2023/24 para 824,9 mil hectares em 2024/25, uma queda de 25%. A produção esperada é de 2,678,9 milhões de toneladas, ante 2,324 milhões de toneladas na temporada anterior, alta de 15%. A produtividade média estimada é de 3.2584 kg/ha.
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‘Mudança global exige reposicionamento estratégico do agro’, diz Tereza Cristina

Em um cenário de forte integração global, o agronegócio brasileiro amplia sua participação no abastecimento mundial de alimentos. Ao mesmo tempo, as transformações na ordem geopolítica elevam o nível de exigência sobre o setor, que passa a demandar ajustes estratégicos tanto no campo econômico quanto diplomático.
Diante desse contexto, São Paulo sediou, nesta segunda-feira (23), o evento “A geopolítica do agronegócio”. O encontro reuniu lideranças do setor, juristas, parlamentares e empresários para discutir os reflexos do cenário internacional sobre a produção e o comércio agrícola.
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Na abertura, a senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) destacou que o mundo passa por uma reconfiguração dos referenciais políticos e econômicos, com perda de centralidade de polos tradicionais do Ocidente.
Segundo ela, esse movimento reposiciona o agronegócio no cenário global. “O agro assume uma nova centralidade. Energia e alimento deixam de ser apenas mercadorias e passam a ser fundamentos de poder”, afirmou.
A discussão ocorre em um momento sensível no mundo, com a guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã em curso. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o preço do petróleo disparou e trouxe incertezas quanto ao desdobramento e os impactos energéticos em nível global.
Agro no centro da disputa
Nesse ambiente mais incerto e competitivo, o agronegócio passa a ocupar posição estratégica. De acordo com a senadora, a mudança de cenário reposiciona alimentos e energia no sistema internacional.
“Quando as estruturas que organizavam o mundo entram em transformação, elementos como energia e alimento deixam de ser apenas mercadorias e passam a ser fundamentos de poder”, disse.
A avaliação, segundo ela, exige uma nova leitura do cenário global. Como resposta, propôs um conjunto de dez diretrizes interconectadas para orientar a atuação do setor na chamada nova geopolítica do agro.
“Não se trata de um exercício teórico, mas de vetores práticos para navegar um ambiente mais complexo, mais disputado e mais exigente”, afirmou.
Multilateralismo em xeque
Entre os pontos destacados está a crise do multilateralismo. Segundo Tereza Cristina, o sistema construído no pós-guerra perdeu efetividade, com destaque para a paralisia da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Na prática, afirmou, países passaram a buscar alternativas fora desse modelo, ampliando acordos regionais e setoriais. O resultado é um ambiente mais fragmentado, com regras sobrepostas e, muitas vezes, contraditórias.
Comércio mais político
A senadora também destacou a mudança na natureza do protecionismo. Embora não seja um fenômeno novo, ela avalia que passou a assumir caráter político e estratégico.
“Tarifas, subsídios e barreiras sanitárias deixam de ser apenas instrumentos técnicos e passam a integrar estratégias de política externa”, disse.
Ela citou como exemplo a crescente utilização de exigências ambientais como mecanismo de reorganização de mercados, especialmente em grandes economias. Nesse cenário, o desafio é manter padrões elevados sem transformar regras em barreiras disfarçadas ao comércio.
Segurança alimentar e insumos
Outro ponto central é a revalorização da segurança alimentar como prioridade de Estado. A pandemia e a guerra na Ucrânia, segundo a parlamentar, evidenciaram a vulnerabilidade de cadeias globais concentradas.
“A interdependência pode rapidamente se transformar em ruptura em momentos de crise”, afirmou.
No caso brasileiro, a dependência de insumos estratégicos, como fertilizantes, amplia essa exposição. O país importa a maior parte desses produtos, muitos deles provenientes de regiões sujeitas a tensões geopolíticas.
“Quando um elo dessa cadeia é tensionado, os efeitos se propagam rapidamente”, disse.
Diante disso, defendeu a diversificação de fornecedores, o fortalecimento da produção doméstica e maior atenção à segurança das cadeias de suprimento.
Disputa entre potências
A senadora também destacou a rivalidade entre Estados Unidos e China como eixo estruturante da geopolítica atual. Segundo ela, a disputa vai além do comércio e envolve tecnologia, influência política e segurança estratégica.
No agro, esse movimento se reflete na estratégia chinesa de diversificar fornecedores, o que abre espaço para o Brasil, mas também exige cautela.
“O desafio não é apenas aproveitar oportunidades, mas fazê-lo sem comprometer relações e sem criar dependências excessivas”, afirmou.
Papel do Brasil
Para Tereza Cristina, o Brasil ocupa uma posição singular nesse cenário, com capacidade de ampliar a produção de forma sustentável.
No entanto, destacou que o país precisa avançar na sua inserção internacional. “Não basta produzir mais. É preciso participar da definição das regras do jogo”, disse.
A avaliação é de que, em um ambiente mais fragmentado, previsibilidade, articulação e estratégia de longo prazo serão determinantes para manter e ampliar mercados.
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Boi gordo avança com oferta restrita e escalas curtas no Brasil

O mercado físico do boi gordo registrou negociações acima da referência média em diversas praças do país ao longo da semana. O movimento foi sustentado, principalmente, pela restrição na oferta de animais terminados, que segue como o principal fator de sustentação dos preços em março.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos ainda enfrentam dificuldades para alongar suas escalas de abate, que permanecem entre cinco e sete dias úteis na média nacional. Esse cenário mantém a necessidade de compras mais agressivas por parte da indústria.
Apesar da firmeza nos preços, o mercado segue volátil. Entre os fatores de pressão estão o conflito no Oriente Médio, a alta dos combustíveis e o avanço da cota chinesa, que tornam o comportamento dos contratos futuros do boi gordo na B3 bastante instável.
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Nas principais praças, os preços da arroba apresentaram movimentos mistos na semana:
- São Paulo (SP): R$ 355,00, alta de 2,90% frente aos R$ 345,00 da semana anterior
- Goiânia (GO): R$ 340,00, avanço de 3,03% ante R$ 330,00
- Uberaba (MG): R$ 345,00, estável
- Dourados (MS): R$ 340,00, queda de 1,45% frente aos R$ 345,00
- Cuiabá (MT): R$ 340,00, estável
- Vilhena (RO): R$ 310,00, sem alterações
Atacado
No mercado atacadista, os preços permaneceram estáveis ao longo da semana, sinalizando limitações para novos avanços. De acordo com Iglesias, esse comportamento reflete a maior competitividade de proteínas concorrentes.
O quarto do dianteiro seguiu cotado a R$ 20,50 por quilo, enquanto o traseiro bovino permaneceu em R$ 27,00 por quilo.
Exportações
No comércio exterior, as exportações brasileiras de carne bovina seguem aquecidas em março. Até o momento, o país já embarcou 115,678 mil toneladas, com receita de US$ 666,888 milhões. A média diária ficou em 11,567 mil toneladas, com faturamento médio de US$ 66,688 milhões.
Na comparação com março do ano passado, houve crescimento de 20,1% na receita média diária, avanço de 2,1% no volume e alta de 17,6% no preço médio da tonelada, que ficou em US$ 5.765,00.
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Banana ambrosia chega ao mercado após 20 anos de estudos trazendo alta resistência

A pesquisa agropecuária alcançou um resultado de destaque com o desenvolvimento da banana ambrosia, nova cultivar recomendada pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) para fortalecer a bananicultura no Espírito Santo. Resultado de mais de 20 anos de estudos, a variedade do tipo nanica foi desenvolvida para atender às demandas do setor produtivo e ampliar as alternativas disponíveis aos produtores rurais.
A cultivar surge como resposta a um desafio importante da atividade: a busca por uma variedade do subgrupo cavendish com resistência a doenças que afetam a produção em todo o país, como sigatoka-amarela e negra e mal do Panamá (raça 1). Com isso, a nova
variedade passa a representar uma alternativa tecnológica construída a partir da ciência pública e voltada diretamente às necessidades do campo.
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Entre as características apontadas pelo Incaper estão plantas mais robustas, cachos com peso médio superior a 30 quilos, alta produtividade e frutos com qualidade destacada. Outro
diferencial é o potencial de aproveitamento na agroindústria, já que a cultivar apresenta características que ampliam suas possibilidades de uso além do consumo in natura.
Neste mês, cerca de 1.200 mudas da nova variedade já foram entregues a produtores rurais, incentivando a adoção inicial da cultivar em propriedades capixabas. A iniciativa reforça a integração entre pesquisa, assistência técnica e setor produtivo na difusão de novas tecnologias para a agricultura do Espírito Santo.
Além da recomendação da cultivar, o Incaper também apresentou a cartilha Ambrosia, uma
banana tipo nanica para o Espírito Santo. A publicação reúne o histórico da pesquisa, a descrição da variedade e suas principais características, servindo como material de apoio para produtores, técnicos e demais profissionais ligados à cadeia da banana.
Com a nova cultivar, o Espírito Santo passa a contar com uma tecnologia desenvolvida ao longo de décadas e direcionada ao fortalecimento de uma atividade tradicional em municípios como Alfredo Chaves, onde a produção de banana tem peso importante na economia rural. A ambrosia se consolida, assim, como mais um resultado do trabalho científico voltado à competitividade e à sustentabilidade do agro capixaba.
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