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Congresso na Embrapa Soja debaterá agricultura de baixa emissão de carbono

As ações de mitigação aos efeitos das mudanças climáticas para a agricultura paranaense estarão no centro das discussões do 3° Congresso Paranaense de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, que começa amanhã (23), às 8h, na sede da Embrapa Soja, em Londrina (PR).
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O evento, que segue até quarta-feira (24), das 8h às 18h, é uma iniciativa do Grupo Gestor do Programa ABC+ do Paraná e está sendo promovido pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná, CS Consultoria Ambiental, Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto, Associação dos Engenheiros Agrônomos de Londrina, Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina e Embrapa.
“Nosso objetivo é atualizar os participantes sobre iniciativas de adaptação e de mitigação às mudanças climáticas para a agricultura no Paraná. Neste sentido, estamos trazendo especialistas para apresentar e discutir temas relevantes para técnicos e produtores agropecuários, assim como compartilhar as iniciativas e as ações que vêm sendo realizadas no Paraná”, afirma a chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Soja, Roberta Carnevalli.
Programação do congresso
A programação do primeiro dia, 23 de setembro, será aberta pela manhã com palestra sobre a Conferência das Partes (COPs), seguida do painel sobre a conjuntura das negociações da COP, com discussões sobre os avanços e necessidades da COP 29 para o setor agrícola, expectativas para a COP 30 e estratégias para fortalecer a imagem da agricultura sustentável brasileira.
À tarde, entre 14h e 16h, o painel sobre mercado de carbono tratará do papel do Sistema Plantio Direto na restauração do estoque de carbono do solo e das políticas públicas necessárias para sustentar o setor agropecuário. Encerrando o dia, das 16h às 18h, o painel sobre carbono na produção agropecuária abordará as práticas de agricultura, pecuária e floresta de baixo carbono, destacando técnicas de sequestro e redução de emissões ao nível de fazenda.
Na quarta-feira, 24 de setembro, as atividades começam às 8h com o painel sobre o carbono no mercado financeiro, com análises dos cenários internacional e nacional. Em seguida, entre 10h e 12h, haverá discussões sobre movimentações financeiras baseadas em carbono, incluindo oportunidades em linhas de crédito, seguros agrícolas e investimentos em fundos de carbono.
No período da tarde, das 14h às 17h40, o congresso se dedica ao papel dos biocombustíveis na agricultura de baixa emissão de carbono, tratando dos desafios e oportunidades, da política brasileira RenovaBio e das perspectivas de mercado para o setor.
Business
Sem ideologia, agro precisa discutir juros e crédito, diz Neri Geller

Mato Grosso cresceu, segue em expansão e deve continuar avançando, mas o momento exige menos disputa política e mais atenção aos problemas concretos enfrentados pelo setor agropecuário. A avaliação é do ex-ministro da Agricultura Neri Geller, que defende um debate mais pragmático sobre os entraves que pressionam o produtor rural.
Segundo Geller, o crescimento da produção não pode desconsiderar as dificuldades financeiras que se acumulam no campo. Ele aponta que juros elevados e a falta de crédito adequado se tornaram um dos principais desafios para quem produz, especialmente após renegociações de dívidas ocorridas nos últimos anos.
Mesmo com boa produtividade e expectativa de safra robusta em várias regiões do Estado, o cenário preocupa. “Mato Grosso cresceu muito, continua crescendo e vai continuar crescendo, mas nós temos muitas dificuldades. Nós precisamos botar o pé no chão e voltar a discutir os problemas que nós estamos enfrentando. Um dos primeiros deles é a questão das altas taxas de juros”, afirma em entrevista ao programa Direto ao Ponto.
Pressão financeira no campo
De acordo com Neri Geller, o produtor vem carregando um passivo de dívidas que se agravou com fatores climáticos recentes e com o custo do crédito. “A falta de crédito, o excesso das taxas de juro, das renegociações de dívidas que aconteceram há dois anos atrás, ano passado também, ela trouxe um passivo de dívida que está sendo carregado pelos produtores”, diz.

Ele alerta que, com os preços atuais da soja e do milho e o alto custo de produção, esse endividamento pode se tornar um risco maior. “Essa dívida é perigosa estourar logo ali na frente com uma bolha de endividamento inviabilizando muitos e muitos companheiros nossos”, ressalta Geller, que é produtor em Mato Grosso.
Diálogo e soluções estruturais
Geller defende que o enfrentamento desses problemas passe por diálogo técnico e articulação entre governos, Congresso e setor produtivo, deixando de lado disputas ideológicas. “Nós precisamos organizar o setor para que a gente deixe o ranço ideológico de lado e comece a discutir os problemas, seja o governo que tiver”, afirma ao programa do Canal Rural Mato Grosso.
Para ele, discutir juros, crédito e condições de financiamento é essencial para garantir a continuidade da produção e a sustentabilidade do agro em Mato Grosso, especialmente para produtores que dependem de custeio, máquinas e investimentos de longo prazo.
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Agro Mato Grosso
Rally da Safra percorre Mato Grosso para validar produtividade de 65 sacas por hectare

A 23ª edição do Rally da Safra, a principal expedição técnica privada do país, concentra seus trabalhos no Sudeste de Mato Grosso nos próximos dias. Após avaliar o eixo da BR-163 e o Oeste do estado, as equipes percorrem agora regiões estratégicas como Campo Verde, Paranatinga, Primavera do Leste e Rondonópolis. O objetivo é monitorar o desenvolvimento das lavouras de soja e ajustar as estimativas para uma safra que, apesar do atraso inicial no plantio, projeta uma produtividade média de 65 sacas por hectare em solo mato-grossense, movimentando a economia regional.
Segundo André Debastiani, coordenador da expedição organizada pela Agroconsult, Mato Grosso registrou uma expansão de 277 mil hectares na área plantada em relação ao ciclo anterior. No cenário nacional, a estimativa é de uma produção histórica de 182,2 milhões de toneladas, um crescimento de 5,9%. O diferencial desta temporada é a ausência de quebras climáticas severas, mantendo o potencial produtivo dentro da média dos últimos cinco anos.
Mato Grosso: Tecnologia e Expansão de Área
Diferente das safras marcadas por quebras no Sul ou no próprio Centro-Oeste, o ciclo 25/26 apresenta um panorama equilibrado. O crescimento da área cultivada em Mato Grosso é impulsionado pela conversão de pastagens e pela solidez de grupos agrícolas que mantêm visão de longo prazo. Confira os números projetados:
- Produtividade MT: Estimada em 65 sacas/ha (contra 66,5 na safra anterior);
- Produtividade Brasil: Média de 62,3 sacas/ha;
- Área Plantada Nacional: 48,8 milhões de hectares;
- Investimento Técnico: Manutenção dos volumes de adubação e uso de tecnologia de ponta, essenciais para sustentar o potencial produtivo.
Monitoramento Climático e Manejo
As avaliações “in loco” permitem captar nuances que os satélites nem sempre registram, como o impacto do manejo de pragas e a resiliência das plantas ao veranico inicial. O setor produtivo em Mato Grosso segue investindo em tecnologia, com foco em alta performance, o que compensa a expansão de área mais moderada observada neste ano.
Logística do Rally: As equipes percorrerão mais de 100 mil km por 14 estados, cobrindo áreas que respondem por 97% da produção de soja e 72% da produção de milho no Brasil.
O percurso no Sudeste mato-grossense será concluído em Cuiabá no dia 26 de fevereiro.
Agro Mato Grosso
Consórcio Agrícola dispara 58% em MT e vira “trunfo” contra juros altos

O agronegócio brasileiro vive uma virada de chave no seu financiamento. Com a escalada das taxas de juros e o endurecimento das linhas de crédito rural tradicional, o produtor de Mato Grosso encontrou no consórcio uma via expressa para a modernização. O estado, que já detém o título de maior polo agrícola do país com 32% da produção nacional de grãos, agora lidera também o ranking de planejamento financeiro. Na safra 2024/25, Mato Grosso rompeu a barreira das 111,9 milhões de toneladas, exigindo frotas mais modernas e eficientes na economia do campo.
De acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o primeiro semestre de 2025 registrou a venda de 82 mil cotas no estado, uma alta de 11%. Os números da Ademicon, maior administradora independente do país, são ainda mais expressivos: a companhia comercializou R$ 1,7 bilhão em créditos em solo mato-grossense até dezembro de 2025, um crescimento vertical de 58% em apenas um ano.
Por que o produtor está trocando o banco pelo consórcio?
A migração para a modalidade não é por acaso. O consórcio agrícola oferece benefícios que se alinham ao ciclo de caixa do agronegócio. Confira as principais vantagens:
- Ausência de Juros: O custo final é composto apenas pela taxa de administração, geralmente menor que as taxas bancárias atuais;
- Poder de Barganha: Com a carta de crédito em mãos, o produtor negocia a compra de máquinas e implementos como se fosse à vista;
- Flexibilidade de Pagamento: Planos que respeitam a sazonalidade da colheita, permitindo parcelas menores ou semestrais;
- Modernização Programada: Facilita a renovação da frota de pesados sem descapitalizar o caixa imediato da fazenda.
Destaque em Feiras Tecnológicas
A consolidação do modelo é tão forte que grandes eventos de tecnologia agrícola, como o Show Safra Mato Grosso, passaram a dar protagonismo às administradoras de consórcio. O que antes era visto como um investimento imobiliário ou de veículos leves, hoje é o motor que financia colheitadeiras de última geração e sistemas de irrigação complexos.
Cenário 2026: Com 419 mil participantes ativos em Mato Grosso, o consórcio deixa de ser uma alternativa secundária para se tornar o pilar de investimento da nova geração de produtores rurais.
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