Connect with us
9 de maio de 2026

Business

família transforma fazenda com pecuária

Published

on


Aos poucos, uma família está dando vida ao sonho de viver da renda gerada no campo. O foco principal é a pecuária de cria, que está sendo desenvolvida na fazenda que a família comprou há menos de três anos. Entre as ferramentas para tornar esse sonho real está o conhecimento repassado pelo programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATEG) do Senar Mato Grosso.

Com o olhar firme no horizonte, o casal Hélio e Gabriele e os filhos celebram a conquista com o semblante de quem planeja e acredita no futuro. Unidos no trabalho e nos sonhos, eles encaram cada dia como mais um passo rumo aos objetivos, transformando a realidade da fazenda em General Carneiro, a cerca de 450 quilômetros de Cuiabá.

A propriedade, que hoje brilha aos olhos, era bem diferente quando o casal se mudou para lá. “Eu já sabia que a propriedade tinha muito trabalho, que ela estava de aluguel”, conta o produtor rural Hélio Ribeiro Satelis ao programa Senar Transforma desta semana. Ele conta que a terra estava “quase inútil para gado”.

A situação impressionou a família. “Quando a gente chegou aqui, eu falei: ‘Cadê o pasto para colocar vaca?’”, lembra a produtora rural Gabriele Mattana Satelis. “Estava bem feia a situação, muita bagunça. A gente tinha que começar praticamente do zero”.

Advertisement
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A força da união e a descoberta do Senar

Os registros da família revelam como a propriedade estava no início. O mato dominava grande parte das pastagens. Foi preciso tempo e esforço para reorganizar o espaço, mas nada abalou o entusiasmo de quem sempre batalhou para ter a própria terra. “Eu tinha um sonho de ter um pedacinho de terra um dia”, compartilha Hélio.

Outro obstáculo enfrentado foi o financeiro. Para garantir os recursos e melhorar a estrutura, Hélio não teve dúvidas e vendeu uma pequena parte da fazenda a um vizinho. E foi em uma conversa com esse vizinho que ele descobriu o programa de Assistência Técnica e Gerencial do Senar Mato Grosso voltado para a pecuária de corte.

A princípio, Hélio confessa que pensou que a ATeG seria “mais um dia de perda de tempo”. Mas a surpresa foi grande. “Quando ele chegou na minha propriedade, eu falei: ‘Meu Deus, o que eu estava perdendo’”, revela. Para o produtor, trabalhar sem o conhecimento do Senar é “igual a você trabalhar com pano amarrado nos olhos. Você não sabe o que está gastando”.

senar transforma ateg pecuaria foto israel baumann canal rural mato grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O conhecimento que vira resultados

A primeira visita do técnico do Senar Mato Grosso foi há seis meses, e as mudanças já são visíveis. O técnico de campo Paulo Henrique Rodrigues Barros fez um diagnóstico e, junto com Hélio, começou a mudar algumas rotinas.

O pasto, que era todo aberto, está sendo dividido para um melhor aproveitamento da pastagem. “Se o gado tem um melhor aproveitamento, ele consegue ganhar mais peso a curto prazo”, explica Paulo à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

O técnico também orientou a família a cercar as nascentes, que tinham acesso livre do gado e estavam sendo degradadas. A ideia é, no futuro, instalar bebedouros com energia solar, garantindo um ganho de peso de 20 a 30% para o rebanho.

Advertisement

A assistência também se estendeu à gestão. Antes, a família não tinha controle dos custos e do lucro. “Você fica naquela ‘eu sei de tudo’, mas aquilo ali é só na sua cabeça”, afirma Hélio. Hoje, toda a movimentação é anotada por dona Gabriele em um caderno. “Uma vaca pariu, a gente já anota para o caderno. Porque no final do mês o Paulo está aí perguntando o que fizemos”, ela conta.

Com a gestão e as orientações, a família passou a comercializar os bezerros por peso, e não por cabeça, garantindo mais lucro. “A gente tá trabalhando em cima do benefício para poder ter o lucro amanhã”, diz Hélio.

O supervisor regional do Senar-MT, Hatyla Marques, reforça a importância desse apoio, uma vez que o conhecimento gera mudança e transformações. Ele explica que o produtor pode ir além e adquirir mais conhecimento, com a possibilidade, por exemplo, de inseminar até 100 animais por ano através da ATeG Inseminação, que de acordo com o técnico de campo Paulo, entrará no calendário da propriedade.

senar transforma ateg pecuaria foto israel baumann canal rural mato grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O orgulho da sucessão e a família como base

E por falar em futuro, a nova geração já acompanha a rotina da fazenda. Vinícius, de 14 anos, e Letícia, sua irmã, se orgulham da transformação que a propriedade vem passando. “Tenho muito orgulho do meu pai, eu sei que ele é um trabalhador, que ele trabalha para colocar o pão de cada dia na mesa”, afirma Letícia.

Vinícius já pensa em seguir o caminho do pai e até planeja estudar veterinária. “Eu mesmo posso vacinar, porque não precisa pagar um veterinário para vir, eu mesmo insemino”, conta o jovem.

O sonho de Hélio não é de “muita riqueza”, mas de ter a propriedade toda formada, bem dividida e produzindo. E ele sabe que o sucesso depende da união da família. “O meu braço direito é minha família. Eu sem minha família hoje eu não seria nada”, finaliza. Para dona Gabriele, a Fazenda Rosa de Saron é um sonho da infância que se tornou realidade. “Ela é tudo para mim. Onde eu vou estar criando meus filhos, onde eu estou vivendo com a minha família”.

Advertisement

+Confira programas Senar Transforma em nossa playlist no YouTube

+Confira outras matérias do Senar Transforma

+Confira as pílulas do Senar Transforma


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

Continue Reading
Advertisement

Business

Você pagaria R$ 10 mil em 100g de café? Microlote de alta pontuação é leiloado no Brasil

Published

on


Foto: Freepik

Um microlote de 100 gramas de café arábica da variedade geisha foi comprado por R$ 10 mil, de forma conjunta pela exportadora Coffee Senses e pela corretora Tribo da Cafeína, em leilão de 24 horas realizado nas redes sociais e concluído nesta sexta-feira (8).

O produto foi selecionado manualmente, fermentado por sete dias a frio e processado pelo produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho, na Fazenda Rarus, em Carmo de Minas, sudoeste de Minas Gerais.

O café arrematado tem avaliação sensorial de 92 pontos, considerando a escala de zero a 100 de avaliação sensorial da Specialty Coffee Association (SCA).

A quantidade comprada permite o preparo de aproximadamente 1,4 litro da bebida, gerando até sete xícaras de 200 ml, ou seja, os R$ 10 mil pagos pelo produto equivalem a mais de R$ 1.400 por cada xícara.

“Certamente esse é um preço recorde pago por uma xícara de café no Brasil, quiçá globalmente, e ele alça o patamar dos cafés de luxo brasileiros a níveis similares de valores pagos pelos melhores vinhos do mundo”, celebra o cafeicultor.

Advertisement

A diretora comercial da Coffee Senses, Ana Flávia Fernandes, que adquiriu 50% do produto, considera que o trabalho de Luiz Paulo é exemplar por sempre estar em busca da ‘xícara perfeita’. “A dedicação, o trabalho e a vontade dele deveriam ser fonte de inspiração para todos nós.”

Já o sócio e cofundador da Tribo da Cafeína, Fábio Ruellas, que arrematou a outra metade do lote raro ressalta que o grão produzido pelo cafeicultor traz algo além do comum. “São raros, de altíssima pontuação, com identidade, complexidade e personalidade […].”

Vocação na produção de cafés especiais

Eleito a primeira lenda mundial do café especial do Brasil, com reconhecimento da Associação
Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e da Alliance for Coffee Excellence (ACE), Luiz Paulo se considera um incansável desbravador e garimpador de cafés, classificados por ele como “verdadeiros diamantes”.

“Mantenho minha ideia de ser um ‘coffee maker’, assim como existem os winemakers para o vinho. Para comprovar o potencial do Brasil na produção de cafés especialíssimos, pretendo cultivar, colher e processar micro e nanolotes de cafés cada vez mais raros, através do Projeto Rarus, para esse público de consumidores que se mostra crescente e também cada vez mais interessado por produtos com essas excelência, elegância e qualidade”, detalha.

O post Você pagaria R$ 10 mil em 100g de café? Microlote de alta pontuação é leiloado no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading

Business

Dia das Mães deve impulsionar vendas de flores e plantas ornamentais em 10%

Published

on


Foto: Pixabay

O mercado de flores e plantas ornamentais projeta crescimento de 10% nas vendas para o Dia das Mães deste ano, considerada a principal data para o setor.

A expectativa positiva é resultado de um planejamento antecipado dos produtores, aliado às condições climáticas favoráveis e ao avanço da profissionalização da cadeia produtiva.

Os produtores começaram a se organizar com meses de antecedência para atender à demanda da data comemorativa, que representa cerca de 18% de tudo o que é comercializado pelo mercado de flores ao longo do ano.

Além da boa qualidade das flores, as pré-vendas ajudaram a equilibrar oferta e demanda, reduzindo perdas e trazendo mais previsibilidade para os produtores e comerciantes.

“A produção veio com boa qualidade, o tempo ajudou e as pré-vendas já foram feitas para justamente facilitar e abastecer esse mercado”, destaca o diretor da Ibraflor, Renato Optiz.

Advertisement

O setor também investiu em melhorias logísticas e no uso mais eficiente de insumos, buscando aumentar a competitividade e otimizar a produção.

Diferencial e expectativas

De acordo com Optiz, outra aposta para impulsionar as vendas foi o investimento em embalagens personalizadas para a data. Muitos produtores prepararam materiais com informações, dicas e curiosidades sobre as flores, agregando valor aos produtos oferecidos aos consumidores.

Entre as espécies mais procuradas para presentear no Dia das Mães estão rosas, orquídeas, antúrios, lírios, calanchoês e crisântemos.

A expectativa é de que o movimento nas floriculturas e centros de distribuição se intensifique nos próximos dias, impulsionando as vendas em todo o país.

O post Dia das Mães deve impulsionar vendas de flores e plantas ornamentais em 10% apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading

Business

Safra de soja avança no país entre perdas climáticas e preocupação com crédito rural

Published

on


Foto: Antonio Neto/Arquivo Embrapa

A colheita da soja da safra 2025/26 se aproxima do fim no Brasil, mas o encerramento do ciclo ocorre em meio a desafios climáticos, aumento do endividamento no campo e expectativa sobre os impactos do acordo entre Mercosul e União Europeia no setor da oleaginosa.

De acordo com dados apresentados no programa Soja Brasil, Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Tocantins e Mato Grosso do Sul já concluíram os trabalhos no campo. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), cerca de 94,7% da área cultivada no país já havia sido colhida.

Em diferentes regiões produtoras, o comportamento irregular do clima marcou a temporada. No Rio Grande do Sul, produtores enfrentaram excesso de chuva no plantio e falta de precipitações durante o desenvolvimento das lavouras. A expectativa da Aprosoja-RS é de uma produção de 19 milhões de toneladas, volume cerca de 10% abaixo do inicialmente esperado, embora superior ao registrado na safra passada.

No Paraná, a estiagem e as altas temperaturas durante janeiro comprometeram o enchimento de grãos. Enquanto o Departamento de Economia Rural (Deral) projeta produção próxima de 22 milhões de toneladas, representantes do setor avaliam que a colheita deve ficar em torno de 19 milhões de toneladas.

Advertisement

Já no Maranhão, o excesso de chuva durante a colheita reduziu a produtividade das lavouras. A estimativa é de produção pouco acima de 5,3 milhões de toneladas, abaixo da expectativa inicial da Aprosoja local, que trabalhava com rendimento de 60 sacas por hectare.

Em Mato Grosso, principal produtor nacional da oleaginosa, veranicos no início do ciclo obrigaram produtores a replantar áreas, enquanto o excesso de umidade em outras regiões prejudicou a qualidade dos grãos. Ainda assim, a Conab estima produção acima de 51 milhões de toneladas no estado.

Clima mantém alerta para o milho safrinha

A previsão climática para maio indica chuva acima da média nos estados do Sul e em parte do Norte e Nordeste do país. Por outro lado, meteorologistas alertam para temperaturas elevadas no Centro-Oeste, Triângulo Mineiro, São Paulo e áreas do Matopiba, cenário que pode agravar o déficit hídrico em lavouras de milho segunda safra.

Também há previsão de avanço de ar frio com risco de geadas nos estados do Sul durante os próximos dias.

Mercosul-UE pode favorecer processamento da soja no Brasil

Outro tema acompanhado pelo setor é a entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Especialistas avaliam que o principal impacto para o complexo soja será o fim da chamada escalada tarifária sobre produtos processados, como farelo e óleo.

Advertisement

Com a redução das tarifas, a expectativa é de estímulo ao esmagamento da soja dentro do Brasil, ampliando a competitividade da indústria nacional no mercado europeu. Representantes do setor destacam ainda que o farelo brasileiro possui teor de proteína superior ao de concorrentes internacionais, fator considerado estratégico para a demanda europeia.

Dívidas no campo ultrapassam R$ 100 bilhões

O aumento do custo do crédito rural também preocupa produtores e entidades do agronegócio. Segundo representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o endividamento rural já supera R$ 100 bilhões e pode chegar a R$ 120 bilhões.

Com juros elevados, lideranças do setor afirmam que o custo real dos financiamentos ultrapassa 20% ao ano em alguns casos, dificultando investimentos em máquinas e tecnologia no campo.

Agrishow apresenta soluções para produtividade

Durante a 31ª edição da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), produtores tiveram acesso a novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência no campo. Entre os destaques estavam ferramentas de inteligência artificial, plataformas digitais para definição de estratégias de plantio, produtos para manejo de plantas daninhas e avanços em agricultura regenerativa.

A feira também apresentou soluções ligadas ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), desenvolvido pela Embrapa, utilizado como referência para financiamentos e seguros rurais.

Advertisement

Além disso, especialistas reforçaram a importância do manejo integrado de nematoides, combinando controle biológico, cultivares resistentes e, em casos específicos, uso de defensivos químicos para reduzir perdas de produtividade nas lavouras de soja.

O post Safra de soja avança no país entre perdas climáticas e preocupação com crédito rural apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT