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10 de julho de 2026

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CMN regulamenta condições para renegociação das dívidas de produtor rural

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou as condições para a renegociação das dívidas de produtores e cooperativas rurais prejudicados por eventos climáticos adversos. Na prática, o CMN regulamenta a Medida Provisória 1.314/2025, que autoriza a renegociação das dívidas rurais. A medida consta da resolução 5.247/2025 publicada na sexta-feira (19), após reunião extraordinária do colegiado.

O CMN autorizou a criação de duas linhas de crédito para a amortização ou liquidação de operações de crédito rural e de Cédula de Produto Rural (CPRs) de produtores rurais cujas atividades foram prejudicadas por eventos adversos. Uma das linhas é com recursos do Tesouro, de fontes supervisionadas pelo Ministério da Fazenda, enquanto a outra envolve recursos livres das instituições financeiras.

Foi criada uma linha de crédito rural de até R$ 12 bilhões de recursos do Tesouro para a renegociação dívidas rurais, conforme já havia anunciado pelo governo. Parcelas ou operações de crédito rural de custeio e investimento no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e contratadas pelos demais produtores rurais poderão ser renegociadas, conforme prevê a resolução.

Também poderão ser alvo de amortização ou liquidação Cédulas de Produto Rural (CPRs) registradas e emitidas por produtores rurais em favor de instituições financeiras.

Renegociação

O colegiado autorizou a renegociação de operações de crédito rural e CPRs contratadas até 30 de junho de 2024 e em situação de adimplência até 30 de junho de 2024 e que estavam em situação de inadimplência em 5 de setembro de 2025 (data de edição da MP).

Parcelas de operações que tenham sido renegociadas ou prorrogadas com vencimento entre 5 de setembro de 2025 e 31 de dezembro de 2027 e em adimplência na data de contratação desta linha de crédito também poderão ser renegociadas.

Produtores rurais ou cooperativas poderão acessar a linha crédito controlado para renegociar as dívidas, desde que estejam em municípios que tenham decretado estado de calamidade pública ou situação de emergência em pelo menos dois anos no período de 1º de janeiro de 2020 a 31 de dezembro de 2024. Os decretos, em razão de enxurradas, inundações, granizo, secas, geadas, vendavais, precisam ser reconhecidos pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Poderão ser renegociadas dívidas de produtores com perdas de pelo menos 20% no rendimento médio da produção em pelo menos duas das três principais atividades agrícolas. Produtores e cooperativas com perdas de pelo menos 30% em duas ou mais safras entre 1º julho de 2020 e 30 de junho de 2024 poderão renegociar as dívidas para as atividades financiadas com amortização do saldo devedor.

Produtores e cooperativas com dificuldades no fluxo de caixa devido ao impacto acumulado de perdas de safra decorrentes dos eventos climáticos adversos que causaram aumento do endividamento no Sistema Nacional de Crédito Rural e impossibilitaram o reembolso integral das operações de crédito rural também poderão renegociar as dívidas.

Crédito

O crédito para renegociação terá limite de até R$ 250 mil por produtor o Pronaf, de até R$ 1,5 milhão por beneficiário do Pronamp e de até R$ 3 milhões por beneficiário para grandes produtores. Para cooperativa de produção agropecuária, o limite será de até R$ 50 milhões por cooperativa e de até R$ 10 milhões para associações e condomínios de produtores rurais.

Beneficiários do Pronaf que excederam o limite de enquadramento poderão contratar outra operação de crédito para liquidação ou amortização até o limite de R$1,250 milhão, bem como beneficiários do Pronamp poderão contratar outra operação de crédito para liquidação ou amortização até o limite de R$ 1,5 milhão. Pelo menos 40% do crédito deve ser alocado para pequenos e médios produtores, prevê a MP.

Os produtores poderão contratar o crédito para renegociação das dívidas rurais até 10 de fevereiro de 2026. O crédito para renegociar as dívidas terá prazo de até nove anos de pagamento com um ano de carência incluído, de acordo com a capacidade de pagamento do beneficiário, prevê o CMN.

A taxa de juros será calculada considerando a remuneração dos recursos das fontes do Tesouro de 2% a 6% conforme o porte do produtor, da remuneração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que vai operar a linha, variando de 1% para operações indiretas e 4% para operações diretas, e da remuneração das instituições financeiras credenciadas, de até 3% ao ano.

Os recursos das fontes do Tesouro destinados à linha de crédito deverão ser repassados ao BNDES, que poderá operar diretamente ou por meio das instituições financeiras por ele credenciadas, prevê o CMN. A distribuição dos recursos pelo BNDES entre as instituições financeiras credenciadas deverá obedecer a participação dos agentes financeiros na carteira de crédito rural referente ao conjunto dos municípios elegíveis para a renegociação.

O CMN veda, ainda, a contratação da linha de crédito de recursos controlados para liquidação de operações de crédito contratadas ao amparo de recursos do Fundo Social do Rio Grande do Sul no exercício de 2024.

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Transporte ferroviário de grãos nos EUA avança 1% na semana até 27 de junho

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O transporte ferroviário de grãos nos Estados Unidos somou 28.361 vagões na semana encerrada em 27 de junho, segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA). O volume ficou 1% acima da semana anterior, 12% maior que o registrado no mesmo período do ano passado e 33% superior à média dos últimos três anos.

Os dados do USDA mostram avanço no fluxo ferroviário de grãos, em um quadro de movimentação também acompanhada por outros modais de transporte.

No transporte por barcaças, o volume totalizou 554.300 toneladas na semana encerrada em 4 de julho. O resultado representa queda de 5% em relação à semana anterior e recuo de 29% na comparação com igual período do ano passado.

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Ainda nesse modal, 375 barcaças desceram o rio no período, número 21 unidades inferior ao da semana anterior. Ao mesmo tempo, 616 embarcações com grãos foram descarregadas na região de Nova Orleans, com alta de 7% frente à semana anterior.

Nos terminais do Golfo dos Estados Unidos, 32 navios graneleiros foram carregados na semana encerrada em 2 de julho. O volume ficou 23% acima do observado no mesmo intervalo do ano passado.

Para os dez dias seguintes, a partir de 3 de julho, a expectativa era de carregamento de 39 navios. O número representa aumento de 5% na comparação anual.

O relatório reúne movimentos distintos no escoamento de grãos nos Estados Unidos, com leve alta no transporte ferroviário, retração no volume por barcaças e aumento nos embarques marítimos pelo Golfo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Safra 2024/25 de algodão em pluma soma mais de 1,9 milhão de toneladas exportadas

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Foto: Divulgação/Basf

As exportações de algodão em pluma na temporada 2024/25 em Mato Grosso somaram 1,97 milhão de toneladas no acumulado de agosto/2025 a junho/2026, alta de 13,57% em relação ao ciclo anterior no período analisado. A China segue como principal destino, sendo responsável por 19,75% dos embarques do estado.

No mês de junho foram enviadas para o mercado externo 154,18 mil toneladas. Apesar da retração de 20,70% no comparativo com maio, o volume apresentou uma alta de 66,38% em relação a junho de 2025, sendo considerado o maior para o mês na série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Somente para a China foram enviadas 389,2 mil toneladas de algodão em pluma. A potência asiática, de acordo com os dados da Secex, ampliou em 53,97% as aquisições da fibra mato-grossense em relação à safra 2023/24, sendo responsável por 19,75% do total exportado.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta que “o avanço das compras chinesas refletiu a maior competitividade da pluma brasileira, em um cenário de elevada oferta exportável”. O Instituto frisa ainda que diante disso, Mato Grosso “respondeu por mais da metade das exportações brasileiras destinadas à China”.

Atrás da China entre os quatro principais compradores de algodão em pluma está Bangladesh com 359,5 mil toneladas, seguido da Turquia com 302,06 mil toneladas e do Vietnã com 237,03 mil toneladas.


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Mapa articula prioridade para desembarque de fertilizantes em portos

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério de Portos e Aeroportos discutiram na quinta-feira (9) alternativas para acelerar o desembarque de fertilizantes importados nos portos brasileiros. As tratativas ocorreram em meio a desafios logísticos para o abastecimento desses insumos. Entre as medidas em análise está a eventual priorização da atracação e da descarga de navios que transportam fertilizantes.

Segundo o Mapa, o pedido de priorização para o desembarque foi formalizado em caráter administrativo. A proposta está relacionada à logística portuária e à operação de navios com cargas de fertilizantes.

A pasta informou que a medida não altera os controles sanitários, fitossanitários, aduaneiros ou de qualidade aplicáveis às cargas importadas. Com isso, permanecem inalterados os procedimentos previstos na legislação vigente para a entrada desses produtos no país.

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De acordo com o ministério, autoridades portuárias e portos organizados poderão ser orientados sobre a priorização da atracação de embarcações com fertilizantes. O tema também já havia sido tratado na Sala de Situação sobre Fertilizantes, coordenada pela Casa Civil.

Nas discussões, o governo considerou a dependência brasileira das importações de fertilizantes, que representam cerca de 93% do consumo nacional. Também entraram na pauta os efeitos das tensões geopolíticas e das restrições logísticas sobre o abastecimento.

Entre os insumos citados estão fertilizantes nitrogenados, fosfatados e cloreto de potássio, usados na produção agrícola. A agenda entre as duas pastas concentrou-se na busca de alternativas para dar mais fluidez ao desembarque dessas cargas nos portos brasileiros.

A articulação entre o Mapa e o Ministério de Portos e Aeroportos busca organizar a operação portuária para o recebimento de fertilizantes importados, mantendo os controles previstos para esse tipo de carga.

Fonte: Estadão Conteúdo

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