Sustentabilidade
Análise semanal do mercado do trigo – MAIS SOJA

A cotação do trigo, para o primeiro mês cotado em Chicago, igualmente subiu nesta semana, fechando a quinta-feira (18) em US$ 5,24/bushel, contra US$ 5,03 uma semana antes.
O relatório divulgado no dia 12/09, para o ano 2025/26, manteve a produção estadunidense em 52,4 milhões de toneladas, porém, reduziu um pouco os estoques finais, com os mesmos ficando agora em 23 milhões de toneladas naquele país. Já a produção mundial de trigo subiu para 816,2 milhões de toneladas, ganhando quase 10 milhões sobre o indicado em agosto. Com isso, os estoques finais mundiais subiram para 264,1 milhões de toneladas, quatro milhões a mais do que o indicado em agosto.
A produção da Argentina ficou projetada em 19,5 milhões de toneladas e a brasileira em 7,5 milhões. Com isso, o preço médio ao produtor estadunidense de trigo, em 2025/26, foi reduzido em 20 centavos de dólar, ficando em US$ 5,10/bushel.
Enquanto isso, nos EUA a colheita do trigo de primavera, no dia 14/09, atingia a 94% da área, contra 92% na média histórica para a data. Já o plantio do trigo de inverno alcançava 11% da área esperada, contra 13% na média histórica para a data.
E no Brasil, os preços continuam baixando. O produto de qualidade superior, nas principais praças gaúchas, recuou para R$ 68,00/saco, enquanto no Paraná os mesmos oscilaram entre R$ 69,00 e R$ 73,00/saco.
Dito isso, no Paraná a colheita da nova safra chegava a 25% da área neste início de semana, contra 34% na mesma época de 2024. Cerca de 85% das lavouras a colher estavam em boas condições, com 49% em maturação e 31% em frutificação (cf. Deral).
Já no Rio Grande do Sul, 15% das lavouras estavam na fase de enchimento de graõs (cf. Emater).

Em paralelo, além da colheita, a valorização do Real diante do dólar torna a importação mais barata, ajudando a baixar o preço do trigo nacional. Ao mesmo tempo, a Conab reduziu novamente sua estimativa de colheita para o trigo nacional, com o mesmo chegando aos nossos números indicados meses atrás, ou seja, 7,5 milhões de toneladas, sendo este o menor volume desde 2020. A área total teria sido de 2,45 milhões de hectares, com queda de 19,9% em relação a 2024 (o RS diminuiu em 13,7% sua área de trigo e o PR em 28,2%, segundo a Conab). Porém, já há analistas privados apontando que a safra final poderá ficar em apenas 7,3 milhões de toneladas (cf. StoneX).
Pelo lado das importações, apesar de as mesmas terem recuado 9,5% em agosto, ao totalizarem 493.200 toneladas, a projeção para o período de janeiro a setembro é de um total importado de 5,17 milhões de toneladas neste ano, devendo se aproximar de 7 milhões de toneladas em todo o ano de 2025.
A principal mudança em agosto foi a concentração das compras na Argentina, que saltaram de 189.500 toneladas para 465.600, passando a responder por quase todo o volume importado. Em contrapartida, origens como EUA, Rússia e Uruguai, que haviam fornecido volumes relevantes em 2024, praticamente desapareceram em 2025. No destino interno, houve maior pulverização regional, com estados como Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Pará e Espírito Santo ganhando relevância, além de pequenos os volumes destinados a regiões antes pouco representativas (cf. Safras & Mercado).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
Autor:CEEMA UNIJUÍ – Prof. Dr. Argemiro Luís Brum – Comentários referentes ao período entre 02/08/2024 e 08/08/2024
Site: CEEMA UNIJUÍ
Sustentabilidade
Mercado de soja registra movimentações nos portos e preços sobem

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão mais animada nesta quinta-feira (5), com negócios reportados nos portos de Paranaguá e Santos, voltados principalmente a produtores com produto disponível para embarque imediato. Apesar de ainda não haver volumes expressivos colhidos no país, a alta na Bolsa de Chicago contribuiu para a valorização dos preços no mercado interno.
- Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link!

Os prêmios recuaram, limitando parte da força externa, mas o dia foi marcado por negociações efetivas e avanço nas cotações, que já se valorizaram em média R$ 3,00 por saca ao longo da semana.
Confira os preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00
- Santa Rosa (RS): avançou de R$ 125,00 para R$ 126,00
- Cascavel (PR): permaneceu em R$ 118,50
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 108,00 para R$ 109,00
- Dourados (MS): passou de R$ 109,00 para R$ 109,50
- Rio Verde (GO): avançou de R$ 110,00 para R$ 111,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 128,50
- Rio Grande (RS): estabilizou em R$ 128,00
Chicago
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros fecharam em forte alta, refletindo declarações do presidente americano sobre a possibilidade de aumento das compras chinesas de soja. A expectativa de incremento de demanda chinesa impacta os estoques norte-americanos e projeta movimento de prêmios nos portos brasileiros.
Os contratos futuros da soja em grão na Bolsa de Chicago encerraram a sessão em forte alta. A posição março registrou valorização de 1,83%, com cotação de US$ 11,12 1/4 por bushel, enquanto o contrato maio avançou 1,92%, sendo negociado a US$ 11,26 por bushel. Entre os subprodutos, o farelo de soja para março subiu 2,36%, a US$ 303,20 por tonelada. Já o óleo de soja apresentou leve recuo de 0,01%, com os contratos de março cotados a 55,65 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial encerrou em alta de 0,04%, negociado a R$ 5,2530 para venda e R$ 5,2510 para compra, com mínima de R$ 5,2353 e máxima de R$ 5,2883 ao longo do dia.
O post Mercado de soja registra movimentações nos portos e preços sobem apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Início de Fevereiro deve ser marcado por pouca chuva no Sul – MAIS SOJA

O mês de Janeiro foi caracterizado por restrições hídricas em importantes regiões produtoras, especialmente nos estados do Piauí, Bahia e Maranhão. Mesmo em áreas onde os volumes totais de precipitação foram elevados, a má distribuição das chuvas ao longo do período comprometeu o desenvolvimento das culturas.
Para a primeira quinzena de Fevereiro, as previsões indicam volumes de chuva satisfatórios na maior parte das regiões produtoras do Brasil. Contudo, para a região Sul, são esperados acumulados inferiores à média, sinalizando uma redução das precipitações no início de Fevereiro e potencial maior risco de déficit hídrico nessas áreas.
Figura 1. Precipitação acumulada para o início de Fevereiro. (2 a 17 de fevereiro de 2026).
Em um cenário mais otimista, as anomalias de precipitação previstas para o mês de Março indicam volumes de chuva dentro da média ou ligeiramente acima da média na maior parte do território brasileiro. Esse padrão sugere precipitações compatíveis com a normal climatológica do período, apontando para uma tendência de melhoria das condições hídricas.
Em relação à temperatura do ar, os modelos climatológicos sinalizam uma tendência de elevação térmica nos meses de Fevereiro, Março e Abril, com valores podendo atingir até 2 °C acima da média histórica. Sob condições de déficit hídrico, o aumento da temperatura do ar pode intensificar o estresse das plantas, comprometendo processos fisiológicos essenciais, como crescimento, desenvolvimento e, consequentemente, a produtividade das culturas agrícolas. Diante desse cenário, torna-se fundamental a adoção de práticas de manejo que minimizem os efeitos do estresse vegetal, caso essas projeções se confirmem.
No que se refere à influência dos fenômenos associados ao ENSO, mesmo sob a atuação de uma fraca La Niña, o professor e pesquisador Fábio Marin (LEB/ESALQ/USP) destaca a tendência de aquecimento das águas do oceano Pacífico, o que pode indicar o início de um processo de transição para condições de El Niño (figura 2). Caso essas projeções se concretizem, existe a possibilidade de formação de um evento de El Niño ainda neste ano, potencialmente de grande intensidade.
Figura 2. Previsão de ocorrência dos fenômenos ENSO.

Confira abaixo as atualizações completas trazidas por Fábio Marin no Boletim Tempocampo/Esalq de Fevereiro de 2026.
Inscreva-se agora no canal Prof Fábio Marin clicando aqui!


Sustentabilidade
Brasil deve embarcar até 11,420 mi de t de soja em fevereiro, aponta ANEC – MAIS SOJA

As exportações brasileiras de soja em grão deverão ficar em 11,420 milhões de toneladas em fevereiro, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em fevereiro do ano passado, as exportações ficaram em 9,726 milhões de toneladas. Em janeiro de 2026, as exportações somaram 2,444 milhões de toneladas.
Na semana encerrada dia 31 de janeiro, o Brasil embarcou 1,160 milhão de toneladas. Para o período entre 1 e 7 de fevereiro, a ANEC indica a exportação de 2,633 milhões de toneladas.
Para o farelo de soja, a previsão é de embarques de 1,631 milhão de toneladas em fevereiro. No mesmo mês do ano passado, o total exportado foi de 1,502 milhão de toneladas. Em janeiro, somaram 1,708 milhão de toneladas. Na semana passada, as exportações ficaram em 433,229 mil toneladas e a previsão para esta semana é de 522,633 mil toneladas.
TRIGO
O Brasil deve exportar 139,320 mil toneladas de trigo em fevereiro. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), em fevereiro do ano passado, as exportações ficaram em 559,704 mil toneladas. Em janeiro, foram 279,699 mil toneladas.
Na semana encerrada em 31 de janeiro, não houve embarques. Para a semana encerrada em 7 de fevereiro, estão previstos embarques de 55,320 mil toneladas.
Veja mais sobre o mercado de trigo:
Autor/Fonte: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras News
Agro Mato Grosso17 horas agoConsórcio Agrícola dispara 58% em MT e vira “trunfo” contra juros altos
Sustentabilidade18 horas agoInseticida para tratamento de sementes Dermacor® da Corteva Agriscience recebe registro para o controle da lagarta-do-cartucho no arroz – MAIS SOJA
Sustentabilidade19 horas agoMercado brasileiro de milho deve seguir travado nesta quinta-feira – MAIS SOJA
Business21 horas agoPioneiro no setor de sementes, empresário Odílio Balbinotti morre aos 84 anos
Business19 horas agoGergelim se consolida como alternativa estratégica e produção cresce 17% em Mato Grosso
Featured18 horas agoCasal de onças-pintadas é flagrado por câmeras em trilha ecológica do IFMT
Sustentabilidade21 horas agoColheita da soja e plantio do milho avançam em ritmo mais lento em MS – MAIS SOJA
Featured12 horas agoVocê conhece a larva-minadora? Inseto que abre caminho para doenças preocupa produtores de soja















