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18 de junho de 2026

Sustentabilidade

Imea e Senar-MT divulgam resultados do CPA 2025/26 e revelam cenários de custos e rentabilidade – MAIS SOJA

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Nesta quarta-feira (17/09), o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) apresentaram os resultados do Projeto CPA – Custo de Produção Agropecuária da safra 2025/26. O evento foi realizado no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), em Cuiabá, em formato híbrido com transmissão ao vivo, e contou com a presença de  mais de 50 pessoas, entre produtores rurais, técnicos, lideranças do setor e profissionais da imprensa.

O CPA monitora atualmente 12 atividades agropecuárias em Mato Grosso, com base em 57 painéis modais. Entre outubro de 2024 e agosto de 2025, foram revisados 32 painéis de custo de produção, incluindo 9 de soja e milho, 3 de algodão, 6 da pecuária de corte, 3 da pecuária de leite e 3 da suinocultura. Outras cadeias, como cana-de-açúcar, eucalipto, feijão, gergelim, peixe redondo e teca, tiveram 1 painel cada. Esta edição ainda ampliou o estudo para duas novas atividades: apicultura e cafeicultura, com a realização de um painel para cada uma delas.

Na abertura, o superintendente do Senar-MT, Marcelo Lupatini, ressaltou a relevância do projeto para os produtores e para a sociedade. “O CPA é uma ferramenta que traduz com clareza a realidade vivida pelos nossos produtores e produtoras rurais. Ao disponibilizar informações sólidas sobre custos e rentabilidade, oferecemos não apenas um retrato da produção, mas também instrumentos para tomada de decisão no campo. Isso reforça a missão do Senar-MT de apoiar a gestão, a capacitação e o desenvolvimento sustentável das famílias rurais”, destacou.

O coordenador de Inteligência de Mercado do Imea, Rodrigo Silva, reforçou a seriedade do processo de levantamento até a conclusão dos resultados. “O rigor metodológico e a seriedade do trabalho garantem a confiabilidade dos resultados do CPA. São meses de levantamento, organização e validação junto aos produtores, técnicos e especialistas, até chegar a números que realmente refletem a realidade de Mato Grosso. Esse compromisso é o que confere ao CPA o status de referência nacional em custos de produção”, afirmou.

Rodrigo também destacou a ampliação do alcance da pesquisa nesta edição. “É importante registrar que o CPA passou a contemplar cadeias produtivas como a cafeicultura e a apicultura, que foram incluídas pela primeira vez no levantamento. Isso mostra a evolução e o compromisso do projeto em retratar de forma cada vez mais ampla a diversidade do nosso agro. Tivemos um painel de café realizado em Colniza, com custo médio anual estimado em R$ 11.416,36 por hectare, e um painel de apicultura, que trouxe indicadores inéditos sobre a atividade no estado. Essa expansão reforça o papel do CPA como instrumento estratégico não só para grandes culturas, mas também para atividades que vêm ganhando relevância econômica e social em Mato Grosso”

Os resultados foram apresentados pelos analistas de custos de produção do Imea, Abraão Viana e Milena Habeck, que detalharam os principais indicadores econômicos das cadeias produtivas. O estudo mostrou que a agropecuária mato-grossense enfrenta um cenário de custos em alta, especialmente em fertilizantes e defensivos. Na soja, por exemplo, o custo total da safra 2025/26 alcançou R$ 7.657,89/ha, aumento de 7,69% em relação à safra anterior, impulsionado principalmente pela elevação de 9,23% nos gastos com fertilizantes e de 4,33% com defensivos. No milho, o custo total avançou 9,69%, atingindo R$ 6.684,91/ha, também pressionado por insumos agrícolas.

Ao mesmo tempo, a rentabilidade das principais atividades sofre pressão. A soja, que em 2024/25 registrou Lajida de R$ 1.961,45/ha, tem projeção de queda de 43,76% para 2025/26, recuando para R$ 1.103,03/ha. No milho, a margem de rentabilidade também retrai, com o Lajida estimado em R$ 515,60/ha, queda de 47,86% em relação à safra anterior. O algodão, mesmo permanecendo como a cultura mais atrativa da segunda safra, também aponta redução expressiva na margem, com Lajida projetado em R$ 4.097,35/ha, queda de 33,61% frente a 2024/25.

Ainda assim, o CPA aponta caminhos de eficiência e gestão capazes de mitigar riscos e preparar o produtor para oscilações de mercado. O relatório mostra, por exemplo, que o ponto de equilíbrio da soja em 2025/26 será de 52,49 sc/ha, enquanto a produtividade projetada é de 60,45 sc/ha, garantindo ao produtor uma margem sobre o custo operacional efetivo de 7,96 sc/ha. No milho, a estimativa de produtividade de 116,61 sc/ha supera o ponto de equilíbrio de 107,29 sc/ha, permitindo que, mesmo diante do aumento dos custos, a atividade mantenha viabilidade econômica.

Acesse o e-book na íntegra: https://lp.imea.com.br/custo-de-producao-agropecuaria

Fonte: SNA



 

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Autor:SNA

Site: SNA

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Agro Mato Grosso

Syngenta automatiza testes de compatibilidade de caldas

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A Syngenta passou a usar o robô proprietário ATLAS, sigla em inglês para Application Technology Laboratory Automation System, em testes de compatibilidade de misturas em tanque. O sistema automatizado acelera a avaliação de produtos, reduz a subjetividade das análises e ajuda a reproduzir condições de uso em campo.

A tecnologia foi desenvolvida e refinada pela empresa. O objetivo consiste em gerar resultados mais consistentes e precisos antes da chegada dos produtos ao mercado. O robô processa de 500 a 600 combinações por mês. Segundo a Syngenta, esse volume poderia exigir até seis meses em avaliação manual.

O ATLAS executa todo o processo de compatibilidade. A rotina inclui preparo de amostras, registro de imagens das misturas e análise completa das amostras. A automação reduz variações associadas à avaliação manual. Os dados ajudam no desenvolvimento de produtos, no manejo responsável e nas recomendações técnicas.

O sistema também auxilia o suporte técnico após o lançamento de produtos. Em casos de dificuldades inesperadas em misturas em tanque, o ATLAS pode usar fontes de água ou adjuvantes fornecidos por clientes. Com isso, a empresa recria condições específicas de aplicação em ambiente controlado.

A plataforma avalia problemas ligados a sedimentação, entupimento de pontas, ordem de mistura e outros fatores. As análises ajudam a compreender o comportamento dentro do tanque de pulverização. Os resultados também alimentam uma base histórica de testes para orientar diagnósticos mais rápidos e baseados em dados.

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Sustentabilidade

Soja é o ‘combustível invisível’ do mundo, mas perda de renda do produtor na safra 26/27 preocupa, aponta Buffon

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Foto: Junner Schmidt

A soja brasileira se consolidou como uma das principais engrenagens da economia mundial e exerce um papel fundamental tanto na segurança alimentar quanto na segurança energética do planeta. A avaliação é de Mauricio Buffon, presidente licenciado da Aprosoja Brasil, durante o painel “O papel estratégico da soja na balança comercial global”, realizado no Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap) 2026, em Campo Grande (MS).

Segundo Buffon, o Brasil cultiva cerca de 48 milhões de hectares de soja e construiu uma cadeia baseada na produção de proteínas e de biocombustíveis. Nos últimos 20 anos, o consumo mundial da oleaginosa cresceu impulsionado pelo aumento da população e pela maior demanda por energia.

“A soja é muito mais do que alimento. O mundo passou a demandar mais biocombustíveis e isso impulsionou toda a indústria no campo. Hoje, ela é a principal commodity do planeta e um pilar estratégico da segurança alimentar”, afirmou.

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Buffon destacou que o complexo soja movimenta cerca de US$ 300 bilhões e responde por aproximadamente US$ 176 bilhões em grãos, sendo um dos principais responsáveis pelo superávit da balança comercial brasileira.

Atualmente, cerca de 78% do farelo de soja é destinado à produção de ração animal, enquanto aproximadamente 19% do óleo é direcionado ao consumo humano e à fabricação de biodiesel. Do óleo produzido no Brasil, 60% segue para os biocombustíveis e os outros 40% permanecem na cadeia alimentar, principalmente no óleo de cozinha.

“A cada vez que ampliamos o uso dos biocombustíveis, aumentamos a sustentabilidade. Trata-se de um combustível altamente renovável e que ainda gera mais farelo de soja para a produção de alimentos”, ressaltou.

Ele lembrou ainda que o Brasil já utiliza uma mistura de 15% de biodiesel no diesel, tornando essa matriz uma importante alternativa para reduzir a dependência nacional do petróleo.

Soja como motor do mundo

Buffon classificou a soja como um “combustível invisível” para o mundo e destacou a evolução da produção brasileira nas últimas duas décadas. Há 20 anos, o país produzia cerca de 53 milhões de toneladas da oleaginosa. Atualmente, a produção gira em torno de 176 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como maior exportador mundial da commodity.

Na última safra, a produção brasileira alcançou 177,8 milhões de toneladas, das quais 111 milhões foram destinadas às exportações. A indústria nacional também teve papel importante, com exportações de 24,6 milhões de toneladas de farelo e consumo interno de aproximadamente 22 milhões de toneladas.

“O mercado chinês é extremamente importante para o Brasil. Apesar dos grandes números da produção e das exportações, acreditamos que teremos um ano mais desafiador para o setor”, disse.

O outro lado da lavoura: os desafios do sojicultor

Buffon alertou que, apesar dos recordes de produção e embarques, a renda do produtor vem sendo pressionada nos últimos quatro anos. Segundo ele, a combinação entre queda dos preços, aumento dos custos, pandemia e conflitos geopolíticos reduziu as margens no campo.

O dirigente chamou atenção para a forte dependência brasileira de fertilizantes importados e afirmou que esse é um dos principais desafios para a sustentabilidade da agricultura nacional.

“Hoje, o produtor brasileiro perdeu poder de investimento nas propriedades e enfrenta dificuldades para manter sua competitividade. O desafio para a safra 2026/27 será reduzir custos. Com menos poder de negociação e menor capacidade de investimento, a tendência é que muitos produtores utilizem menos recursos na próxima temporada”, concluiu.o produtor e para a sustentabilidade econômica da atividade. Precisamos nos atentar a isso que ”, concluiu.

O Fiap 2026 é uma realização da BR IN Eventos e do Canal Rural, com correalização do Sistema Famasul. O evento conta com patrocínio da ApexBrasil, Sebrae, CNA/Senar e Friboi, apoio da Abiec, Governo de Mato Grosso do Sul, Massey Ferguson e CropLife, e tem a Azul como linha aérea oficial.

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Sustentabilidade

Milho sobe em Chicago com compras de fundos e preocupações climáticas na França – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com forte alta nos preços. O mercado foi sustentado por um movimento de compras por parte de fundos especuladores, aproveitando a queda recente nas cotações do cereal. Preocupações com uma onda de calor na França, o que pode afetar a produção de milho no país, também ajudou a sustentar os preços.

Os sinais de uma menor demanda para o cereal norte-americano voltado a produção de etanol e as condições de clima favoráveis às lavouras nos Estados Unidos limitaram o movimento de alta nos preços.

A produção de etanol de milho dos Estados Unidos recuou 0,54% na semana encerrada em 12 de junho, atingindo 1,102 milhão de barris diários (*), ante 1,108 milhão de barris na semana anterior (5), segundo dados da AIE (Administração de Informação de Energia).

Já os estoques de etanol dos Estados Unidos permaneceram em 24,5 milhões de barris. O país exportou ainda 126 mil barris de etanol nessa última semana, ante 155 mil, recuo de 18,70%. (*) Cada barril equivale a 159 litros.

Os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 4,21, com avanço de 7,25 centavos, ou 1,75% em relação ao fechamento anterior. A posição setembro fechou a sessão a US$ 4,29 1/2 por bushel, com avanço de 7,00 centavos, ou 1,65% em relação ao fechamento anterior.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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