Sustentabilidade
Chicago/CBOT: Milho fechou em baixa com vendas técnicas e baixa produção de etanol – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, Comentários referentes à 17/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 17/09
Chicago: A cotação de dezembro, fechou em baixa de 0,64% ou $ -2,75 cents/bushel, a $426,75. A cotação para março fechou em baixa de 0,56% ou $ -2,50 cents/bushel, a $ 444,50.
ANÁLISE DA BAIXA
O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta quarta-feira. A pressão da colheita, aliada às expectativas de uma produção sem precedentes nesta temporada, desencadeou uma rodada de vendas técnicas neste meio de semana. A produção de Etanol caiu no comparativo semanal, apesar de esperado, pelo período de manutenção das fabricas, este foi menor volume semanal produzido em quase quatro meses.
B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: O milho fechou de forma mista com Chicago e exportações brasileiras
Os principais contratos de milho encerraram de forma mista nesta quarta-feira. As cotações da B3 mais curtas caíram em sintonia com o dólar e Chicago. As mais longas acharam algum suporte no dia com a perspectiva da Anec de uma melhora no volume de exportação em setembro.
A ANEC elevou sua estimativa de exportação de milho brasileiro para setembro de 6,96 para 7,12 milhões de toneladas, valor que permaneceu abaixo dos 7,31 milhões de toneladas registrados em agosto, mas acima dos 6,56 milhões de toneladas para o mesmo mês em 2024.
OS FECHAMENTOS DO DIA 17/09
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam com variações mistas no dia: o vencimento de novembro/25 foi de R$ 67,18, apresentando baixa de R$ 0,32 no dia e baixa de R$ 0,92 na semana; o vencimento de janeiro/26 foi de R$ 70,18, com baixa de R$ 0,32 no dia e baixa de R$ 1,06 na semana; o contrato de março/26 fechou a R$ 73,25, com baixa de R$ 0,28 no dia e baixa de R$ 0,30 na semana.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-CHUVA CONTINUA E AGRICULTORES CONTINUAM NA RETRANCA (altistas)
Os preços do milho estão ligeiramente mais baixos em Chicago, com a colheita da safra recorde continuando no Centro-Oeste, com previsão de tempo chuvoso na parte oeste da região. A queda é limitada por este último fator, com a chuva caindo hoje e as previsões de mais precipitação para o resto da semana, o que pode desacelerar o ritmo da colheita e pela relutância dos produtores em validar o nível atual de preços para o novo grão.
EUA-MENOS ETANOL (baixista)
Em seu relatório semanal de hoje, a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) reduziu a produção diária de etanol de 1.105.000 para 1.055.000 barris, permanecendo acima dos 1.049.000 barris registrados no mesmo período em 2024. Também ajustou os estoques de biocombustíveis de 22.837.000 para 22.602.000 barris, um número abaixo dos 23.785.000 barris registrados um ano antes. Vale ressaltar que a queda na produção ficou dentro das expectativas dos operadores, devido à paralisação de manutenção realizada por muitas plantas de beneficiamento antes da colheita generalizada de milho.
BRASIL-MAIS EXPORTAÇÃO (altista para o Brasil, baixista para CBOT)
Após a revisão semanal das estimativas, a ANEC elevou sua estimativa de exportação de milho brasileiro para setembro de 6,96 para 7,12 milhões de toneladas, valor que permaneceu abaixo dos 7,31 milhões de toneladas registrados em agosto, mas acima dos 6,56 milhões de toneladas para o mesmo mês em 2024.
COREIA DO SUL COMPRA NOVAMENTE (altista)
A Coreia do Sul comprou 66.000 toneladas de milho para ração animal de origens opcionais em um acordo fechado no final da semana passada. Detalhes adicionais sobre o embarque não estavam imediatamente disponíveis.
Fonte: T&F Agroeconômica

Sustentabilidade
Tensão no Oriente Médio sustenta soja em Chicago; mercado aguarda relatório do USDA

O conflito no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã, trouxe reflexos para o mercado internacional da soja ao longo da semana. A principal repercussão foi observada nos contratos futuros de óleo de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT), que acabaram sustentando também os preços do grão.
Segundo o analista da equipe de Inteligência de Mercado da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o contrato de óleo com vencimento em maio, o mais negociado, caminha para encerrar a semana acima de 66,00 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato maio da soja em grão chegou a se aproximar da faixa de US$ 11,90 por bushel.
De acordo com o analista, a valorização do óleo acaba oferecendo suporte momentâneo aos contratos do grão. No entanto, o avanço do petróleo pode ter efeitos mais amplos, especialmente no custo da logística internacional.
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
Caso o petróleo siga em níveis elevados, o frete tende a ficar mais caro, mantendo os prêmios nos portos do Golfo dos Estados Unidos em patamares elevados. Esse cenário pode dificultar ainda mais as compras de soja americana pela China, reduzindo as margens das indústrias esmagadoras devido ao aumento do custo total da matéria-prima.
As importações chinesas de soja dos Estados Unidos, que já vinham enfraquecidas, enfrentariam assim um novo obstáculo com o encarecimento logístico. Segundo Silveira, parte dos cerca de 20 milhões de toneladas que deveriam ser exportadas pelos EUA pode acabar não se concretizando, o que deixaria os estoques americanos mais confortáveis e poderia abrir espaço para correções na Bolsa de Chicago no curto e médio prazo.
No curto prazo, a alta do óleo sustenta os preços da soja. Porém, caso o farelo comece a recuar, seja por mudança no perfil da demanda ou maior foco no óleo, o grão também pode sentir pressão e recuar, reequilibrando as margens de esmagamento nos Estados Unidos.
Apesar do suporte vindo do complexo soja, alguns fatores continuam limitando ganhos mais expressivos. A safra brasileira, em plena colheita, entra com grande volume no mercado internacional. Neste momento, o produto brasileiro é considerado mais competitivo e atrativo para a China.
Outro ponto de atenção é o possível encontro entre os líderes de China e Estados Unidos, que poderia abrir espaço para novos acordos comerciais envolvendo a soja. Apesar de a reunião entre Donald Trump e Xi Jinping seguir prevista, agentes do mercado mantêm cautela sobre a possibilidade de avanços concretos.
Relatório USDA
Além disso, o mercado acompanha o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na terça-feira, dia 10. A expectativa é de redução nos estoques finais de soja dos Estados Unidos na temporada 2025/26, passando de 350 milhões para 343 milhões de bushels.
No cenário global, analistas consultados por agências internacionais projetam estoques finais de soja em 125 milhões de toneladas para 2025/26, levemente abaixo das 125,5 milhões indicadas no relatório anterior.
Para a América do Sul, o mercado também espera ajustes nas estimativas de produção. A safra brasileira pode ser revisada de 180 milhões para 179,3 milhões de toneladas, enquanto a produção argentina deve cair de 48,5 milhões para 48,1 milhões de toneladas
O post Tensão no Oriente Médio sustenta soja em Chicago; mercado aguarda relatório do USDA apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Petróleo dispara, vai a US$ 90 e impulsiona Chicago; soja bate em US$ 12 no contrato maio, maior patamar desde 2024 – MAIS SOJA

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando os ganhos da semana. A posição maio, a mais negociada, bateu em US$ 12,00 por bushel, no maior patamar desde 2024, acompanhando a disparada do petróleo, que subia 10% em Nova York, alcançando a casa de US$ 90,00 o barril.
A intensificação do conflito no Oriente Médio fez Catar, Kuwait e Iraque cortarem produção do petróleo ou citar possíveis interrupções nas exportações. O estreito de Ormuz está praticamente vazio nas últimas 24 horas, colocando em risco o abastecimento.
A alta do petróleo ajuda o mercado de grãos por duas vias. Os investidores buscam fundos de commodities e há também um aumento na demanda por soja e milho, entre outros, para a fabricação de biodiesel.
Pelo lado fundamental, a colheita evolui no Brasil, ainda que com certo atraso. Mas cerca de 50% da safra recorde já foi colhida, ampliando a oferta mundial. Há ceticismo sobre a aquisição de soja por parte dos chineses nos Estados Unidos, já o produto brasileiro é mais competitivo.
Mesmo assim, predominou o impacto do conflito e da alta do petróleo sobre o grão, que fechou com alta de 2,6% na semana na posição maio.
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 21,50 centavos de dólar, ou 1,82%, a US$ 12,00 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 12,13 por bushel, com elevação de 20,50 centavos de dólar ou 1,71%.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 7,90 ou 2,55% a US$ 317,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 66,58 centavos de dólar, com ganho de 0,88 centavos ou 1,33%.
Autor/Fonte: Safras News – Dylan Della Pasqua
Sustentabilidade
Em dia movimentado, cotações de soja sobem no Brasil; confira o fechamento de mercado

O mercado brasileiro de soja registrou um dia bastante movimentado, com avanço nas cotações e volumes expressivos de negociação. O cenário foi impulsionado principalmente pela forte alta na Bolsa de Chicago, que chegou a testar a faixa de US$ 12,00 por bushel.
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o mercado esteve firme ao longo do dia, com bons volumes de negócios tanto nos portos quanto no mercado interno.
Silveira destaca que a elevação das cotações em Chicago teve peso maior na formação dos preços no Brasil. “A CBOT subiu bastante e os prêmios praticamente não mexeram. O dólar recuou, mas a alta na bolsa foi mais sensível para a formação dos preços”, afirma o analista.
Outro fator de sustentação foi o comportamento do petróleo, que influenciou o complexo da soja ao longo da sessão.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 126,00 para R$ 127,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 127,00 para R$ 128,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 120,00 para R$ 122,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 109,00 para R$ 111,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 111,00 para R$ 112,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 111,00 para R$ 112,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 131,00 para R$ 133,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago, ampliando os ganhos da semana. A posição maio, a mais negociada, chegou a bater em US$ 12,00 por bushel, o maior patamar desde 2024.
O movimento acompanhou a forte valorização do petróleo, que subia cerca de 10% em Nova York, alcançando a faixa de US$ 90,00 por barril.
Conflito no Oriente Médio
A intensificação do conflito no Oriente Médio levou países como Catar, Kuwait e Iraque a cortar produção ou citar possíveis interrupções nas exportações. O estreito de Ormuz ficou praticamente vazio nas últimas 24 horas, aumentando os riscos para o abastecimento global.
A alta do petróleo acaba beneficiando o mercado de grãos por dois caminhos. De um lado, investidores buscam commodities como proteção. De outro, cresce a demanda por matérias-primas utilizadas na produção de biocombustíveis, como soja e milho.
Colheita no Brasil
Pelo lado fundamental, a colheita avança no Brasil, ainda que com certo atraso. Cerca de 50% da safra recorde já foi colhida, ampliando a oferta global.
EUA-China
Há também ceticismo em relação às compras de soja dos Estados Unidos pela China, enquanto o produto brasileiro segue mais competitivo no mercado internacional.
Mesmo assim, predominou o impacto da alta do petróleo e das tensões no Oriente Médio, levando a soja a fechar com valorização de 2,6% na semana na posição maio.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 21,50 centavos de dólar, ou 1,82%, a US$ 12,00 3/4 por bushel. A posição julho encerrou cotada a US$ 12,13 por bushel, com elevação de 20,50 centavos ou 1,71%.
Nos subprodutos, o farelo de soja para maio fechou com alta de US$ 7,90, ou 2,55%, a US$ 317,20 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em maio terminou a sessão a 66,58 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 0,88 centavos ou 1,33%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,90%, sendo negociado a R$ 5,2397 para venda e a R$ 5,2377 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2387 e a máxima de R$ 5,3215.
O post Em dia movimentado, cotações de soja sobem no Brasil; confira o fechamento de mercado apareceu primeiro em Canal Rural.
Business9 horas agoFAO lança Ano Internacional da Agricultora 2026 e destaca mulheres no meio rural
Business12 horas agoJovens mulheres ganham espaço na sucessão familiar e assumem liderança no agro
Business2 horas agoManejo de abelhas nativas pode elevar produtividade da acerola em mais de 30%
Sustentabilidade41 minutos agoTensão no Oriente Médio sustenta soja em Chicago; mercado aguarda relatório do USDA












