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4 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Milho fechou em baixa com vendas técnicas e baixa produção de etanol – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, Comentários referentes à 17/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 17/09

Chicago: A cotação de dezembro, fechou em baixa de 0,64% ou $ -2,75 cents/bushel, a $426,75. A cotação para março fechou em baixa de 0,56% ou $ -2,50 cents/bushel, a $ 444,50.

ANÁLISE DA BAIXA

O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta quarta-feira. A pressão da colheita, aliada às expectativas de uma produção sem precedentes nesta temporada, desencadeou uma rodada de vendas técnicas neste meio de semana. A produção de Etanol caiu no comparativo semanal, apesar de esperado, pelo período de manutenção das fabricas, este foi menor volume semanal produzido em quase quatro meses.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: O milho fechou de forma mista com Chicago e exportações brasileiras

Os principais contratos de milho encerraram de forma mista nesta quarta-feira. As cotações da B3 mais curtas caíram em sintonia com o dólar e Chicago. As mais longas acharam algum suporte no dia com a perspectiva da Anec de uma melhora no volume de exportação em setembro.

A ANEC elevou sua estimativa de exportação de milho brasileiro para setembro de 6,96 para 7,12 milhões de toneladas, valor que permaneceu abaixo dos 7,31 milhões de toneladas registrados em agosto, mas acima dos 6,56 milhões de toneladas para o mesmo mês em 2024.

OS FECHAMENTOS DO DIA 17/09

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam com variações mistas no dia: o vencimento de novembro/25 foi de R$ 67,18, apresentando baixa de R$ 0,32 no dia e baixa de R$ 0,92 na semana; o vencimento de janeiro/26 foi de R$ 70,18, com baixa de R$ 0,32 no dia e baixa de R$ 1,06 na semana; o contrato de março/26 fechou a R$ 73,25, com baixa de R$ 0,28 no dia e baixa de R$ 0,30 na semana.

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NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-CHUVA CONTINUA E AGRICULTORES CONTINUAM NA RETRANCA (altistas)

Os preços do milho estão ligeiramente mais baixos em Chicago, com a colheita da safra recorde continuando no Centro-Oeste, com previsão de tempo chuvoso na parte oeste da região. A queda é limitada por este último fator, com a chuva caindo hoje e as previsões de mais precipitação para o resto da semana, o que pode desacelerar o ritmo da colheita e pela relutância dos produtores em validar o nível atual de preços para o novo grão.

EUA-MENOS ETANOL (baixista)

Em seu relatório semanal de hoje, a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) reduziu a produção diária de etanol de 1.105.000 para 1.055.000 barris, permanecendo acima dos 1.049.000 barris registrados no mesmo período em 2024. Também ajustou os estoques de biocombustíveis de 22.837.000 para 22.602.000 barris, um número abaixo dos 23.785.000 barris registrados um ano antes. Vale ressaltar que a queda na produção ficou dentro das expectativas dos operadores, devido à paralisação de manutenção realizada por muitas plantas de beneficiamento antes da colheita generalizada de milho.

BRASIL-MAIS EXPORTAÇÃO (altista para o Brasil, baixista para CBOT)

Após a revisão semanal das estimativas, a ANEC elevou sua estimativa de exportação de milho brasileiro para setembro de 6,96 para 7,12 milhões de toneladas, valor que permaneceu abaixo dos 7,31 milhões de toneladas registrados em agosto, mas acima dos 6,56 milhões de toneladas para o mesmo mês em 2024.

COREIA DO SUL COMPRA NOVAMENTE (altista)

A Coreia do Sul comprou 66.000 toneladas de milho para ração animal de origens opcionais em um acordo fechado no final da semana passada. Detalhes adicionais sobre o embarque não estavam imediatamente disponíveis.

Fonte: T&F Agroeconômica

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Sustentabilidade

Farsul alerta para o risco de caducidade da MP 1376 – MAIS SOJA

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A Farsul intensificou a mobilização política em Brasília e junto ao Congresso Nacional para alertar sobre a urgência na votação e na ampliação da abrangência da Medida Provisória nº 1.376/2026, cujo prazo final de deliberação encerra-se no próximo dia 11 de novembro. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais e ofícios encaminhados às principais lideranças legislativas, incluindo o relator da matéria, deputado federal Paulo Pimenta, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, além dos senadores Renan Calheiros e Tereza Cristina, a entidade reforçou que o tempo urge para evitar a perda de vigência da norma.

De acordo com dados do Banco Central destacados pela federação, a dimensão do endividamento no campo é alarmante. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o saldo problemático do crédito rural no Brasil, que engloba operações em atraso, inadimplentes, prorrogadas e renegociadas, disparou 47,7%, saltando de R$ 139,08 bilhões para R$ 205,46 bilhões. No Rio Grande do Sul, o volume cresceu 26,4% no mesmo período, passando de R$ 34,94 bilhões para R$ 44,18 bilhões, o que representa impressionantes 39,2% de toda a carteira de crédito rural do Estado.

Em contrapartida, os registros oficiais do Sistema de Operações de Crédito Rural e do Proagro (SICOR) apontam que, até 30 de setembro de 2026, as operações de composição de dívidas vinculadas à MP alcançaram renegociações de R$ 5,55 bilhões a nível nacional e R$ 4,58 bilhões no território gaúcho. Para a Farsul, embora os recortes estatísticos possuam especificidades e não contemplem, por exemplo, as renegociações de Cédulas de Produto Rural (CPRs), os montantes evidenciam um abismo entre a escala do endividamento problemático real e o volume efetivamente absorvido pelo mecanismo atual.

Diante do relatório apresentado pelo deputado Paulo Pimenta e da perspectiva de apresentação de voto em separado pela FPA, a direção da Farsul defende a construção de um entendimento consensual. O objetivo é assegurar um texto alternativo ou ajustes no relatório que removam entraves burocráticos de acesso, ampliem o alcance do enquadramento e garantam prazo hábil para requerimento, análise e contratação por parte dos produtores.

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A federação alerta que, caso a MP caduque sem as devidas alterações estruturais, cerca de 80% dos produtores rurais poderão ficar alijados da possibilidade de alongamento de suas obrigações financeiras, gerando reflexos severos na liquidez do setor e na estabilidade das próximas safras de culturas altamente mecanizadas.

Fonte: Farsul



 

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Sustentabilidade

Entregas de fertilizantes caem 10,4% no período de janeiro e agosto – MAIS SOJA

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Em maio, junho e julho, redução nas entregas de fertilizantes foi de 15% a 20%, refletindo a persistência das graves adversidades geopolíticas globais e as dificuldades do produtor rural, como escassez de crédito, riscos de recuperações judiciais, altas taxas de juros, aumento de custos e riscos climáticos, em especial o El Niño.

A ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) informa que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro no acumulado dos primeiros oito meses de 2026 foram de 27,31 milhões de toneladas. Isso significou redução de 10,4% ante as 30,47 milhões registradas em igual período de 2025. Em agosto, foram 4,33 milhões de toneladas, ante 5,25 milhões em 2025, com uma redução de 17,6%.

A ANDA relembra que o ano começou favorável, refletindo no primeiro trimestre o impacto positivo da boa safrinha. Mas, logo a seguir, com o início da guerra no Irã, em fevereiro, verificou-se o arrefecimento de novos negócios, que acabou sendo percebido com a queda das entregas a partir de maio, num ciclo que perdurou nos dados de agosto.

O Estado de Mato Grosso, líder nas entregas ao mercado, concentra a maior quantidade no período de janeiro a agosto, com 6,77 milhões de toneladas, ou 24,8% do total. Seguem-se: Paraná (3,07 milhões), Goiás (2,90 milhões), São Paulo (2,79 milhões), Rio Grande do Sul (2,24 milhões), Minas Gerais (2,07 milhões) e Bahia (1,96 milhão).

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A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou agosto de 2026 com 418 mil toneladas. O volume representa queda de 40,2% na comparação interanual. No acumulado dos oito meses, foram 3,75 milhões de toneladas. Houve queda de 22,7% em relação a igual período de 2025, quando se produziram 4,86 milhões de toneladas.

As importações de fertilizantes intermediários continuam chegando ao Brasil com redução, totalizando, em agosto, 3,03 milhões de toneladas, com queda de 34%. No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o total foi de 24,27 milhões de toneladas, significando retração de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram importadas 27,58 milhões de toneladas.

No porto de Paranaguá, principal porta de entrada dos adubos, ingressaram, de janeiro a agosto, 5,83 milhões de toneladas, indicando redução de 17,7% em relação a 2025, quando foram descarregadas 7,08 milhões de toneladas. O terminal representou 24% do total importado de todos os portos (Fonte: Siacesp/MDIC).

As informações são da ANDA.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Como a planta de soja sabe que deve emitir um novo nó? – MAIS SOJA

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O número de nós na haste principal é uma das variáveis mais usadas para acompanhar o desenvolvimento da soja a campo. O intervalo de tempo térmico (graus dia ou soma térmica) entre a emissão de um nó e o próximo é chamado de plastocrono. Até pouco tempo, esse valor era tratado como constante durante toda a cultura, sem considerar que, a partir do florescimento, a emissão de nós passa a ocorrer junto com o desenvolvimento reprodutivo.

Um estudo conduzido por Dalla Porta et al. (2024), da equipe FieldCrops, reuniu 17 experimentos ao longo de 7 safras e 4 locais do Rio Grande do Sul (RS), com 25 cultivares de soja, sendo 6 de hábito de crescimento determinado e 19 de hábito indeterminado. Em vez de calcular um único plastocrono para o ciclo todo, foi dividido o período de emissão de nós em fases: nas cultivares indeterminadas, fase inicial (V1 a R1), intermediária (R1 a R3) e final (R3 a R5); nas determinadas, que têm menor sobreposição entre os estádios vegetativo e reprodutivo, apenas fase inicial (V1 a R1) e final (R1 a R3). Essa divisão permite acompanhar melhor a sobreposição entre o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo durante a emissão de nós.

Os resultados mostraram que o ritmo de emissão de nós muda conforme o hábito de crescimento e a disponibilidade de água. Em cultivares determinadas irrigadas, a fase inicial do plastocrono (59,7 °C dia nó-1) foi mais rápida que a fase final (65,7 °C dia nó-1), enquanto no sequeiro essa diferença desaparece, com média de 70,1 °C dia nó-1 (Figura 1A e 1B). Já nas cultivares indeterminadas irrigadas, a fase intermediária foi a mais rápida (58,5 °C dia nó-1), mas no sequeiro o destaque foi a fase final, que praticamente dobrou o ritmo de emissão de nós, com plastocrono de 79,4 °C dia nó-1 frente a 60,6 °C dia nó-1 nas fases inicial e intermediária (Figura 1C e 1D), evidenciando o efeito do déficit hídrico justamente no período em que a planta já está formando vagens e grãos.

Figura 1. Plastocrono (°C dia nó-1) por fase de desenvolvimento em cultivares de soja de hábito determinado irrigadas (A) e de sequeiro (B), e de hábito indeterminado irrigadas (C) e de sequeiro (D), em sete safras e 17 experimentos no Rio Grande do Sul. Fonte: adaptado de Dalla Porta et al. (2024).

Os autores também observaram que esse padrão está ligado ao hábito de crescimento da cultivar, e não ao seu grupo de maturidade, o que reforça a importância de considerar essa característica na hora de interpretar a velocidade de desenvolvimento a campo. Dividir o plastocrono em fases, como proposto no estudo, dá uma base mais realista para os modelos de simulação da soja, aproximando a estimativa do número de nós — e, por consequência, do estádio de desenvolvimento da lavoura — do que de fato acontece quando a planta enfrenta déficit hídrico durante o enchimento de vagens e grãos.

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Referências:

DALLA PORTA, F.S. et al. Improving understanding of the plastochron of determinate and indeterminate soybean cultivars. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v. 28, n. 10, e278299, 2024. Disponível em: < https://doi.org/10.1590/1807-1929/agriambi.v28n10e278299 >, acesso: 01/11/2026.

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