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18 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: Milho fechou em baixa com vendas técnicas e baixa produção de etanol – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, Comentários referentes à 17/09/2025
FECHAMENTOS DO DIA 17/09

Chicago: A cotação de dezembro, fechou em baixa de 0,64% ou $ -2,75 cents/bushel, a $426,75. A cotação para março fechou em baixa de 0,56% ou $ -2,50 cents/bushel, a $ 444,50.

ANÁLISE DA BAIXA

O milho negociado em Chicago fechou em baixa nesta quarta-feira. A pressão da colheita, aliada às expectativas de uma produção sem precedentes nesta temporada, desencadeou uma rodada de vendas técnicas neste meio de semana. A produção de Etanol caiu no comparativo semanal, apesar de esperado, pelo período de manutenção das fabricas, este foi menor volume semanal produzido em quase quatro meses.

B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: O milho fechou de forma mista com Chicago e exportações brasileiras

Os principais contratos de milho encerraram de forma mista nesta quarta-feira. As cotações da B3 mais curtas caíram em sintonia com o dólar e Chicago. As mais longas acharam algum suporte no dia com a perspectiva da Anec de uma melhora no volume de exportação em setembro.

A ANEC elevou sua estimativa de exportação de milho brasileiro para setembro de 6,96 para 7,12 milhões de toneladas, valor que permaneceu abaixo dos 7,31 milhões de toneladas registrados em agosto, mas acima dos 6,56 milhões de toneladas para o mesmo mês em 2024.

OS FECHAMENTOS DO DIA 17/09

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam com variações mistas no dia: o vencimento de novembro/25 foi de R$ 67,18, apresentando baixa de R$ 0,32 no dia e baixa de R$ 0,92 na semana; o vencimento de janeiro/26 foi de R$ 70,18, com baixa de R$ 0,32 no dia e baixa de R$ 1,06 na semana; o contrato de março/26 fechou a R$ 73,25, com baixa de R$ 0,28 no dia e baixa de R$ 0,30 na semana.

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NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-CHUVA CONTINUA E AGRICULTORES CONTINUAM NA RETRANCA (altistas)

Os preços do milho estão ligeiramente mais baixos em Chicago, com a colheita da safra recorde continuando no Centro-Oeste, com previsão de tempo chuvoso na parte oeste da região. A queda é limitada por este último fator, com a chuva caindo hoje e as previsões de mais precipitação para o resto da semana, o que pode desacelerar o ritmo da colheita e pela relutância dos produtores em validar o nível atual de preços para o novo grão.

EUA-MENOS ETANOL (baixista)

Em seu relatório semanal de hoje, a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA) reduziu a produção diária de etanol de 1.105.000 para 1.055.000 barris, permanecendo acima dos 1.049.000 barris registrados no mesmo período em 2024. Também ajustou os estoques de biocombustíveis de 22.837.000 para 22.602.000 barris, um número abaixo dos 23.785.000 barris registrados um ano antes. Vale ressaltar que a queda na produção ficou dentro das expectativas dos operadores, devido à paralisação de manutenção realizada por muitas plantas de beneficiamento antes da colheita generalizada de milho.

BRASIL-MAIS EXPORTAÇÃO (altista para o Brasil, baixista para CBOT)

Após a revisão semanal das estimativas, a ANEC elevou sua estimativa de exportação de milho brasileiro para setembro de 6,96 para 7,12 milhões de toneladas, valor que permaneceu abaixo dos 7,31 milhões de toneladas registrados em agosto, mas acima dos 6,56 milhões de toneladas para o mesmo mês em 2024.

COREIA DO SUL COMPRA NOVAMENTE (altista)

A Coreia do Sul comprou 66.000 toneladas de milho para ração animal de origens opcionais em um acordo fechado no final da semana passada. Detalhes adicionais sobre o embarque não estavam imediatamente disponíveis.

Fonte: T&F Agroeconômica

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Sustentabilidade

Lavouras de trigo no RS avançam entre tempo firme, desafios fitossanitários e alta nos preços – MAIS SOJA

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Trigo: As condições ambientais foram favoráveis para o desenvolvimento das lavouras na maior parte do Estado, com períodos de tempo firme, maior disponibilidade de radiação solar e reposição da umidade do solo pela ocorrência de precipitações.

Há, contudo, diferenças de desenvolvimento entre as regiões em função da época de implantação e das condições meteorológicas ocorridas ao longo do ciclo. As áreas de implantação mais precoce, localizadas a Oeste, avançam para as fases de enchimento de grãos (44%) e maturação (5%). Já as lavouras de implantação mais tardia estão predominantemente entre os estágios de desenvolvimento vegetativo (12%) e de espigamento e floração (39%).

Os períodos de tempo firme possibilitaram a realização das operações de manejo. As ocorrências de geada e de granizo provocaram danos pontuais, com intensidade variável conforme o estádio fenológico e as condições locais das áreas atingidas. Algumas lavouras seguem sob avaliação quanto aos possíveis reflexos sobre o potencial produtivo.

Em relação ao quadro fitossanitário, há incidência de oídio, de manchas foliares, de ferrugens e de giberela. Destaca-se a necessidade de maior atenção às lavouras em floração e às áreas submetidas a condições meteorológicas propícias ao desenvolvimento de doenças.

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A área projetada pela Emater/RS-Ascar para Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média de 2.701 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, onde a implantação de trigo ocorre tradicionalmente mais cedo, as primeiras lavouras estabelecidas em maio avançaram significativamente. Em São Borja, cerca de 800 hectares (5% da área) se encontram em maturação. Em Manoel Viana, as áreas mais adiantadas estão em espigamento, e a ocorrência de geada não causou impactos significativos. O tempo firme, associado à disponibilidade de radiação solar e à manutenção da umidade no solo, favoreceu o desenvolvimento das lavouras e a evolução para os estádios reprodutivos. Na Região da Campanha, de implantação mais tardia, as lavouras ainda estão entre as fases de elongação do colmo e de início da floração. Em Lavras do Sul, o potencial produtivo inicialmente estimado em 2.367 kg/ha foi comprometido pelo elevado volume de precipitações, que passaram de 700 mm desde o início de junho, causando perdas estimadas em 10% até o momento. Nas áreas de maior potencial produtivo e nível tecnológico, prosseguem as aplicações de fungicidas.

Na de Caxias do Sul, a elevada nebulosidade e a baixa luminosidade, associadas às temperaturas reduzidas, retardaram o desenvolvimento das plantas. As lavouras estão predominantemente no final do perfilhamento e início da elongação do colmo, mantendo, apesar das intempéries, expectativa de rendimento considerada satisfatória.

Na de Frederico Westphalen, 10% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 35% em florescimento, 50% em enchimento de grãos e 5% em maturação. A incidência de giberela está expressiva, o que tem levado à intensificação da aplicação de fungicidas.

Na de Ijuí, 10% da área está em desenvolvimento vegetativo, 48% em floração, 33% em granação e 9% em maturação. Foram registrados danos pontuais decorrentes de geada e granizo. Segundo avaliação inicial, a geada provocou apenas sinais de queimadura nas plantas localizadas em pontos mais baixos do relevo, sem indicação de impactos expressivos. Já os danos de granizo provocaram lesões em espiguetas, espigas e folhas e foram mais intensos em Três Passos, Ibirubá e Santa Bárbara do Sul.

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Porém, a quantificação dos danos ainda depende da evolução das lavouras nas próximas semanas. Na de Passo Fundo, 10% das lavouras estão em estágio de elongação do colmo, 40% em floração e 50% em enchimento de grãos. A adubação nitrogenada de cobertura foi concluída. Estão programadas as operações de controle fitossanitário conforme a disponibilidade de condições ambientais para acesso às áreas. Na de Pelotas, 45% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e 55% em florescimento. A sequência de dias nublados, chuvas frequentes e baixa radiação solar  durante o mês de agosto retardou o desenvolvimento das plantas. A elevada umidade do solo tem restringido a realização dos tratamentos preventivos contra doenças.

Na de Santa Maria, em Tupanciretã, município de maior extensão regional do cultivo, 20% das lavouras estão em elongação, 60% em floração e 20% em enchimento de grãos. A menor umidade e a reduzida incidência de doenças foliares contribuíram para a manutenção das condições fitossanitárias. Nas áreas mais adiantadas, o frio intenso e as geadas mantêm a necessidade de acompanhamento durante a floração. A quantificação de eventuais perdas ainda não foi realizada.

Na de Santa Rosa, 4% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 28% em floração, 61% em enchimento de grãos e 7% em maturação. As lavouras apresentam bom número de espiguetas por espiga e ausência de falhas de fecundação, mantendo o potencial produtivo favorável. A doença oídio continua sendo a de maior incidência, seguida de manchas foliares, ferrugem e giberela nas áreas mais avançadas.

Na de Soledade, as temperaturas e a radiação solar favoreceram o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo. A distribuição fenológica é de 5% em elongação do colmo, 50% em espigamento/floração e 45% em enchimento de grãos. As lavouras apresentam, em geral, bom potencial produtivo, embora coexistam áreas de elevado padrão tecnológico e áreas de nível tecnológico apenas razoável. Os períodos de tempo firme permitiram a entrada de máquinas para as aplicações de fungicidas, principalmente contra giberela, além de oídio, manchas foliares e ferrugens.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 2,16%, passando de R$ 69,88 para R$ 71,39, com PH padrão 78. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, é de R$ 82,00 para produto disponível.

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Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Plantio de soja no Paraná deve iniciar em ritmo acelerado, prevê consultoria

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Foto: Arquivo/Canal Rural

O Paraná deve iniciar a safra 2026/27 de soja em ritmo mais acelerado que outras importantes regiões produtoras do país.

Análise da consultoria Agro do Itaú BBA mostra que as previsões climáticas para as próximas semanas indicam volumes mais regulares de chuva no estado, favorecendo a reposição da umidade do solo e o avanço dos trabalhos de campo.

O cenário contrasta com o observado em parte do Centro-Oeste e da Região Norte. Enquanto produtores paranaenses devem encontrar condições mais favoráveis para o plantio, estados como Mato Grosso e Rondônia ainda convivem com precipitações irregulares e distribuídas de forma desigual, o que tende a resultar em uma semeadura mais gradual ao longo de setembro.

Segundo a consultoria, além das condições climáticas, o mercado inicia a nova temporada em um ambiente de preços mais sustentados. Em agosto, a soja em Sorriso (MT) registrou preço médio de R$ 129 por saca, alta de 7,9%, impulsionada pela valorização das cotações em Chicago e do câmbio, além dos prêmios de exportação firmes e da demanda ativa nos portos e no mercado interno.

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Já no cenário internacional, o mercado segue relativamente equilibrado. Segundo o especialista da consultoria do Itaú BBA Francisco Queiroz, embora os principais produtores mantenham expectativas de oferta robusta para a temporada 2026/27, o crescimento da produção continua sendo absorvido pela demanda global, especialmente pela China.

Como resultado disso, os estoques globais foram ligeiramente revisados para baixo, preservando um quadro considerado apertado para os padrões históricos.

“A evolução do clima será determinante para o ritmo de implantação da safra brasileira. Neste momento, o Paraná reúne condições mais favoráveis para o avanço do plantio, o que pode colocar o estado em uma posição de destaque no início da temporada. Ao mesmo tempo, o mercado continua acompanhando uma combinação de demanda internacional resiliente e estoques globais relativamente ajustados, fatores importantes para a formação dos preços nos próximos meses”, finaliza.  

Na safra 2025/26, o estado colheu 21,9 milhões de toneladas da oleaginosa, com produtividade média de 3.777 kg por hectare (63 sacas/ha), conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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Sustentabilidade

Soja sobe nos portos brasileiros, mas produtor segura vendas à espera de preços maiores

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O mercado brasileiro de soja apresentou poucas variações nesta quinta-feira (17), com negócios ocorrendo principalmente nos portos, onde os preços tiveram leve melhora. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca, porém, que não foram
indicados grandes volumes negociados.

Os prêmios permaneceram nos mesmos patamares, enquanto as cotações oscilaram entre estáveis e levemente mais altas. No físico, a movimentação continuou limitada.

“O produtor está olhando para um porto que pode chegar a R$ 170,00 por saca”, destaca Silveira. Segundo o analista, essa expectativa de preços ainda mais altos mantém os vendedores cautelosos para negociar o restante dos lotes.

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 154,00 para R$ 154,50.
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 155,00 para R$ 155,50.
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 151,50 para R$ 152,00.
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 147,00.
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 147,00.
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 148,00.
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 162,50 para R$ 163,00.
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 163,00 para R$ 163,50.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam mistos na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quinta-feira (17). A sessão foi bastante volátil, com as cotações oscilando em uma estreita margem. Do lado positivo, o bom desempenho do farelo e a expectativa favorável em relação à demanda chinesa. A queda do petróleo e um movimento de realização de lucros pressionaram.

A proximidade da reunião da próxima semana entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping manteve as atenções voltadas para a demanda chinesa pela soja dos Estados Unidos. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse na terça-feira que planejava se reunir com seu homólogo chinês, He Lifeng, neste fim de semana, antes da reunião entre os líderes na próxima semana.

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As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2026/27, com início em 1º de setembro, ficaram em 1.702.000 toneladas na semana encerrada em 10 de setembro. A China liderou as compras, com 875.300 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 900 mil e 2,4 milhões de toneladas.

Contratos da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 0,75 centavo de dólar ou 0,05%, a US$ 13,19 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,37 por bushel, com retração de 0,25 centavo de dólar ou 0,01%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 5,70 ou 1,55% a US$ 371,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 69,15 centavos de dólar, com perda de 0,52 centavo ou 0,74%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,25%, sendo negociado a R$ 5,1393 para venda e a R$ 5,1373 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1253 e a máxima de R$ 5,1773.

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