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Incêndio de grandes proporções avança próximo a Terra Indígena de MT

Fogo se espalhou em inúmeros focos que atingem o Parque Estadual da Serra Azul e Serra do Roncador. Fazendeiros pedem ajuda e bombeiros atuam no combate às chamas, mas tempo seco e baixa umidade relativa do ar dificultam o trabalho.
Incêndio de grandes proporções avança próximo a Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, segundo relato de produtor rural nesta segunda-feira (8). O fogo ainda não foi controlado e fazendeiros também ajudam no combate às chamas. (Veja vídeo abaixo).
O município ainda decretou estado de emergência em razão dos inúmeros focos de incêndio que se espalharam pela região, e atingem o Parque Estadual da Serra Azul e a Serra do Roncador.
VIDEO:
Os bombeiros trabalham na região para conter as chamas, mas as altas temperaturas e a baixa umidade relativa do ar dificultam o trabalho.
As chamas começaram no dia 4 de setembro e, desde então, bombeiros, brigadistas e militares do Exército atuam em uma operação conjunta para conter o avanço do fogo.
Os bombeiros instalaram dentro do Parque Serra Azul uma sala de situação para monitorar o incêndio em tempo real. A Secretaria de Meio Ambiente (Sema) fechou o parque à visitação até que a situação melhore, que já dura a quatro dias.
A medida busca definir estratégias rápidas para o combate ao fogo na área de preservação. Segundo os bombeiros, o monitoramento em tempo real é necessário devido às condições climáticas extremas, como as altas temperaturas e os ventos intensos, que têm favorecido a propagação do fogo.
Já na Serra do Roncador, as chamas se aproximam das fazendas e da Terra Indígena. Até agora, cerca de cinco mil hectares de mata foram destruídos pelo fogo.
Estado de emergência
O decreto que instituiu o estado de emergência na região tem validade de 180 dias e permite ao município adotar medidas urgentes, como a compra de equipamentos, contratação de profissionais e reforço das ações de combate.
Segundo a prefeitura, o documento já foi enviado à Câmara Municipal para referendo e também à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A prefeitura pretende ainda comunicar oficialmente o Governo Federal para tentar garantir apoio nacional no enfrentamento do desastre ambiental.
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Onda de calor chega ao Brasil e eleva termômetros aos 40°C

A primeira onda de calor de 2026 já liga o sinal de alerta nas lavouras de soja, especialmente no interior da região Sul e em Mato Grosso do Sul. As temperaturas máximas devem ficar acima dos 35°C, podendo alcançar os 40°C em algumas áreas.
O cenário preocupa principalmente os produtores que ainda estão no plantio do milho segunda safra, já que o calor excessivo eleva a temperatura do solo e compromete a germinação. A recomendação, neste momento, é aguardar a passagem desse período mais crítico antes de avançar com a semeadura.
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Enquanto o calor domina parte do Centro-Sul, a chuva ganha força no Norte do país. Nos próximos dias, os maiores volumes devem se concentrar no Acre, norte do Pará e centro-norte do Maranhão, com acumulados entre 50 e 70 mm em apenas cinco dias. Esse padrão reforça o contraste climático entre as regiões e mantém o produtor atento às janelas ideais de manejo.
Como fica o tempo?
A mudança começa a aparecer na próxima semana. Com o enfraquecimento da onda de calor, a chuva volta gradualmente para a região Sul a partir de quarta e quinta-feira, com volumes entre 40 e 45 mm. Esse retorno também deve alcançar áreas de São Paulo e o centro-sul de Minas Gerais, ajudando na recomposição da umidade do solo e criando melhores condições para o avanço das atividades no campo.
7 a 11 de abril
Já no período entre 7 e 11 de abril, a tendência é de intensificação das chuvas no Norte e no Matopiba, com volumes mais expressivos. Os acumulados podem ultrapassar os 70 mm em cinco dias no norte de Minas Gerais e no norte de Mato Grosso, reforçando um cenário de maior regularidade hídrica nessas regiões e exigindo atenção redobrada dos produtores quanto ao manejo e ao planejamento da safra.
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Colheita de soja avança no Brasil, mas segue atrasada em comparação à safra passada

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 alcançou 71,5% da área plantada até o dia 27 de março, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. Apesar do avanço semanal, o ritmo dos trabalhos no campo ainda segue abaixo do registrado em anos anteriores.
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Na semana anterior, o índice era de 63,8%, indicando progresso nas operações. No entanto, em igual período do ano passado, a colheita já atingia 83,1% da área, enquanto a média histórica para o período é de 77,5%, o que reforça o atraso atual.
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‘Expectativas são boas, mas margens apertadas exigem eficiência no campo’, diz sojicultor de RR

Com a liberação do plantio da soja em Roraima a partir de 18 de março, os produtores dão início a uma nova safra em um cenário que mistura desafios financeiros e expectativa positiva. O estado segue um calendário diferente de semeadura e vazio sanitário, o que exige organização e estratégia. Mesmo diante das dificuldades, o sentimento no campo é de resiliência.
O Soja Brasil conversou com o produtor rural Leonardo Vendruscolo, de Alto Alegre, que detalha o momento vivido no estado. ”As expectativas são muito boas, por mais que o produtor esteja passando por dificuldades com margens apertadas. A gente segue sempre otimista, uma nova safra começa e o nosso papel é buscar uma boa produtividade”, afirma.
Segundo ele, o produtor está mais cauteloso, mas não perde o foco. “Acredito que o produtor está mais cauteloso pelo momento da agricultura no Brasil, mas ao mesmo tempo otimista, esperando uma melhora no preço até a colheita.”
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No campo, o clima tem dado algum suporte. Chuvas pontuais ajudam no preparo das áreas e na dessecação, enquanto a expectativa é de que o período chuvoso se consolide a partir de 20 de abril, marcando o início efetivo do plantio. Outro ponto positivo é a palhada formada ao longo de 2025. “Uma das principais estratégias nesta safra é a boa palhada que conseguimos construir. Isso vai ser muito positivo para a safra 26”, destaca Vendruscolo.
Por outro lado, o peso dos custos é um dos maiores desafios, principalmente para quem busca expandir a área. “O maior impacto que vejo aqui em Roraima é a abertura de novas áreas, porque demanda mais corretivos e fertilizantes. Isso exige crédito, e hoje o crédito está mais limitado, com juros elevados”, explica. Mesmo com parte dos insumos adquiridos antecipadamente, o cenário ainda preocupa. “Conseguimos comprar fertilizantes entre outubro e dezembro com preços melhores, mas hoje os custos estão muito elevados.”
Diante desse cenário, a saída tem sido investir em eficiência. “O produtor está cada vez mais tecnificado. É usar semente de qualidade, agricultura de precisão, colocar só o necessário, principalmente porque os fertilizantes estão caros”, afirma. Para ele, o momento exige decisões mais assertivas. “Agora é produzir bem, fazer o básico bem feito e esperar que o preço da soja melhore até a colheita, para termos um cenário mais animador.”
Mesmo com os desafios, o sentimento predominante ainda é de esperança. “As expectativas são muito boas. Mesmo com as dificuldades, o produtor segue otimista e focado em fazer o seu papel dentro da porteira”, conclui.
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