Business
Confira os preços da soja na primeira semana de setembro

Nesta sexta-feira (5), o mercado brasileiro de soja teve uma sessão moderada, com negócios pouco expressivos. Segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, os prêmios registraram alta consistente, mas a desvalorização do dólar e as perdas em Chicago limitaram a reação das cotações.
- Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱
O cenário é voltado às vendas semanais de soja nos EUA, para as expectativas em torno da colheita americana e para o aguardado relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, do mês de setembro.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): caiu de 134,50 para 134,00
- Santa Rosa (RS): manteve em 135,00
- Rio Grande (RS): caiu de 141,00 para 140,00
- Cascavel (PR): manteve em 136,00
- Paranaguá (PR): caiu de 141,00 para 140,00
- Rondonópolis (MT): manteve em 127,00
- Dourados (MS): subiu de 126,00 para 127,00
- Rio Verde (GO): manteve em 125,00
A soja em Chicago
Em Chicago, os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias (CBOT) fecharam a sexta-feira (5) com preços mais baixos, ampliando as perdas acumuladas na semana. O mercado tentou reação com cobertura de posições vendidas, mas o cenário fundamental voltou a pressionar as cotações. Na semana, o contrato novembro, o mais negociado, recuou 2,6%.
O mercado ainda se mostra cético sobre um acordo comercial entre China e Estados Unidos e não vê indício de recuperação da demanda chinesa pela soja americana. Além disso, a safra americana se desenvolve bem e o próximo relatório do USDA deve confirmar uma boa produção. No Brasil, a sinalização é de mais uma safra cheia em 2025/26, rompendo a casa de 180 milhões de toneladas.
Exportações norte-americanas
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram negativas em 23.800 toneladas na semana encerrada em 28 de agosto. Para a temporada 2025/26, ficaram em 818.500 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 300 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 123.000 toneladas de soja para destinos desconhecidos, para entrega na temporada 2025/26. Também informaram uma operação envolvendo 204.650 toneladas de soja recebidas no período coberto pelo relatório para destinos desconhecidos na temporada comercial 2025/26.
Produção brasileira de soja 25/26
A produção brasileira de soja em 2025/26 deverá totalizar 180,92 milhões de toneladas, com elevação de 5,3% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 171,84 milhões de toneladas, de acordo com Safras & Mercado. Em 11 de julho, data da estimativa anterior, a projeção era de 179,88 milhões de toneladas.
Safras indica aumento de 1,2% na área, estimada em 48,21 milhões de hectares. Em 2024/25, o plantio ocupou 47,64 milhões de hectares. O levantamento aponta que a produtividade média deverá passar de 3.625 quilos por hectare para 3.771 quilos.
Contratos futuros de soja
Nos contratos da soja em grão com entrega em novembro, houve baixa de 6,00 centavos de dólar, ou 0,60%, a US$ 10,27 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,45 1/2 por bushel, com baixa de 6,00 centavos ou 0,59%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou inalterada, a US$ 284,00 por tonelada.
No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 51,23 centavos de dólar, com perda de 0,73 centavo ou 1,40%.
Dólar
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,58%, sendo negociado a R$ 5,4150 para venda e a R$ 5,4130 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3825 e a máxima de R$ 5,4395. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,13%.
Business
Novo painel do Zarc moderniza consulta às janelas de plantio

A Embrapa atualizou o Painel de Indicação de Riscos do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para uma interface mais moderna, navegação intuitiva e maior velocidade de resposta.
De acordo com a instituição, a nova versão foi desenvolvida com foco na experiência do usuário, tornando a consulta aos resultados do Zarc mais ágil e eficiente.
“O layout renovado, com organização visual mais clara, contribui para uma melhor compreensão dos dados e reduz o tempo necessário para localizar informações essenciais para o planejamento agrícola”, diz a Embrapa, em nota.
O painel é a principal ferramenta de consulta às indicações de risco publicadas nas portarias do Zarc. Atualmente, os normativos divulgados no Diário Oficial da União fazem referência direta ao sistema, no qual o usuário pode visualizar os municípios indicados ao plantio e as janelas de semeadura.
Como usar
Para acessar o mapa e a tábua de riscos, o usuário deve preencher os seguintes campos: Safra, Cultura, Outros manejos, Clima, Grupo de cultivar, Tipo de solo e Unidade da Federação.
Após preencher os filtros, basta clicar em “Aplicar Filtros”. O sistema exibirá o mapa com os municípios indicados para o plantio. Para visualizar o risco em cada decêndio (períodos de 10 dias), o usuário deve selecionar a opção “Tábua de Risco”.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A Embrapa destaca que a atualização do painel faz parte da estratégia de modernização das ferramentas de divulgação do Zarc, que também inclui o aplicativo Zarc Plantio Certo. A plataforma permite ao produtor consultar, de forma simples, o que plantar, quando plantar e onde plantar, com base nas indicações de menor risco climático.
30 anos de Zarc
Em 2026, o Zarc completa 30 anos de utilização como instrumento oficial da política agrícola brasileira.
O primeiro zoneamento foi publicado em 1996, para a cultura do trigo, e, desde então, o sistema passou a abranger mais de 40 culturas em todas as regiões do país, com recomendações técnicas divulgadas por meio de portarias do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Ferramenta de gestão de riscos climáticos baseada em estudos agrometeorológicos, o Zoneamento cruza dados de clima, solo e ciclo das culturas para indicar, em cada município, as épocas de plantio com menor probabilidade de perdas.
Tais informações orientam o planejamento da produção e servem de base para políticas públicas como o crédito rural, o Proagro e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).
Evolução metodológica
Além das melhorias nos sistemas de consulta, o Zarc também passa por avanços metodológicos. Um dos principais destaques é o Zarc Níveis de Manejo (Zarc NM), que incorpora variáveis de manejo e tecnologia empregadas na lavoura para refinar a avaliação de riscos.
Neste ano, o projeto piloto entra na fase 2 para a cultura da soja no Paraná, com expansão para os estados de Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com recursos exclusivos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural.
A iniciativa busca aprimorar a avaliação de risco por meio de dados de manejo, imagens de satélite e análises de solo, ampliando a precisão das recomendações e a eficiência das políticas de gestão de riscos.
O post Novo painel do Zarc moderniza consulta às janelas de plantio apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Escolha do armazém pode evitar prejuízos ao produtor, alertam especialistas

A armazenagem de grãos é uma etapa decisiva para a preservação da qualidade da produção e para a segurança financeira do produtor rural. Problemas de estrutura, gestão ou controle operacional do armazém pode gerar perdas e comprometer a comercialização da safra, especialmente em regiões com forte atividade agrícola.
Especialistas do setor apontam que transparência nos processos, aferição de equipamentos e condições adequadas de infraestrutura devem ser considerados na escolha de unidades armazenadoras. Em algumas regiões produtoras, falhas nesses pontos já resultaram em prejuízos relevantes aos agricultores.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Critérios na armazenagem
Entre os procedimentos recomendados estão a classificação dos grãos no momento do descarregamento, com possibilidade de acompanhamento pelo produtor, a aferição periódica das balanças por empresa especializada e o uso de medidores de umidade calibrados regularmente.
Essas medidas ajudam a reduzir divergências na avaliação da qualidade e do peso da produção entregue.
O produtor rural Weverley Aparecido Rizieri, de Cássia (MG), afirma que a previsibilidade nos processos de armazenagem é um fator importante na decisão de onde entregar a safra. “A classificação feita de forma clara e a aferição criteriosa das balanças trazem segurança ao produtor, que sabe que o produto está sendo avaliado corretamente”, diz.
Infraestrutura e segurança operacional
Além do controle técnico, a infraestrutura da unidade armazenadora também influencia a operação durante o período de safra. Estruturas com áreas de apoio, como refeitórios, banheiros, bebedouros e chuveiros para motoristas, contribuem para melhorar a logística de entrega e reduzir transtornos em momentos de maior movimento.
Segundo Rizieri, experiências anteriores na região mostram o impacto que problemas de gestão ou estrutura podem causar ao setor produtivo. “Nossa região já passou por momentos difíceis com armazéns sem organização adequada, o que gerou prejuízos aos produtores. Ter uma estrutura confiável faz diferença para a estabilidade do agronegócio local”, afirma.
A avaliação criteriosa da unidade armazenadora, segundo especialistas, deve considerar não apenas a capacidade de estocagem, mas também a qualidade dos processos operacionais e a confiabilidade das medições realizadas ao longo do recebimento dos grãos.
O post Escolha do armazém pode evitar prejuízos ao produtor, alertam especialistas apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Preços recuam, mas suinocultura de MT mantém otimismo com 2026

Depois de um longo período de aperto financeiro, a suinocultura de Mato Grosso voltou a respirar em 2025. O ano foi marcado por exportações recordes, maior estabilidade nos custos de produção e preços médios que permitiram ao produtor organizar as contas, reduzir passivos e retomar investimentos nas granjas.
Segundo o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, o resultado positivo ajudou a apagar, ao menos em parte, a memória recente de um dos períodos mais difíceis da atividade. “2025 foi um ano positivo. Os números mostram isso e o suinocultor sentiu isso na pele, tirando um pouco daquela memória negativa que foi 2021, 2022, até meados de 2023, onde foi muito sofrido para o produtor de suínos”, afirma ao programa Estúdio Rural.
Ele pondera que o bom desempenho não significou lucro elevado, mas sim fôlego para reorganizar a atividade. “Foi um ano bom para pagar algum passivo que já se vinha carregando e também para renovar a granja, renovar plantel, melhorar a produção que você deixou sucatear em momentos difíceis”, explica.
Entre os principais fatores que sustentaram esse cenário estão o recorde de exportações, tanto no Brasil quanto em Mato Grosso, e a diversificação dos mercados compradores. “Hoje a China já não tem tanto protagonismo e entram outros países como Filipinas, México, Chile, entre outros, o que pulveriza o risco e deixa o cenário mais positivo para as exportações”, salienta Tannure.

Exportações e novos mercados no radar
Apesar de a suinocultura mato-grossense ter forte vocação para o mercado interno, as vendas externas ganharam peso estratégico. De acordo com o presidente da Acrismat, a entidade atua junto ao Ministério da Agricultura e ao Indea-MT para ampliar o acesso a novos destinos. “Estamos trabalhando para a abertura do Chile como mais um cliente para Mato Grosso. É um trabalho técnico, de governo a governo, mas que começa com a provocação da cadeia produtiva”, destaca em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.
No mercado interno, o início de 2026 trouxe um movimento já esperado de retração nos preços. O valor pago pelo quilo do suíno vivo caiu de R$ 8 para R$ 6,70. A redução, embora significativa, é tratada como sazonal. “Com festas de fim de ano, férias, indústrias desacelerando e até férias coletivas em frigoríficos, o mercado como um todo esfria e começa a sobrar suíno nas granjas”, explica.
Conforme Tannure, esse cenário gera sobreoferta momentânea e pressiona os preços, já que a suinocultura não permite interrupções na produção. “O produtor não pode esperar o momento ficar bom para vender. Se ele segura, o animal passa do peso ideal e perde valor para a indústria”.
A avaliação mais recente da bolsa semanal acompanhada pela Acrismat, no entanto, indica que a queda perdeu força. “Chegamos a um platô. Esse movimento de queda se estancou e esperamos agora um período de estabilidade”. Mesmo com fatores como Carnaval e Quaresma, que historicamente limitam altas mais expressivas, a expectativa é de equilíbrio. “A exportação está muito forte e deve absorver qualquer excedente que possa surgir”, ressalta.

Produção, custos e recomposição do plantel
O atual patamar de preços ainda cobre os custos de produção, embora com margem apertada. “Estamos num limite para não chegar no empate entre custo e preço de venda. Se a queda continuasse, chegaríamos a um ponto crítico, mas felizmente isso se estancou num momento ainda favorável”, avalia o presidente da Acrismat.
O bom desempenho de 2025 também estimulou a recomposição dos plantéis, reduzidos durante a crise. Em Mato Grosso, o número de matrizes caiu de um pico entre 140 mil e 145 mil para cerca de 125 mil no auge das dificuldades. Hoje, segundo a Acrismat, o estado já opera entre 130 mil e 135 mil matrizes. “Com essa melhora no cenário, o produtor volta a fazer duas coisas: primeiro volta a colocar mais peso no seu suíno e ele volta a recompor o seu rebanho, as suas matrizes”, pontua.
Esse movimento contribuiu para um crescimento da produção acima do inicialmente previsto. “A expectativa era de 2% a 3%, mas ultrapassamos 5% de aumento na oferta de carne suína em 2025. Ainda assim, tudo foi absorvido pelas exportações e pelo consumo interno, que cresce de forma gradual”, ressalta.
Acrismat na Granja e fortalecimento da cadeia
Além do acompanhamento de mercado, a Acrismat mantém ações contínuas de apoio técnico e institucional aos produtores. Uma das principais é o projeto Acrismat na Granja, que leva equipes da associação diretamente às propriedades. “A gente vai até o produtor levando informações técnicas, sanidade, questões ambientais e tudo o que envolve a suinocultura”.
Segundo ele, a iniciativa atende tanto produtores mais estruturados quanto aqueles que ainda têm dificuldade de acesso à informação. “O produtor é multitarefa. Ele precisa entender de meio ambiente, questões trabalhistas, fiscais, sanitárias. No dia a dia, algo pode passar despercebido, e a Acrismat chega justamente para reforçar esses pontos”, afirma.
Paralelamente, a entidade atua na promoção do consumo de carne suína, com ações educativas, participação em feiras, treinamentos de açougueiros e projetos em parceria com a Secretaria de Educação, incentivando a inserção do produto na merenda escolar. “É um trabalho de longo prazo, de desmistificação. Quando você ensina desde criança, esse hábito acompanha a pessoa por toda a vida”.
Mesmo diante de um início de ano com preços mais baixos, a avaliação do setor é de cautela, mas com confiança. Sustentada por exportações firmes, custos mais controlados e uma cadeia mais organizada, a suinocultura mato-grossense entra em 2026 com otimismo renovado.
+Confira mais entrevistas do programa Estúdio Rural
+Confira outras entrevistas do Programa Estúdio Rural em nossa playlist no YouTube
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
O post Preços recuam, mas suinocultura de MT mantém otimismo com 2026 apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.
Business10 horas agoPreços recuam, mas suinocultura de MT mantém otimismo com 2026
Sustentabilidade12 horas agoTrump sinaliza aumento nas compras chinesas e preços da soja melhoram aqui e em Chicago – MAIS SOJA
Business13 horas agoSafra 25/26 de tabaco usará 23 mil toneladas de fertilizante reciclado
Business7 horas agoEscolha do armazém pode evitar prejuízos ao produtor, alertam especialistas
Business5 horas agoNovo painel do Zarc moderniza consulta às janelas de plantio
Sustentabilidade3 horas agoSoja reage à sinalização de Trump sobre compras chinesas e preços sobem no Brasil e em Chicago











