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Sustentabilidade

Análise mensal do mercado do trigo – MAIS SOJA

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Com moinhos abastecidos, as negociações de trigo em grão seguiram limitadas em agosto. Vendedores focaram o desenvolvimento da safra, os trabalhos de campo e o início da colheita no Sul do Brasil. Aqueles com necessidade imediata acabaram cedendo nos valores pedidos, enquanto moageiras bem estocadas ofertavam preços ainda menores. Além disso, a proximidade da entrada de maior volume da safra 2025, as boas expectativas de produtividade, a taxa cambial em patamares mais baixos e a ampla oferta mundial reforçaram a pressão sobre as cotações internas.

Segundo dados da Seab/Deral, a colheita da safra 2025 foi iniciada no Paraná no final de agosto. Os primeiros resultados indicam boa produtividade. O manejo segue constante, devido à incidência de doenças, como ferrugem e oídio, mas a expectativa de rendimento é positiva. Até o dia 1º de setembro, 5% da área já havia sido colhida, sendo que, 80% estavam em boas condições; 14%, em médias e 6%, em ruins. Quanto ao estágio das lavouras, 31% estavam em fase de maturação, 42%, em frutificação, 16%, em floração e 12%, em desenvolvimento vegetativo.

No Rio Grande do Sul, conforme a Emater/RS, as chuvas da última semana de agosto tiveram intensidade variada. Nas principais áreas de cultivo, as precipitações foram moderadas e não causaram danos significativos às lavouras. De modo geral, o desenvolvimento segue positivo, embora triticultores mantenham preocupação com doenças fúngicas, em razão do excesso de umidade no solo. Até 28 de agosto, 82% das lavouras estavam em desenvolvimento vegetativo; 15%, em floração; e 3%, em enchimento de grãos.

Em agosto/25, a média mensal no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.291,08/tonelada, quedas de 2% frente a julho/25 e de 12,2% em relação a agosto/24, em termos reais (deflacionados pelo IGP-DI). No Paraná, a média foi de R$ 1.433,50/t, respectivas baixas de 2,9% e de 9,4%. Em São Paulo, os recuos foram de 4,6% no comparativo mensal e de 12,6% no anual, para R$ 1.431,12/t em agosto/25. Em Santa Catarina, a cotação média foi de R$ 1.432,41/t, retrações de 0,6% e 7,6%, nesta ordem. O dólar médio foi de R$ 5,45 em agosto, desvalorização de 1,5% sobre julho/25.

SAFRA BRASILEIRA – Estimativas divulgadas em agosto pela Conab apontam a área de trigo no Brasil em 2,55 milhões de hectares, expressiva queda de 16,7% sobre a temporada passada. Porém, a produtividade pode crescer 19%, para 3,07 t/ha, o que resultaria em produção de 7,81 milhões de toneladas em 2025, apenas 1% abaixo da de 2024.

A Conab estima que os estoques brasileiros no final de julho eram de 1,38 milhão de toneladas, que, somados à produção e à estimativa de importação (de 6,2 milhões de toneladas entre agosto/25 e julho/26), gera disponibilidade interna de 15,39 milhões de toneladas em 2025, volume 1,1% maior que o do período anterior.

O consumo interno é estimado pela Conab em 11,83 milhões de toneladas e a exportação, em 2,1 milhões de toneladas, também entre agosto/25 e julho/26, cenário que resultaria em estoque de passagem de 1,46 milhão de toneladas em julho/26.

OFERTA E DEMANDA MUNDIAL – O USDA estimou, em agosto, a produção mundial em 806,89 milhões de toneladas, 0,2% menor que o apontado no relatório de julho, mas 0,9% acima da safra anterior (2024/25) e um recorde.

O USDA prevê consumo global de 809,526 milhões de toneladas, menor que o estimado em julho/25 (-0,1%), porém, 0,3% maior que o da temporada anterior. Os estoques finais tiveram redução de 0,5% frente ao relatório passado e ficaram 1% inferiores aos da safra 2024/25. As transações mundiais foram previstas em 214,168 milhões de toneladas, alta de 0,1% de julho para agosto.

DERIVADOS DE TRIGO – Os preços dos derivados de trigo caíram em agosto. Colaboradores do Cepea relataram que as negociações ocorreram a valores menores, visando liberar espaço nos armazéns para a entrada da nova safra. Além disso, a demanda esteve mais fraca. Considerando-se a média das principais regiões acompanhadas pelo Cepea, de julho para agosto/25, o farelo de trigo a granel cedeu 1,3%; o ensacado permaneceu praticamente estável (-0,09%). Para as farinhas, no mesmo comparativo, as desvalorizações foram de 2,6%para massas frescas; 1% para massas em geral; 0,61% para pré-mistura; 0,41% para bolacha salgada; 0,19% para bolacha doce; ligeiro 0,06% para a integral e 1,15% para a panificação.

BALANÇA COMERCIAL – De acordo com dados da Secex, 493,23 mil toneladas de trigo foram importadas em agosto/25, com 94,4% desse total vindo somente da Argentina e 5,6%, do Paraguai. O preço médio foi de US$ 231,82/t, que, em Reais, seria de R$ 1.262,52/t – com dólar médio de R$ 5,446. Até agosto/25, as importações acumularam 4,68 milhões de toneladas, 2,7% acima do verificado no mesmo período de 2024 (4,56 milhões de toneladas).

MERCADO EXTERNO – No mercado internacional, os preços recuaram em agosto/25, frente ao avanço da colheita no Hemisfério Norte e às boas perspectivas para a safra no Hemisfério Sul. Segundo a Bolsa de Cereales da Argentina, até 28 de agosto, 99,5% das lavouras de trígono país estavam em condição de normal a excelente. Em agosto, o primeiro vencimento do Soft Red Winter teve média de US$ 5,0883/bushel (US$ 186,96/t), queda de 5,8% sobrejulho/25 e de 3,5% frente a agosto/24. No Kansas, o Hard Winter teve média de US$5,0485/bushel (US$ 185,50/t), recuo mensal de 2,7% e anual de 7,4%. Nos Estados Unidos, segundo o USDA, até 31 de agosto, a colheita de trigo de inverno havia sido finalizada; já ade primavera alcançava 72% da área, avanço de 19 pontos percentuais na semana, 5 p.p.acima de 2024 e em linha com a média dos últimos cinco anos. Na Argentina, a média mensal de agosto/25 dos preços FOB divulgados pelo Ministério da Agroindústria foi de US$232,60/t, 0,3% superior à de julho/25, mas 13,6% abaixo da de agosto/24.

Confira o Agromensal agosto/2025 do Trigo completo, clicando aqui!

Fonte: Cepea



 

FONTE

Autor:AGROMENSAIS AGOSTO/2025

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Colheita de soja no RS atinge 10% da área, segundo Emater

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Imagem: Marca Comunicação

A colheita da soja 2025/26 no Rio Grande do Sul alcança 10% da área estimada em 6,624 milhões de hectares, de acordo com a Emater.

“Embora as chuvas tenham favorecido a reposição hídrica em parte das lavouras ainda em fase reprodutiva, também impuseram interrupções pontuais à colheita. O predomínio fenológico se situa entre enchimento de grãos (43%) e maturação (41%), indicando proximidade da intensificação dos trabalhos de colheita no curto prazo”, disse a empresa em nota. A produtividade média estimada é de 2.871 quilos por hectare.

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Colheita de milho e arroz

Também conforme a Emater, a colheita de milho no Estado atinge nesta semana 73% da área cultivada, com resultados, em média, satisfatórios.

“As produtividades refletem o histórico climático da safra. Áreas com regularidade hídrica e manejo adequado apresentam os melhores desempenhos, e regiões com restrição hídrica em fases críticas registraram perdas parciais”, destacou a Emater, que estima área cultivada de 803.019 hectares e produtividade média de 7.424 kg/ha.

No tocante à safra de arroz, a colheita no Estado alcança 35% da área. A maior parte das lavouras se encontra em maturação (47%) e 18% estão em enchimento de grãos, “fase sensível à disponibilidade hídrica e às condições de radiação solar”.

A área cultivada é de 891.908 hectares (estimativa do Instituto Rio-grandense do Arroz – Irga), com produtividade projetada pela Emater em 8.744 kg/ha.

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Sustentabilidade

Boletim de monitoramento da Conab aponta bom desenvolvimento das lavouras

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Foto: Agência Marca Studio Criativo

O mais recente Boletim de Monitoramento Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que as lavouras de soja e milho segunda safra seguem com desenvolvimento acima da média na maior parte do Brasil, mesmo diante de um cenário climático marcado por contrastes.

De acordo com o levantamento, os índices de vegetação continuam apontando condições favoráveis nas principais regiões produtoras, refletindo o bom desempenho das lavouras até o momento. O resultado positivo ocorre apesar da distribuição irregular das chuvas ao longo de março.

No período entre os dias 1º e 21, os maiores volumes de precipitação foram registrados no Centro-Norte do país. Se por um lado o excesso de chuvas dificultou a colheita da soja em algumas áreas, por outro contribuiu para o desenvolvimento das culturas em campo, tanto da primeira quanto da segunda safra.

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Na região Norte, o cenário foi predominantemente positivo, com chuvas bem distribuídas e níveis adequados de umidade no solo. Ainda assim, estados como Pará e Tocantins enfrentaram problemas pontuais durante a colheita da soja devido ao excesso de precipitações. Em Roraima, a ausência de chuvas seguiu dentro da normalidade para o período.

Já no Nordeste, as chuvas se concentraram no início do mês, especialmente em áreas do Maranhão, Piauí, Bahia e Ceará, beneficiando as lavouras. No entanto, a irregularidade das precipitações no semiárido e as altas temperaturas em parte da Bahia resultaram em restrição hídrica e atrasos na semeadura do milho e feijão segunda safra.

No Sul do país, o cenário foi mais desafiador. A irregularidade e o baixo volume de chuvas comprometeram o armazenamento hídrico do solo, afetando o desenvolvimento do milho segunda safra no Paraná e da soja em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Por outro lado, no Centro-Oeste, principal polo produtor de grãos do país, as chuvas foram mais frequentes em Mato Grosso e Goiás. Apesar de atrasos pontuais na colheita da soja, as precipitações ajudaram no desenvolvimento das lavouras. Em Mato Grosso do Sul, os volumes registrados na segunda semana do mês foram fundamentais para recuperar a umidade do solo em áreas que enfrentavam déficit hídrico.

No Sudeste, os volumes de chuva também favoreceram o campo, com registros mais expressivos em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro ao longo da segunda semana, avançando posteriormente para outras áreas mineiras e o Espírito Santo.

O cenário traçado pela Conab reforça que, apesar dos desafios climáticos regionais, a safra 2025/26 mantém um quadro geral positivo, sustentado pelas boas condições de desenvolvimento das lavouras na maior parte do território nacional.

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Arroz/RS: Colheita do arroz no RS alcança 35% da área – MAIS SOJA

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O cultivo de arroz registrou avanço contínuo da colheita, alcançando 35% da área, impulsionado por períodos de baixa precipitação ou acumulados pouco significativos, ainda que tenham sido observados eventos de chuva esparsa.

A maior parte das lavouras se encontra em maturação (47%), e 18% ainda estão em enchimento de grãos, fase sensível à disponibilidade hídrica e às condições de radiação solar.

De maneira geral, as produtividades vêm se confirmando em patamares satisfatórios a elevados nas áreas já colhidas, apesar da redução em relação à safra anterior em parte das lavouras, associada a limitações de incidência solar e temperaturas fora da faixa ideal em momentos críticos do ciclo, além de retração no padrão tecnológico empregado.

A qualidade industrial dos grãos colhidos é considerada adequada, com bom rendimento de engenho.

A colheita segue condicionada à redução da umidade dos grãos, e eventuais intercorrências climáticas, como ventos e precipitações, que podem interferir pontualmente no ritmo das operações e na qualidade final da produção. A área cultivada é de 891.908 hectares (IRGA). A produtividade está projetada em 8.744 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, os trabalhos de colheita avançaram para 29% da área, apesar das chuvas em quatro dias do período, as quais não impediram a operação dado o baixo volume. Em Uruguaiana, há relatos de acamamento pontual em decorrência de ventos, mas não foram quantificadas perdas até o momento.

Em São Gabriel, 25% dos 25.800 hectares cultivados foram colhidos, com avanço moderado devido à necessidade de redução da umidade dos grãos. No município, as produtividades variam conforme o nível tecnológico, situando-se entre 10% e 20% abaixo da safra anterior.

Na de Pelotas, a colheita atinge 35% da área regional, e houve forte intensidade das operações em todos os municípios produtores. Predomina a fase de maturação: 60% prontos para colheita e 5% em enchimento de grãos. As condições de campo têm permitido a continuidade dos trabalhos, que devem se estender até abril, com desempenho produtivo
dentro do esperado.

Na de Santa Maria, a colheita supera 40% da área cultivada, e cerca de 45% das lavouras estão em maturação. As produtividades obtidas são elevadas, acima de 8.000 kg/ha; em São João do Polêsine, os talhões atingem 9.000 kg/ha. O cenário indica elevado potencial produtivo, com confirmação de rendimentos superiores ao inicialmente projetado em diversas áreas.

Na de Santa Rosa, a colheita foi iniciada, mas a evolução está limitada em função das chuvas no período. A maior parte das lavouras se encontra em maturação, e há áreas remanescentes em enchimento de grãos, implantadas mais tardiamente.

Na de Soledade, a colheita alcançou 35% da área. As lavouras apresentam produtividades e elevada qualidade de grãos, especialmente no rendimento de engenho. Estão 2% em florescimento, 33% em enchimento de grãos e 30% em maturação. O manejo da água se intensifica com a retirada dos quadros para viabilizar a colheita, enquanto a disponibilidade hídrica permanece adequada nos reservatórios. O monitoramento fitossanitário segue ativo, e a ocorrência de percevejos e brusone está sob controle.

Comercialização (saca de 50 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 2,16%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 55,52 para R$ 56,72.

Fonte: Emater/RS



 

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