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30 de junho de 2026

Sustentabilidade

Análise mensal do mercado do milho – MAIS SOJA

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Os preços do milho no mercado brasileiro iniciaram agosto em queda, mas voltaram a se recuperar na segunda quinzena, garantindo leves altas no acumulado do mês.

A pressão no começo de agosto veio sobretudo da ausência de consumidores, que aguardavam maiores desvalorizações com os avanços da colheita de segunda safra nas principais regiões produtoras. Além disso, as exportações nas primeiras semanas do mês estavam em ritmo lento e estimativas apontando produção global recorde de milho também influenciavam as baixas. Na segunda metade de agosto, o movimento de queda perdeu força, com produtores retraídos, concentrados nos trabalhos de campo – a colheita da segunda safra, em reta final, e a semeadura da primeira temporada, iniciada no Sul do País.

No acumulado de agosto, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa avançou 1,2%, fechando a R$ 64,29/saca de 60 kg no dia 29. A média mensal superou em 0,4% a de julho/25, interrompendo uma sequência de quatro meses de queda. Na média das regiões pesquisadas pelo Cepea, o cereal se valorizou 2,1% no mercado de balcão (ao produtor) e 2,7% no de lotes (negociação entre empresas) também no acumulado de agosto. As médias mensais ficaram 2,3% e 1,5%, respectivamente, acima das de julho.

Já na B3, expectativas quanto ao aumento de oferta no Brasil, devido à produção da segunda safra, pressionaram as cotações – o primeiro vencimento (Set/25) cedeu 2%, fechando a R$ 65,49 no dia 29.

EXPORTAÇÕES – O ritmo de embarques diário de agosto foi 18% acima do observado em agosto/24, com volume escoado também 13% maior na mesma comparação, somando 6,84 milhões de toneladas, segundo a Secex.

ESTIMATIVAS – Para a safra 2025/26, o USDA estima a produção norteamericana de milho em volume recorde, de 425,25 milhões de toneladas. Para o Brasil e a China, são previstas 131 milhões de toneladas e 295 milhões de toneladas, respectivamente. A Argentina deve colher 53 milhões de toneladas. No agregado, a produção mundial será de 1,28 bilhão de toneladas, acima das 1,26 bilhão de toneladas estimadas em julho e das 1,22 bilhão de toneladas da temporada 2024/25.

O consumo mundial também foi ajustado para cima pelo USDA, mas em menor intensidade, levando a um aumento dos estoques finais, atualmente estimados em 282,53 milhões de toneladas, contra 272,08 milhões do relatório de julho.

Especificamente para o Brasil, a Conab apontou que, em 2024/25, serão produzidas 137 milhões de toneladas, 18% superior à temporada 2023/24 e também um recorde.

A primeira safra teve área plantada de 3,77 milhões de hectares (-5%) e produção de 24,93 milhões de toneladas (+9%), devido ao aumento de 14% na produtividade. Para a segunda safra, foram estimadas 109,57 milhões de toneladas de milho, forte aumento de 22% em relação à temporada anterior. Já a terceira safra se manteve praticamente estável na comparação com a anterior, em 2,5 milhões de toneladas (+0,9%).

As estimativas de exportação também foram elevadas pela Conab, para 40 milhões de toneladas, refletindo a maior produção brasileira e a expectativa de demanda internacional aquecida, tendo em vista os atuais embates tarifários entre os Estados Unidos e importantes importadores do grão. Com isso, os estoques internos, ao final de janeiro/26, devem ser de 10,25 milhões de toneladas, acima das 1,84 milhão de toneladas estimadas para a safra anterior.

CAMPO – Até o dia 30 de agosto, 97% da segunda safra 2024/25 havia sido colhida, segundo a Conab, enquanto a semeadura da safra verão 2025/26 teve início no Paraná e no Rio Grande do Sul. Em Mato Grosso, a colheita foi finalizada em meados de agosto e, apesar das duas semanas de atraso em relação ao ano anterior, o estado concretizou a produção de 55 milhões de toneladas, segundo o Imea (Instituto MatoGrossense de Economia Agropecuária). No Paraná, o Deral/Seab indicou que, até o dia 1º de setembro, 94% da área estimada havia sido colhida. Em Mato Grosso do Sul, o percentual chegou a 90,9% das lavouras até o dia 29 – conforme a Famasul (Federação daAgricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul). Em Minas Gerais, restam 4%das lavouras para serem colhidas e em Goiás, apenas 2%, enquanto, em SãoPaulo, os trabalhos ainda estão em 82%, segundo dados da Conab do dia 30.Quanto à safra verão, no Rio Grande do Sul, as condições climáticas favoráveisimpulsionam o começo das atividades,, segundo a Emater/RS. O órgão aponta que, para a safra 2025/26, produtores aumentarão a área em 9%, o que deve elevar a produção para 5,78 milhões de toneladas, 9,4% superior à da temporada 2024/25.

Já no Paraná, o Deral/Seab mostra que, até o dia 1º de setembro, 9% da área estadual havia sido semeada. O Departamento também indicou que a área destinada ao cereal nesta safra será de 315 mil hectares, aumento de 12% em relação à temporada anterior, o que deve resultar em produção de 3,2 milhões de toneladas, 5,5% maior que em 2024/25.

INTERNACIONAL – Apesar da expectativa de safra recorde nos Estados Unidos, os preços voltaram a subir na Bolsa de Chicago (CME Group), impulsionados pela forte demanda pelo grão norte-americano. Os contratos Set/25 e Dez/25avançaram 1% e 1,5% entre 29 de agosto e 31 de julho, fechando o dia 29 aUS$ 3,98/bushel (US$ 156,68/t) e a US$ 4,2025/bushel (US$ 165,44/t),respectivamente.

De acordo com o relatório semanal Crop Progress, também divulgado pelo USDA, até o dia 31 de agosto, 69% da safra de milho estava em condição entre boas ou excelentes, acima dos 65% registrados no mesmo período de 2024.Na Argentina, a temporada 2025/26 deve ser marcada por recuperação da área, com aumento estimado em 9,6%, para 7,8 milhões de hectares, o que seria a segunda maior da história, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Quanto à safra 2024/25, a Bolsa indica que a colheita chegou a 97,2% da área até o dia 28 de agosto.

Confira o Agromensal agosto/2025 do Milho completo, clicando aqui!

Fonte: Cepea



 

FONTE

Autor:AGROMENSAIS AGOSTO/2025

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Picão-preto contribui para a manutenção das populações do percevejo barriga-verde – MAIS SOJA

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A persistência de populações de picão-preto (Bidens pilosa e Bidens subalternans), especialmente ao final do ciclo de culturas como soja e milho, tem sido um dos principais desafios no manejo de plantas daninhas em sistemas de produção de grãos. Essa característica, associada à elevada capacidade competitiva dessas espécies, favorece sua permanência e disseminação nas áreas agrícolas, contribuindo para que o picão-preto ocupe posição de destaque entre as principais plantas daninhas que interferem na produtividade das culturas.

Além da elevada competitividade, a evolução da resistência aos herbicidas tem ampliado a complexidade do manejo dessas espécies. Em B. pilosa, há relatos de resistência simples aos herbicidas inibidores da ALS desde 1993 e de resistência múltipla envolvendo inibidores da ALS e inibidores da fotossíntese no fotossistema II desde 2016. Já em B. subalternans, foram identificados casos de resistência simples aos herbicidas inibidores da ALS (1996) e aos inibidores da EPSPs (2023), além de resistência múltipla aos inibidores da ALS e aos herbicidas que atuam no fotossistema II (2006). Essas ocorrências evidenciam a necessidade de estratégias integradas de manejo, visando reduzir a seleção de biótipos resistentes e preservar a eficiência das ferramentas químicas disponíveis (Heap, 2026).

Além das perdas de produtividade diretamente associadas à matocompetição, a permanência do picão-preto nas áreas agrícolas apresenta outro impacto relevante: sua capacidade de atuar como hospedeiro alternativo para pragas de importância econômica, favorecendo a sobrevivência e a manutenção de populações que podem infestar culturas sucessoras. Esse efeito torna-se ainda mais relevante em situações nas quais há falhas no manejo ou controle ineficiente do picão-preto durante o período de entressafra.



Entre as pragas associadas a essa planta daninha, destacam-se os percevejos, especialmente o percevejo barriga-verde (Diceraeus furcatus e Diceraeus melacanthus), importantes insetos-praga do sistema de produção soja-milho. Embora apresentem preferência por plantas cultivadas, essas espécies também podem utilizar plantas não cultivadas como hospedeiras alternativas, principalmente durante períodos de ausência ou menor disponibilidade de culturas comerciais.

De acordo com Smaniotto (2015), o picão-preto está entre as principais plantas daninhas capazes de atuar como ponte verde para a sobrevivência do percevejo barriga-verde durante a entressafra. Resultados obtidos pela autora demonstraram que, entre diferentes espécies daninhas avaliadas, como buva, leiteiro e picão-preto, adultos de D. furcatus apresentaram maior preferência por plântulas de picão-preto em comparação à buva, evidenciando a maior atratividade dessa espécie daninha e seu potencial papel na manutenção das populações da praga no sistema agrícola.

Figura 1. Percentagem média de escolha dos percevejos barriga-verde, Diceraeus furcatus (DF) e Diceraeus melacanthus (DM) por plântulas de plantas não-cultivadas, em olfatômetro tipo “Y”.
Asterisco indica diferença significativa entre os tratamentos pelo teste de Qui-quadrado (x2), onde * p≤0,05 e ns: não significativo.
Fonte: Smaniotto (2015)

Embora o percevejo barriga-verde apresente preferência alimentar por sementes de plantas cultivadas, como soja, milho e trigo, sementes de plantas daninhas, incluindo o picão-preto, também podem contribuir para a manutenção das populações desses insetos em períodos de menor disponibilidade de alimento. Essa capacidade de utilização de hospedeiros alternativos, observada também para outras espécies de percevejos, amplia o papel das plantas daninhas na sobrevivência e permanência das pragas no sistema agrícola. Dessa forma, áreas com elevada infestação de plantas daninhas podem favorecer a manutenção das populações de percevejos e dificultar o controle efetivo da praga nas culturas sucessoras.

Figura 2. Percevejo barriga-verde em planta de picão-preto.
Foto: _bioclicks

Nesse contexto, o controle eficiente das plantas daninhas desempenha papel fundamental não apenas na redução da matocompetição e dos impactos sobre a produtividade das culturas, mas também na diminuição da disponibilidade de hospedeiros alternativos para pragas durante a entressafra, como ocorre com o percevejo barriga-verde. Entretanto, o manejo dessas espécies exige uma abordagem integrada, considerando não somente a eliminação de plantas daninhas como o picão-preto, mas também estratégias voltadas à prevenção e ao manejo da resistência aos herbicidas. A adoção de práticas que reduzam falhas de controle e a permanência de populações remanescentes nas áreas agrícolas é essencial para limitar a sobrevivência de pragas e preservar a sustentabilidade do sistema de produção.

Referências:

_BIOCLICKS. COM ESTES REGISTROS, PARTICIPO DO CONCURSO DE FOTOGRAFIA PROMOVIDO PELO HRAC-BR NO TEMA “MEU OLHAR SOBRE A RESISTÊNCIA DAS PLANTAS DANINHAS”. Instagram, [2026]. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DaGDiiREQSr/. Acesso em: 30/06/2026.

HEAP, I. BANCO DE DADOS INTERNACIONAL DE ERVAS DANINHAS RESISTENTES A HERBICIDAS. Online, 2026. Disponível em: < https://weedscience.org/Pages/Species.aspx >, acesso em: 30/06/2026.

SMANIOTTO, L. F. BIOLOGIA E INTERAÇÃO COM PLANTAS ASSOCIADAS DOS PERCEVEJOS BARRIGA-VERDE, Dichelops furcatus (F., 1775) e Dichelops melacanthus (Dallas, 1851) (Hemiptera: Heteroptera: Pentatomidae). Universidade Federal do Paraná, Tese de Doutorado, 2015. Disponível em: < https://acervodigital.ufpr.br/xmlui/bitstream/handle/1884/38055/R%20-%20T%20-%20LISONEIA%20FIORENTINI%20SMANIOTTO.pdf?sequence=1&isAllowed=y >, acesso em: 30/06/2026.

 



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Sustentabilidade

Com 1ª safra praticamente concluída, colheita do milho safrinha chega a 18,8% no país – MAIS SOJA

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Milho 1ª Safra: 95,3% colhido.

Em SC, SP, PR, RS, GO, MG e PA, a colheita foi finalizada. Na BA, a colheita se aproxima da finalização. No PI, a colheita ainda ocorre nas áreas de agricultura familiar. No MA, a colheita avança em todo o estado.

Milho 2ª Safra: 18,8% colhido.

Em MT, a colheita registrou forte avanço, mesmo com a ocorrência de chuvas em algumas regiões. No PR, 3% das áreas foram colhidas. Em MS, a colheita segue incipiente na região sul e fronteira. As precipitações ocorridas favoreceram as lavouras tardias.

Em GO, as chuvas ocorridas retardaram a perda de umidade dos grãos, ocasionando lentidão na colheita. Em MG, devido ao clima mais úmido e frio após a ocorrência de chuvas, a colheita foi paralisada no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Em SP, o cereal tem alongado o ciclo devido às baixas temperaturas.

No TO, o tempo seco favorece o avanço da colheita e a maturação do cereal. No MA, a colheita ocorre pontualmente no sudoeste e se prolongará até meados de agosto. No PI, a colheita começa a ganhar ritmo e as produtividades variam em função da época de plantio. No PA, nos polos da BR-163 e Redenção, a colheita avança e as demais áreas se encontram em maturação.

Nos polos de Santarém e Paragominas, as precipitações, mesmo em baixos volumes, favoreceram as lavouras em enchimento de grãos.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Soja: EUA finalizam plantio da safra 26/27 e grande oferta projeta pressão em Chicago – MAIS SOJA

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A semeadura da safra 26/27 de soja nos Estados Unidos foi finalizada na penúltima semana de junho/26, encerrando os trabalhos a campo de forma antecipada em relação ao ciclo anterior. De acordo com o USDA (28/06), 65,00% das áreas foram classificadas entre boas e excelentes.

Embora o mês de maio tenha sido marcado por temperaturas acima da média e chuvas irregulares, especialmente no Meio-Oeste do país, o volume de precipitações registrado nas últimas semanas de junho favoreceu a recuperação da umidade do solo na região, proporcionando condições mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras e mantendo um cenário positivo para a safra norte-americana. Esse cenário sustenta a projeção de produção dos Estados Unidos, estimada pelo Departamento em 120,70 milhões de toneladas de soja na safra 26/27, uma das maiores já projetadas, podendo resultar em pressão sobre os preços em Chicago.

Confira os principais destaques do boletim:
  • ELEVAÇÃO: devido à alta nas cotações da soja na CME-GROUP, a paridade de exportação para mar/27 apresentou incremento de 1,31% no comparativo semanal.
  • ALTA: na última semana o óleo de soja em MT, registrou avanço de 0,98% ante a semana anterior, reflexo da valorização da moeda norte-americana frente ao real.
  • VALORIZAÇÃO: a decisão de juros no Brasil e nos Estados Unidos contribuiu para a alta de 1,54% do dólar Ptax, que encerrou a semana cotado, em média, a R$ 5,18/US$.
Junho/26 traz alta no preço da soja em Mato Grosso.

Ao longo de junho, os preços da soja no estado romperam a barreira dos R$ 105,00/sc, patamar que predominou durante boa parte do primeiro semestre. A cotação média do mês ficou em R$ 106,51/sc e, na última sexta-feira (26/06), encerrou em R$ 110,00/sc, maior precificação do ano. A alta foi impulsionada pela menor necessidade de vendas por parte dos produtores, após o período de maior pressão para liberação de espaço nos armazéns para a entrada do milho de segunda safra.

Com grande parte da produção já negociada, visto que a comercialização da safra 25/26 está próxima de 90,00%, os produtores passam a ter maior flexibilidade para definir o momento de venda do volume remanescente. Assim, a expectativa é de desaceleração do ritmo de comercialização no segundo semestre, permitindo que o volume ainda disponível seja negociado em momentos mais favoráveis de mercado.

Fonte: IMEA



 

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