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Sustentabilidade

Ferramenta nutricional biotecnológica ativa genes de defesa contra ferrugem da soja – MAIS SOJA

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Uma premiada tese de doutorado realizada na Universidade Federal de Lavras (UFLA) e na Texas Tech (Estados Unidos), em parceria com a Alltech Crop Science, líder global em nutrição de plantas, constatou a eficácia de uma combinação de nutrientes, aminoácidos e metabólitos microbianos resultantes do processo de fermentação de leveduras no estímulo de genes de defesa das plantas contra a ferrugem da soja. Segundo o estudo, o uso do Agro-Mos ativou 1.373 genes sem a presença do patógeno e 1.739 com a presença da doença, considerada um dos principais desafios da sojicultura. A pesquisa demonstrou que o produto, desenvolvido a partir da nutrigenômica (estudo da influência da nutrição na expressão genética), potencializa a resistência das plantas e reduz as perdas.

“Esse trabalho é muito relevante porque mostra a importância dessa ferramenta nutricional biotecnológica para o manejo integrado de doenças”, destaca o engenheiro agrônomo Leonardo Porpino, gerente técnico nacional da Alltech Crop Science. Ele salienta que a ferrugem da soja é uma doença de importância econômica enorme na cultura da soja por estar presente em todas as regiões do Brasil e devido ao seu efeito deletério muito evidente, já que a planta perde área fotossintética em decorrência do alto grau de redução da área foliar. De acordo com ele, a agressividade da doença impacta muito a produção de grãos. “Mesmo variedades de soja resistentes à ferrugem ainda têm problemas. Então, se o produtor não fizer nada para combater a ferrugem da soja, será inevitavelmente atingido por ela. Para a planta adoecer menos, evitando danos severos e comprometimento maior da produtividade, é fundamental ativar os genes que a deixam forte e resistente”, ressalta.

O especialista explica que toda planta possui vários genes, alguns deles relacionados à defesa de determinadas situações, como ataques de doenças. “Por algumas circunstâncias, esses genes são inativados, mas as pesquisas científicas já demonstraram que algumas substâncias orgânicas e desafios da natureza fazem com que eles sejam naturalmente religados”, detalha. Conforme Porpino, quanto mais genes de produção ativados, mais forte é a barreira para resistir à doença. O estudo da UFLA revelou que a aplicação do Agro-Mos potencializa a defesa da planta, o que a deixa pré-condicionada ao ataque da ferrugem da soja. “Com esse produto, quando a doença chega, não há gasto energético significativo e o produtor ainda tem um ganho, que é a redução do estresse”, enfatiza.

Nutrigenômica

O estímulo natural à defesa da planta, endossado pelo estudo da UFLA sobre o Agro-Mos, é apenas um dos exemplos de como a nutrigenômica pode potencializar os resultados na agricultura. Pioneira na aplicação da nutrigenômica, a Alltech Crop Science lançou em setembro de 2024 outro produto desenvolvido com princípio ativo biológico: o Reli3ver, seu primeiro bionematicida, à base de uma cepa exclusiva da bactéria Bacillus subtilis. Estudos revelam que a aplicação da solução natural é capaz de reduzir em até 65% o número de nematoides, patógenos responsáveis por perdas bilionárias nas lavouras de todo o País, que chegam a afetar mais de 50% da safra de algumas culturas, como a soja.

Sobre a Alltech Crop Science

A Alltech Crop Science, divisão agrícola da Alltech, desenvolve soluções naturais para enfrentar os desafios da agricultura nos principais mercados do mundo. Por meio de produtos com alto valor agregado e tecnologia exclusiva nas áreas de nutrição, solo, proteção e performance, auxiliamos na promoção da sustentabilidade e da rentabilidade do produtor rural. A Alltech Crop Science do Brasil é composta pela maior fábrica de leveduras do mundo, localizada em São Pedro do Ivaí (PR), pela sede em Maringá (PR) e pela unidade em Uberlândia (MG).

Fonte: Assessoria de Imprensa Alltech Crop Science



 

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Sustentabilidade

Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.

“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.

O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.

Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.

Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.

Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.

De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.

O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.

Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.

A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.

Fonte: Agência Safras



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Sustentabilidade

Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.

“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.

No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.

“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.

No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.

Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.

Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.

“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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