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Solução para o aquecimento global pode vir do agro de Mato Grosso

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O agronegócio, muitas vezes apontado como vilão ambiental, pode ser a peça-chave na luta contra o aquecimento global – e Mato Grosso aparece como protagonista dessa transformação. Essa foi a tônica do seminário “Cadeia das Proteínas: Combustível e Alimento para o Mundo”, promovido pela Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio), em Brasília, e que contou com a presença do O Livre.

O encontro reuniu parlamentares, lideranças do setor produtivo e representantes da ciência para defender a construção de uma nova economia verde em torno da soja e do biodiesel, destacando duas frentes principais:

  • O plantio de grãos atua como “sequestrador de carbono”, retirando CO₂ da atmosfera e armazenando no solo;
  • O biodiesel reduz emissões na combustão, chegando a cortar entre 70% e 94% dos gases de efeito estufa em comparação ao diesel fóssil.

“A cadeia do biocombustível é a grande aliada da descarbonização da matriz de transportes. O Brasil já demonstra ao mundo que é possível crescer e, ao mesmo tempo, reduzir emissões.” — João Henrique Hummel, diretor-executivo da FPBio.

(João Henrique Hummel, diretor-executivo da FPBio)

Ciência como ponte entre campo e clima

A agricultura é um dos setores mais sensíveis às mudanças climáticas, mas também um dos que mais pode contribuir para mitigá-las. Para o professor Ailton Terezo, doutor em eletroquímica e docente da UFMT, a pesquisa científica transforma o campo em solução climática.

Segundo ele, bioinsumos, nanotecnologia, manejo de solo e sistemas integrados (lavoura-pecuária-floresta) já mostram resultados concretos em captura de carbono, aumento da biodiversidade e menor uso de fertilizantes químicos.

“Cada avanço científico precisa ser medido não só em produtividade, mas em quantos quilos de CO₂, litros de água ou hectares de floresta são poupados. É isso que transforma inovação em solução climática.” — Ailton Terezo, UFMT.

(Dr Ailton Terezo. professor da UFMT)

Brasil como potência verde

Na visão do ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antonio Galvan, o país já é protagonista no tema, apesar das críticas internacionais.

“O Brasil não precisa se reposicionar. Nós já somos protagonistas na transição energética. Mato Grosso, em especial, preserva mais de 60% de sua área. Nenhum outro país tem essa responsabilidade ambiental.”— Antonio Galvan, produtor rural e ex-presidente da Aprosoja Brasil.

(Antonio Galvan, ex-presidente da Aprosoja)

Soja e proteínas no centro da economia global

Hummel reforça que o futuro do agro brasileiro não depende apenas da soja, mas de toda a cadeia de proteínas, que já responde por 26% das exportações do país. Mesmo assim, a oleaginosa segue sendo a base dessa engrenagem:

“É possível dizer que não só o agro depende do complexo soja, como a economia brasileira pode ser transformada a partir do protagonismo das proteínas na cadeia global de comércio.”
— João Henrique Hummel, FPBio.

(sementes no campo)

 Mato Grosso na linha de frente

Maior produtor de soja e de biodiesel do país, Mato Grosso está no centro dessa estratégia. O modelo de produção local une sustentabilidade, inovação científica e preservação ambiental, tornando o estado um exemplo de que o agro pode ser solução, e não problema, para a crise climática mundial.

O herói do campo

Essa trajetória não seria possível sem a dedicação de milhares de produtores que, dia após dia, trabalham para alimentar o país e o mundo. Mais do que isso, eles vêm se posicionando como agentes de preservação, investindo em práticas sustentáveis e respeitando o Código Florestal, um dos mais rigorosos do planeta.

(Sementes no campo).

 

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Amaggi e Inpasa anunciam parceria para mais três usinas de etanol de R$ 2,5 bilhões em MT

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Após reunião com o governador Mauro Mendes, as multinacionais Amaggi e Inpasa anunciaram uma parceria para a construção de mais três usinas de etanol de milho em Mato Grosso.

A reunião ocorreu na última semana e o anúncio foi feito nesta sexta-feira (29), após a confirmação oficial dos investimentos, que giram na casa dos R$ 2,5 bilhões, com previsão de gerar centenas de empregos diretos e indiretos.

O encontro, mediado pelo ex-senador e presidente do Conselho Administrativo da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos, contou com a presença do ex-governador e investidor da Amaggi, Blairo Maggi, bem como de toda a diretoria da empresa, além do fundador e principal controlador da Inpasa, José Lopes.

De acordo com os representantes de ambas as empresas, as medidas do Governo de Mato Grosso para fortalecer a indústria “foram fundamentais” para a tomada de decisão.

Entre as medidas, se destacam a rapidez e isonomia na concessão de incentivos fiscais, desburocratização, a retomada do equilíbrio fiscal, a redução de mais de 140 taxas e impostos que o Estado promoveu para toda a população desde o início da gestão, e os recordes em investimentos em todas as áreas.

“Hoje Mato Grosso é o melhor lugar do país para se investir, porque construímos um ambiente favorável para isso. E é por esse motivo que temos atraído tantas empresas e indústrias para cá. Nenhuma empresa faria investimentos dessa magnitude se não confiasse no potencial do nosso estado”, destacou o governador Mauro Mendes.

O setor

Mato Grosso é hoje o maior produtor de etanol de milho do país e o segundo maior produtor de etanol em geral, perdendo apenas para o estado de São Paulo.

Na safra 2023/2024, foram produzidos 4,54 bilhões de litros de etanol de milho no estado, por meio das 14 usinas que processam milho, sendo 11 exclusivas de milho.

A estimativa é que, até 2031, esse volume de produção aumente para até 9,6 bilhões de litros por ano.

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Soja do Brasil deve crescer 3,1% com clima mais favorável; confira os números

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As primeiras estimativas para a safra 2025/26 de grãos no Brasil apontam um cenário positivo para a soja. Segundo Carlos Cogo, consultor em agronegócio, a produção deve alcançar 75,5 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 3,1% em relação ao ciclo anterior.

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O avanço decorre principalmente da recuperação da produtividade no Rio Grande do Sul, após anos de perdas climáticas, e de uma expansão de 2% na área plantada, cerca de 900 mil hectares. A abertura de novas áreas ocorre sobretudo no Arco Norte (Rondônia, Acre, norte do Pará e Matopiba) e também no Sul, onde parte das lavouras de arroz dará lugar à oleaginosa.

Neutralidade climática traz alívio ao produtor de soja

O meteorologista Arthur Müller destacou que, diferentemente das últimas safras marcadas por El Niño e La Niña, o Brasil entra em um regime de neutralidade climática. Isso significa que as chuvas devem ocorrer dentro do período esperado, beneficiando principalmente as regiões Centro-Oeste e Sudeste, responsáveis pela maior fatia da produção nacional.

No entanto, ele recomenda cautela: setembro deve ser quente e seco, o que exige planejamento para que o plantio comece em outubro, quando as chuvas estarão mais regulares. No Rio Grande do Sul, a expectativa é de boas condições até dezembro e chuvas suficientes em janeiro, sem repetir as quebras recentes.

Já no Matopiba, o início será favorável, mas há risco de precipitações abaixo da média no Piauí, Maranhão e Tocantins no enchimento dos grãos.

Logística como diferencial

Além do clima e da geopolítica, a logística também está no radar. Projetos ferroviários que conectam o Centro-Oeste ao Pacífico e reduzem entre 18% até 20% o custo do frete total podem elevar o preço recebido pelo produtor brasileiro e ampliar a competitividade no mercado internacional, com forte interesse da China nos investimentos.

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Agro Mato Grosso

Veja o vídeo – Pescador fisga piraíba de 2,27 metros durante pesca em Feliz Natal I MT

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Sandro Mick estava na aldeia Morená, em Feliz Natal, em projeto coordenado por cacique

Um pescador de pesca esportiva teve uma experiência inesquecível em Feliz Natal (536 km de Cuiabá), na semana passada. Durante um projeto de pesca esportiva, Sandro Mick fisgou um piraíba de 2,27 metros, considerado um dos maiores já registrados na região.

O pescador contou que a captura levou cerca de uma hora até conseguir retirar o peixe da água. Com mais de 20 anos de prática no esporte, Sandro afirmou que nunca havia pescado um exemplar desse porte.

VIDEO:

“Já peguei pirara de 1,5 metro, jaú parecido com isso, mas desse tamanho não”, relatou em entrevista ao Só Notícias.

No momento da fisgada, Sandro estava acompanhado da esposa, que também compartilha da paixão pela pesca. Com o auxílio de indígenas e outros pescadores, foi feita a medição que confirmou os 2,27 metros de comprimento.

O peixe permaneceu na água durante todo o processo, garantindo sua integridade física. Após os registros fotográficos e medições, o piraíba foi devolvido ao rio.

 

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