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24 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Trigo/RS: Lavouras apresentam evolução satisfatória, beneficiada pelas condições ambientais nas últimas semanas – MAIS SOJA

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As lavouras de trigo apresentam evolução satisfatória, beneficiada por boa disponibilidade hídrica no solo, temperaturas amenas e maior incidência de radiação solar nas últimas semanas. A maioria dos cultivos está em fase de desenvolvimento vegetativo (92%), com avanço gradual para alongamento do colmo e início de florescimento (8%) em algumas regiões, especialmente a Oeste do Estado.

As plantas apresentam coloração verde intensa, folhas bem expandidas e apropriada densidade de estande, indicando desempenho adequado. As condições atuais favorecem o perfilhamento e a manutenção da sanidade, embora haja registros pontuais de oídio e manchas foliares em áreas suscetíveis, já sob manejo preventivo com fungicidas.

De modo geral, a expectativa de rendimento segue positiva, especialmente nos cultivos conduzidos com maior nível tecnológico. Entretanto, em regiões com lavouras de menor investimento, persistem estandes desuniformes e ocorrência de plantas invasoras de folhas estreitas, que exigem controle mais oneroso.

A adubação nitrogenada de cobertura está em fase de conclusão, sobretudo nas lavouras implantadas mais cedo. A expectativa recai sobre as chuvas previstas, que devem aumentar a eficiência da adsorção dos nutrientes fornecidos.

A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, aumentou a área em floração, e os produtores realizaram aplicação preventiva de fungicidas para o controle da giberela, considerando a previsão climática de precipitações. Em Maçambará, em aproximadamente um terço da área cultivada, há alto nível de investimento e expectativa de rendimento elevado. No restante, a implantação ocorreu sob manejo de menor intensidade, o que limita o desempenho esperado. Na Campanha, a sequência de dias ensolarados e as temperaturas amenas contribuíram para a recuperação das lavouras. Contudo, cultivos implantados sob baixo investimento enfrentam dificuldades no manejo de invasoras, principalmente gramíneas, como aveia e azevém, em função do custo elevado e da baixa disponibilidade de herbicidas específicos. Em áreas mais planas, observam-se estandes reduzidos devido à umidade excessiva no momento da semeadura.

Na de Caxias do Sul, o tempo mais frio, associado à boa luminosidade, inclusive com ocorrência de geadas, foi altamente favorável ao perfilhamento e à sanidade da cultura. As lavouras estão bem estabelecidas, com baixa incidência de doenças e pragas.

Na de Erechim, as lavouras estão em pleno desenvolvimento vegetativo. Muitas áreas foram implantadas com sementes próprias e sem cobertura de seguro, o que pode resultar em potencial produtivo inferior.

Na de Frederico Westphalen, 85% das áreas estão em desenvolvimento vegetativo e 15% em florescimento. A cultura apresenta perfilhamento e alongamento ideais, sanidade adequada e ausência de registros significativos de pragas ou doenças.

Na de Ijuí, os cultivos apresentam excelente desenvolvimento e se encontram predominantemente em final de desenvolvimento vegetativo (50% em alongamento do colmo e 8% em emborrachamento). O florescimento alcança 2%. O manejo fitossanitário é voltado ao controle preventivo de doenças fúngicas, com ênfase na incidência de oídio, que até o momento está controlada.

Na de Santa Maria, a cultura está majoritariamente em desenvolvimento vegetativo (90%), e 10% das lavouras em floração. Durante o período, foi possível a realização das adubações de cobertura e dos tratamentos fitossanitários planejados, mantendo-se as boas expectativas de rendimento.

Na de Santa Rosa, 92% dos cultivos estão em desenvolvimento vegetativo, 7% em florescimento e 1% em enchimento de grãos. O cenário regional é considerado muito favorável neste mês de agosto, pois há boa insolação associada a temperaturas baixas, o que contribui para o fortalecimento das plantas e para a manutenção de lavouras com alta densidade e vigor vegetativo. Nas áreas em estádio reprodutivo, intensificaram-se os manejos fitossanitários preventivos contra giberela e o controle de insetos, especialmente pulgões. Registrou-se ocorrência localizada de oídio em variedades suscetíveis, mas a doença foi manejada com aplicações oportunas de fungicidas. A perspectiva é de elevada produtividade, desde que as condições climáticas se mantenham estáveis nas próximas semanas.

Na de Soledade, a maior insolação e a normalização da umidade do solo contribuíram para o desempenho vegetativo das lavouras. Em áreas já adubadas, observa-se resposta positiva e a recuperação do aspecto das plantas. Contudo, em cultivos conduzidos com menor nível tecnológico, são perceptíveis sintomas de deficiência nutricional.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,07% quando comparado à semana anterior, passando de R$ 69,93 para R$ 69,88.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1881 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1881

Site: Emater RS

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Sustentabilidade

Bioestimulantes auxiliam no estabelecimento da soja? – MAIS SOJA

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O número de plantas por área constitui um dos principais componentes da produtividade da soja. Nesse contexto, o estabelecimento adequado da lavoura, caracterizado por uma população de plantas compatível com o ambiente e distribuída de forma uniforme, é fundamental para o alcance de elevadas produtividades. Para isso, atributos fisiológicos das sementes, especialmente germinação e vigor, desempenham papel central, uma vez que determinam, em grande parte, a capacidade de estabe0lecimento do estande e a uniformidade inicial da cultura.

Considerando a importância desses atributos, a utilização de sementes com elevados índices de germinação e vigor representa uma das estratégias mais seguras para garantir o adequado estabelecimento da soja. Entretanto, em algumas situações, sementes salvas ou submetidas a períodos prolongados de armazenamento podem apresentar redução da qualidade fisiológica, comprometendo a germinação, a emergência e, consequentemente, a obtenção da população de plantas desejada no campo.

Além da qualidade das sementes, condições climáticas e ambientais adversas exercem forte influência sobre os processos de germinação e emergência das plântulas. Temperaturas inadequadas, excesso ou déficit hídrico, compactação do solo e outras condições desfavoráveis podem reduzir a velocidade e a uniformidade da emergência, resultando em estandes desuniformes e maior dificuldade para alcançar o potencial produtivo da lavoura.

Nesse contexto, o uso de bioinsumos com propriedades bioestimulantes tem ganhado espaço como uma estratégia complementar para favorecer o estabelecimento da cultura, especialmente em ambientes sujeitos a condições adversas. Esses produtos podem atuar sobre processos fisiológicos relacionados à germinação, emergência e desenvolvimento inicial das plantas, contribuindo para maior uniformidade e melhor estabelecimento do estande.

Tradicionalmente, os bioestimulantes são empregados principalmente via aplicação foliar, sobretudo após a ocorrência de estresses ambientais ou climáticos, com o objetivo de estimular a recuperação das plantas e reduzir os impactos negativos dessas condições. Entretanto, pesquisas recentes têm buscado ampliar sua utilização, avaliando a associação de determinados bioestimulantes ao tratamento de sementes e ao processo de estabelecimento inicial da soja. Essa abordagem busca explorar seus potenciais efeitos benéficos desde as primeiras etapas do desenvolvimento da cultura, período determinante para a formação de uma lavoura uniforme e produtiva.

Conforme observado por Elsenbach et al. (2017), o emprego de um bioestimulante composto por cinetina, ácido giberélico e ácido indolbutírico no tratamento de sementes, contribui para o incremento de comprimento da parte aérea de plântulas de soja tratadas com esse bioestimulante, além de contribuir para a melhoria de características fisiológicas das plântulas e sementes.

Resultados em sementes de baixo vigor

Os resultados do uso de substâncias bioestimulantes no tratamento de sementes são ainda superiores em lotes com menor qualidade. Ao avaliar a emergência e o crescimento inicial das plântulas de soja em resposta à aplicação de doses de um biopotencializador (Crop Evo®) a base de extrato de algas e aminoácidos constituído de carbono orgânico total (C), nitrogênio (N), enxofre (S), boro (B), cobalto (Co), ferro (Fe), cobre (Cu), manganês (Mn), molibdênio (Mo) e zinco (Zn), Machado et al. (2026) observaram que, em lotes com baixo vigor (abaixo de 75), a substancia adicionada no tratamento de sementes surtiu efeitos benéficos que contribuíram para um melhor estabelecimento das plantas. Já nos lotes de alto vigor (acima de 90%), esses efeitos não foram expressivos.

De acordo com Machado et al. (2026) a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo vigor foi influenciada significativamente pelas doses de biopotencializador aplicadas no tratamento das sementes. No entanto, a aplicação de doses de biopotencializador não influenciou significativamente a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de alto vigor.

Para as sementes de baixo vigor, a máxima porcentagem de emergência (91,2%) e o maior índice de velocidade de emergência das plântulas de soja (14,3 plântulas dia–1) foram obtidos, respectivamente, com a utilização de 11,9 e 11,7 mL kg–1 de biopotencializador no tratamento das sementes (Figuras 1A e 1B). Para as sementes de alto vigor, a porcentagem média de emergência das plântulas de soja foi de 94,4%, ao passo que o valor médio do índice de velocidade de emergência foi de 14,7 plântulas dia–1 (Machado et al., 2026).

Figura 1. Efeito das doses do biopotencializador Crop Evo® aplicadas no tratamento das sementes sobre a porcentagem de emergência (A) e índice de velocidade de emergência (B) das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo e alto nível de vigor. DMS: diferença mínima significativa.
Crop Evo® = bioinsumo a base de extrato de algas e aminoácidos constituído de carbono orgânico total, nitrogênio, enxofre, boro, cobalto, ferro, cobre, manganês, molibdênio e zinco.
Fonte: Machado et al. (2026)

Estes resultados reforçam os efeitos benéficos e a aptidão dos bioinsumos bioestimulantes na tratamento de sementes da soja, principalmente sobre a emergência das plântulas de soja oriundas das sementes de baixo vigor, contribuindo para um melhor estabelecimento da soja. Vale destacar que para lotes de alta germinação e vigor, o estudo conduzido por Machado et al. (2026) não encontrou resultados significativos em função da adição de bioestimulantes no tratamento de sementes.

Confira o estudo completo de Machado e colaboradores (2026) clicando aqui!


Veja mais: Uso de Ascophyllum nodosum (L.) em soja



Referências:

ELSENBACH, H. et al. EFEITO DO BIOESTIMULANTE NO DESENVOLVIMENTO DE PLÂNTULAS DE SOJA. Anais do 9º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – SIEPE, Universidade Federal do Pampa, 2017. Disponível em: < https://guri.unipampa.edu.br/uploads/evt/arq_trabalhos/14414/seer_14414.pdf >, acesso em: 24/08/2026.

MACHADO, A. F. et al. CRESCIMENTO INICIAL DE PLANTAS DE SOJA COM A APLICAÇÃO DE BIOPOTENCIALIZADOR EM SEMENTES DE BAIXO E ALTO VIGOR. Trends in Agricultural and Environmental Sciences, 2026. Disponível em: < https://editorapantanal.com.br/journal/index.php/taes/pt_BR/article/view/40 >, acesso em: 24/08/2026.

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Sustentabilidade

Inspeções de soja para exportação nos EUA sobem 43% na semana, aponta USDA

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O volume de soja inspecionado para exportação nos portos dos Estados Unidos somou 420.895 toneladas na semana encerrada em 20 de agosto, alta de 43% ante a semana anterior. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No mesmo período, as inspeções de milho e trigo recuaram na comparação semanal.

Segundo o USDA, o milho alcançou 1,296 milhão de toneladas inspecionadas para exportação, queda de 33,3% em relação à semana anterior. No trigo, o volume foi de 425.668 toneladas, recuo de 17,2% no mesmo intervalo.

Na comparação com igual semana do ano passado, os embarques de soja avançaram 6,92%, saindo de 393.654 toneladas para 420.895 toneladas. O milho recuou 3,16%, de 1.338.532 toneladas para 1.296.271 toneladas. Já o trigo caiu 59,3%, de 1.047.092 toneladas para 425.668 toneladas.

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No acumulado do ano comercial, o milho registra 82.281.525 toneladas inspecionadas, volume 25,5% superior ao observado em igual período do ciclo anterior, de 65.559.108 toneladas. A soja soma 40.482.275 toneladas, 17,9% abaixo das 49.318.778 toneladas verificadas no ano-safra anterior.

Para o trigo, o acumulado chega a 4.336.899 toneladas, ante 5.866.384 toneladas no ciclo anterior, o que representa retração de 26,1%.

O relatório semanal de inspeção dos embarques considera os volumes de grãos inspecionados no ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja.

Na semana encerrada em 20 de agosto, o relatório do USDA mostrou avanço nas inspeções de soja para exportação nos Estados Unidos e recuo nos volumes de milho e trigo, enquanto o acumulado do ano comercial segue acima do ciclo anterior para milho e abaixo para soja e trigo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Demanda firme leva Indicadores aos maiores patamares desde abril/23 – MAIS SOJA

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As cotações da soja registraram alta expressiva no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionadas pela maior procura, tanto doméstica quanto externa, e pela retração de vendedores. O movimento levou os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná aos maiores patamares nominais diários desde abril de 2023.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a demanda externa segue aquecida, sobretudo da China. No mercado doméstico, indústrias brasileiras vêm intensificando as aquisições para recompor e garantir os estoques. Ao mesmo tempo, vendedores estão mais retraídos, o que limita a disponibilidade de lotes no mercado spot.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que a cautela dos vendedores está relacionada às incertezas quanto à oferta global da safra 2026/27, especialmente diante dos possíveis impactos do El Niño.

Ainda de acordo com o Cepea, esse cenário também impulsionou os preços externos, reforçando as altas no mercado brasileiro.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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