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28 de setembro de 2026

Sustentabilidade

El Niño reforça necessidade de adaptação permanente da agricultura às mudanças climáticas – MAIS SOJA

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O fortalecimento do fenômeno El Niño previsto para os próximos meses acende um alerta para a agricultura brasileira, mas especialistas afirmam que o problema vai muito além de um evento climático isolado. Para a Embrapa Meio Ambiente, o maior desafio do setor é adaptar a produção a um cenário cada vez mais marcado por extremos climáticos, temperaturas elevadas, irregularidade das chuvas e maior risco econômico.

“O El Niño é um evento importante, mas não é o único fator de risco. Ele apenas explicita uma vulnerabilidade maior da agricultura brasileira: produzir em um ambiente com mais extremos, mais calor e maior irregularidade das chuvas. O desafio central é ganhar previsibilidade produtiva, econômica e ambiental”, afirma o pesquisador Vinicius Bufon, da Embrapa Meio Ambiente.

Segundo ele, de acordo com instituições que acompanham o clima, os sinais observados no Oceano Pacífico e na atmosfera indicam que o fenômeno pode se intensificar nos próximos meses. Além do aquecimento da superfície do Pacífico Equatorial, há calor acumulado em camadas mais profundas do oceano, enquanto alterações nos ventos e na pressão atmosférica reforçam a consolidação do El Niño.

Embora os impactos variem conforme a intensidade do fenômeno e a região do País, Bufon ressalta que o principal efeito para a agricultura é a perda de previsibilidade.

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“O problema não é apenas chover mais ou chover menos. O problema é perder previsibilidade. Isso afeta o plantio, o manejo, a colheita, os custos de produção, a renda do produtor e sua capacidade de investir.”

Chuva em excesso também pode causar prejuízos

O pesquisador destaca que, no Centro-Sul do Brasil, volumes elevados de chuva nem sempre significam boas condições para as lavouras.

“Uma chuva menor, mas bem distribuída, pode ser muito mais favorável do que grandes volumes concentrados em poucos eventos extremos”, explica.

Segundo ele, chuvas torrenciais favorecem erosão, enxurradas e encharcamento do solo, atrasam o plantio e a colheita, dificultam a operação de máquinas agrícolas e aumentam a incidência de doenças. Em seguida, podem ocorrer veranicos justamente durante fases críticas do desenvolvimento das culturas.

Além disso, temperaturas mais elevadas aumentam a evaporação e fazem as plantas demandarem mais água, elevando o estresse hídrico mesmo quando o volume anual de precipitação não apresenta grandes reduções.

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No caso do El Niño, os impactos variam conforme a região e a cultura. No Norte e Nordeste, os efeitos esperados são de redução do volume das chuvas. No Sul, o excesso de chuvas costuma ser a principal preocupação. Já no Sudeste e no Centro-Oeste predominam cenários mais complexos e variáveis de chuva, associados à maior frequência e intensidade de veranicos e temperaturas elevadas.

Cana, soja, milho e café, importantes para o agro brasileiro, são algumas das culturas vulneráveis.

Em culturas semiperenes, os efeitos podem se estender por vários anos. “Na cana, a seca não afeta apenas a produtividade de uma safra. Como o canavial rebrota após cada corte, a falta de água na brotação pode matar touceiras e reduzir a população de plantas. Quando isso acontece, mesmo que chova melhor no ano seguinte, parte do canavial já foi perdida. Esse é o efeito dominó: a seca reduz a brotação, acelera a queda de produtividade, encurta a vida útil do canavial e obriga a usina a antecipar reformas caras”, explica Bufon.

No café, o pesquisador destaca prejuízos tanto para a quantidade quanto para a qualidade da produção.

“O estresse hídrico pode comprometer floradas, enchimento dos frutos, uniformidade da maturação e qualidade final dos grãos. Como é uma cultura semiperene, assim como a cana, os efeitos podem aparecer não apenas na safra atual, mas também na seguinte.”

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Na soja, o risco é maior durante a implantação, o florescimento e o enchimento dos grãos. Um atraso no início das chuvas também pode comprometer o calendário da segunda safra de milho.

Já no milho, especialmente o cultivado na segunda safra, o risco aumenta durante o pendoamento, a polinização e o enchimento de grãos, fases extremamente sensíveis ao déficit hídrico e às altas temperaturas.

Custos aumentam em toda a cadeia produtiva

Os impactos climáticos vão além da lavoura e alcançam toda a cadeia agroindustrial.

De acordo com Bufon, atrasos no calendário agrícola, necessidade de replantio, maior uso de defensivos, aumento da irrigação, contratação de seguros e dificuldades de crédito elevam significativamente os custos de produção.

“O clima é cada vez menos uma variável estritamente agronômica. Passou a ser, cada vez mais, uma variável econômica. Ele afeta produtividade, margens, planejamento industrial, crédito, seguro e pode repercutir até nos preços de alimentos, energia e matérias-primas.”

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Adaptação deve deixar de ser resposta emergencial

Para enfrentar esse cenário, a Embrapa defende que a adaptação climática passe a integrar permanentemente os sistemas produtivos.

Segundo Bufon, nenhuma tecnologia isolada resolverá o problema.

“A adaptação depende da integração entre conservação do solo, aumento da matéria orgânica, cultivares adaptadas, bioinsumos, agricultura digital, monitoramento climático, gestão econômica do risco, planejamento e, sobretudo, mais investimento em irrigação.”

Uma das iniciativas desenvolvidas pela instituição é a Rede BRCana-ACI, que reúne protocolos para tornar a produção de cana-de-açúcar mais resiliente às mudanças climáticas.

O modelo propõe estratégias graduais conforme a intensidade do estresse hídrico. Em situações leves, a prioridade é fortalecer o solo com práticas regenerativas, cobertura vegetal, manejo da matéria orgânica e desenvolvimento do sistema radicular. Em cenários intermediários, recomenda-se, por exemplo, a irrigação de salvamento para garantir a rebrota do canavial. Já em áreas sujeitas a secas severas, a adoção de sistemas irrigados com estratégia suplementar e déficit controlado torna-se parte essencial do manejo integrado.

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Sistema irrigado não é simplesmente um sistema de sequeiro com água. É um redesenho do sistema agronômico, combinando solo, genética, nutrição, manejo e um aporte de água de precisão, na quantidade mínima necessária, para reduzir riscos, evitar desperdícios e aumentar a previsibilidade, a resiliência e a viabilidade econômica e ambiental da produção.

Irrigação é vista como infraestrutura de gestão de risco

Bufon destaca que a irrigação tende a assumir um papel estratégico diante das mudanças climáticas. “A irrigação não deve ser vista apenas como uma ferramenta para aumentar a produção. Em um cenário de maior instabilidade climática, ela passa a ser uma infraestrutura de gestão de risco, estabilidade produtiva e previsibilidade econômica.”

Para Bufon, o Brasil ainda irriga pouco diante de seu potencial e da escala de seus principais competidores agrícolas. Dos cerca de 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação no país, aproximadamente 36% correspondem à fertirrigação da cana-de-açúcar com água de reúso, como vinhaça e águas residuárias, sem captação em rios ou mananciais e suprindo apenas uma pequena fração da demanda hídrica da cultura. A área irrigada com água de mananciais fica em torno de 5,3 milhões de hectares, muito abaixo de países como Índia e China, com cerca de 76 milhões e 75 milhões de hectares equipados para irrigação, respectivamente, dos Estados Unidos, com cerca de 25 milhões, e da Europa, com aproximadamente 28 milhões. “Temos potencial para chegar a 53 ou 55 milhões de hectares e já temos tecnologia e conhecimento para irrigar com eficiência e responsabilidade hídrica.”

Desafio vai além da tecnologia

Apesar dos avanços obtidos pela agricultura brasileira com genética, mecanização, agricultura digital, bioinsumos e sistemas integrados, Bufon considera que ainda existem obstáculos econômicos e institucionais importantes.

“O principal gargalo não é apenas tecnológico. Muitos produtores enfrentam juros elevados, dificuldades de acesso ao crédito, seguro agrícola insuficiente e limitações de infraestrutura para investir em sistemas mais resilientes.”

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Segundo ele, ampliar a adaptação exige políticas públicas, planejamento de longo prazo e integração entre tecnologias, financiamento e assistência técnica.

“A adaptação climática precisa deixar de ser uma resposta emergencial e passar a ser uma estratégia permanente. O futuro da agricultura dependerá cada vez mais da capacidade de produzir com previsibilidade.”

Fonte: Embrapa



 

FONTE
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Autor:Cristina Tordin (MTB 28499/SP)

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

soja fica à espera de mudanças que podem mexer com o comércio global

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O mercado de soja atravessou os últimos dias com oscilações voláteis, mas sem conseguir estabelecer uma direção clara. Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), as cotações seguem lateralizadas, embora permaneçam em níveis firmes. No Brasil, os preços também sustentam patamares importantes, mas a liquidez diminuiu diante do avanço da comercialização da safra atual.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os agentes continuam atentos a fatores que possam definir os próximos movimentos dos preços. Enquanto isso, o mercado segue à espera de novos sinais para sair do intervalo observado nas últimas semanas.

No cenário internacional, os fortes volumes de exportações programadas pelos Estados Unidos continuam dando sustentação ao mercado. A colheita norte-americana também avança sem grandes problemas até o momento.

O clima, porém, começa a ganhar espaço nas avaliações dos agentes. A previsão de maiores volumes de chuva nas próximas semanas pode influenciar o ritmo dos trabalhos no campo e acrescentar um novo fator de volatilidade às cotações.

“A janela climática para as próximas semanas mostra maiores precipitações esperadas, sendo um ponto de atenção para o mercado”, observa Silveira.

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Encontro EUA-China

Outro fator que mantém os operadores em espera é o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. O mercado acompanha a possibilidade de mudanças nas relações comerciais entre os dois países, principalmente em relação às tarifas.

De acordo com Silveira, eventuais alterações nas tarifas poderiam provocar movimentos mais fortes nas cotações e até estimular uma recuperação dos preços.

Enquanto Chicago aguarda novos fatores capazes de definir uma direção, o mercado brasileiro apresenta poucas novidades. Os preços tiveram comportamento misto nos últimos dias, mas permaneceram dentro de uma faixa relativamente estreita.

As cotações continuam firmes, porém os negócios diminuíram. A comercialização avançou de forma significativa nos últimos dois meses, reduzindo a necessidade de novas vendas por parte dos produtores.

Outro fator é o elevado volume de soja já movimentado pelos portos brasileiros. Mais de 105 milhões de toneladas já passaram pelo sistema portuário, o que contribui para um mercado mais abastecido e com menor pressão imediata por novos negócios.

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“Por isso, os negócios foram mais limitados, enquanto o produtor vai mudando o foco para o plantio da safra nova”, aponta Silveira.

Com a comercialização da safra atual mais avançada, o mercado começa a dividir as atenções entre os estoques disponíveis, o desempenho das exportações norte americanas, o clima e as decisões comerciais entre Estados Unidos e China. Esses fatores devem continuar influenciando o comportamento da soja nas próximas semanas.

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Sustentabilidade

Ceema: Alta em Chicago e geopolítica impulsionam cotações da soja no Brasil – MAIS SOJA

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Nestes quase 30 dias em que estivemos ausentes deste comentário, o mercado da soja registrou importante elevação das cotações em Chicago. O bushel da oleaginosa passou de US$ 12,56 no dia 27/08 para US$ 13,28 no dia 21/09, tendo recuado um pouco após esta data, para fechar a quinta-feira (24) em US$ 13,16, contra US$ 13,19 uma semana antes. Destacando que a média de agosto chegou a US$ 11,98/bushel, com aumento de 0,17% sobre a média de julho, porém, neste momento estando longe dos preços praticados.

Este forte aumento em Chicago, além das especulações climáticas sobre a safra dos EUA, vem da pressão do preço do petróleo no mercado mundial, com o mesmo tendo atingido a pouco mais de US$ 100,00/barril neste período de setembro, devido a continuidade da guerra no Oriente Médio e da piora no conflito entre Rússia e Ucrânia.

Aliás, na Europa existe um grande temor de que este último saia da região dos dois países em conflito e se espalhe pelo continente, resultando em uma guerra mais ampla e destruidora. Alguns analistas chegam a falar que o mundo estaria às portas da 3ª Guerra Mundial. Junta-se a isso a forte especulação dos Fundos em Chicago.

Dito isso, importante se faz alertar que o último relatório do USDA, sobre oferta e demanda, divulgado neste mês de setembro, não revelou perdas na futura safra de soja dos EUA cuja colheita iniciou neste mês de setembro. Ao contrário, o mesmo até aumentou a produção esperada, agora indicando uma colheita de 123,4 milhões de toneladas, com estoques finais estadunidenses em 8,4 milhões, com pequena baixa em relação a agosto. Já a produção mundial foi mantida em 442 milhões de toneladas e os estoques finais mundiais mantidos em 124 milhões. Por sua vez, mesmo com o aumento no preço mundial do petróleo, o óleo de soja, após atingir a 71,28 centavos de dólar por libra-peso no dia 10/09, recuou para 66,82 centavos no dia 24/09, sendo esta a quarta mais baixa cotação desde o dia 30 de junho em Chicago.

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Por sua vez, o farelo se manteve firme, atingindo a US$ 375,20/tonelada curta no dia 24/09, a mais alta cotação desde o dia 11 de julho de 2024. Enfim, lembrar que os Fundos estão muito comprados em Chicago devendo, assim que a ocasião se apresentar, iniciar um movimento mais amplo de correção, vendendo contratos, fato que pode pressionar para baixo as cotações dependendo da intensidade do movimento.

Por outro lado, os embarques de soja, pelos EUA, na semana encerrada em 17/09, chegaram a 759.200 toneladas, superando levemente as expectativas do mercado. Na comparação anual, o desempenho também foi superior, já que na mesma semana de 2025 haviam sido embarcadas 565.600 toneladas, o que representa crescimento de aproximadamente 34%. A China respondeu por 59% destes embarques.

Enquanto isso, a colheita da soja nos EUA atingia a 12% da área no dia 20/09, contra 8% na média histórica. De forma mais conjuntural, nesta semana os preços brasileiros da soja se mantiveram firmes, em alta. No Rio Grande do Sul, onde muitas praças estão sem cotação, a média semanal atingiu a R$ 141,72/saco. No final de agosto esta média estava em R$ 131,38. Ou seja, no período o saco de soja ganhou pouco mais de 10 reais junto ao produtor gaúcho. Nas demais praças nacionais o produto oscilou entre R$ 139,00 e R$ 145,00/saco. Um mês atrás os valores ficavam entre R$ 130,00 e R$ 140,00/saco. Ou seja, um aumento entre 5 e 9 reais por saco no período, dependendo da região do país. Auxiliou para isso a boa demanda pelo produto nacional, a relativa escassez do mesmo agora na entressafra, fato que elevou o prêmio nos portos (US$ 1,85/bushel para setembro, em Paranaguá), e a manutenção de um câmbio ao redor de R$ 5,15 por dólar.

No front externo, o mercado olha os resultados da nova reunião entre os presidentes da China e dos EUA. Xi Jinping chegou nesta quinta-feira (24) à capital norteamericana. Dentre os assuntos em discussão, existe a possibilidade de aumento nas compras de soja estadunidense pela China, fato que fortalece Chicago. Já no front interno, destaque para o início do plantio da nova safra de soja no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. No conjunto do país, 0,5% da área esperada havia sido semeada até o dia 18/09. Vale lembrar que no Mato Grosso, no momento, há umidade insuficiente no solo para um plantio adequado.

Enfim, embora os preços tenham perdido um pouco de fôlego nestes últimos dias, o produto posto nos portos segue com preços firmes. Para a soja disponível os mesmos seguem acima dos R$ 160,00/saco, enquanto a soja da safra 2026/27 continua trabalhando acima dos R$ 150,00 nos portos (R$ 155,00 para entrega em fevereiro e pagamento em abril, e R$ 151,00 para entrega em março, também com pagamento em abril).

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Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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Sustentabilidade

Como ficaram as cotações da soja no fim desta semana? Saiba os preços por região

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O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com poucas alterações nesta sexta-feira (25), em um ambiente de baixa movimentação e poucas ofertas. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que algumas praças do mercado interno registraram recuo nos preços, com certo alívio nos basis locais.

Nos portos, o cenário permaneceu parado, sem reporte de movimentos firmes. Segundo Silveira, o quadro geral foi de poucas ofertas e de um mercado bastante travado, situação que também predominou ao longo da semana.

Na Bolsa de Chicago, a sessão foi marcada por bastante volatilidade, com o mercado encerrando com leves ganhos no spot. O dólar atingiu bons níveis ao longo do dia e ajudou a segurar os movimentos de queda registrados em tela.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 156,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 157,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 151,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 147,50 para R$ 148,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 148,00 para R$ 147,00

Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 162,00. Em Rio Grande (RS), as referências não saíram de R$ 164,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta sexta-feira (25). Após operar em baixa durante parte da sessão, o mercado reverteu o movimento, enquanto os participantes seguem à espera de detalhes dos acordos comerciais entre Estados Unidos e China após a cúpula realizada na quinta-feira (24).

Embora o governo dos Estados Unidos tenha informado que acordos comerciais foram firmados para determinados produtos, os detalhes serão divulgados apenas na segunda-feira. A aguardada cúpula entre os dois países, até o momento, não resultou em novos compromissos chineses para compras de produtos agrícolas norte-americanos.

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A queda do petróleo pressionou as cotações durante a sessão. Os preços recuaram diante de notícias sobre possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã para uma reabertura gradual do Estreito de Ormuz, após o barril superar US$ 108 na sessão anterior.

Em sentido contrário, as chuvas persistentes no Meio-Oeste dos Estados Unidos atrasam o início da colheita em algumas regiões e restringem a oferta disponível para processamento.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 2,25 centavos de dólar ou 0,17%, a US$ 13,19 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,32 3/4 por bushel, com avanço de 1,00 centavo de dólar ou 0,07%.

Na semana, a posição novembro/26 registrou ganho acumulado de 1,25%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,80 ou 0,48%, a US$ 370,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,84 centavos de dólar, com ganho de 0,29 centavo ou 0,42%.

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Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,17%, sendo negociado a R$ 5,1847 para venda e a R$ 5,1827 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1732 e a máxima de R$ 5,2137. Na semana, o dólar acumulou alta de 0,72% ante o real.

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Agro MT