Sustentabilidade
El Niño reforça necessidade de adaptação permanente da agricultura às mudanças climáticas – MAIS SOJA

O fortalecimento do fenômeno El Niño previsto para os próximos meses acende um alerta para a agricultura brasileira, mas especialistas afirmam que o problema vai muito além de um evento climático isolado. Para a Embrapa Meio Ambiente, o maior desafio do setor é adaptar a produção a um cenário cada vez mais marcado por extremos climáticos, temperaturas elevadas, irregularidade das chuvas e maior risco econômico.
“O El Niño é um evento importante, mas não é o único fator de risco. Ele apenas explicita uma vulnerabilidade maior da agricultura brasileira: produzir em um ambiente com mais extremos, mais calor e maior irregularidade das chuvas. O desafio central é ganhar previsibilidade produtiva, econômica e ambiental”, afirma o pesquisador Vinicius Bufon, da Embrapa Meio Ambiente.
Segundo ele, de acordo com instituições que acompanham o clima, os sinais observados no Oceano Pacífico e na atmosfera indicam que o fenômeno pode se intensificar nos próximos meses. Além do aquecimento da superfície do Pacífico Equatorial, há calor acumulado em camadas mais profundas do oceano, enquanto alterações nos ventos e na pressão atmosférica reforçam a consolidação do El Niño.
Embora os impactos variem conforme a intensidade do fenômeno e a região do País, Bufon ressalta que o principal efeito para a agricultura é a perda de previsibilidade.
“O problema não é apenas chover mais ou chover menos. O problema é perder previsibilidade. Isso afeta o plantio, o manejo, a colheita, os custos de produção, a renda do produtor e sua capacidade de investir.”
Chuva em excesso também pode causar prejuízos
O pesquisador destaca que, no Centro-Sul do Brasil, volumes elevados de chuva nem sempre significam boas condições para as lavouras.
“Uma chuva menor, mas bem distribuída, pode ser muito mais favorável do que grandes volumes concentrados em poucos eventos extremos”, explica.
Segundo ele, chuvas torrenciais favorecem erosão, enxurradas e encharcamento do solo, atrasam o plantio e a colheita, dificultam a operação de máquinas agrícolas e aumentam a incidência de doenças. Em seguida, podem ocorrer veranicos justamente durante fases críticas do desenvolvimento das culturas.
Além disso, temperaturas mais elevadas aumentam a evaporação e fazem as plantas demandarem mais água, elevando o estresse hídrico mesmo quando o volume anual de precipitação não apresenta grandes reduções.
No caso do El Niño, os impactos variam conforme a região e a cultura. No Norte e Nordeste, os efeitos esperados são de redução do volume das chuvas. No Sul, o excesso de chuvas costuma ser a principal preocupação. Já no Sudeste e no Centro-Oeste predominam cenários mais complexos e variáveis de chuva, associados à maior frequência e intensidade de veranicos e temperaturas elevadas.
Cana, soja, milho e café, importantes para o agro brasileiro, são algumas das culturas vulneráveis.
Em culturas semiperenes, os efeitos podem se estender por vários anos. “Na cana, a seca não afeta apenas a produtividade de uma safra. Como o canavial rebrota após cada corte, a falta de água na brotação pode matar touceiras e reduzir a população de plantas. Quando isso acontece, mesmo que chova melhor no ano seguinte, parte do canavial já foi perdida. Esse é o efeito dominó: a seca reduz a brotação, acelera a queda de produtividade, encurta a vida útil do canavial e obriga a usina a antecipar reformas caras”, explica Bufon.
No café, o pesquisador destaca prejuízos tanto para a quantidade quanto para a qualidade da produção.
“O estresse hídrico pode comprometer floradas, enchimento dos frutos, uniformidade da maturação e qualidade final dos grãos. Como é uma cultura semiperene, assim como a cana, os efeitos podem aparecer não apenas na safra atual, mas também na seguinte.”
Na soja, o risco é maior durante a implantação, o florescimento e o enchimento dos grãos. Um atraso no início das chuvas também pode comprometer o calendário da segunda safra de milho.
Já no milho, especialmente o cultivado na segunda safra, o risco aumenta durante o pendoamento, a polinização e o enchimento de grãos, fases extremamente sensíveis ao déficit hídrico e às altas temperaturas.
Custos aumentam em toda a cadeia produtiva
Os impactos climáticos vão além da lavoura e alcançam toda a cadeia agroindustrial.
De acordo com Bufon, atrasos no calendário agrícola, necessidade de replantio, maior uso de defensivos, aumento da irrigação, contratação de seguros e dificuldades de crédito elevam significativamente os custos de produção.
“O clima é cada vez menos uma variável estritamente agronômica. Passou a ser, cada vez mais, uma variável econômica. Ele afeta produtividade, margens, planejamento industrial, crédito, seguro e pode repercutir até nos preços de alimentos, energia e matérias-primas.”
Adaptação deve deixar de ser resposta emergencial
Para enfrentar esse cenário, a Embrapa defende que a adaptação climática passe a integrar permanentemente os sistemas produtivos.
Segundo Bufon, nenhuma tecnologia isolada resolverá o problema.
“A adaptação depende da integração entre conservação do solo, aumento da matéria orgânica, cultivares adaptadas, bioinsumos, agricultura digital, monitoramento climático, gestão econômica do risco, planejamento e, sobretudo, mais investimento em irrigação.”
Uma das iniciativas desenvolvidas pela instituição é a Rede BRCana-ACI, que reúne protocolos para tornar a produção de cana-de-açúcar mais resiliente às mudanças climáticas.
O modelo propõe estratégias graduais conforme a intensidade do estresse hídrico. Em situações leves, a prioridade é fortalecer o solo com práticas regenerativas, cobertura vegetal, manejo da matéria orgânica e desenvolvimento do sistema radicular. Em cenários intermediários, recomenda-se, por exemplo, a irrigação de salvamento para garantir a rebrota do canavial. Já em áreas sujeitas a secas severas, a adoção de sistemas irrigados com estratégia suplementar e déficit controlado torna-se parte essencial do manejo integrado.
Sistema irrigado não é simplesmente um sistema de sequeiro com água. É um redesenho do sistema agronômico, combinando solo, genética, nutrição, manejo e um aporte de água de precisão, na quantidade mínima necessária, para reduzir riscos, evitar desperdícios e aumentar a previsibilidade, a resiliência e a viabilidade econômica e ambiental da produção.
Irrigação é vista como infraestrutura de gestão de risco
Bufon destaca que a irrigação tende a assumir um papel estratégico diante das mudanças climáticas. “A irrigação não deve ser vista apenas como uma ferramenta para aumentar a produção. Em um cenário de maior instabilidade climática, ela passa a ser uma infraestrutura de gestão de risco, estabilidade produtiva e previsibilidade econômica.”
Para Bufon, o Brasil ainda irriga pouco diante de seu potencial e da escala de seus principais competidores agrícolas. Dos cerca de 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação no país, aproximadamente 36% correspondem à fertirrigação da cana-de-açúcar com água de reúso, como vinhaça e águas residuárias, sem captação em rios ou mananciais e suprindo apenas uma pequena fração da demanda hídrica da cultura. A área irrigada com água de mananciais fica em torno de 5,3 milhões de hectares, muito abaixo de países como Índia e China, com cerca de 76 milhões e 75 milhões de hectares equipados para irrigação, respectivamente, dos Estados Unidos, com cerca de 25 milhões, e da Europa, com aproximadamente 28 milhões. “Temos potencial para chegar a 53 ou 55 milhões de hectares e já temos tecnologia e conhecimento para irrigar com eficiência e responsabilidade hídrica.”
Desafio vai além da tecnologia
Apesar dos avanços obtidos pela agricultura brasileira com genética, mecanização, agricultura digital, bioinsumos e sistemas integrados, Bufon considera que ainda existem obstáculos econômicos e institucionais importantes.
“O principal gargalo não é apenas tecnológico. Muitos produtores enfrentam juros elevados, dificuldades de acesso ao crédito, seguro agrícola insuficiente e limitações de infraestrutura para investir em sistemas mais resilientes.”
Segundo ele, ampliar a adaptação exige políticas públicas, planejamento de longo prazo e integração entre tecnologias, financiamento e assistência técnica.
“A adaptação climática precisa deixar de ser uma resposta emergencial e passar a ser uma estratégia permanente. O futuro da agricultura dependerá cada vez mais da capacidade de produzir com previsibilidade.”
Fonte: Embrapa
Autor:Cristina Tordin (MTB 28499/SP)
Site: Embrapa
Sustentabilidade
Mercado de defensivo agrícola brasileiro e área potencial tratada aumentam 62% em cinco anos – MAIS SOJA

A área potencial tratada com defensivos no Brasil aumentou 62,5% em cinco anos, da safra de 2020/21 para a de 2025/26, segundo a consultoria internacional Kynetec, De acordo com a consultoria, em valores, esse mercado cresceu 62,9% entre os dois períodos. No caso dos fertilizantes, a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) informou que o consumo subiu 20,3% de 2020 a 2025. Dados do IBGE apontam que, nesse intervalo, de 2020 a 2025, houve alta de 17,1% na área plantada adubada no país.
A área potencial tratada (PAT) é um indicador que mede o volume acumulado de aplicação de defensivos, multiplicando a área plantada pelo número de aplicações e pela quantidade de produtos utilizados no ciclo. Como uma mesma área pode receber diferentes produtos ou várias aplicações ao longo da safra, ela pode ser contabilizada mais de uma vez.
A PAT saiu de 1,6 bilhão de hectares em 2020/21 para chegar a 2,6 bilhões de hectares em 2025/26), conforme a Kynetec, movimentando R$ 61,4 bilhões em 20/21 e alcançando R$ 100 bilhões em 25/26. A área plantada adubada era de 85,4 milhões de hectares em 2020 e alcançou 100 milhões de hectares no ano passado, conforme o IBGE. A Anda divulgou que o consumo brasileiro de fertilizantes passou de 40,8 milhões de toneladas em 2020 para 49,1 milhão de toneladas no ano passado.
“Por trás de cada alimento que chega à mesa existe uma lavoura que precisou ser protegida. O crescimento da área tratada e adubada mostra que os insumos agrícolas são aliados fundamentais do produtor na missão de preservar o trabalho de quem produz e garantir que alimentos de qualidade continuem chegando, com segurança e regularidade, às famílias brasileiras e aos mercados de todo o mundo/’, afirma o head da Ascenza Brasil, Hugo Centurion.
Centurion comenta que os defensivos são infraestrutura essencial de proteção do campo brasileiro e os números refletem uma agricultura mais intensiva, tecnológica e exposta a desafios climáticos e fitossanitários. “O manejo eficiente é decisivo para preservar produtividade, reduzir perdas e garantir o abastecimento regular de alimentos, fibras e matérias-primas para o Brasil e o mercado internacional”, diz. Ele destaca a importância do Congresso Andav, maior feira mundial de distribuição de insumos agropecuários, que acontece em São Paulo, de 11 a 13 de agosto.
A Ascenza Brasil, empresa de proteção de cultivos especializada em engenharia de formulação e em Processo de Aprimoramento de Tecnologia (ETP – Enhance Technology Process na sigla em inglês), leva ao Congresso Andav deste ano soluções mais eficientes, estáveis e sustentáveis desenvolvidas para atender a agricultores brasileiros de todos os tamanhos e diferentes cultivos. A participação da empresa na feira tem como tema “Eu Visto a Camisa do Agro”, para destacar a importância do produtor e de parcerias para o desenvolvimento do setor.
No congresso Andav, a Ascenza Brasil vai promover networking, troca de experiências e celebrar a agricultura nacional no estande N100, com a realização de happy hour nos dois primeiros dias. Centurion comenta que a Andav é uma grande vitrine e participar do evento pelo segundo ano consecutivo representa a oportunidade de fortalecer o relacionamento com distribuidores, consultores, pesquisadores e produtores rurais.
A empresa investe em inovação com soluções pensadas para a realidade do campo brasileiro, como a combinação de ingredientes ativos já consagrados em produtos mais eficientes, estáveis e sustentáveis, como o Asbelto Pro e o Squad; proteção biológica e botânica como o Timorex Gold; e ativos aperfeiçoados para demandas específicas, como o regulador vegetal Biseto e o fungicida Medeiro WG. Esses produtos serão apresentados durante a feira.
Relacionamentos
A Ascenza Brasil, braço brasileiro da multinacional portuguesa líder de mercado em países da Europa, conta com a expertise de manter relacionamento de qualidade com produtores, técnicos e outros agentes do agronegócio, independentemente do tamanho da lavoura. As soluções da empresa são baseadas em programas fitossanitários modernos e tecnológicos, que permitem maior estabilidade da produção e segurança alimentar em um cenário agrícola cada vez mais desafiador.
A engenharia de formulação e o Processo de Aprimoramento de Tecnologia são de grande relevância em um mercado cada vez mais competitivo. A Ascenza investe no desenvolvimento de sistemas de proteção inteligentes e novas tecnologias de formulação capazes de aumentar a eficiência agronômica, prolongar a vida útil dos produtos e contribuir para o manejo da resistência. O conceito de inovação da companhia é fazer a molécula trabalhar melhor.
“A inovação faz parte do DNA da Ascenza. Oferecemos um portfólio pensado para proteger os cultivos, aumentar a produtividade e contribuir para que o produtor entregue alimentos de alta qualidade, especialmente nas culturas de hortifrúti, onde a excelência é determinante”, afirma Centurion.
Hortifrúti
No Brasil, a Ascenza consolidou-se como referência no segmento de hortifrúti ao combinar um portfólio robusto de soluções registradas para frutas e hortaliças, assistência técnica de alta especialização e tecnologias que ajudam os produtores a aumentar produtividade, qualidade e competitividade em um dos setores mais exigentes e delicados do agronegócio brasileiro. A empresa possui um portfólio desenvolvido para atender a culturas de alto valor agregado, como tomate, batata, cebola, uva, citros, morango, melão, melancia, manga, mamão, hortaliças folhosas e outras frutas e legumes.
A companhia atua em um mercado historicamente carente de soluções registradas, onde ampliou sua presença justamente oferecendo produtos registrados para esse nicho, reduzindo uma lacuna técnica do setor e desenvolvendo programas de manejo voltados para o controle eficiente de pragas e doenças, ajudando produtores a atender mercados internos e de exportação.
A Ascenza Brasil também investe em geração de conhecimento técnico, ampliando sua equipe, promovendo treinamentos, conteúdos, programas de manejo específicos para diferentes culturas hortifrutícolas e fortalecendo canais de distribuição. Em 2025, a empresa registrou crescimento de 18% nas vendas e continua ganhando participação de mercado.
O head da Ascenza Brasil destaca que o agronegócio brasileiro é um dos grandes motores da economia nacional e o segmento de hortifrúti ocupa um papel estratégico nesse cenário. “O Brasil conquistou reconhecimento mundial pela capacidade de produzir com tecnologia, eficiência e responsabilidade, e temos convicção de que esse protagonismo continuará crescendo nos próximos anos”, afirma.
Centurion diz que o futuro do agro passa pela adoção de soluções cada vez mais inovadoras, sustentáveis e eficientes, capazes de elevar a produtividade, preservar recursos naturais e atender consumidores e mercados que exigem alimentos de qualidade produzidos de forma responsável. “É nesse futuro que a Ascenza acredita e para o qual trabalha todos os dias”, garante.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Colheita do milho chega à metade da área em MS, aponta SIGA-MS – MAIS SOJA

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 alcançou metade da área acompanhada pelo Projeto SIGA-MS em Mato Grosso do Sul. O índice representa um avanço importante das operações, mas ainda está 6,4 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período da safra 2024/2025.
A Região Norte apresenta o maior percentual de área colhida, com 60,1%. Na sequência aparecem a região Centro, com 48,3%, e a Sul, com 47,4%. A área colhida é estimada em aproximadamente 1,08 milhão de hectares.
De acordo com o levantamento, as condições climáticas contribuíram para ritmos diferentes de colheita entre as regiões. No Norte e Nordeste, mesmo com chuvas irregulares, as operações tiveram maior continuidade. Já nas regiões Centro-Sul e Sul, precipitações entre 5 e 50 milímetros, além de ventos fortes e chuvas isoladas de granizo, provocaram interrupções e atrasos nos trabalhos.
Para o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o momento exige atenção do produtor principalmente diante das condições climáticas e da necessidade de retirar o milho do campo no ponto adequado.
“Apesar do atraso no ritmo da colheita em relação à safra passada, os primeiros resultados mostram um bom potencial produtivo. Neste momento, é importante acompanhar as condições das lavouras e aproveitar a janela adequada para avançar com a colheita, reduzindo a exposição do milho a eventos climáticos que podem comprometer produtividade e qualidade dos grãos.”
Os primeiros levantamentos apontam produtividades entre 65,1 e 174,9 sacas por hectare. Os resultados indicam que, de maneira geral, as condições climáticas ao longo do ciclo favoreceram o desenvolvimento das lavouras e mantêm perspectivas positivas para a produção estadual.
A estimativa do SIGA-MS para a segunda safra de milho aponta área cultivada de 2,206 milhões de hectares, produtividade média esperada de 84,2 sacas por hectare e produção de 11,139 milhões de toneladas.
Em comparação com a safra anterior, a área cultivada representa aumento de 3%, enquanto a produtividade média esperada apresenta redução de 22,4%. Com isso, a produção projetada é 20,1% menor que a registrada na segunda safra de 2024/2025.
Atenção também para a próxima safra de soja
Enquanto a colheita do milho avança, os produtores já iniciaram algumas operações voltadas para a próxima safra de soja, como dessecação e manejo de plantas daninhas. O levantamento destaca a elevada presença de buva nas áreas monitoradas.
A umidade do solo tem favorecido a eficiência das aplicações, mas os produtores demonstram preocupação com o intervalo de segurança dos herbicidas e o início do plantio da soja.
O cenário climático também exige atenção. Segundo o boletim, a influência do El Niño pode favorecer a ocorrência de chuvas irregulares, ventos fortes e episódios localizados de granizo. Por isso, a recomendação é realizar a colheita assim que as lavouras atingirem o ponto ideal de maturação, reduzindo o tempo de exposição do milho no campo e os riscos de perdas de produtividade e qualidade.
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade
Agronegócio gaúcho registra alta de 13,1% nas exportações em julho – MAIS SOJA

O agronegócio gaúcho manteve seu protagonismo na balança comercial do Estado em julho de 2026, consolidando um desempenho positivo em valor e volume na comparação interanual. Segundo relatório da Assessoria Econômica da Farsul, o valor exportado pelo setor atingiu US$ 1,39 bilhão, um crescimento de 13,1% em relação a julho de 2025.
O resultado do mês foi sustentado, majoritariamente, pelo desempenho do complexo soja – que abrange grãos, óleo e farelo – e pela recuperação nas exportações de carne de frango in natura. Enquanto o valor exportado subiu 13,1%, o volume embarcado avançou 21,7%, totalizando 1,96 milhão de toneladas. Esse indicador de volume superior ao valor aponta uma expansão focada em escala física, com uma leve redução no valor médio por tonelada no período.
Destaques e vetores de mercado
O complexo soja foi o principal motor de julho, com alta de 67,7% em valor e 44,8% em volume, impulsionado por uma demanda chinesa firme pela soja em grãos e pela forte necessidade indiana por óleos vegetais, o que elevou drasticamente as exportações de óleo de soja em bruto.
No setor de proteínas animais, a carne de frango in natura também se destacou, crescendo 39,8% em valor e 25,5% em volume. O dado reflete um cenário de normalização de mercado após os desafios sanitários enfrentados no ano anterior. Já a carne bovina, embora tenha registrado queda pontual em julho devido à aproximação do limite de cota chinesa e ao redirecionamento de embarques, mantém um crescimento sólido de 27,7% no acumulado do ano.
Por outro lado, o setor de fumo não manufaturado manteve-se como o principal limitador do desempenho mensal, enfrentando um mercado global mais abastecido e competitivo, com o aumento da oferta por parte de concorrentes internacionais, especialmente países africanos.
Destinos e Cenário Acumulado
A Ásia, excluindo o Oriente Médio, reafirmou sua posição como o principal destino dos produtos gaúchos, absorvendo US$ 714,2 milhões. A China permanece como o parceiro comercial líder, responsável por 31,7% do valor exportado pelo agronegócio gaúcho em julho.
No acumulado de janeiro a julho de 2026, as exportações do setor somam US$ 8,24 bilhões, um avanço de 9,2% frente ao mesmo período de 2025. “O acumulado de 2026 confirma uma pauta sustentada por soja e proteínas, evidenciando a força do agronegócio como base da economia gaúcha, mesmo diante dos desafios de competitividade em setores específicos como o fumo”, aponta a análise da Farsul.
Confira o relatorio completo
Fonte: Farsul
Autor:Farsul
Site: Farsul
Business24 horas agoDéficit de armazenagem e gargalos em irrigação ameaçam expansão da agricultura brasileira
Sustentabilidade21 horas agoSTF reconhece validade da Moratória da Soja
Business17 horas agoSLC Agrícola registra receita recorde de R$ 2,2 bilhões e amplia lucro líquido em 75%
Sustentabilidade20 horas agoSaiba como ficaram as cotações brasileiras de soja em dia de relatório do USDA
Sustentabilidade21 horas agoCepea/Algodão: Cotação da pluma recupera ritmo em julho com suporte externo e oferta restrita – MAIS SOJA
Sustentabilidade22 horas agoDanos econômicos do caruru em soja – MAIS SOJA
Sustentabilidade23 horas agoDoenças Foliares no Milho: Impacto na Produtividade
Featured18 horas agoAlívio de R$ 5 não muda cenário: cesta básica segue mais cara em Cuiabá
















