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Sucata vira música e emoção na estreia da primeira Orquestra de Sucata de MT

Crianças da periferia de VG sobem ao palco nesta sexta-feira (14), às 19h, para um espetáculo gratuito, com convidados especiais
Quando uma lata vira instrumento, uma criança vira artista e o que seria descartado ganha uma nova vida, a música acontece de um jeito diferente. É essa experiência que o público poderá vivenciar nesta sexta-feira (14.08), às 19h, no Cine Teatro Cuiabá, com a estreia oficial da primeira “Orquestra de Sucata do Estado de Mato Grosso – Anjos da Lata”. A entrada é gratuita e terá participações especiais dos cantores Thales de Paiva e Mariana Borealis, com Anselmo Parabá, no vocal, e em instrumentos como o violãocello de latão e o trompete de garrafa pet. Além de Sérgio Cabelo, no violino de material reciclado, Daniel Morel, no violatão, Marcelo Passos, na percurssão, Juan Vieira, com intervenção poética e Danilo Bareiro nos arranjos e na captação de som, entre músicas clássicas, brasileiras e ritmos que fazem parte da identidade cultural de Mato Grosso.
O espetáculo reúne crianças de 8 a 12 anos da Escola Municipal de Ensino Básico Lenine de Campos Póvoas, do bairro Eliane Gomes, em Várzea Grande, em uma apresentação que une música, criatividade, educação ambiental e inclusão social.
Durante 50 minutos, latas, baldes, garrafas pet, canos e outros materiais reaproveitados deixam de ser objetos descartados e podem se transformar em música, ganhando ritmo, melodia e emoção. O resultado de meses de dedicação das crianças é um concerto pensado em surpreender até quem nunca imaginou que sucata pudesse produzir uma Orquestra.
Tres ônibus sairão de Várzea Grande dos bairros Eliane Gomes, Treze de Setembro e Sete de Maio, levando gratuitamente moradores e convidados até o Cine Teatro Cuiabá.
O espetáculo será registrado em áudio e vídeo, permitindo que a experiência seja posteriormente compartilhada nas plataformas digitais e alcance novos públicos.
O REPERTÓRIO
O Cine Teatro será palco para novos talentos que apresentarão o repertório que passa por “Bolero de Ravel”, “Siriri Onça Pintada”, “Rasqueado com Mix Pixé e A Lua”, “Lambadão, Voltando pra Casa e Ei Amigo”, “Baião, com as músicas Anunciação, Asa Branca e Toque do Batuque”, “Ijexá, em Lua Soberana”, “Funk com Eu Só Quero é Ser Feliz, Baile de Favela e Glamurosa” e “O Trenzinho Caipira”, de Villa Lobos, além de uma música surpresa.
Entre os instrumentos estão o violãocello, produzido com madeira reaproveitada, cabo de vassoura e linha de anzol; o violino de garrafa pet; o ukulelata, feito com lata de thinner e madeira de pallet; bongôs de latas de alumínio; chocalhos de materiais reutilizados; além do conhecido trompete de garrafa pet.
Na percussão, latas metálicas se transformam em caixas de bateria, enquanto um timbal híbrido foi construído a partir de tubo reaproveitado de uma adutora de água de Várzea Grande.
POESIA NO PALCO
A música ganha a companhia da palavra com a participação do poeta, escritor, professor e compositor mato-grossense Juan Vieira, convidado por Anselmo Parabá para realizar uma intervenção poética durante o espetáculo.
“Quando Anselmo me convidou para participar achei muito potente pensar a poesia dentro de uma Orquestra de Sucata. A proposta do espetáculo já fala sobre transformação: aquilo que seria descartado ganha outro significado, vira instrumento, vira música. A poesia também faz isso com as palavras e com a nossa realidade”, afirma Juan.
DO LIXO À MÚSICA
Idealizada pelo músico, arte-educador e pesquisador Anselmo Parabá, fundador da Startup Anjos da Lata, com 12 anos de atuação, a Orquestra nasceu de uma pesquisa que há 20 anos transforma materiais recicláveis em instrumentos musicais.
A iniciativa vem transformando a sucata do cotidiano em ponto de partida para novas experiências para aquilo que parece não ter mais utilidade e agora virou Orquestra de Sucata – Anjos da Lata.
O projeto é realizado pela Organização da Sociedade Civil (OSC) Empreendedores Criativos, em parceria com o Anjos da Lata, com recursos do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, via Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), “Viver Cultura”, e do Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL-MT), concedido ao Ponto de Cultura. A iniciativa conta ainda com o apoio do Cine Teatro Cuiabá, Fundação AMAGGI, Fundação Abrinq, Instituto INCA e Germano Produções.
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“Rondonópolis não aceita barbárie”, diz prefeito após ataque a vereador

Wesley Cláudio sofreu um corte na orelha e foi mantido refém com a esposa e os dois filhos dentro de casa
O assalto que deixou o vereador Wesley Cláudio (Novo) e sua família sob o domínio de criminosos levou o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), a procurar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) nesta segunda-feira (28). Ao anunciar o contato nas redes sociais, o prefeito cobrou providências e repudiou a violência cometida contra o parlamentar, a esposa e os dois filhos durante a madrugada.
“Não aceitamos a violência, assim que soube do ocorrido comuniquei ao governador do estado que prontamente nos atendeu. Rondonópolis não aceita a barbárie!!”, escreveu Cláudio, ao compartilhar uma manifestação da primeira-dama, Alessandra Ferreira. Ela prestou solidariedade à família e pediu uma resposta das forças de segurança. “A violência não pode ser normalizada. Nossa cidade precisa de paz e segurança para continuar se desenvolvendo”, afirmou.
Segundo o boletim de ocorrência, os assaltantes entraram na residência exigindo dinheiro e alegando que o vereador guardava aproximadamente R$ 1 milhão no imóvel. Wesley recebeu uma coronhada na cabeça e sofreu um corte na orelha direita. A esposa, Fabiula Moreira, foi agredida e sofreu duas tentativas de estrangulamento, chegando perto de perder a consciência.
Os filhos também foram ameaçados. Em depoimento aos policiais, o mais velho contou que os criminosos disseram que cortariam a mão do irmão menor de idade se o pai não informasse onde estava o dinheiro. Durante a invasão, os assaltantes afirmaram que acompanhavam a rotina de Wesley havia cerca de três dias.
O registro policial também relata uma chamada de vídeo feita pelos invasores com outros integrantes do grupo. Um dos participantes, apontado como responsável por comandar o assalto, teria determinado que as agressões contra o vereador continuassem para que ele revelasse onde estaria o restante do dinheiro.
Após vasculharem a casa, os criminosos levaram cerca de R$ 42 mil em espécie: R$ 38 mil que estavam no imóvel e outros R$ 4 mil encontrados no veículo da família. Também foram roubados dois celulares, bijuterias e duas alianças. Antes de fugir no carro das vítimas, o grupo amarrou os quatro familiares e os trancou no quarto do casal.
Por volta das 3h50, o filho mais velho percebeu que os assaltantes tinham ido embora e conseguiu se desvencilhar das amarras. Ele abriu uma janela, saiu da residência e voltou pela cozinha. Em seguida, arrombou a porta do quarto e libertou os pais e o irmão.
Wesley e Fabiula foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhados ao Hospital Regional. O vereador apresentava um corte extenso na orelha direita e um ferimento na cabeça. A Polícia Militar registrou o caso como sequestro e cárcere privado, lesão corporal e roubo.
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Favorito do PSD para ALMT…

Veterano Wilson Santos é o nome mais citado do partido em pesquisa espontânea para a Assembleia Legislativa
O deputado estadual Wilson Santos (PSD), candidato à reeleição, aparece à frente dos demais nomes do partido na pesquisa presencial do Instituto Percent Brasil com eleitores de Cuiabá. Divulgado neste domingo (27), o levantamento registra 1,5% de citações espontâneas para o parlamentar na disputa pela Assembleia Legislativa.
Na última semana de campanha, Wilson aposta no contato com os eleitores e em pautas como os direitos das pessoas com autismo e deficiência, a defesa dos servidores públicos e a habitação. Também estão entre suas bandeiras o apoio aos pescadores e ribeirinhos, a preservação do rio Cuiabá e do Pantanal e a chegada da ferrovia à capital.
A pesquisa ouviu 600 pessoas em Cuiabá entre os dias 15 e 18 de setembro. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O resultado retrata as citações na capital, sem estabelecer a posição do candidato no conjunto do eleitorado estadual.
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Antes de alterar processos, fluxogramas ajudam empresas a entender como a operação funciona

Representação visual de etapas, decisões e responsáveis permite identificar o percurso de uma atividade antes da implantação de mudanças na rotina
Antes de modificar um processo, é necessário conhecer o caminho que a atividade percorre. Em uma operação que envolve diferentes pessoas, sistemas e áreas, essa sequência pode incluir aprovações, registros, transferências de informações e pontos de decisão. O fluxograma organiza esses elementos visualmente e permite representar o funcionamento de uma rotina a partir das etapas que a compõem.
A ferramenta pode ser utilizada para documentar processos existentes, apoiar o treinamento de equipes e servir como referência para projetos de automação ou revisão operacional. Ao colocar as etapas em uma representação única, também fica mais simples observar a relação entre atividades que, no cotidiano, podem estar distribuídas entre diferentes setores.
Visualização mostra o caminho de uma atividade
Um fluxograma apresenta uma sequência de ações por meio de símbolos conectados. O formato utilizado pode variar conforme a finalidade, mas normalmente permite indicar início e fim, atividades, decisões e caminhos alternativos.
Em uma solicitação de compra, por exemplo, o desenho pode começar com o pedido feito por uma área. Depois, mostrar a conferência das informações, a necessidade de aprovação, o encaminhamento para compras e a etapa de pagamento. Caso exista alguma inconsistência, o fluxo pode indicar o retorno ao solicitante.
Esse tipo de representação ajuda a diferenciar o processo formalizado da percepção individual sobre como ele funciona. Uma tarefa que parece simples pode envolver diversas passagens entre pessoas e sistemas quando observada em detalhes.
Pontos de decisão ganham visibilidade
Um dos elementos que podem ser destacados em um fluxograma são os pontos de decisão. Neles, o processo segue caminhos diferentes conforme determinada condição seja atendida.
No cadastro de um fornecedor, por exemplo, uma informação ausente pode impedir o avanço da solicitação. O fluxo pode representar essa situação e indicar o retorno à etapa responsável pela correção. Em outro processo, uma aprovação pode ser necessária apenas quando o valor de uma operação ultrapassa determinado limite definido internamente.
Essa visualização permite localizar etapas que dependem de outras para continuar. Também facilita a identificação de atividades repetidas, transferências de informação e pontos nos quais uma tarefa pode permanecer aguardando uma ação.
O objetivo não é necessariamente eliminar essas etapas. Antes de qualquer alteração, é preciso compreender por que elas existem e quais regras estão associadas a cada uma.
Fluxograma serve como base para revisão
Depois de desenhar o processo existente, a empresa pode comparar o fluxo representado com a rotina executada. Essa verificação ajuda a identificar diferenças entre o procedimento documentado e aquilo que acontece na prática.
A análise pode envolver responsáveis, documentos utilizados, sistemas acessados, aprovações e prazos previstos. Se uma etapa aparece no processo formal, mas não é realizada na operação, a situação pode ser investigada antes de uma mudança. O inverso também é possível: uma atividade executada pela equipe pode não estar registrada na documentação.
O levantamento também cria uma referência para discutir alterações. Se a intenção for automatizar uma aprovação, por exemplo, o fluxograma permite visualizar em qual ponto ela ocorre, quais informações são necessárias e o que deve acontecer depois da decisão.
Em projetos de integração entre sistemas, esse mapeamento pode ajudar a identificar quais dados precisam passar de uma etapa para outra e em que momento isso acontece.
Documentação facilita acompanhamento das mudanças
A representação do processo também pode ser atualizada depois de uma revisão. A versão anterior serve como registro do fluxo existente, enquanto o novo desenho mostra as etapas definidas após a alteração.
Essa documentação facilita a comunicação entre áreas envolvidas e pode ser utilizada em treinamentos ou consultas internas. Quando um processo possui diferentes caminhos, registrar essas possibilidades evita que a descrição fique restrita a uma sequência linear que não corresponde à operação.
Os fluxogramas funcionam como uma ferramenta de observação antes da mudança. Ao representar atividades, decisões, responsáveis e conexões entre etapas, eles permitem analisar o processo a partir de sua estrutura real. A partir dessa visão, alterações em procedimentos ou sistemas podem ser planejadas com maior clareza sobre o que será modificado e quais partes da operação continuarão dependentes umas das outras.
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