Sustentabilidade
Chuvas irregulares e calor acima da média devem marcar o início do plantio da soja em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

O plantio da safra de soja 2025/2026 começa no dia 16 de setembro e se estende até o dia 31 de dezembro, em Mato Grosso do Sul. As operações no campo devem iniciar sob condições climáticas que exigem cautela dos produtores, é o que aponta o boletim elaborado pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec/Semadesc).
De acordo com o levantamento, as precipitações apresentam irregularidade, podem variar bastante, ficando abaixo ou acima do esperado em diferentes regiões do Estado. Apenas a faixa centro-oeste de Mato Grosso do Sul apresenta tendência de chuvas ligeiramente abaixo da média. Historicamente, o período acumula entre 300 e 400 mm na maior parte do território sul-mato-grossense, chegando a 600 mm na região sul.
Além disso, os modelos climáticos indicam que o trimestre será mais quente que o normal, com períodos de calor intenso e maior evaporação da umidade do solo. Mesmo assim, o boletim alerta para a possibilidade de episódios isolados de frio, com quedas que podem levar os termômetros a 8°C ou 10°C, em algumas localidades.
Outro ponto de destaque é o fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS), que deve permanecer em condição de neutralidade durante o trimestre, com 57% de probabilidade. Na prática, isso significa que não haverá influência direta do fenômeno sobre o regime de chuvas, reforçando o cenário de instabilidade.
Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, é fundamental que o produtor rural acompanhe atentamente as atualizações meteorológicas e avalie com cautela o momento ideal para a semeadura. “Uma vez implantada a cultura, não há como voltar atrás. Um bom posicionamento inicial pode transformar completamente o cenário de desenvolvimento da lavoura”.
Ainda de acordo com Gabriel, diante da irregularidade climática, é recomendado escalonar as datas de plantio dentro da propriedade, como estratégia para mitigar riscos e aumentar a eficiência produtiva. “A escolha da cultivar também deve ser criteriosa: em áreas com maior instabilidade climática, o ideal é optar por cultivares de ciclo longo, enquanto regiões com calendário de plantio mais regular permitem o uso de cultivares de ciclo precoce a médio. Outro ponto importante é selecionar cultivares que estejam alinhadas com o nível de fertilidade do solo local, garantindo melhor desempenho agronômico e maior retorno sobre o investimento”.
Lançamento Nacional do Plantio de Soja
Mato Grosso do Sul sedia a Abertura Nacional do Plantio da Safra de Soja 2025/2026. O evento será realizado na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS), no dia 3 de outubro, às 9h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo pelo Canal Rural.
O encontro realizado pela Aprosoja Brasil, Aprosoja/MS e Canal Rural reunirá autoridades, produtores e especialistas para debater os principais desafios e oportunidades do mercado, clima para a safra e geopolítica.
As inscrições para participar presencialmente do evento já estão abertas e podem ser feitas gratuitamente clicando aqui.
“Este evento é uma oportunidade única de nos reunirmos, trocar experiências, ampliar conhecimento técnico e fortalecer o nosso setor agrícola. Contamos com a presença de todos os produtores, envolvidos do meio rural. Venham fazer parte dessa celebração do nosso potencial agrícola e juntos vamos cultivar um futuro de prosperidade”, reforça o presidente da Aprosoja/MS, Jorge Michelc.
Fonte: Crislaine Oliveira/ Aprosoja MS
Autor:Crislaine Oliveira/Aprosoja MS
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade
Line-up prevê embarques de 3,379 milhões de toneladas pelo Brasil em dezembro – MAIS SOJA

O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 3,379 milhões de toneladas de soja em grão para dezembro, conforme levantamento realizado por Safras & Mercado. No mesmo mês do ano passado, exportações somaram 1,472 milhão de toneladas segundo a estimativa.
Em novembro, foram embarcadas 4,234 milhões de toneladas.
De janeiro a dezembro de 2025, o line-up projeta o embarque de 109,246 milhões de toneladas. Pelo Secex, de janeiro a dezembro de 2024 foram embarcadas 98,812 milhões de toneladas.
Fonte: Rodrigo Ramos / Agência Safras News
Sustentabilidade
CNA apresenta potencial do agro para energias renováveis – MAIS SOJA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, na terça (09), do evento “Diplomatas da Agricultura no Brasil (DAB)”, realizado na Embaixada da Colômbia, em Brasília. O encontro reuniu adidos agrícolas e autoridades para debater o tema “Agro e novas indústrias energéticas no Brasil”, com foco em biogás e biometano.
Durante o painel, a assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, destacou o papel estratégico do agronegócio brasileiro na transição energética. Em sua apresentação, ela reforçou que o país possui uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo e grande capacidade de expandir soluções limpas, sustentáveis e competitivas.
Eduarda também ressaltou que o agro é parte essencial desse processo, ao integrar produção de alimentos, energia e sustentabilidade, além de enfatizar o potencial dos biocombustíveis, que estão plenamente integrados à produção agropecuária.
Segundo ela, essas fontes permitem transformar resíduos agrícolas e pecuários em energia, substituir o uso de diesel no campo e reduzir emissões de carbono e de outros gases de efeito estufa.
“A diversidade de matérias-primas disponíveis no país, especialmente do setor sucroenergético, da pecuária, da suinocultura e das agroindústrias, coloca o Brasil em posição privilegiada para ampliar a produção de energia renovável, com impactos positivos sobre a sustentabilidade, a eficiência produtiva e o desenvolvimento regional”, disse.
Para ela, “esses biocombustíveis permitem uma economia circular efetiva, gerando energia firme, biofertilizantes e redução de custos no ciclo produtivo”.
No debate, a CNA reforçou que a expansão das cadeias de biogás e biometano depende de previsibilidade e segurança regulatória, além de infraestrutura adequada e instrumentos de incentivo capazes de atrair investimentos.
Políticas públicas como o RenovaBio, o Combustível do Futuro e o Paten foram citadas como exemplos de iniciativas que impulsionam o desenvolvimento do setor.
Fonte: CNA
Autor:Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
Site: CNA
Sustentabilidade
Reta final do ano: soja’perde fôlego’ em Chicago e desacelera nos portos brasileiros

A última semana da soja foi marcada por forte pressão sobre os preços da soja na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato janeiro/26 rompeu um suporte psicológico relevante ao perder o patamar de US$ 11,00 por bushel e encerrou a sexta-feira (12) cotado a US$ 10,76/bushel.
Segundo a plataforma Grão Direto, o registro de vendas diárias da soja norte-americana, os volumes divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) foram considerados insuficientes para reduzir o excedente do país, frustrando a expectativa de uma reação mais consistente da demanda.
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Relatório do USDA
O relatório mensal de oferta e demanda do USDA, divulgado na terça-feira (9), manteve a estimativa de produção brasileira em 175 milhões de toneladas e a argentina em 48,5 milhões. Os números reforçaram a percepção de uma oferta global confortável para 2026.
Com o plantio praticamente concluído no Brasil e condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras, o mercado retirou o prêmio de risco climático, passando a precificar um cenário de “safra cheia”, que deve ampliar a disponibilidade do grão a partir de janeiro.
Mercado brasileiro
No mercado físico brasileiro, a queda em Chicago reduziu o ritmo de comercialização. O câmbio, operando próximo de R$ 5,40, não foi suficiente para compensar as perdas externas. Nos portos, o comportamento dos preços mostrou uma divergência regional. O Índice Soja FOB Santos, da Grão Direto, encerrou a semana com leve alta de 0,35%, cotado a R$ 147,50, sustentado por demandas pontuais.
Já o Índice Soja FOB Rio Grande sentiu de forma mais intensa a pressão internacional, recuando 1,51% e fechando a semana anterior a R$ 145,18. Diante de margens mais apertadas e da volatilidade nos portos, o produtor optou por se retrair, resultando em baixa liquidez no mercado.
Clima e demanda no centro das atenções
Para os próximos dias, o mercado entra em modo de atenção máxima ao chamado “mercado de clima”. As previsões indicam chuvas irregulares e abaixo da média no Rio Grande do Sul e no Paraná durante a segunda quinzena de dezembro. Como as lavouras dessas regiões avançam para fases reprodutivas críticas, qualquer confirmação de estresse hídrico pode devolver rapidamente o prêmio de risco às cotações, abrindo espaço para repiques tanto em Chicago quanto nos prêmios de exportação.
Outro ponto decisivo será a demanda chinesa. O mercado aguarda a continuidade dos anúncios diários de vendas pelo USDA como uma espécie de “prova real” do compromisso de compra de 12 milhões de toneladas. Caso o fluxo de vendas perca força ou surjam notícias sobre gargalos logísticos na China, a pressão baixista sobre Chicago tende a persistir, com o mercado testando novos suportes técnicos.
Além disso, a proximidade das festas de fim de ano pode reduzir a liquidez. Fundos de investimento costumam ajustar posições neste período, o que pode aumentar a volatilidade sem a necessidade de fatos novos. O produtor deve manter atenção redobrada aos prêmios de exportação para fevereiro e março, que passam a ser o principal termômetro da competitividade brasileira na entrada da safra.
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