Sustentabilidade
Dia movimentado! Cotações de soja sobem em grande parte do Brasil; saiba os números

O mercado brasileiro de soja esteve bem movimentado nesta quinta-feira (21) na safra antecipada (safra nova), com boas indicações e preços mais firmes. Segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, o produtor aproveitou o cenário favorável e avançou nas vendas, fechando volumes maiores diante da alta em Chicago.
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Já no disponível, o ritmo foi bem mais lento. “Mesmo com a disparada na CBOT, os prêmios recuaram forte, neutralizando a alta e limitando a sustentação nos preços”, explicou Silveira. Ele acrescenta que a comercialização tende a desacelerar naturalmente à medida que as exportações perdem ritmo e a indústria reduz a demanda. Nesse cenário, os spreads entre comprador e vendedor no spot aumentam, deixando o mercado mais travado.
Preços da soja no mercado brasileiro:
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 135,50
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 136,00 para R$ 136,50
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 142,50 para R$ 143,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 138,00
- Paranaguá (PR): caiu de R$ 141,50 para R$ 141,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 126,50 para R$ 127,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em boa alta. O óleo disparou cerca de 5% e liderou os ganhos. Boas exportações semanais e rumores sobre o mandato de biodiesel no Estados Unidos ajudaram a impulsionar as cotações. Os agentes também aguardam informações da crop tour da Profarmer.
A administração Trump deve decidir já nesta sexta-feira sobre um crescente acúmulo de pedidos de pequenas refinarias que buscam isenção das leis nacionais de biocombustíveis, mas vai adiar a decisão sobre se as grandes refinarias devem compensar parte dos volumes isentos, segundo duas fontes familiarizadas com o planejamento.
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) deve decidir na sexta-feira sobre diversos dos 195 pedidos de isenção de pequenas refinarias que remontam a 2016, disseram as fontes. As decisões serão mistas, incluindo algumas negativas parciais, mas não representarão uma vitória ampla para as pequenas refinarias, de acordo com uma fonte informada sobre as deliberações.
A administração deve emitir uma regra suplementar já na próxima semana para buscar comentários públicos sobre se deve ou não obrigar grandes refinarias a compensar os volumes isentos em um processo conhecido como realocação.
USDA
Em relação à crop tour, os números finais serão divulgados na sexta, após quatro dias de visita a lavouras. Os rendimentos são bons, mas há certo ceticismo se a produtividade chegará aos dados projetados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que estariam superestimados.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram negativas em 5.700 toneladas na semana encerrada em 14 de agosto. Para a temporada 2025/26, ficaram em 1.142.600 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 100 mil e 1,1 milhão toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 19,50 centavos de dólar, ou 1,93%, a US$ 10,56 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,56 por bushel, com alta de 20,00 centavos ou 1,93%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,00, ou 1%, a US$ 294,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 53,87 centavos de dólar, com ganho de 2,42 centavo ou 4,7%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,10%, sendo negociado a R$ 5,4774 para venda e a R$ 5,4754 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4665 e a máxima de R$ 5,4960
Sustentabilidade
Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.
De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.
Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.
Preços médios da saca de soja
- Passo Fundo (RS): R$ 122,50
- Santa Rosa (RS): R$ 123,50
- Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
- Rondonópolis (MT): R$ 107,50
- Dourados (MS): R$ 110,50
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
- Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
- Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.
Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.
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O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.
“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.
Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.O post Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).
Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.
As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.
Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.
De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.
Fonte: IRGA
Autor:IRGA
Site: IRGA
Sustentabilidade
Cenário climático reforça a importância do planejamento agrícola – MAIS SOJA

Em comparação a março, abril apresentou redução no volume de chuvas, especialmente na região central do Brasil, afetando diretamente a disponibilidade de água no solo. Conforme o Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq de maio de 2026, embora grande parte do território nacional, com destaque para a região Norte, ainda apresente elevada umidade no solo, a região central registrou redução no volume de água armazenado durante o mês de abril (Figura 1).
Figura 1. Armazenamento de água no solo, meses de março e abril de 2026 (atualização 05 de maio de 2026).
Apesar da redução observada, o cenário ainda não caracteriza, na maior parte das regiões produtoras do país, condições críticas ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Para a primeira quinzena de maio, as projeções climáticas indicam continuidade das maiores precipitações sobre a região Norte e faixa litorânea do Nordeste, situação que demanda atenção devido aos elevados volumes de chuva já registrados nessas áreas.
Segundo o INMET, para o trimestre maio-julho-julho, a previsão é de precipitações dentro da média climatológica na região central do Brasil, enquanto as regiões Norte e Sul tendem a registrar chuvas dentro ou ligeiramente acima da média (Figura 2).
Figura 2. À esquerda: precipitação total prevista para o trimestre maio-julho-julho de 2026. À direita: Anomalias de precipitação para o trimestre maio-julho-julho de 2026. INMET (06 de Maio de 2026).

Ainda que previsões a longo prazo possam apresentar grande incerteza, para o mês de junho, caso as projeções climática se concretize, de acordo com as previsões de anomalia das precipitações, são esperadas chuvas dentro da média e/ou ligeiramente acima da média para o período, na maioria das regiões do país.
Fenômenos ENSO
Com divergência entre modelos climatológicos, a intensidade do Fenômeno El Niño ainda é indefinida. No entanto, a ocorrência desse fenômeno é esperada, havendo concordância entre a maioria dos modelos quanto a ocorrência do El Niño (figura 3) com mais de 90% de probabilidade de ocorrência desse fenômeno a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (figura 4).
Figura 3. Modelos de previsão ENSO para abril de 2026.


Figura 4. Previsão oficial de probabilidade do CPC ENSO.

Por outro lado, a intensificação do El Niño, especialmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro, poderá influenciar o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas, impactando as operações no campo. Diante disso, o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas e dos prognósticos climáticos será fundamental para o ajuste das estratégias de manejo e do planejamento das áreas de cultivo.
Confira abaixo o boletim completo do sistema TempoCampo/ESALQ de maio de 2026.
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Referências:
INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 07/05/2026.
IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate Schol International Research Institute for Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 07/05/2026.

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