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7 de maio de 2026

Sustentabilidade

Milho/RS: Início da Safra 2025/2026 ocorre de forma gradual no Estado – MAIS SOJA

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O início da Safra 2025/2026 de milho no Rio Grande do Sul ocorre de forma gradual, e a implantação das lavouras tem sido conduzida em conformidade com as condições climáticas vigentes e em observância às recomendações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático ZARC. Desde o início de agosto, têm predominado as operações de preparo do solo e a dessecação das áreas destinadas ao cultivo. Porém, a semeadura foi iniciada em localidades de menor suscetibilidade à ocorrência de geadas.

As condições observadas recentemente – tempo seco, insolação e a elevação gradual das temperaturas do solo –, têm favorecido o avanço da semeadura, criando ambiente adequado para o estabelecimento inicial das plantas.

De forma preliminar, observa-se tendência de expansão da área cultivada em relação à safra anterior, movimento impulsionado pelos resultados satisfatórios alcançados na última safra, pelos programas estatais de fomento, pela necessidade de rotação de culturas e pela adoção de estratégias de manejo voltadas à mitigação dos efeitos da variabilidade climática, registrada nos últimos anos.

A Emater/RS-Ascar encontra-se em processo de levantamento de campo para estimar a área cultivada e o potencial produtivo da cultura. As informações consolidadas serão divulgadas em evento específico em 02/09, durante a 4 ª Expointer, em Esteio/RS.

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A produtividade estadual do milho, segundo o IBGE da Safra 2024/2025 foi de 7.378 kg/ha. A área cultivada totalizou 718.190 hectares

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar, na Fronteira Oeste, devido à elevação da temperatura do solo, muitos produtores iniciaram os trabalhos de implantação das lavouras. Em Maçambará, aproximadamente 750 hectares foram semeados, principalmente sob irrigação. Em São Borja, o ritmo das operações está acelerado, alcançando cerca de 4.500 hectares, sobretudo em propriedades que planejam realizar uma segunda safra após a colheita do milho precoce. Ressalta-se que as semeaduras realizadas nos dois primeiros decêndios de agosto apresentam historicamente no município desempenho superior em termos de produtividade, uma vez que atrasos na implantação expõem os cultivos a maior risco de estiagens durante o estádio reprodutivo.

Na de Caxias do Sul, é fase de preparo do solo, e a semeadura deverá começar efetivamente no início de setembro, conforme o calendário recomendado. Há perspectiva de pequeno acréscimo na área a ser cultivada em relação à safra anterior, refletindo a intenção dos produtores em expandir a cultura dentro das possibilidades técnicas e econômicas locais.

Na de Erechim, muitos agricultores estão optando por implantar as lavouras com recursos próprios, justificando que o crédito e o seguro agrícola apresentam custos elevados. O plantio foi iniciado em áreas de menor risco de ocorrência de geadas, buscando reduzir riscos relacionados à baixa temperatura.

Na de Ijuí, houve avanço intenso da semeadura durante a semana anterior, especialmente nos municípios da Região Celeiro. Nos demais municípios, ainda se aguarda elevação das temperaturas para iniciar a implantação. Os produtores estão finalizando o manejo químico com herbicidas, criando condições propícias para a semeadura.

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Na de Santa Rosa, houve intensificação da semeadura, e estima-se que 40% da área foi implantada. Algumas lavouras implantadas mais precocemente apresentam adequada emergência das plântulas e estabelecimento do estande. Até o momento, não há relatos de ocorrência de cigarrinhas nas áreas em emergência. Contudo, os produtores têm sido orientados a monitorar os cultivos a fim de possibilitar o controle das populações, caso sejam observadas a campo.

Na de Soledade, intensificam-se as operações de preparo do solo. Conforme o ZARC, a semeadura indicada a partir de 01/08 em municípios de baixa altitude do Baixo Vale do Rio Pardo e, nos demais, a partir de 11/08, o que permitiu rápido avanço da implantação da cultura. Em Rio Pardo e Candelária, mais de 60% do previsto foi semeado. Observa-se tendência de ampliação da área, impulsionada pela utilização de cultivares de ciclo precoce e pela semeadura antecipada, estratégia voltada à redução dos riscos de estiagens e de altas temperaturas no final do ano.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, cresceu 0,84%, quando comparado à semana anterior, passando de R$61,85 para R$62,37.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1881 completo, clicando aqui!

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Fonte: Emater RS



 

FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1881

Site: Emater RS

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Sustentabilidade

Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

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Fechamento da soja. Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.

Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.

Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.

Preços médios da saca de soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 122,50
  • Santa Rosa (RS): R$ 123,50
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 107,50
  • Dourados (MS): R$ 110,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
  • Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
  • Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.

Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.

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O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.

“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.

Contratos futuros

soja preço baixo guerra comercial
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.

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Sustentabilidade

Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

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A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).

Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.

As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.

Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.

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De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.

Fonte: IRGA



 

FONTE

Autor:IRGA

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Site: IRGA

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Sustentabilidade

Cenário climático reforça a importância do planejamento agrícola – MAIS SOJA

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Em comparação a março, abril apresentou redução no volume de chuvas, especialmente na região central do Brasil, afetando diretamente a disponibilidade de água no solo. Conforme o Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq de maio de 2026, embora grande parte do território nacional, com destaque para a região Norte, ainda apresente elevada umidade no solo, a região central registrou redução no volume de água armazenado durante o mês de abril (Figura 1).

Figura 1. Armazenamento de água no solo, meses de março e abril de 2026 (atualização 05 de maio de 2026).
Fonte: Prof Fábio Marin

Apesar da redução observada, o cenário ainda não caracteriza, na maior parte das regiões produtoras do país, condições críticas ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Para a primeira quinzena de maio, as projeções climáticas indicam continuidade das maiores precipitações sobre a região Norte e faixa litorânea do Nordeste, situação que demanda atenção devido aos elevados volumes de chuva já registrados nessas áreas.

Segundo o INMET, para o trimestre maio-julho-julho, a previsão é de precipitações dentro da média climatológica na região central do Brasil, enquanto as regiões Norte e Sul tendem a registrar chuvas dentro ou ligeiramente acima da média (Figura 2).

Figura 2. À esquerda: precipitação total prevista para o trimestre maio-julho-julho de 2026. À direita: Anomalias de precipitação para o trimestre maio-julho-julho de 2026. INMET (06 de Maio de 2026).
Fonte: INMET (2026)

Ainda que previsões a longo prazo possam apresentar grande incerteza, para o mês de junho, caso as projeções climática se concretize, de acordo com as previsões de anomalia das precipitações, são esperadas chuvas dentro da média e/ou ligeiramente acima da média para o período, na maioria das regiões do país.

Fenômenos ENSO

Com divergência entre modelos climatológicos, a intensidade do Fenômeno El Niño ainda é indefinida. No entanto, a ocorrência desse fenômeno é esperada, havendo concordância entre a maioria dos modelos quanto a ocorrência do El Niño (figura 3) com mais de 90% de probabilidade de ocorrência desse fenômeno a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (figura 4).

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Figura 3. Modelos de previsão ENSO para abril de 2026.
Fonte: IRI (2026)


Figura 4. Previsão oficial de probabilidade do CPC ENSO.
Fonte: IRI (2026)

Por outro lado, a intensificação do El Niño, especialmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro, poderá influenciar o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas, impactando as operações no campo. Diante disso, o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas e dos prognósticos climáticos será fundamental para o ajuste das estratégias de manejo e do planejamento das áreas de cultivo.

Confira abaixo o boletim completo do sistema TempoCampo/ESALQ de maio de 2026.


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Referências:

INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 07/05/2026.

IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate Schol International Research Institute for Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 07/05/2026.

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