Agro Mato Grosso
Veja como era a estrutura do garimpo dominado por facção em terra indígena MT

Reportagem acompanhou operação na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, onde facção controla áreas de mineração ilegal, usa ouro para negociar armas e drogas e impõe uma rotina de violência às aldeias.
O Fantástico revelou como o Comando Vermelho expandiu sua atuação ao invadir a Terra Indígena Sararé, no oeste de Mato Grosso, e transformar o garimpo ilegal em uma nova fonte de renda para a facção. A reportagem mostrou que a estrutura montada ia muito além da extração clandestina de ouro: havia túneis escavados com sistema de energia, alojamentos, depósitos de alimentos e equipamentos novos.
As investigações da Polícia Federal apontam que o esquema era altamente organizado e financiado para manter a atividade funcionando em meio à floresta.
Túneis de até 30 m com fiação elétrica
Dentro das minas, os túneis eram largos o suficiente para que uma pessoa conseguisse caminhar em pé em alguns trechos. As galerias se ramificavam por diferentes direções e escondiam poços com até 30 m de profundidade.
Segundo os agentes que acompanham a operação, a construção exigia conhecimento técnico. Nas paredes das minas, ainda era possível encontrar materiais usados para detonações, como explosivos e equipamentos empregados na perfuração das rochas.
Além das escavações, a estrutura contava com tubulações, fiação elétrica e geradores para abastecer tanto a iluminação das minas quanto o funcionamento do maquinário utilizado na extração do ouro.
Durante a vistoria, a equipe encontrou equipamentos praticamente novos, indicando que havia investimento constante para manter a atividade funcionando, mesmo diante das ações das forças de segurança.
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Túneis com energia, depósitos de alimentos e alojamentos: como era a estrutura do garimpo dominado por facção em terra indígena — Foto: Reprodução/TV Globo
Alimentos e base para permanência
Os policiais também encontraram um depósito improvisado com alimentos, como sacos de farinha de trigo e garrafas de vinagre. Para os investigadores, os itens indicam que o local servia como base de permanência dos trabalhadores, que passavam longos períodos dentro do garimpo.
Mesmo com a megaoperação em andamento desde março, os investigadores afirmam que os garimpeiros insistiam em retomar as atividades, repondo motores, mangueiras e outros equipamentos destruídos durante as ações policiais.
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Túneis com energia, depósitos de alimentos e alojamentos: como era a estrutura do garimpo dominado por facção em terra indígena — Foto: Reprodução/TV Globo
Esconderijo para armas e ouro
A estrutura também servia aos interesses do crime organizado. Segundo a Polícia Federal, túneis e galerias eram usados para esconder armas, munições e ouro extraído ilegalmente, dificultando a localização do material durante as operações.
Após mapear a área, a PF destruiu os 33 túneis encontrados no território para impedir que voltassem a ser utilizados. A avaliação dos investigadores é que inviabilizar as minas é uma das formas de enfraquecer a logística do garimpo ilegal e reduzir a capacidade de atuação da facção criminosa que passou a controlar a exploração de ouro na região.
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Túneis com energia, depósitos de alimentos e alojamentos: como era a estrutura do garimpo dominado por facção em terra indígena — Foto: Reprodução/TV Globo
Estrutura em meio à floresta
A Terra Indígena Sararé ocupa cerca de 67 mil hectares e, segundo as autoridades, chegou a concentrar mais de mil pontos de garimpo ilegal. No Garimpo Cururu, um dos principais da região, havia uma estrutura comparada a um pequeno vilarejo, com bares, comércio e farmácia para atender os trabalhadores.
O esquema foi revelado pelo Fantástico, que acompanhou uma megaoperação coordenada pela Casa Civil e por forças federais. Desde março, a ofensiva já apreendeu 153 quilos de ouro e 42 mil litros de óleo diesel, destruiu quase quatro toneladas de explosivos, mais de 800 motores, 31 máquinas de escavação, 200 acampamentos e 33 túneis, além de prender 72 pessoas.
Agro Mato Grosso
Safra recorde de soja ajuda a derrubar preço do óleo de cozinha em MT

Produção recorde de soja reduz preço do óleo de cozinha e alivia orçamento das famílias
Agro Mato Grosso
MT encerra a última semana de junho com nova queda no preço da cesta básica, R$ 905 I MT

Pela segunda semana consecutiva, a cesta básica encerrou o mês de junho registrando nova queda de preço em Cuiabá. Desta vez, a redução de 2,17% levou o valor médio da cesta para R$ 905,59. Ainda assim, levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) revelou que o preço atual da cesta básica permanece em alta, situando-se 9,72% acima da média de R$ 825,38 registrada no mesmo período de 2025.
Para o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, a melhora na oferta de produtos contribuiu para a redução do preço da cesta básica. Ele também ressaltou que as pressões inflacionárias ainda impedem uma queda mais significativa no valor pago pelo consumidor.
“O mês de junho, apesar das oscilações, finaliza com uma melhora nas condições de abastecimento de alguns alimentos, favorecendo a redução da cesta básica. No entanto, o patamar historicamente elevado e a expressiva variação anual demonstram que as pressões inflacionárias sobre a alimentação permanecem relevantes, limitando uma recuperação mais consistente do poder de compra das famílias”, disse Wenceslau Júnior.
Entre os itens que contribuíram para o recuo semanal da cesta básica, o tomate apresentou a maior variação negativa, com queda de 13,12%, atingindo o préço médio de R$ 11,62/kg. No entanto, em comparação com o mesmo período de 2025, o valor atual está 42,42% mais alto.
Conforme análise do IPF-MT, o avanço da safra, aliado à baixa qualidade dos frutos e à menor demanda, pode ter contribuído para a redução dos preços.
Pelo mesmo motivo, a batata apresentou redução de 5,33% no preço médio, passando a custar R$ 9,14/kg. O recuo foi influenciado pelo bom desempenho da safra, que ampliou a oferta do produto no mercado. Apesar da queda registrada na semana, o valor segue 74,18% acima do observado no mesmo período do ano passado.
Cenário semelhante foi observado no café, que registrou variação negativa de 3,83%, alcançando o valor médio de R$ 29,27/500 g. O avanço da safra e as condições climáticas favoráveis têm reforçado as expectativas de aumento da oferta, fator que pode ter contribuído para a redução dos preços.
Entre os três produtos que apresentaram as maiores variações na semana, o café é o único cujo preço atual está abaixo do registrado no mesmo período de 2025, com recuo de 14,42%. Apesar desse comportamento, a intensidade da redução ainda é insuficiente para compensar as pressões acumuladas ao longo do último ano sobre os demais produtos da cesta básica.
Wenceslau Júnior afirmou, ainda, que as quedas observadas nesta semana representam um alívio pontual para o consumidor, mas os expressivos aumentos anuais registrados em alguns produtos indicam que o processo de normalização dos preços ainda ocorre de forma gradual e desigual.
Agro Mato Grosso
Pequenas propriedades sustentam força da pecuária em Mato Grosso

Maior produtor de gado bovino do Brasil, Mato Grosso tem sua pecuária de corte sustentada principalmente por pequenas propriedades rurais. Dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) apontam que, das 106.009 fazendas voltadas à criação de bovinos para corte no estado, 85.005 possuem até 320 hectares, representando 80,1% do total.
Além de liderar o rebanho nacional, a bovinocultura de corte também aparece como a atividade econômica com maior número de estabelecimentos registrados em Mato Grosso, respondendo por 9,36% de todas as empresas cadastradas no estado. O setor supera segmentos tradicionais como cultivo de soja, comércio varejista de vestuário, transporte rodoviário de cargas e construção civil.
Os dados ainda mostram que a cadeia produtiva conta com 12.583 médias propriedades, equivalentes a 11,8% do total, além de 8.417 grandes fazendas, que representam 7,9% das unidades voltadas à pecuária de corte.
Entre os municípios com maior concentração de propriedades dedicadas à atividade, Colniza lidera o ranking estadual, com 3.762 fazendas cadastradas. Na sequência aparecem Cáceres, com 3.218 propriedades, Juína, com 2.485, Nova Bandeirantes, com 2.140, e Confresa, com 2.051.
Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne, Bruno de Jesus Andrade, os números demonstram que a força da pecuária estadual vai além dos grandes grupos empresariais.
“Quando observamos que mais de 90% das propriedades pecuárias são de pequeno porte, percebemos que a pecuária mato-grossense é construída por milhares de produtores que geram renda, empregos e movimentam a economia local. Essa ampla base produtiva é um dos fatores que ajudam Mato Grosso a manter sua liderança na produção de carne bovina”, afirmou.
Segundo ele, a presença da atividade em praticamente todas as regiões fortalece a economia dos municípios e amplia a capacidade de crescimento do setor.
“Temos uma cadeia produtiva diversificada, presente em todas as regiões do estado e cada vez mais focada em produtividade e tecnologia. Esse conjunto de fatores tem sido fundamental para consolidar Mato Grosso como uma referência mundial na produção de proteína animal”, completou.
Fonte: FolhaMax
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