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Florestar 2025 coloca mercado de florestas plantadas de Mato Grosso em evidência

O potencial de Mato Grosso no mercado de florestas plantadas será o centro das atenções no Florestar 2025, que acontece nos dias 28 e 29 de agosto, em Sinop. Organizado pela Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), o evento reúne produtores, empresários e pesquisadores para discutir boas práticas, inovação tecnológica e o panorama atual da oferta e demanda de madeira de reflorestamento no estado.
“Queremos mostrar o potencial de Mato Grosso no mercado de florestas plantadas, principalmente neste cenário em que a demanda é crescente e a oferta, reduzida”, afirma Glauber Silveira, vice-presidente da Arefloresta e organizador do Florestar 2025.
O setor de reflorestamento tem papel estratégico na sustentabilidade estadual e nacional. O plantio de eucalipto e teca ajuda a reduzir a pressão sobre vegetações nativas e contribui para a descarbonização, já que as árvores sequestram e armazenam carbono ao longo do desenvolvimento. A atividade também gera empregos, especialmente em áreas rurais.
Mato Grosso se destaca na produção florestal no país. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que o estado possui cerca de 129 mil hectares de eucalipto e 68 mil hectares de teca plantados. “Em 2022, o setor de base florestal recolheu R$ 66,2 milhões em impostos para os cofres públicos estaduais”, lembra Silveira.
O presidente da Arefloresta, Clair Bariveira, ressalta que o estado tem milhares de hectares aptos ao plantio florestal, seja para celulose, biomassa ou para os setores da construção e moveleiro. “O que é uma grande oportunidade de investimento, ainda mais neste cenário em que a sustentabilidade é a pauta número um das discussões globais”, afirma.
Os produtos florestais mato-grossenses já alcançam 61 países em cinco continentes, o que atesta a importância do setor para a economia de Mato Grosso.
“Uma pauta de exportação diversificada e de maior valor agregado contribui para o fortalecimento da classe média rural e para o crescimento econômico sustentável do estado”, explica Bariveira, destacando que a presença internacional também amplia empregos e renda no campo e nas cidades.
A programação do Florestar 2025 inclui nove palestras, com painéis técnicos, cases de inovação, dados de mercado e visita técnica ao viveiro Flora Sinop. Entre os temas discutidos estão manejo florestal, investimentos, inovação tecnológica e sustentabilidade, oferecendo uma visão ampla do setor e das oportunidades para Mato Grosso.
O evento será realizado na unidade da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop, com patrocínio do Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Senar-MT, Inpasa, Casa do Adubo, CM Florestal, ICL Florestas, Flora Sinop, Ralyza e Ziane Florestal. Entre os apoiadores estão Embrapa, Associação Mato-grossense de Engenheiros Florestais (EMEF) e FS Florestal.
As vagas são limitadas e a inscrição é gratuita, podendo ser feita pelo link: https://bit.ly/florestar2025.
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Conflito prolongado no Oriente Médio ameaça oferta de fertilizantes, diz indústria

A combinação de fatores internos e externos tem elevado os custos dos fertilizantes no Brasil e acendido o alerta no setor. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Adubos do estado do Paraná (Sindiadubos-PR) , Aluísio Schwartz, o produtor rural enfrenta um cenário de pressão nos preços, enquanto a rentabilidade segue comprometida.
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“Estamos praticamente em uma tempestade perfeita, com fertilizantes disparando e o preço dos grãos não acompanhando. A relação de troca está extremamente desfavorável para o produtor”, afirmou em entrevista ao Mercado & Cia.
Medidas internas elevam custo no campo
Entre os fatores internos, Schwartz destaca o impacto do novo modelo de cobrança de PIS/Cofins, que entra em vigor em abril e deve elevar o custo dos fertilizantes em cerca de 2%.
“O agricultor, a partir de 1º de abril, vai pagar cerca de 2% a mais pelo fertilizante com a nova cobrança de PIS/Cofins”, disse.
Além disso, a tabela mínima de frete também pressiona os preços. Segundo ele, a medida elimina uma dinâmica comum do setor, em que o frete do fertilizante era mais barato no retorno dos caminhões após o escoamento da safra.
“Agora o agricultor vai pagar pelo fertilizante o mesmo frete que paga para levar o grão ao porto. Isso encarece o custo”, afirmou.
O aumento do diesel também entra na conta. “O diesel impacta diretamente o custo do produtor, porque ele é amplamente utilizado em toda a operação no campo”, acrescentou.
Oferta global preocupa e aumenta incerteza
No cenário internacional, a preocupação está ligada à redução da oferta de insumos. A menor disponibilidade de enxofre, matéria-prima essencial para a produção de fertilizantes, já impacta a produção global.
Segundo Schwartz, o Brasil já sente esse efeito, com redução no volume do insumo importado.
“O mundo inteiro está com menos enxofre disponível. Se você olhar o lineup no Brasil, ele já está reduzido”, afirmou.
Ele também citou restrições nas exportações por parte da China e os efeitos de conflitos geopolíticos nas cadeias de suprimento.
Apesar do cenário, Schwartz afirma que o histórico do setor mostra que o abastecimento costuma se ajustar, mas reconhece que o momento é mais incerto.
“Em anos anteriores já houve risco de desabastecimento, mas nunca aconteceu. Sempre, na última hora, o mercado se ajustou e o fertilizante chegou”, disse.
No entanto, ele alerta para um ambiente mais desafiador neste ano.
“Este ano é diferente. Está mais difícil prever o que pode acontecer daqui para frente”, afirmou.
O presidente do Sindiadubos-PR destacou ainda a dependência do fornecimento internacional de enxofre.
“Um dos principais fornecedores do Brasil indica que consegue manter o fornecimento por cerca de dois meses sem novas cargas. Depois disso, a situação fica mais delicada”, explicou.
Para ele, a normalização das rotas internacionais será decisiva. “Temos que torcer para que as rotas no Golfo Árabe sejam restabelecidas o mais rápido possível, para que esse enxofre volte a chegar”, disse.
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IHARA anuncia sucessão planejada na presidência e marca nova fase de sua governança

A IHARA, empresa parceira do projeto Soja Brasil, anunciou uma sucessão planejada em sua presidência. Após mais de 30 anos na companhia, sendo mais de 15 como presidente, Julio Borges passará a atuar exclusivamente no Conselho de Administração a partir de 2026.
Para o cargo de presidente, foi nomeado Clayton Veiga, executivo com mais de 20 anos na empresa e experiência em diferentes áreas do negócio, incluindo vendas, marketing, pesquisa & desenvolvimento e operações.
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O novo presidente da IHARA, Clayton Veiga, é engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal de Viçosa, com especialização em Gestão de Vendas e Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Gestão Empresarial, pela Fundação Getúlio Vargas, PMD pela IESE Escola de Negócios e Programa de Gestão, Regulação e Financiamento de Infraestrutura pela Harvard Kennedy School.
André Nannetti assumirá como vice-presidente
A mudança faz parte de um processo estruturado de governança e reforça a continuidade da estratégia da companhia, com foco em inovação, crescimento sustentável e fortalecimento da atuação no agronegócio brasileiro.
Sobre a IHARA
A IHARA é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que há mais de 60 anos leva soluções para a agricultura brasileira, setor no qual é reconhecida como fonte de inovação e tecnologia japonesa como uma marca que tem a credibilidade e a confiança dos seus clientes.
A empresa conta com um portfólio completo de fungicidas, herbicidas, inseticidas, biológicos, acaricidas e produtos especiais somando mais de 60 soluções que contribuem para a proteção de mais de 100 diferentes tipos de cultivos, colaborando para que os agricultores possam produzir cada vez mais alimentos, com mais qualidade e de forma sustentável. Em 2022, a IHARA ingressou no segmento de pastagem, oferecendo soluções inovadoras para o pecuarista brasileiro. Para mais informações, acesse o site da IHARA.
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Feijão-carioca bate novo recorde de preço em março

Preços do feijão carioca batem recorde do mês de fevereiro e seguem em crescente neste início de ano. As cotações que já haviam batido números históricos no mês passado, atingiram pico máximo novamente em março. Valores do feijão preto também seguem em alta.
Pesquisadores do Cepea apontam que a restrição de oferta causadas por dificuldade na colheita e redução na área de plantio na primeira safra, tem influenciado na disparada dos preços. Além disso, a expectativa baixa em relação a segunda safra, também impactou nas cotações.
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Números apresentados surpreendem
O mercado do feijão carioca de notas 9 ou superiores segundo o centro de estudos, mostram em março um avanço nos preços de 8,3% em relação ao segundo mês do ano. A comparação com o ano de 2025 no mesmo período, apresenta crescente ainda maior, de 34%. O crescimento mostrado nos três primeiros meses de 2026 é de aproximadamente 48,3%
O feijão carioca de notas 8 e 8,5 também apresentou disparada nas cotações em março de 2026. A média da parcial deste mês supera em 7,1% a de fevereiro e em 42,2% a observada há um ano. O período trimestral desse inicio de ano também apresenta expressivos aumentos de 43,9%
O feijão preto, apesar de valores mais baixos, também teve avanços nos preços. A porcentagem de valorização de fevereiro até março foi de 0,11%, enquanto a comparação com o ano passado apresentou aumento de 0,4%. Disparada total do primeiro trimestre é de 32,2%.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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