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6 de agosto de 2026

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Fazenda São Francisco mira topo do ranking nacional de produtividade

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A trajetória da Fazenda São Francisco, do grupo Dors Agro, começou em 1982, quando Francisco Dors e os irmãos adquiriram uma área de 10 mil hectares em Campos de Júlio, no oeste de Mato Grosso. Hoje, a propriedade cultiva soja e milho safrinha na mesma extensão de 2.371 hectares e busca figurar entre os primeiros colocados no Desafio Nacional de Produtividade.

Cada irmão ficou com uma parte da área e, aos poucos, cada um foi transformando seu respectivo espaço em área produtiva. “Fomos abrindo aos poucos as áreas, foi 500 hectares, depois foi abrindo mais um pouco e conforme você ia tendo condições, você abria mais”, relembra o sócio-gerente Diógenes Dors, filho de “seo” Francisco, ao Especial Mais Milho, que integra o projeto Mais Milho.

A família é natural de Realeza, sudoeste do Paraná. Em 1994, a irmã e o cunhado de Diógenes chegaram a Campos de Júlio – na época ainda distrito de Comodoro – dando início ao plantio de soja na propriedade. Em 1995 foi a vez de seu irmão chegar para ajudar. No final dos anos 1990 e início dos 2000, a Fazenda São Francisco já estava com a área agrícola aberta e iniciando no cultivo do milho safrinha.

Em 2016, o grupo adquiriu área em Roraima – época em que “seo” Francisco chamou Diógenes para trabalhar com eles – e, mais recentemente, em Porto Velho (RO). Hoje, são duas áreas em Campos de Júlio, duas em Roraima e uma na capital rondoniense.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Produção em ritmo acelerado

Na colheita da safra 2023/24 de milho a propriedade registrou média geral de 168 sacas por hectare, com picos acima de 200 sacas em determinadas áreas, conforme o produtor.

“Nos últimos anos está melhorando cada dia mais [produtividade]. Investimento um pouco melhor em adubação, algumas novas tecnologias, o maquinário que também está vindo com uma tecnologia mais avançada… é um conjunto que faz a média aumentar”, explica Diógenes sobre o trabalho desenvolvido para alcançar tais resultados.

O bom desempenho, inclusive, motiva a participação da propriedade no concurso Getap, que é o Desafio Nacional de Produtividade. 2025 é o terceiro ano em que participam. “Esse ano a gente já melhorou um pouquinho para ficar mais perto do primeiro lugar”, afirma. A expectativa é figurar entre os dois ou três primeiros colocados.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Tecnologia como aliada

Para alcançar altas produtividades, a fazenda investe em maquinário moderno, que otimiza o plantio e reduz desperdícios. “Tem dois anos que compramos um equipamento para plantar onde ele tem o anti-esmagamento… você tem uma economia na questão da semente, do adubo”, destaca Diógenes ao programa do Canal Rural Mato Grosso.

O acompanhamento técnico é feito pelo agrônomo Sandro Grespan e por consultores especializados na cultura do milho. “Sempre te dão um caminho para você melhor atingir o teu objetivo, que é sempre produzir mais”, reforça.

Condições ideais em campo

De acordo com Rodrigo Porfírio Pinheiro, representante comercial da Agroceres/Bayer, o manejo diferenciado e as chuvas regulares deste ano aumentaram a expectativa de bons resultados.

“A gente está com uma expectativa de obter excelentes resultados de novo aqui esse ano”, avalia tanto para a propriedade da família Dors quanto para a região. Ele compara a região de Campos de Júlio ao Corn Belt Americano e afirma que, de forma carinhosa, ela tem sido chamada de “Corn Belt Brasileiro” pela performance na segunda safra. “Alcançar médias acima das 200 sacas por hectare após a soja é algo grandioso para nossa região”.

A altitude, entre 600 e 700 metros, e o alto nível tecnológico dos produtores são fatores que ajudam a região a manter médias elevadas na produtividade de milho. “Os agricultores começaram a investir em maquinário, novas tecnologias, híbridos mais modernos”, conta Rodrigo.

Milho em alta

Para Diógenes, a segunda safra é indispensável. “Acho que tem que ter o milho safrinha ou quem planta algodão, mas tem que ter a segunda safra sim. Compensa, é bem vantajoso”.

Ele aponta a demanda interna como um dos fatores que têm valorizado a cultura. “Muito milho fica para cá, não vai para fora. Então, hoje nós temos a opção de vender o próprio milho um pouco com um valor melhor aqui pro próprio Brasil”.

Parte da produção vai para tradings e outra parte é comercializada dentro do estado. “O consumo faz uns dois anos que está nos surpreendendo cada vez positivamente. Para os próximos dois anos acredito que seja cada vez melhor e o preço seja mais atrativo”.

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Boi gordo: oferta curta sustenta alta nos preços; confira os números

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Foto: Leandro Barbero/arquivo pessoal

O mercado físico do boi gordo segue com escalas de abate encurtadas em grande parte do país, cenário que tem levado a indústria frigorífica a adotar uma postura mais agressiva na compra de animais. A menor disponibilidade de gado pronto para o abate é apontada como o principal fator para a expectativa de valorização dos preços no curtíssimo prazo.

No mercado interno, a expectativa é de avanço nos preços da carne bovina no atacado, com a combinação da entrada dos salários na economia e o aumento da demanda tradicionalmente associado ao Dia dos Pais. O consumo sazonal pode contribuir para uma melhora no ritmo das vendas ao longo dos próximos dias.

As exportações continuam em destaque e o resultado da balança comercial, previsto para divulgação no dia 6 (quinta-feira), deve servir como importante indicador para avaliar o desempenho do setor.

No atacado, os preços permaneceram acomodados nesta quarta-feira, enquanto o mercado aguarda uma possível reação da demanda. Apesar das perspectivas positivas para o período, a carne bovina ainda enfrenta perda de competitividade frente a outras proteínas, especialmente a carne de frango.

Entre os cortes, o quarto dianteiro segue cotado a R$ 21,00 por quilo, a ponta de agulha a R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro mantém preço de R$ 26,50 por quilo.

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Javali: uma ameaça que o Brasil não pode mais ignorar

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Foto: Federação da Agricultura do Paraná/ divulgação

O javali deixou de ser um problema isolado. Em praticamente todas as regiões onde sua população cresce, produtores relatam o mesmo cenário: lavouras destruídas, cercas danificadas, nascentes degradadas e prejuízos cada vez maiores.

Mas, acredito que existe um risco ainda mais preocupante e que, muitas vezes, fica em segundo plano.

O maior patrimônio do agro

O Brasil construiu, ao longo de décadas, um dos mais respeitados sistemas de defesa sanitária do mundo. Esse trabalho abriu mercados, conquistou credibilidade e transformou o país em uma potência na exportação de carnes.

Essa conquista não pode ser colocada em risco.

O javali é uma espécie exótica invasora que pode atuar como reservatório e disseminador de doenças de grande impacto para a produção animal, como a peste suína africana, além de enfermidades como brucelose e leptospirose.

Mesmo que algumas dessas doenças não estejam presentes no Brasil, basta observar o que acontece em outros países para entender que prevenir custa muito menos do que remediar.

A legislação não é o problema

Existe uma ideia equivocada de que a lei impede o controle desses animais.

Não impede.

A legislação brasileira autoriza o manejo e o controle populacional, desde que sejam obedecidas regras técnicas e ambientais.

Então, por que a população continua aumentando?

Porque o modelo adotado simplesmente não está conseguindo acompanhar a velocidade de reprodução e dispersão da espécie.

O produtor faz sua parte, controla os animais em sua propriedade, mas pouco tempo depois novos bandos chegam das áreas vizinhas. É um esforço que, muitas vezes, acaba sendo insuficiente.

É hora de mudar a estratégia

Esse não pode continuar sendo um problema exclusivo do produtor rural. Estamos falando de uma questão ambiental, econômica e, principalmente, sanitária.

O enfrentamento precisa ser coordenado. Municípios, estados, União, órgãos ambientais, defesa agropecuária, pesquisadores e produtores precisam atuar na mesma direção.

Sem planejamento conjunto, cada um continuará enxugando gelo enquanto a população de javalis cresce.

O custo da omissão

O Brasil soube construir um sistema sanitário que hoje é referência mundial. Não podemos esperar que uma espécie invasora coloque este patrimônio em risco para só então agir.

Não defendo medidas precipitadas. Defendo planejamento, coordenação e uma política nacional capaz de enfrentar um problema que deixou de ser local e passou a ser estratégico para o agronegócio brasileiro.

Quem vive no campo sabe que o prejuízo já chegou.

Agora, antes que ele ultrapasse as cercas das propriedades e ameace também nossa competitividade internacional, é preciso reconhecer uma verdade simples: o modelo atual não está funcionando.

E quando uma estratégia deixa de produzir resultado, insistir nela não é solução. É apenas adiar um problema que pode se tornar muito maior no futuro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Copom reduz Selic para 14% ao ano após corte de 0,25 ponto percentual

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi unânime e ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro.

Este foi o quarto corte consecutivo da Selic. Desde março, quando o Banco Central iniciou um ciclo de flexibilização da política monetária, a taxa já acumula redução de 1 ponto percentual. Antes disso, os juros permaneceram em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, por dez meses consecutivos, entre junho de 2025 e março de 2026.

A redução já era esperada diante da desaceleração da inflação. Nos últimos 12 meses, o índice oficial acumula alta de 4,64%, ainda ligeiramente acima do teto da meta, de 4,5%.

Em comunicado, o Copom afirmou que os próximos passos dependerão da evolução do cenário econômico e da inflação. “A magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações, visando assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o comitê.

A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 15 e 16 de setembro.

Com informações de Estadão Conteúdo.

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