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15 de outubro de 2026

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Florestar 2025 coloca mercado de florestas plantadas de Mato Grosso em evidência

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O potencial de Mato Grosso no mercado de florestas plantadas será o centro das atenções no Florestar 2025, que acontece nos dias 28 e 29 de agosto, em Sinop. Organizado pela Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), o evento reúne produtores, empresários e pesquisadores para discutir boas práticas, inovação tecnológica e o panorama atual da oferta e demanda de madeira de reflorestamento no estado.

“Queremos mostrar o potencial de Mato Grosso no mercado de florestas plantadas, principalmente neste cenário em que a demanda é crescente e a oferta, reduzida”, afirma Glauber Silveira, vice-presidente da Arefloresta e organizador do Florestar 2025.

O setor de reflorestamento tem papel estratégico na sustentabilidade estadual e nacional. O plantio de eucalipto e teca ajuda a reduzir a pressão sobre vegetações nativas e contribui para a descarbonização, já que as árvores sequestram e armazenam carbono ao longo do desenvolvimento. A atividade também gera empregos, especialmente em áreas rurais.

Mato Grosso se destaca na produção florestal no país. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que o estado possui cerca de 129 mil hectares de eucalipto e 68 mil hectares de teca plantados. “Em 2022, o setor de base florestal recolheu R$ 66,2 milhões em impostos para os cofres públicos estaduais”, lembra Silveira.

O presidente da Arefloresta, Clair Bariveira, ressalta que o estado tem milhares de hectares aptos ao plantio florestal, seja para celulose, biomassa ou para os setores da construção e moveleiro. “O que é uma grande oportunidade de investimento, ainda mais neste cenário em que a sustentabilidade é a pauta número um das discussões globais”, afirma.

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Os produtos florestais mato-grossenses já alcançam 61 países em cinco continentes, o que atesta a importância do setor para a economia de Mato Grosso.

“Uma pauta de exportação diversificada e de maior valor agregado contribui para o fortalecimento da classe média rural e para o crescimento econômico sustentável do estado”, explica Bariveira, destacando que a presença internacional também amplia empregos e renda no campo e nas cidades.

A programação do Florestar 2025 inclui nove palestras, com painéis técnicos, cases de inovação, dados de mercado e visita técnica ao viveiro Flora Sinop. Entre os temas discutidos estão manejo florestal, investimentos, inovação tecnológica e sustentabilidade, oferecendo uma visão ampla do setor e das oportunidades para Mato Grosso.

O evento será realizado na unidade da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop, com patrocínio do Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Senar-MT, Inpasa, Casa do Adubo, CM Florestal, ICL Florestas, Flora Sinop, Ralyza e Ziane Florestal. Entre os apoiadores estão Embrapa, Associação Mato-grossense de Engenheiros Florestais (EMEF) e FS Florestal.

As vagas são limitadas e a inscrição é gratuita, podendo ser feita pelo link: https://bit.ly/florestar2025.

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Estoques de Cédulas de Produto Rural totalizaram quase R$ 600 bilhões em setembro

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados do Boletim de Finanças do Agro referentes a setembro de 2026.

O levantamento apresenta o desempenho dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio, com destaque para os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), que totalizaram R$ 597 bilhões no período.

Vale lembrar que as CPRs são títulos de crédito utilizados no agronegócio para facilitar o financiamento da produção rural. Na prática, permitem que o produtor obtenha recursos antecipadamente, assumindo o compromisso de entregar produtos agropecuários ou realizar um pagamento em uma data futura.

Ao todo, foram registradas 333 mil CPRs, com valor médio de R$ 1,79 milhão por cédula. Considerando as emissões realizadas na safra 2026/2027, entre julho e setembro, o volume de novas CPRs alcançou R$ 98 bilhões.

Já no caso da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), o levantamento aponta que os estoques somaram R$ 563 bilhões em setembro.

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De acordo com as regras vigentes do Manual de Crédito Rural (MCR), pelo menos 60% desse montante, equivalente a R$ 338 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento do setor agropecuário.

Desse total, no mínimo 45%, correspondente a R$ 152 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores abrangem recursos relacionados à safra atual e a contratos ainda vigentes de safras anteriores.

Os estoques do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) atingiram, respectivamente, R$ 175 bilhões e R$ 30 bilhões em setembro.

Já o patrimônio líquido dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) alcançou R$ 73 bilhões no período. Atualmente, 301 fundos dessa categoria estão em operação.

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Chuva pode chegar a 107 mm em 48 horas em Itapetininga

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A Climatempo prevê chuva forte em cinco municípios de dois estados, Paraná e São Paulo, entre quarta-feira (14) e sábado (17). O maior acumulado previsto é de 107 mm em 48 horas em Itapetininga (SP), enquanto os volumes nas outras quatro cidades variam de 62 mm a 64 mm em 24 horas.

No Paraná, os acumulados previstos para quarta-feira (14) são próximos entre os três municípios. Cianorte (PR) deve receber 64 mm em 24 horas, Ubiratã (PR), 63 mm em 24 horas, e Pitanga (PR), 62 mm em 24 horas.

Em São Paulo, a previsão para Itapetininga indica 107 mm em 48 horas, com referência em quinta-feira (15). O intervalo de acumulação é diferente daquele previsto para os municípios paranaenses, onde os volumes correspondem a 24 horas.

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Chuva forte e acumulados elevados estão associados a risco de interrupção da colheita, dificuldade nas operações com máquinas no campo, encharcamento do solo e restrição de tráfego em estradas rurais.

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Para São José do Rio Preto (SP), a Climatempo prevê 63 mm em 24 horas no sábado (17).

Fonte: Climatempo Advisor API

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Área de canola no Rio Grande do Sul mais que dobra em 2026

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A área cultivada com canola no Rio Grande do Sul em 2026 é estimada em 353.397 hectares, alta de 102,64% em relação aos 174.394 hectares registrados em 2025. Os dados são da Emater/RS-Ascar, citados pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Segundo a entidade, a oleaginosa vem ganhando espaço nas lavouras gaúchas e se consolidando como alternativa de matéria-prima para a produção de biodiesel.

Além de disputar espaço com culturas tradicionais de inverno, como o trigo, a canola é apontada pela Aprobio como uma opção para ampliar o aproveitamento da produção agrícola. O óleo extraído dos grãos pode ser destinado ao biodiesel, enquanto o farelo resultante do processamento é utilizado na alimentação animal.

Na abertura nacional da colheita, realizada na terça-feira (13), em Ijuí (RS), a entidade destacou o avanço da cultura no Estado e a integração potencial com diferentes segmentos da cadeia produtiva.

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O presidente da Aprobio e da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Jerônimo Goergen, afirmou que a expansão da canola representa oportunidade de gerar mais renda ao agricultor e fortalecer a produção nacional de combustíveis renováveis. “A canola é um dos produtos no Brasil que nos possibilitam alimento e energia, e não alimento ou energia”, disse.

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Para a Aprobio, o crescimento da área precisa ser acompanhado pelo desenvolvimento do mercado consumidor, com planejamento e maior integração entre agricultores, cerealistas e produtores de biocombustíveis. Goergen defendeu previsibilidade para consolidar a produção da matéria-prima e conectá-la às empresas cerealistas e produtoras de biocombustível.

Com a estimativa de expansão superior a 100% da área cultivada em 2026, a canola amplia participação nas lavouras de inverno do Rio Grande do Sul e reforça seu papel como matéria-prima para biodiesel e insumo para alimentação animal.

Fonte: Estadão Conteúdo

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