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tecnologia e manejo que fazem do campo uma fábrica de resultados

No coração do Cerrado mato-grossense, uma engrenagem agropecuária de alta performance gira a todo vapor. Com um sistema que integra lavoura, pecuária e tecnologia de ponta, o Grupo Locks se tornou referência em produtividade no campo.
A estratégia, adotada desde 2006, permitiu ao grupo administrar oito fazendas em Mato Grosso, com mais de 100 mil hectares de área agricultável. Os resultados são visíveis: maior eficiência na terminação de bovinos em confinamento, aumento expressivo na produtividade agrícola e um modelo que alia sustentabilidade e rentabilidade.
“O modelo que a gente adota de integração lavoura e pecuária é um ganha-ganha, tanto para a pecuária quanto para a lavoura”, afirma o produtor rural Samuel Maggi Locks.
Ele explica que, em áreas de recria que anteriormente eram lavouras, a produtividade saltou para 50 arrobas por hectare ao ano — um salto considerável frente à média nacional.
“Na lavoura, a gente consegue aumentar a quantidade de sacas de soja por hectare, de milho, de algodão. Então você consegue produzir mais, até com um custo menor”, acrescenta.
Estrutura integrada e visão de longo prazo
A infraestrutura do Grupo Locks inclui duas algodoeiras, fábrica de ração e um confinamento para engorda. A meta para 2025 é abater 60 mil cabeças de gado, com foco na exportação e na ampliação da recria.
Samuel Locks relata que a pecuária entrou no sistema como uma resposta à perda de produtividade e à necessidade de recuperar o solo. “Precisávamos aumentar a matéria orgânica e melhorar a microbiologia. Foi aí que introduzimos a pecuária no sistema e começamos a rotacionar soja, milho e boi”, lembra.
Segundo ele, as áreas de lavoura adubadas permitiram maior capacidade de suporte por hectare. “A gente está o tempo todo fazendo conta, vendo o que é mais eficiente para trazer mais resultado para a empresa”.
O grupo está ampliando as áreas de recria dentro da propriedade. O projeto é que as 90 mil cabeças de gado que estimam abater em 2026 sejam recriadas no local e em outra propriedade.
Dia de campo atrai mil participantes
Para compartilhar os resultados do sistema integrado, o grupo promoveu um dia de campo em Nortelândia, reunindo cerca de mil pessoas, entre produtores, técnicos e autoridades.
“É para ver o que nós estamos fazendo, para ouvir o produtor também, se tem algo diferente que nós podemos incorporar na nossa gestão para ser mais eficientes, contribuir com Mato Grosso e com o Brasil, continuar produzindo alimento e diminuindo a fome no mundo”, diz Samuel Locks.
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, foi um dos que participaram da programação e elogiou o impacto da iniciativa. “Um evento que vai seguramente contribuir para aprimorar e que pode impactar diretamente na eficiência do setor, na melhoria do nosso rebanho, nas técnicas de gestão e tecnologias que estão sendo aplicadas no dia a dia”.

Compartilhar experiências para fortalecer a cadeia
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância de iniciativas como essa para o fortalecimento da cadeia produtiva. “É importante a ação do grupo Locks em compartilhar suas experiências, absorver novas tecnologias e transferir isso para toda a pecuária mato-grossense”, ressalta.
Na avaliação do pecuarista Maurício Tonhá, a aproximação entre lavoura e pecuária representa um novo patamar de desenvolvimento para o setor. “A pecuária tradicional vai continuar existindo, principalmente na produção de bezerros, mas ela também vai ser melhorada a partir do momento que houver um novo patamar de preço para esses bezerros. A pecuária de cria vai ter que se profissionalizar também”.
O confinamento do futuro
Blairo Maggi, ex-ministro da Agricultura, também esteve presente e reforçou que a integração é uma tendência necessária diante da redução de áreas para a pecuária. “Se você tem uma pecuária forte, porque tem menos terras disponíveis, precisa dar comida para o boi no cocho. Esse tipo de integração é importante”, observa.
Para Blairo Maggi, o modelo praticado pelo Grupo Locks é o confinamento do futuro. “Quando você integra isso na agricultura, passa a ser mais uma peça no orçamento da propriedade. Está integrada a parte agrícola, a parte de proteína animal e ainda a produção de fertilizantes e outros insumos”.
“Isso aqui é uma coisa a ser observada, acompanhada. E eu não tenho dúvida nenhuma de que vai inspirar outros produtores, cada um na sua escala, no seu tamanho, na sua região”, completa o ex-ministro.

Mercado do boi em pauta
Durante o dia de campo, os participantes também visitaram o confinamento e acompanharam duas palestras com foco no mercado da carne bovina. Os debates abordaram os desafios e oportunidades para o Brasil na oferta global de proteínas, diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
João Figueiredo, analista da Datagro, explicou os efeitos da medida. “A taxação fez com que a arroba caísse quase em torno de R$ 10, mas a gente vem se recuperando. Nosso indicador, que chegou a R$ 295, foi para R$ 306. O Brasil já está começando a destinar para outras geografias esse montante que estava indo para os Estados Unidos. Acho que o segundo semestre vai ser positivo”, avalia.
Brasil como fornecedor estratégico global
O economista Marcos Troyjo levou para o evento uma perspectiva geopolítica sobre o papel do Brasil na oferta global de alimentos. “Cada vez mais a gente percebe que segurança alimentar é algo que não se brinca, e o Brasil é um dos poucos países que têm agilidade e capacidade de escala em alguns setores de funcionar quase como substituto perfeito das exportações que vinham dos Estados Unidos”.
Ele acrescenta que o crescimento populacional e econômico de países emergentes tende a gerar novos focos de demanda por alimentos e por agroenergias — setores nos quais o Brasil tem vantagem competitiva.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destaca que o Brasil vem tendo avanços na abertura de mercados internacionais. “Chegamos a 400 novos mercados para a agropecuária brasileira. As Filipinas abriram mercado para a carne brasileira e os miúdos bovinos. Além disso, conseguimos o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal como país livre de aftosa sem vacinação”.
De acordo com ele, com essa conquista na pecuária bovina o país caminha para acessar mercados mais exigentes. “O Japão está na eminência de ser anunciado também. É muito trabalho para que a gente supere essa incerteza das tarifas impostas pelo governo norte-americano. Nada supera o trabalho, o diálogo — e é isso que estamos fazendo”.
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São Paulo abre inscrições para programa de apoio a produtores; saiba mais

Estão abertas as inscrições para o Programa Semeando Negócios, iniciativa da Prefeitura de São Paulo voltada a produtores rurais da zona sul da capital. A ação contempla propriedades localizadas em Parelheiros, Marsilac, Grajaú e na Terra Indígena Tenondé Porã.
O programa oferece assessoria técnica e aporte financeiro de até R$ 30 mil para projetos ligados ao turismo rural e ao beneficiamento de produtos.
Foco em geração de renda
A região atendida reúne mais de 600 propriedades rurais e integra o Polo de Ecoturismo de São Paulo. As atividades incluem produção de alimentos e experiências como visitação, degustação e práticas ligadas ao meio rural.
Segundo a organização, o objetivo é apoiar a estruturação de negócios e ampliar a renda das propriedades.
“Este programa de aceleração ajuda a enfrentar um dos principais desafios da agricultura em grandes cidades: tornar a atividade economicamente viável e garantir que as famílias continuem no campo”, afirma Carlos Alberto Santos, diretor de desenvolvimento local da ADE SAMPA, em comunicado.
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Resultados da primeira edição
Na primeira edição, o programa apoiou 29 projetos. Entre eles, o Recanto Magini utilizou os recursos para aquisição de equipamentos. O Sítio do Léo ampliou a produção de doce de leite de cabra. Já o Meliponário Mondury investiu em consultoria e expansão da produção de mel.
Inscrições abertas
O programa é destinado a produtores familiares, cooperativas e associações. As inscrições para a edição de 2026 podem ser feitas até 25 de março pelo site oficial do projeto (clique aqui).
Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato pelo e-mail semeandonegocios@adesampa.com.br ou pelo whatsapp: (11) 93484-5363.
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Caruru-gigante: SP publica regras para trânsito de máquinas; confira

Em continuação aos trabalhos de prevenção, controle e erradicação do Amaranthus palmeri, conhecido como caruru-gigante, a Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo publicou nessa semana uma portaria que estabelece regras para o trânsito de máquinas, implementos agrícolas e veículos transportadores.
Segundo a norma, a limpeza técnica passa a ser obrigatória após o uso em campo e antes de qualquer deslocamento entre propriedades, municípios ou estados. Ela envolve, também, a remoção de solo, restos vegetais e sementes que possam estar aderidos aos equipamentos.
O responsável pela limpeza será o proprietário, arrendatário ou responsável legal pelo equipamento. Caso não seja possível identificar o responsável, a obrigação passa ao condutor do veículo transportador.
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Fiscalização será ampliada
A Defesa Agropecuária informou que as ações de fiscalização serão direcionadas principalmente a áreas de produção de soja, milho e algodão. Em caso de irregularidades, poderão ser aplicadas autuações, além da determinação de retorno do equipamento à origem.
“A partir de agora daremos início aos trabalhos de operação das ações de fiscalização com o intuito de prevenir que novos focos surjam no Estado de São Paulo. Também estão previstas reuniões técnicas com o setor produtivo, com o objetivo de apresentar e discutir a Portaria”, afirmou Marileia Ferreira, chefe do Programa Estadual de Pragas Quarentenárias Presentes, em comunicado.
Regras também valem para transporte de grãos
A norma também estabelece medidas para o transporte de grãos e produtos agrícolas a granel provenientes de áreas com ocorrência da praga. Entre elas estão a limpeza externa dos veículos e a cobertura adequada da carga.
As medidas entram em vigor 15 dias após a publicação da portaria.
Praga considerada quarentenária
O Amaranthus palmeri é classificado como praga quarentenária e possui capacidade de competição com culturas agrícolas. Segundo a Defesa Agropecuária, o plano estadual inclui ações para reduzir a disseminação por meio do trânsito de máquinas, movimentação de solo e transporte de cargas.
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O plano que pode mudar o café no Espírito Santo já está em campo

O Espírito Santo vem ampliando os esforços para consolidar uma cafeicultura mais produtiva, sustentável e competitiva por meio do Projeto de Cafeicultura Sustentável. A iniciativa reúne produtividade, qualidade e responsabilidade socioambiental em uma proposta que busca fortalecer o campo, ampliar a presença dos cafés especiais e estimular práticas mais eficientes nas propriedades rurais.
Coordenado pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), o projeto foi estruturado para posicionar a cafeicultura capixaba em um patamar cada vez mais elevado de sustentabilidade, inovação tecnológica e agregação de valor.
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A proposta oferece assistência técnica e extensão rural a produtores de café arábica e conilon, com atendimento voltado à realidade de cada propriedade. A partir do ingresso no programa, as áreas passam por um diagnóstico técnico baseado em indicadores de sustentabilidade alinhados a protocolos internacionais, o que permite identificar desafios, oportunidades e caminhos para aperfeiçoar o sistema produtivo.
Plano de ação individual para produtores de café
Com base nessa avaliação, é elaborado um plano de ação individualizado, com orientações que envolvem os aspectos ambiental, econômico e social da atividade.
A intenção é promover avanços no manejo da lavoura, elevar os níveis de adequação das propriedades e qualificar etapas decisivas da produção, como a colheita e o pós-colheita.
Outro eixo importante do projeto está na transferência de tecnologias para o campo. Entre as ações desenvolvidas estão unidades demonstrativas voltadas a manejo de irrigação, microterraceamento, jardins clonais, secagem de grãos e processamento de cafés especiais.
A iniciativa também estimula a capacitação contínua dos produtores por meio de dias de campo, cursos, excursões técnicas e eventos voltados à troca de experiências e à disseminação de boas práticas.
Ao unir diagnóstico técnico, acompanhamento em campo e difusão de tecnologias, o projeto reforça o papel estratégico da cafeicultura para a economia rural capixaba.
Presente em grande parte dos municípios do estado, a atividade segue como uma das bases da geração de renda, emprego e desenvolvimento no interior, agora com um olhar ainda mais atento à sustentabilidade e à competitividade.
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