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15 de outubro de 2026

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Tarifaço dos EUA não derruba soja brasileira; preços são mantidos pelos portos

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O setor agropecuário enfrentou recentemente o impacto do ‘tarifaço‘ imposto pelos Estados Unidos, que aplicaram uma taxa de 50% sobre diversos produtos brasileiros que incluem, também, a soja. Trata-se da maior tarifa atualmente em vigor no mundo, medida que afeta diretamente o comércio brasileiro para o mercado americano.

Segundo a plataforma Grão Direto, mesmo assim, os preços da soja no Brasil mostraram estabilidade, sustentados principalmente pela forte demanda externa e pelos prêmios elevados pagos nos portos brasileiros. Enquanto o preço da soja na Bolsa de Chicago apresenta leves oscilações, os exportadores nacionais continuam apostando na preferência da China pela soja brasileira, já que o país asiático ainda mantém uma demanda internacional mais fraca, principalmente pela ausência de compras da safra americana.

Volume programado para embarque de soja

Segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o volume programado para embarque de soja nos portos brasileiros em agosto é o maior dos últimos cinco anos. Até o fim de julho, o Brasil já havia exportado mais de 77 milhões de toneladas, caminhando para alcançar a meta anual de 102 milhões, mesmo diante do desafio logístico de manter um ritmo elevado de embarques nas próximas semanas.

Milho

Por outro lado, o milho começa a ganhar espaço nos terminais portuários com a colheita avançando, o que indica uma migração gradual da operação para o cereal, enquanto a janela de escoamento da soja vai se fechando.

Prêmios dão suporte aos preços de soja

Um dos fatores que mantêm o mercado da soja firme no Brasil são os prêmios portuários, que seguem elevados mesmo com a valorização do real frente ao dólar e as pressões do mercado internacional. Esse cenário favoreceu principalmente a soja da safra passada, que registrou uma semana bastante movimentada nos negócios.

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A ausência de avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China mantém a soja sul-americana como protagonista no mercado internacional, mas essa situação pode mudar com a aproximação da nova safra americana, quando a China deve voltar a comprar soja dos EUA, reduzindo um pouco a demanda pelo Brasil.

Relatório do USDA e expectativas

Nesta terça-feira, 12 de agosto, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trará atualização do Relatório de Oferta e Demanda que poderá trazer um aumento nos estoques finais da nova safra. Isso deve refletir uma desaceleração nas exportações americanas e um aumento na produtividade, graças às boas condições climáticas que têm beneficiado as lavouras.

Esse cenário de maior oferta tende a pressionar os preços da soja, especialmente na Bolsa de Chicago. A expectativa de uma demanda mais fraca, com a redução nas compras chinesas, também contribui para essa tendência.

Cenário e mercado de soja

No âmbito macroeconômico, crescem as apostas por cortes nos juros nos Estados Unidos em setembro, diante de dados mais fracos no mercado de trabalho. No Brasil, o Banco Central mantém uma postura rígida, sinalizando a possibilidade de juros elevados por mais tempo para controlar a inflação.

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Estoques de Cédulas de Produto Rural totalizaram quase R$ 600 bilhões em setembro

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados do Boletim de Finanças do Agro referentes a setembro de 2026.

O levantamento apresenta o desempenho dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio, com destaque para os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), que totalizaram R$ 597 bilhões no período.

Vale lembrar que as CPRs são títulos de crédito utilizados no agronegócio para facilitar o financiamento da produção rural. Na prática, permitem que o produtor obtenha recursos antecipadamente, assumindo o compromisso de entregar produtos agropecuários ou realizar um pagamento em uma data futura.

Ao todo, foram registradas 333 mil CPRs, com valor médio de R$ 1,79 milhão por cédula. Considerando as emissões realizadas na safra 2026/2027, entre julho e setembro, o volume de novas CPRs alcançou R$ 98 bilhões.

Já no caso da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), o levantamento aponta que os estoques somaram R$ 563 bilhões em setembro.

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De acordo com as regras vigentes do Manual de Crédito Rural (MCR), pelo menos 60% desse montante, equivalente a R$ 338 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento do setor agropecuário.

Desse total, no mínimo 45%, correspondente a R$ 152 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores abrangem recursos relacionados à safra atual e a contratos ainda vigentes de safras anteriores.

Os estoques do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) atingiram, respectivamente, R$ 175 bilhões e R$ 30 bilhões em setembro.

Já o patrimônio líquido dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) alcançou R$ 73 bilhões no período. Atualmente, 301 fundos dessa categoria estão em operação.

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Chuva pode chegar a 107 mm em 48 horas em Itapetininga

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A Climatempo prevê chuva forte em cinco municípios de dois estados, Paraná e São Paulo, entre quarta-feira (14) e sábado (17). O maior acumulado previsto é de 107 mm em 48 horas em Itapetininga (SP), enquanto os volumes nas outras quatro cidades variam de 62 mm a 64 mm em 24 horas.

No Paraná, os acumulados previstos para quarta-feira (14) são próximos entre os três municípios. Cianorte (PR) deve receber 64 mm em 24 horas, Ubiratã (PR), 63 mm em 24 horas, e Pitanga (PR), 62 mm em 24 horas.

Em São Paulo, a previsão para Itapetininga indica 107 mm em 48 horas, com referência em quinta-feira (15). O intervalo de acumulação é diferente daquele previsto para os municípios paranaenses, onde os volumes correspondem a 24 horas.

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Chuva forte e acumulados elevados estão associados a risco de interrupção da colheita, dificuldade nas operações com máquinas no campo, encharcamento do solo e restrição de tráfego em estradas rurais.

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Para São José do Rio Preto (SP), a Climatempo prevê 63 mm em 24 horas no sábado (17).

Fonte: Climatempo Advisor API

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Área de canola no Rio Grande do Sul mais que dobra em 2026

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A área cultivada com canola no Rio Grande do Sul em 2026 é estimada em 353.397 hectares, alta de 102,64% em relação aos 174.394 hectares registrados em 2025. Os dados são da Emater/RS-Ascar, citados pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Segundo a entidade, a oleaginosa vem ganhando espaço nas lavouras gaúchas e se consolidando como alternativa de matéria-prima para a produção de biodiesel.

Além de disputar espaço com culturas tradicionais de inverno, como o trigo, a canola é apontada pela Aprobio como uma opção para ampliar o aproveitamento da produção agrícola. O óleo extraído dos grãos pode ser destinado ao biodiesel, enquanto o farelo resultante do processamento é utilizado na alimentação animal.

Na abertura nacional da colheita, realizada na terça-feira (13), em Ijuí (RS), a entidade destacou o avanço da cultura no Estado e a integração potencial com diferentes segmentos da cadeia produtiva.

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O presidente da Aprobio e da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Jerônimo Goergen, afirmou que a expansão da canola representa oportunidade de gerar mais renda ao agricultor e fortalecer a produção nacional de combustíveis renováveis. “A canola é um dos produtos no Brasil que nos possibilitam alimento e energia, e não alimento ou energia”, disse.

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Para a Aprobio, o crescimento da área precisa ser acompanhado pelo desenvolvimento do mercado consumidor, com planejamento e maior integração entre agricultores, cerealistas e produtores de biocombustíveis. Goergen defendeu previsibilidade para consolidar a produção da matéria-prima e conectá-la às empresas cerealistas e produtoras de biocombustível.

Com a estimativa de expansão superior a 100% da área cultivada em 2026, a canola amplia participação nas lavouras de inverno do Rio Grande do Sul e reforça seu papel como matéria-prima para biodiesel e insumo para alimentação animal.

Fonte: Estadão Conteúdo

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