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7 de maio de 2026

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Dados sobre proteção ambiental são apresentados em evento internacional de oleaginosas

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A atribuição de terras para a proteção ambiental e a destinação de áreas em propriedades privadas para a preservação da vegetação nativa foi tema de palestra ministrada por Lucíola Alves Magalhães, chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Territorial, no 27º Diálogo Internacional de Produtores de Oleaginosas (IOPD) 2025, realizado em Foz do Iguaçu (PR), entre os dias 22 e 23 de julho. A edição de 2025 do evento, que é anual, teve como anfitriãs a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil). Reunindo lideranças do Brasil, Estados Unidos, Alemanha, França, Paraguai, Canadá e Austrália para discutir os principais desafios e perspectivas da produção global de oleaginosas.

Convidado para falar sobre a sustentabilidade do agro brasileiro, Magalhães apresentou um panorama abrangente da legislação ambiental vigente no Brasil e dos compromissos reforçados pelos produtores rurais. Na primeira parte da palestra, Magalhães destacou o papel do País na proteção de terras, comparando a proporção de áreas protegidas em território nacional com a de outros países. Utilizando dados globais e conceitos internacionais, ela apresentou o Brasil como protagonista na preservação ambiental.

A palestra abordou ainda o Código Florestal Brasileiro, com explicação para os convidados estrangeiros sobre as obrigações ambientais atribuídas aos imóveis rurais, o funcionamento do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e os sistemas de monitoramento dessas áreas. Lucíola apresentou as análises da Embrapa Territorial que apontam aproximadamente 33,2% do território nacional comprometido com a preservação ambiental em propriedades privadas.

Na dimensão econômica e social da conservação, a pesquisadora trouxe dados elaborados pela equipe da Embrapa Territorial sobre o patrimônio fundiário imobilizado para fins de preservação e conservação ambiental. O valor das terras soma R$ 3 trilhões.

A dimensão ambiental da palestra contempla o uso de tecnologias de sensoriamento remoto e sistemas de monitoramento, como o projeto TerraClass e o programa Brasil Mais. Este último, bloqueio pela Polícia Federal, identificação e coibe o desmatamento ilegal. Também foram indicados projetos planejados por pesquisadores da Embrapa Territorial, como os estudos sobre carbono na citricultura e cafeicultura, a biodiversidade faunística em áreas agrícolas e a conformidade ambiental de cafeicultores em Rondônia.

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No encontro, as nações redigiram uma resolução conjunta, com foco em temas estratégicos como sustentabilidade, segurança alimentar, uso responsável de insumos e cooperação internacional no agro. O documento reforça o compromisso dos produtores em buscar soluções conjuntamente frente às crescentes critérios globais e desafios do setor. Também foi anunciado que o Canadá será a sede-país da 28ª edição do OIDP, marcada para 2026, dando continuidade ao diálogo global entre produtores e fortalecendo os laços institucionais entre os países.

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Ministério Público cobra respostas da UFMT sobre “lista do estupro” que circulou entre alunos

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) deu prazo de cinco dias para que a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) informe quais medidas foram adotadas após a denúncia envolvendo uma lista que classificava estudantes como “estupráveis” no campus de Cuiabá.

A determinação foi assinada pela promotora de Justiça Claire Vogel Dutra, responsável pelo Núcleo de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher. A medida oficializa a abertura de um procedimento para investigar a autoria e o conteúdo das mensagens compartilhadas entre alunos.

Além da universidade, o Centro Acadêmico de Direito (CADI) e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) também foram notificados e terão cinco dias para entregar documentos, capturas de tela e demais provas relacionadas à circulação das mensagens em aplicativos.

Segundo o Ministério Público, a apuração busca identificar os estudantes envolvidos na suposta elaboração da lista, que teria como alvo calouras da instituição.

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Na portaria, a promotoria solicita que a UFMT apresente informações detalhadas sobre o andamento do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), incluindo eventuais medidas adotadas contra os envolvidos.

Aluno foi suspenso

Na última terça-feira (6), a direção da Faculdade de Direito anunciou a suspensão preventiva de um estudante investigado no caso. Conforme a instituição, a denúncia chegou por meio de conversas privadas compartilhadas via WhatsApp.

Após tomar conhecimento do conteúdo, a faculdade instaurou um procedimento interno para verificar a autenticidade das mensagens e apurar responsabilidades disciplinares. A universidade informou que o processo seguirá sob sigilo, conforme prevê a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Virou assunto nacional

O caso ganhou repercussão após entidades estudantis divulgarem notas de repúdio denunciando a circulação de mensagens consideradas misóginas e com apologia à violência sexual dentro de grupos de estudantes.

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Exclusivo: aluno da Unemat surta e bombeiros são acionados em Alto Araguaia

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Um aluno do curso de Direito da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) mobilizou colegas e equipes de emergência após apresentar uma forte crise de ansiedade dentro da instituição, em Alto Araguaia, na noite desta quarta-feira (7).

Em mensagens compartilhadas em um grupo de estudantes do 7º semestre, colegas relataram que o rapaz estaria “passando mal de crise de ansiedade” e que o caso aconteceu em uma sala do curso de Direito. Um dos estudantes afirmou que “foi forte pelo jeito” e que os bombeiros chegaram a ser acionados para atender a ocorrência.

Nas conversas, outro acadêmico também comentou que o estudante estaria “um pouco agressivo” durante o episódio, o que aumentou a preocupação entre os colegas presentes no local.

O caso rapidamente repercutiu entre os alunos da universidade. Até o momento, não há informações oficiais sobre o estado de saúde do estudante nem sobre os atendimentos realizados após a chegada das equipes de resgate.

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Mais informações em breve 

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Agro Mato Grosso

Proprietário de fazenda é notificado para impedir corte de árvore com ninho raro em MT

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Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) notificou o proprietário de uma fazenda em Tapurah, a 414 km de Cuiabá, para impedir o corte de uma árvore usada como ninho por um gavião-realave ameaçada de extinção. O animal, também conhecido como harpia, foi identificado durante atividades de monitoramento da fauna silvestre.

Segundo o órgão ambiental, o proprietário deverá manter preservada uma área de, no mínimo, 150 metros ao redor da árvore. O objetivo é garantir a segurança do filhote durante a fase de aprendizado e evitar interferências no comportamento natural da ave, assegurando o ciclo reprodutivo da espécie.

Em resposta à notificação, o dono da fazenda informou que irá cumprir as determinações e preservar todas as árvores dentro da área delimitada. Segundo ele, o local será sinalizado com placas de “proibido corte” e as equipes responsáveis pelo manejo florestal serão orientadas a evitar qualquer intervenção na região.

A Sema explicou que o manejo florestal sustentável prevê a retirada seletiva de árvores, respeitando o ciclo natural da floresta e reduzindo impactos ambientais. Atualmente, Mato Grosso possui cerca de 5,2 milhões de hectares de áreas de manejo florestal. A meta do Programa Carbono Neutro 2035 é ampliar esse número para 6 milhões de hectares.

Harpia ou Gavião- real

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A ave possui longo tempo de vida e baixa taxa reprodutiva. O tempo geracional da espécie é estimado em 18,5 anos. O ninho do gavião-real é considerado grande e, geralmente, é encontrado em árvores altas. A espécie costuma pôr dois ovos, mas é comum desenvolver apenas um filhote.

O gavião-real, ou harpia, é a maior águia das Américas e mais da metade de sua distribuição encontra-se nas florestas brasileiras, conforme o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Devido à redução populacional pela intensa perda de habitat e pela caça, a espécie é considerada globalmente quase ameaçada de extinção (NT) e nacionalmente vulnerável (VU).

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Agro MT