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22 de junho de 2026

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‘Relatório AgriHub Conecta 2025’ revela novas oportunidades para o agronegócio

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A Casa da Inovação do Produtor Rural de Mato Grosso lança no dia 12 de agosto, às 9h (horário de Cuiabá), o relatório do projeto AgriHub Conecta 2025 que aproxima produtores rurais de empresas de tecnologia, promovendo a inovação de forma prática, centrada nas reais necessidades do campo. O estudo foi realizado pelo AgriHub e Senar-MT, fornecendo conhecimento detalhado sobre a realidade do agro de mato-grossense.

Para encerrar o projeto com chave de ouro, o projeto chega à quarta fase: Difusão de Conhecimento. Ao longo dessa jornada, foram mais de 4.500 km rodados e 440 produtores rurais impactados com o AgriHub Conecta 2025. O intuito final é compartilhar aprendizados, apresentar os resultados obtidos aos atores do ecossistema do agro e impulsionar a inovação no estado.

“O projeto AgriHub Conecta 2025 reforça o compromisso do Sistema Famato em estar cada vez mais próximo do produtor rural. A partir dessa escuta ativa, conseguimos compreender com mais profundidade os desafios enfrentados no campo e, com isso, direcionar ações mais assertivas. Os dados revelados no relatório nos mostram onde precisamos atuar para promover melhorias reais nas propriedades e fortalecer ainda mais o agro de Mato Grosso.” destaca Cleiton Gauer, superintendente do Sistema Famato, AgriHub e IMEA.

Durante o segundo semestre de 2024, a equipe do AgriHub visitou 10 municípios de Mato Grosso em rodadas de levantamento pelo interior do estado. Nas visitas, mais de 120 desafios únicos foram identificados, sendo 7 priorizados pelos produtores rurais, além do desafio extra.

Para entender melhor quais foram esses desafios, listamos 8 deles abaixo:

  • Alto custo para regularização fundiária
  • Altos preços de insumos agrícolas
  • Falta de energia elétrica nas propriedades
  • Falta de segurança nas áreas rurais
  • Escassez de mão de obra qualificada
  • Baixa conectividade e qualidade da internet no campo
  • Subjetividade na classificação de grãos
  • Desafio extra (detalhado no relatório completo)

“Alguns desafios apareceram de forma recorrente nas regiões visitadas, como falta de mão de obra qualificada, que continua sendo uma das principais preocupações, especialmente em relação à capacitação técnica para operação de máquinas, gestão e uso de tecnologias no campo”, comenta Sarah Gonçalves, analista de inovação e agronegócio.

Os diálogos realizados serviram para entender o que tem causado dificuldades nas operações agropecuárias da porteira para dentro.

Após o diagnóstico dos principais desafios do campo, o AgriHub promoveu uma Chamada Aberta, que recebeu mais de 200 startups interessadas em colaborar com soluções para os problemas identificados. Desse total, 10 foram selecionadas para apresentarem suas soluções diretamente aos produtores. O ciclo se encerrou com os Dias da Inovação Aplicada – momento de sujar a botina e conectar as startups às realidades do campo, por meio de eventos realizados em cinco cidades do estado, com apoio dos sindicatos rurais.

“No processo de Chamada Aberta do AgriHub Conecta 2025, buscamos startups com soluções tecnológicas aplicáveis ao campo, com foco em resolver desafios reais enfrentados pelos produtores rurais de Mato Grosso. A importância dessas startups é central para o projeto porque elas trazem inovação de forma prática, conectando tecnologia com a realidade da porteira para dentro e impulsionando o agronegócio mato-grossense”, explica Welder Gomes, analista de inteligência e novos negócios.

O relatório Conecta 2025 contribui para fortalecer a cultura da inovação no agro e destaca o potencial das conexões estratégicas entre quem produz, quem desenvolve tecnologia e quem investe no futuro do campo. Com essas informações, o AgriHub conseguiu metrificar e compilar os dados do novo relatório para que as necessidades dos produtores rurais sejam compreendidas de maneira fácil, rápida e precisa.

“O novo relatório traz uma leitura de fácil entendimento sobre os desafios enfrentados pelos produtores rurais mato-grossenses. A principal novidade está na forma como os dados foram analisados e organizados, evidenciando as particularidades de cada região visitada e fazendo uma leitura minuciosa das startups inscritas no projeto. Além disso, optamos por uma abordagem mais visual para melhorar a experiência de quem lê, tornando-a mais direta e completa”, explica Sarah.

Este projeto permitiu aplicar a escuta ativa do produtor rural, imprescindível para direcionar ações mais eficazes, entender as dinâmicas nas quais o agronegócio está inserido na atualidade e em quais condições os produtores rurais estão atuando em suas propriedades.

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Prêmios de exportação do óleo de soja seguem perto das mínimas históricas, aponta Cepea

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Os prêmios de exportação do óleo de soja registraram recuperação na última semana, mas continuam em patamares historicamente baixos, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A avaliação considera a série histórica iniciada pela instituição em junho de 2004.

De acordo com os pesquisadores, o cenário é resultado da ampla oferta de óleo de soja na América do Sul e de uma demanda por biodiesel no Brasil abaixo das expectativas do mercado, fatores que seguem pressionando as cotações no mercado internacional.

Apesar desse contexto, o Cepea destaca que a queda dos prêmios também tem um efeito positivo para o setor exportador. Com preços mais competitivos, o óleo de soja brasileiro ganha espaço no mercado externo, impulsionando os embarques.

Na avaliação do centro de pesquisas, o maior volume exportado ajuda a reduzir a pressão sobre o mercado interno, limitando os impactos baixistas sobre os preços praticados no Brasil.

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Médio-norte lidera colheita do milho em MT, enquanto o sudeste engatinha

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do milho segunda safra em Mato Grosso alcançou na última sexta-feira (19) 20,86% da área cultivada nesta temporada 2025/26. A liderança dos trabalhos segue com a região médio-norte, que já retirou das lavouras 29,92%, enquanto o sudeste do estado ainda engatinha com apenas 5,48%.

Dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revelam que a colheita, em comparação ao ciclo 2024/25, está 6,78 pontos percentuais à frente. Entretanto, segue atrás da média dos últimos cinco anos de 23,26%.

Em relação às demais regiões produtoras do estado, o norte mato-grossense já retirou das lavouras 22,79% do milho plantado, enquanto o noroeste 20,70% e o nordeste 19,59%.

Já as regiões oeste e centro-sul, conforme o Instituto, colheram 14,84% e 14,21% de suas respectivas áreas.

A projeção é que Mato Grosso colha 53,349 milhões de toneladas de milho na segunda safra e registre uma produtividade média de 120,28 sacas por hectare.


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Do corte no seguro ao café premiado: os destaques do novo Radar Rural; ASSISTA

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Apresentado por Beatriz Gunther e Victor Faverin, o Radar Rural vai ao ar primeiro no Youtube

O agronegócio não para, e o novo episódio do Radar Rural traz uma análise profunda sobre os temas que estão movimentando os bastidores do setor — da política fiscal que tira o sono do produtor às histórias de superação que conquistam o paladar internacional.

Apresentado por Beatriz Gunther e Victor Faverin, o programa vai ao ar primeiro no YouTube, às sextas-feiras, às 15h, e na tela do Canal Rural aos sábados (9h15) e segundas-feiras (11h30).

Assista ao episódio completo:

O “cobertor curto” do seguro rural: corte de R$ 461 milhões preocupa o setor

O fantasma da instabilidade climática ganha um ingrediente extra de preocupação para os produtores brasileiros. O governo federal oficializou o contingenciamento de R$ 461,7 milhões do Programa de Subvenção ao Seguro Rural (PSR). Na prática, a verba encolheu quase pela metade: caiu de R$ 1,1 bilhão previsto para apenas R$ 638 milhões.

O corte ocorre no pior momento possível, às vésperas do anúncio do Plano Safra e com a consolidação do fenômeno El Niño. Em entrevista ao Canal Rural, o coordenador do Observatório de Crédito Rural e Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola, alertou que a medida dá “sinais trocados” ao mercado.

“Duas semanas antes, o governo afirma que o seguro seria prioridade no Plano Safra. Logo depois, vem um corte dessa magnitude. Isso reduz a previsibilidade para produtores e seguradoras, desenhando um dos piores cenários dos últimos anos”, avalia Loyola.

O reflexo do desinvestimento histórico é claro: a área segurada no país despencou de quase 14 milhões de hectares em 2021 para míseros 3,2 milhões de hectares atualmente. O número representa menos de 5% da nossa área produtiva, enquanto potências como os Estados Unidos protegem até 90% de sua produção por meio de políticas públicas eficientes.

Embargo da União Europeia: setor de proteína animal se mobiliza por comprovação e rastreabilidade

Outro tema quente no radar é a pressão da União Europeia sobre os produtos de origem animal do Brasil, motivada pelas restrições ao uso de antimicrobianos. Para conter os danos à credibilidade do país, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) uniram forças em um documento enviado ao Ministério da Agricultura e pecuária (Mapa).

As entidades pleiteiam a proibição de mais três substâncias antibióticas (enramicina, avilamicina e flavomicina), somando-se às restrições já existentes do ácido fosfônico. O setor argumenta que a cadeia exportadora já não utiliza esses produtos e que o grande desafio atual não é a falta de regras, mas sim a comunicação e a comprovação da fiscalização perante o bloco europeu.

Como a União Europeia dita tendências globais de normatização, o alinhamento rápido é vital para evitar um efeito cascata em outros mercados, como o Reino Unido.

Nova fronteira agrícola: o fenômeno do Chaco paraguaio

O Radar Rural cruza as fronteiras para analisar a ascensão do Chaco, região que desponta como a nova promessa da produção de grãos na América do Sul. Um estudo recente da StoneX estima a safra de soja do Paraguai em 12,3 milhões de toneladas, impulsionada pelos altos índices de produtividade da região.

Algumas fazendas no Chaco já atingem a marca de 4 toneladas de soja por hectare, um patamar comparável ao da Bahia — estado brasileiro referência em alta tecnologia e irrigação. O bioma, que também se estende por Argentina e Bolívia, promete redesenhar o mapa da competitividade do Mercosul nos próximos anos.

Da rejeição ao topo: a virada histórica do café de Caparaó

Para fechar o episódio com “coisa boa”, o programa traz uma reportagem especial direto de Gramado (RS), onde as principais Indicações Geográficas (IG) do Brasil se reuniram. O grande destaque foi a história de superação dos produtores de café da região de Caparaó, na divisa entre o Espírito Santo e Minas Gerais.

Antigamente rotulado injustamente por compradores como “um dos piores cafés do Brasil” devido à maturação irregular em altas altitudes, o território deu a volta por cima. Com o apoio do Sebrae e redesenhando as próprias regras de secagem fora das cartilhas tradicionais, os produtores conquistaram a Denominação de Origem.

O resultado prático? No último prêmio Coffee of the Year, o Caparaó arrebatou 8 das 10 medalhas possíveis.

Além do café, o episódio revela os segredos da banana mais doce do Brasil (que matura por até um ano e meio na Serra Catarinense) e as estratégias dos vitivinicultores brasileiros para enfrentar o acordo Mercosul-União Europeia focando no mercado do Leste Europeu.

Fique Ligado!

Quer entender como esses fatores impactam o seu bolso e o futuro do campo? Não perca os episódios semanais do Radar Rural:

  • No YouTube: Sexta-feira, a partir das 15h (Aproveite para se inscrever e ativar as notificações!).
  • Na TV (Canal Rural): Sábados, às 9h15, e segundas-feiras, às 11h30.

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