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7 de maio de 2026

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‘Relatório AgriHub Conecta 2025’ revela novas oportunidades para o agronegócio

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A Casa da Inovação do Produtor Rural de Mato Grosso lança no dia 12 de agosto, às 9h (horário de Cuiabá), o relatório do projeto AgriHub Conecta 2025 que aproxima produtores rurais de empresas de tecnologia, promovendo a inovação de forma prática, centrada nas reais necessidades do campo. O estudo foi realizado pelo AgriHub e Senar-MT, fornecendo conhecimento detalhado sobre a realidade do agro de mato-grossense.

Para encerrar o projeto com chave de ouro, o projeto chega à quarta fase: Difusão de Conhecimento. Ao longo dessa jornada, foram mais de 4.500 km rodados e 440 produtores rurais impactados com o AgriHub Conecta 2025. O intuito final é compartilhar aprendizados, apresentar os resultados obtidos aos atores do ecossistema do agro e impulsionar a inovação no estado.

“O projeto AgriHub Conecta 2025 reforça o compromisso do Sistema Famato em estar cada vez mais próximo do produtor rural. A partir dessa escuta ativa, conseguimos compreender com mais profundidade os desafios enfrentados no campo e, com isso, direcionar ações mais assertivas. Os dados revelados no relatório nos mostram onde precisamos atuar para promover melhorias reais nas propriedades e fortalecer ainda mais o agro de Mato Grosso.” destaca Cleiton Gauer, superintendente do Sistema Famato, AgriHub e IMEA.

Durante o segundo semestre de 2024, a equipe do AgriHub visitou 10 municípios de Mato Grosso em rodadas de levantamento pelo interior do estado. Nas visitas, mais de 120 desafios únicos foram identificados, sendo 7 priorizados pelos produtores rurais, além do desafio extra.

Para entender melhor quais foram esses desafios, listamos 8 deles abaixo:

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  • Alto custo para regularização fundiária
  • Altos preços de insumos agrícolas
  • Falta de energia elétrica nas propriedades
  • Falta de segurança nas áreas rurais
  • Escassez de mão de obra qualificada
  • Baixa conectividade e qualidade da internet no campo
  • Subjetividade na classificação de grãos
  • Desafio extra (detalhado no relatório completo)

“Alguns desafios apareceram de forma recorrente nas regiões visitadas, como falta de mão de obra qualificada, que continua sendo uma das principais preocupações, especialmente em relação à capacitação técnica para operação de máquinas, gestão e uso de tecnologias no campo”, comenta Sarah Gonçalves, analista de inovação e agronegócio.

Os diálogos realizados serviram para entender o que tem causado dificuldades nas operações agropecuárias da porteira para dentro.

Após o diagnóstico dos principais desafios do campo, o AgriHub promoveu uma Chamada Aberta, que recebeu mais de 200 startups interessadas em colaborar com soluções para os problemas identificados. Desse total, 10 foram selecionadas para apresentarem suas soluções diretamente aos produtores. O ciclo se encerrou com os Dias da Inovação Aplicada – momento de sujar a botina e conectar as startups às realidades do campo, por meio de eventos realizados em cinco cidades do estado, com apoio dos sindicatos rurais.

“No processo de Chamada Aberta do AgriHub Conecta 2025, buscamos startups com soluções tecnológicas aplicáveis ao campo, com foco em resolver desafios reais enfrentados pelos produtores rurais de Mato Grosso. A importância dessas startups é central para o projeto porque elas trazem inovação de forma prática, conectando tecnologia com a realidade da porteira para dentro e impulsionando o agronegócio mato-grossense”, explica Welder Gomes, analista de inteligência e novos negócios.

O relatório Conecta 2025 contribui para fortalecer a cultura da inovação no agro e destaca o potencial das conexões estratégicas entre quem produz, quem desenvolve tecnologia e quem investe no futuro do campo. Com essas informações, o AgriHub conseguiu metrificar e compilar os dados do novo relatório para que as necessidades dos produtores rurais sejam compreendidas de maneira fácil, rápida e precisa.

“O novo relatório traz uma leitura de fácil entendimento sobre os desafios enfrentados pelos produtores rurais mato-grossenses. A principal novidade está na forma como os dados foram analisados e organizados, evidenciando as particularidades de cada região visitada e fazendo uma leitura minuciosa das startups inscritas no projeto. Além disso, optamos por uma abordagem mais visual para melhorar a experiência de quem lê, tornando-a mais direta e completa”, explica Sarah.

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Este projeto permitiu aplicar a escuta ativa do produtor rural, imprescindível para direcionar ações mais eficazes, entender as dinâmicas nas quais o agronegócio está inserido na atualidade e em quais condições os produtores rurais estão atuando em suas propriedades.

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Nova geração de cana-de-açúcar do CTC é aprovada pela CTNBio

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Foto: Governo do Estado de São Paulo

A nova geração de cana-de-açúcar geneticamente modificada desenvolvida pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), a VerdPRO2, foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

A tecnologia foi desenvolvida para enfrentar a broca-da-cana e o manejo de plantas daninhas. A broca, presente em quase todos os canaviais do país, provoca perdas estimadas em cerca de R$ 8 bilhões por ano, afetando produtividade, peso da cana e teor de açúcar.

Já o controle de plantas daninhas demanda mais de R$ 6 bilhões anuais em herbicidas e operações agrícolas. Nesse aspecto, a VerdPRO2 promete simplificar o manejo de invasoras, como grama-seda, capim colonião, capim colchão e braquiária.

Segundo o CTC, a variedade reduz riscos de fitotoxicidade, oferece maior estabilidade ao longo do ciclo da cultura e contará com mais de 14 produtos.

Chegada ao mercado

Após a conclusão dos trâmites legais, a previsão de chegada da nova geração ao mercado é na safra 2026/27. “A introdução da tecnologia será realizada em proximidade com os clientes, com o intuito de demonstrar seus benefícios e valor no canavial”, informa o CTC.

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De acordo com o Centro, essa etapa combina a experimentação com acompanhamento técnico próximo, capturando as necessidades de manejo dos clientes e gerando dados em condições reais de cultivo sobre os benefícios da tecnologia.

A primeira geração da variedade foi lançada pela companhia em 2017 e a atual é considerada fundamental para impulsionar a estratégia do CTC em desenvolver soluções capazes de dobrar a produtividade da cana-de-açúcar até 2040.

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Safra de morango avança no Rio Grande do Sul com boa sanidade, diz Emater

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Foto: Freepik

A cultura do morango apresenta bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul, com produção em andamento nas principais regiões produtoras. Segundo o Informativo Conjuntural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgado nesta quinta-feira (7), a predominância de dias ensolarados favoreceu a sanidade das lavouras.

A baixa temperatura e a geada observada no dia 28 de abril não causaram prejuízos à emissão de flores, ao pegamento nem ao amadurecimento dos frutos.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a colheita ainda ocorre em pequeno volume e se concentra em lavouras de um ano. Também começaram a ser retirados os primeiros frutos de plantas inseridas em fevereiro e março, oriundas da Espanha. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a menor oferta nesta época está relacionada à genética das plantas e ao período de renovação nos ambientes de cultivo.

Em Pelotas, os produtores estão na fase de implantação das primeiras mudas recebidas, que apresentam desenvolvimento considerado adequado. Além disso, seguem os trabalhos de limpeza de mudas de anos anteriores, reformas de estufas e preparação de novas estruturas. Em Santa Maria, o preparo de canteiros avança tanto para cultivo a campo quanto em bancada, com uso de mudas adquiridas no comércio local e também importadas do Chile.

Na região de Santa Rosa, a cultura está em fase de transplantio de mudas novas, em sua maioria importadas da Patagônia argentina e da Espanha. As plantas remanescentes da safra anterior têm baixa produtividade. Já em Soledade, chuvas e alta nebulosidade prejudicaram o crescimento de mudas recém-transplantadas e de plantas de segunda safra em fase vegetativa e reprodutiva.

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O quadro indica que o desempenho da cultura varia conforme as condições regionais de luminosidade e umidade. Onde o tempo firme predominou, houve melhor sanidade e evolução do pomar. Nas áreas com excesso de nebulosidade e chuva, o desenvolvimento ficou mais lento, o que pode influenciar o ritmo de formação das novas áreas.

A tendência de curto prazo, conforme o boletim técnico da Emater/RS-Ascar, é de continuidade da implantação e renovação das lavouras nas principais regiões produtoras. Não há, no informativo, dados de área total cultivada ou de volume estadual de produção para o morango nesta atualização.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Setor de biodiesel diz estar pronto para ampliar mistura e gerar mais empregos

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Imagem gerada por inteligência artificial

Diante da crise internacional envolvendo combustíveis fósseis e da pressão sobre os preços da energia, o setor de biocombustíveis vê uma oportunidade para ampliar a participação do biodiesel e do etanol na matriz energética brasileira. A avaliação é de Donizete Tokarski, diretor-superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), em entrevista ao programa Rural Notícias.

Segundo Tokarski, o setor brasileiro está preparado para atender ao aumento gradual da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil. Atualmente, o percentual é de 15%, com previsão de avanço para 16% e meta de chegar a 20% até 2030.

“O setor está mais do que preparado. Hoje temos capacidade para produzir mais de 16 bilhões de litros de biodiesel por ano”, afirmou.

Durante a entrevista, Tokarski relacionou o cenário geopolítico internacional à importância dos combustíveis renováveis. “O biodiesel vem da terra e não da guerra”, disse, ao comentar os impactos dos conflitos internacionais sobre o petróleo e os combustíveis fósseis.

O dirigente ressaltou, no entanto, que o avanço dos biocombustíveis não deve ser tratado apenas como uma resposta momentânea à crise global, mas como uma política permanente para o país.

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Industrialização da soja

Tokarski também defendeu maior industrialização da soja dentro do Brasil. Segundo ele, o país exporta atualmente mais de 100 milhões de toneladas de soja em grão, enquanto poderia ampliar o processamento interno para gerar mais farelo, biodiesel e proteína animal.

“Nós temos que esmagar mais soja aqui no Brasil, aumentar a produção de farelo e, consequentemente, ampliar a produção de carne, que é um produto de maior valor agregado”, afirmou.

De acordo com o diretor da Ubrabio, atualmente existem cerca de 60 indústrias de biodiesel com capacidade ociosa no país, ao mesmo tempo em que o Brasil segue importando diesel fóssil.

“O importante é não importar combustível. Nós produzimos esse combustível aqui, gerando emprego, renda e desenvolvimento no interior do país”, destacou.

Impacto econômico e ambiental

Além do potencial econômico, Tokarski destacou os benefícios ambientais dos biocombustíveis. Segundo ele, o biodiesel contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e melhora a qualidade do ar.

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Durante a entrevista, ele também citou um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) que projeta impacto de R$ 403 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro até 2030 com o avanço dos biocombustíveis previsto na Lei do Combustível do Futuro.

A legislação estabelece metas de ampliação da participação do biodiesel, etanol, diesel verde e bioquerosene na matriz energética nacional.

“O mundo exige mais alimentos e mais energia. O Brasil está pronto para fornecer energia de baixa emissão de carbono e melhorar a qualidade de vida das pessoas”, concluiu Tokarski.

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