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Mauro Carvalho afirma que não participou de acordo investigado pela PF: “vou comprovar a minha inocência e da minha família”

Em nota, secretário sustenta que não poderia influenciar a celebração do acordo citado pela Polícia Federal
O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho Junior, afirmou nesta quinta-feira (6.8), que não participou do acordo citado na operação conduzida pela Polícia Federal e reiterou que não obteve qualquer benefício decorrente dos supostos fatos narrados na denúncia.
Em nota, Mauro Carvalho esclareceu que, entre dezembro de 2023 e abril de 2024, período em que tramitou o processo no Governo, ele não exercia nenhum cargo público, inclusive no Governo de Mato Grosso, e, portanto, “não poderia influenciar absolutamente em nada a decisão de firmar ou não o acordo com a OI”.
O secretário também negou que recursos oriundos do acordo firmado com a empresa OI tenham sido utilizados em benefício próprio ou de sua família. De acordo com a nota, todos os valores aportados nas empresas das quais é sócio com o ex-governador Mauro Mendes são provenientes do patrimônio e das atividades do grupo empresarial da família Carvalho.
Mauro Carvalho declarou confiar que, ao término das investigações, os fatos serão devidamente esclarecidos.
“Tenho convicção de que, ao final de todo o processo, o caso será esclarecido e a minha inocência e da minha família será comprovada, pois não participei e não me beneficiei do acordo da OI “, afirmou.
Confira a íntegra da nota:
Sobre as investigações da Polícia Federal, esclareço que:
1. Nem eu e nem meus familiares participamos do acordo mencionado na investigação policial. Aliás, no período de dezembro de 2023 a abril de 2024 (período em que tramitou o processo de autocomposição), eu não ocupava nenhum cargo público, inclusive no Governo do Estado, de modo que não poderia influenciar absolutamente em nada a decisão de firmar ou não o acordo com a OI.
2. Nenhum recurso originário do acordo firmado com a empresa OI foi utilizado em benefício próprio ou da minha família. Todo valor aportado pela minha família nas empresas que temos sociedade com Mauro Mendes decorrem de recursos do meu próprio grupo empresarial.
3. Por fim, reafirmando que não participei e não me beneficiei do acordo sob investigação, acrescento que tenho convicção de que ao final de todo o processo o caso será esclarecido e a minha inocência e da minha família será comprovada.
Mauro Carvalho Junior
Secretário-Chefe da Casa Civil
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Polícia Civil prende investigado por fraudes em negociações de veículos em Cuiabá

Suspeito é investigado por aplicar golpes em consumidores, com prejuízo de pelo menos R$ 130 mil a uma das vítimas; Decon apura outros casos e orienta possíveis lesados a registrar ocorrência.
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, na manhã desta quinta-feira (6.8), em Cuiabá, um homem de 47 anos, investigado pela suposta prática reiterada de fraudes contra consumidores na Capital por meio de negociações envolvendo veículos.
A ordem judicial foi expedida pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, no âmbito de uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon).
As investigações apontam que o investigado teria induzido consumidores a erro, causando expressivos prejuízos financeiros às vítimas. Para isso, ele teria utilizado contratos, financiamentos e transações bancárias em benefício próprio.
Uma das vítimas teve prejuízo de R$ 130 mil. Após a vítima procurar a Decon, o delegado Rogério Ferreira, titular da especializada, localizou outros sete boletins de ocorrência contra o suspeito, denunciando crimes de estelionato envolvendo a compra e a venda de veículos. Não se descarta a possibilidade de haver mais vítimas.
Durante o cumprimento do mandado de prisão, foram apreendidos dois aparelhos celulares, que serão submetidos à extração e à análise pericial para o aprofundamento das investigações.
O investigado responderá, em tese, pelo crime de estelionato, cuja pena pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa, sem prejuízo da apuração de outros delitos que possam vir a ser identificados no decorrer da investigação.
A Polícia Civil orienta que eventuais vítimas de crimes praticados pelo investigado ou de outras fraudes contra as relações de consumo procurem a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), localizada na Rua General Otávio Neves, nº 69, bairro Duque de Caxias I, em Cuiabá, de segunda a sexta-feira, durante o horário comercial. Também é possível registrar boletim de ocorrência em qualquer Delegacia de Polícia do Estado de Mato Grosso.
Agro Mato Grosso
Demarcação de terra de indígenas isolados em MT é concluída após mais de 27 anos

Instalação dos marcos na Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo foi finalizada quase três décadas após a confirmação da presença do povo isolado. Processo agora aguarda decreto presidencial para garantir o reconhecimento definitivo da área.
A demarcação física da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza, a 1.065 km de Cuiabá, foi concluída após 27 anos de espera. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (6) pela organização não governamental Survival International. Com a instalação dos marcos e placas que delimitam oficialmente o território, o processo entra na etapa final e passa a depender apenas da homologação por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A área é habitada pelos indígenas isolados Kawahiva, um povo caçador-coletor nômade que depende integralmente da floresta para sobreviver. Segundo a ONG, eles são sobreviventes de massacres e epidemias que dizimaram parte de seu povo e, por isso, mantêm a decisão de viver sem contato com não indígenas.
Embora a conclusão da demarcação física represente um avanço histórico, a homologação presidencial é considerada essencial para garantir a proteção jurídica definitiva do território. A Survival International afirma que a terra continua sob pressão de grileiros, madeireiros e grupos interessados na exploração da região, que ao longo dos anos recorreram a disputas judiciais, pressões políticas, incêndios criminosos e episódios de violência para tentar impedir o reconhecimento da área.
O processo contou com o trabalho da Base de Proteção Etnoambiental Madeirinha Juruena, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Mesmo com recursos limitados, a equipe atuou durante décadas no monitoramento e fiscalização da área para impedir invasões enquanto a demarcação não era concluída. Organizações como o Centro de Trabalho Indigenista (CTI) também participaram das ações de proteção territorial.
Nos últimos meses, o indigenista Jair Candor e sua equipe percorreram a terra indígena por mais de dois meses para instalar os marcos e as placas que identificam os limites do território. Candor afirmou que a conclusão dessa etapa representa um marco importante para a segurança dos indígenas isolados.
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Indígenas kawahiva que vivem isolados em Mato Grosso — Foto: Funai/Jair Candor
Segundo ele, a partir do momento que a demarcação física é implantada, ela traz mais segurança porque assim as pessoas vão começar a entender que é real, mas “a guerra continua porque agora vem a homologação”.
Em nota, a Funai também destacou que a conclusão da demarcação física representa um avanço importante no processo iniciado há quase 30 anos.
Segundo a fundação, a instalação dos marcos materializa em campo os limites já definidos administrativamente e permite que o processo siga para a fase final, que é a homologação por decreto presidencial, responsável por conferir validade jurídica definitiva ao território.
A campanha pela proteção da Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo reúne, há anos, organizações indígenas e indigenistas. Além da Survival International, participam da mobilização a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), a Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), o Indian Law Resource Center, a Operação Amazônia Nativa (Opan), o Observatório dos Povos Indígenas Isolados (Opi) e o Centro de Trabalho Indigenista (CTI).
Proteção depende de fiscalização permanente
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Base permanente da Funai na Terra Indígena Kawahiva do Rio Pardo, em Colniza — Foto: Vinícius Mendonça/Ibama
Apesar do avanço, organizações que acompanham o caso alertam que a homologação, por si só, não encerra os desafios para a proteção da área.
Segundo a Survival International, será necessária a presença permanente de equipes do governo para monitorar o território, combater invasões e impedir a ocupação ilegal da terra. A organização ressalta que a fiscalização contínua é considerada indispensável para assegurar a integridade da floresta e a sobrevivência dos indígenas isolados que vivem na região.
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“Chefinho” é preso em MS após matar rival a tiros dentro de casa em Mato Grosso

Criminoso de 23 anos estava foragido da Operação Kikimora. Homicídio ocorreu durante disputa por território do tráfico na fronteira
Um homem de 23 anos, conhecido como “Chefinho”, membro de uma facção criminosa que disputa território na região de Comodoro, foi preso nesta quarta-feira (5.8), no município de Cassilândia (MS), pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, após investigação da Polícia Civil de Mato Grosso.
O suspeito é um dos alvos da Operação Kikimora, deflagrada pela Delegacia de Comodoro em maio deste ano para apurar o homicídio de Jonathan César Passos de Siqueira, conhecido como “Bin Laden”, morto a tiros dentro de casa, em abril deste ano, no bairro Cidade Verde. O criminoso estava foragido desde a deflagração da operação.
Segundo o inquérito conduzido pela Delegacia de Comodoro, o homicídio que originou as investigações está inserido em um contexto de guerra entre facções criminosas rivais pelo controle do tráfico de drogas na região de fronteira de Comodoro, ponto estratégico para o escoamento de entorpecentes.
Durante as buscas realizadas em maio, quatro pessoas ligadas à facção do suspeito preso nesta quarta-feira foram presas em flagrante. Com elas, a Polícia Civil apreendeu pistolas, munições, uma máscara usada por um dos suspeitos e a placa de um veículo associado aos crimes.
Em depoimento, os presos confirmaram o envolvimento de “Chefinho” nas ações da facção, o que reforçou os indícios que embasaram o mandado de prisão expedido contra ele.
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