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Receita com vendas internas de máquinas agrícolas cresce 20,4% no primeiro semestre

As vendas internas de máquinas agrícolas renderam R$ 5,526 bilhões em junho. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o valor é 10,4% maior do que o mesmo mês do ano passado. Nos primeiros seis meses do ano, foram R$ 28,890 bilhões, uma alta de 20,4%.
A receita com exportações teve avanço de 10,9% em junho ante maio, somando US$ 137,06
milhões. No primeiro semestre do ano, foram US$ 746,26 milhões. Já a receita líquida total, somou US$ 6,286 bilhões em junho, uma queda de 3,6% frente ao mês anterior. Nos primeiros seis meses de 2025, atingiram US$ 33,199 bilhões, um avanço de 20,7%.
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Em unidades, as vendas internas de tratores e colheitadeiras subiram 11,1% em junho. No mês, foram 4.953 unidades, contra 4.460 em junho de 2024. No acumulado de 2025, as vendas internas somam 25.066 unidades, alta 19,1% ano a ano. As exportações mensais tiveram baixa de 22,2%, passando de 559 para 435 unidades. As vendas externas caíram 13,5% em 2025, somando 2.349 unidades.
Colheitadeiras
Especificamente, foram vendidas 367 unidades de colheitadeiras em junho de 2025, 63,8% acima das 224 unidades de maio. No mesmo mês de 2024, foram 255 unidades, uma alta de 43,9%. No acumulado de 2025, a alta é de 6,7%, somando 1.472 unidades.
As exportações de colheitadeiras somaram 24 unidades em junho, contra 13 unidades em maio e 41 unidades no mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, são 143 unidades exportadas, 35% abaixo das 220 em igual momento de 2024.
Tratores
Para os tratores, foram vendidas internamente 4.586 unidades, 1,7% acima de maio e 9,1% do mesmo período do ano passado. No acumulado de 2025, o avanço é de 20%, somando 23.594 unidades.
As exportações de tratores somaram 411 unidades em junho, contra 524 unidades em maio e 518 unidades no mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, são 2.206 unidades exportadas, 11,6% abaixo das 2.496 unidades em igual momento de 2024.
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Aumento de áreas liberadas amplia extensão semeada de algodão e milho

A liberação de mais áreas de soja para o cultivo de algodão e milho possibilitaram um maior avanço nos trabalhos nas lavouras das duas culturas. Enquanto o cereal alcançou 15,59% da extensão estimada, a fibra atingiu no dia 30 de janeiro 67,75%.
Os números foram divulgados na última semana pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e mostram que no comparativo com o ciclo 2024/25 a semeadura do algodão está 14,27 pontos percentuais à frente, enquanto o milho 9,33 pontos percentuais.
O levantamento semanal revela que no algodão o avanço foi de 19,55 pontos percentuais. A área cultivada com a fibra, inclusive, está 8,25 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos.
Apesar do ritmo acelerado nas áreas de algodão, cerca de 30% da fibra deverá ficar fora da janela ideal, uma vez que a mesma encerrou no dia 31 de janeiro.
Entre as regiões que cultivam algodão, a sudeste lidera os trabalhos com 73,15%, seguida do oeste com 68,98% e do médio-norte com 66,27%. Já o noroeste do estado semeou até o dia 30 de janeiro 64,20% da área prevista, o centro-sul 61,25% e o nordeste 59,79%.
Milho atrasado ante a média
Conforme o Imea, em relação ao milho, apesar de estar à frente dos trabalhos na temporada passada, a colheita do ciclo 2025/26 está atrás da média dos últimos cinco anos de 20,29%. A variação semanal foi de 7,83 pontos percentuais.
Quanto às regiões, o médio-norte lidera com 21,08% do cereal cultivado. Na sequência vem o noroeste com 17,89%, o oeste com 17,04% e o norte com 15,06%.
A região centro-sul semeou 14,29% do milho e o nordeste do estado 10,55%. A região mais atrasada segue sendo o sudeste com 7,32%.
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Preço do feijão dispara com oferta restrita

Os preços do feijão avançaram de forma expressiva na última semana de janeiro em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea. O movimento foi mais intenso para o feijão preto e para o feijão carioca de melhor qualidade.
Segundo pesquisadores do centro de pesquisas, a alta foi impulsionada pela restrição de oferta, pela lentidão da colheita da primeira safra e pela perspectiva de produção menor em relação a 2025, especialmente nos estados do Sul do país.
Valorização mensal é a mais intensa em meses
No balanço de janeiro, a média de preços do feijão carioca registrou a maior variação positiva dos últimos quatro meses. Já no caso do feijão preto, a oscilação mensal foi a mais intensa desde o início da série Cepea/CNA, em setembro de 2024.
Pesquisadores do Cepea destacam que o atual cenário contrasta com o observado em janeiro do ano passado, quando predominava um ambiente de retração dos preços no mercado nacional.
Colheita avança lentamente e mantém mercado atento
No campo, a colheita da primeira safra de feijão segue em ritmo lento em diversas regiões produtoras, impactada por interferências climáticas ao longo do ciclo.
Dados da Conab indicam que, até o dia 24 de janeiro, a colheita havia alcançado 28,3% da área nacional. O percentual é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando os trabalhos atingiam 39%, e também abaixo da média dos últimos cinco anos, de 38,1%.
O atraso nos trabalhos de campo contribui para manter a oferta limitada no mercado e sustenta os preços, segundo avaliação do Cepea.
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Ritmo nas lavouras de soja se intensifica em Mato Grosso

O ritmo da colheita da soja em Mato Grosso se intensificou na última semana e alcançou 24,97% da extensão cultivada nesta temporada 2025/26. Isso representa um avanço semanal de 11,09 pontos percentuais em relação à semana anterior, além de 12,77 pontos percentuais à frente do observado na última semana de janeiro do ano passado na safra 2024/25.
De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mesmo com volumes de chuvas ao longo da semana, os produtores mantiveram os trabalhos aproveitando o máximo das janelas de tempo mais firmes e maior presença de sol em algumas regiões, o que permitiu, inclusive, que as máquinas estejam à frente da média dos últimos cinco anos de 12,57% da produção colhida.
Médio-norte perde a liderança na colheita
Na última semana de janeiro o médio-norte perdeu a liderança na colheita da soja para o oeste mato-grossense. Segundo o Imea, na região oeste 36,70% do grão havia sido colhido até o dia 30 de janeiro, enquanto no médio-norte 35,41%.
No noroeste do estado 30,08% da soja já foi colhida e no norte 28,54%. No centro-sul 22,23%. As regiões mais “atrasadas” seguem sendo o nordeste com 14,01% e o sudeste com 11,46%.
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