Politica
Percent entra em campo e realiza pesquisa estadual com 1.200 pessoas

Em parceria com a TV Cuiabá e Portal O Documento, o Instituto Percent entra em campo entre os dias 26 de julho e 2 de agosto, em Mato Grosso. A sondagem vai ouvir 1.200 entrevistados de forma presencial em 70 cidades. Por conta do vasto mapa territorial, a quantitativa terá a coleta estendida em um intervalo de oito dias. A pesquisa abordará temas eleitorais, como disputas à presidência, Governo, Senado (duas vagas), Câmara Federal e Assembleia Legislativa. Com abrangência estadual, a Percent também vai medir a popularidade do presidente Lula (PT) e o governador, Mauro Mendes (União Brasil). “A pesquisa presencial capta com mais precisão o sentimento das pessoas. Por ser um estado continental, mobilizamos um grande número de pesquisadores para correr o trecho. Os números vão sacudir a política regional”, previu, Ronye Steffan, sócio da Percent.
Agro Mato Grosso
A 100 dias das eleições: quem deve disputar Governo e Senado em MT

Pré-candidatos ao governo e ao Senado intensificam articulações, mas candidaturas só serão oficializadas durante as convenções partidárias, previstas para julho.
Faltando 100 dias para o primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, o cenário político de Mato Grosso começa a se desenhar. Lideranças partidárias intensificam as articulações para disputar cargos como o Governo do Estado, o Senado e a Câmara dos Deputados, embora a definição oficial das candidaturas dependa das convenções partidárias, previstas para começar em julho.
Na corrida pelo Palácio Paiaguás, alguns nomes já aparecem como pré-candidatos. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) deve disputar a reeleição após assumir o comando do Executivo com a saída de Mauro Mendes (União), que deixou o cargo no fim de março para concorrer ao Senado.
Em fevereiro, Wellington Fagundes (PL) foi o nome confirmado pelo pré-candidato a Presidência, Flávio Bolsonaro, para representar o partido e concorrer ao governo de Mato Grosso.
A Executiva Nacional do PT decidiu que o partido em Mato Grosso deve apoiar o PSD com a candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) que, até a publicação desta reportagem, é a única mulher na pré-corrida ao Executivo estadual.
Outro nome que deve disputar o governo é o do atual senador Jayme Campos (União). Ele já manifestou interesse publicamente em concorrer, mas a candidatura ainda depende da definição do partido.
Também são apontados como possíveis candidatos o empresário Alex Pucinelli (Democracia Cristã), o professor universitário Caiubi Kuhn (PDT) e o empresário Marcelo Maluf (Novo).
Disputa pelo Senado
Mato Grosso elegerá dois senadores nesta eleição, o que aumenta a disputa pelas vagas.
O ex-governador Mauro Mendes (União) já confirmou a pré-candidatura ao Senado. Já o atual senador Carlos Fávaro (PSD) tentará a reeleição.
Única mulher representante na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), também pretende deixar a cadeira para disputar uma vaga no Senado.
Outro nome que deve entrar na disputa é o deputado federal José Medeiros (PL) que também foi confirmado por Flávio Bolsonaro para representar a sigla. Já o ex-governador Pedro Taques (PSB) articula o retorno à política e também é citado entre os possíveis candidatos.
Agro Mato Grosso
Gasolina com 32% de etanol será aprovada na quarta-feira (24), diz Alckmin

Mudança deve ser aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética, segundo o vice-presidente. O governo cita que o objetivo é reduzir o preço do combustível e tornar país autossuficiente no abastecimento.
A mistura de etanol na gasolina deve subir de 30% (E30) para 32% (E32) a partir da próxima quarta-feira (24), com a aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O anúncio foi feito pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin em visita a Mato Grosso, neste sábado (20).
De acordo com Alckmin, o aumento da proporção de etanol no combustível deve ter impacto direto na redução do preço da gasolina, além de trazer benefícios ambientais e estimular o setor agroindustrial brasileiro.
“Tem muito etanol de milho. [O país] produz o etanol e produz o DDG (Grãos Secos de Destilaria). Então, quarta-feira passa a gasolina que tinha 27,5% de etanol e passou para 30%, agora passa para 32%. Isso ajuda a gasolina a ficar mais barata, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria que vai fazer etanol combustível e vai fazer para ração animal”, disse.
Segundo o governo federal, a mudança pode reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina. O volume seria suficiente para eliminar a dependência externa do país no abastecimento do combustível, colocando o Brasil em condição de autossuficiência.
Em abril deste ano, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, informou que a medida terá caráter excepcional e temporário, com vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período mediante decisão do CNPE.
A proposta, segundo o governo, deve melhorar a logística do setor, liberando infraestrutura atualmente utilizada para importação de gasolina e aumentando a eficiência na distribuição de outros derivados, como o diesel.
A medida integra as diretrizes da Lei do Combustível do Futuro, marco regulatório voltado à ampliação do uso de energias renováveis e à redução das emissões no setor de transportes. Em agosto de 2025, a mesma política elevou o percentual de etanol na gasolina de 27,5% para os atuais 30%.
Produção de etanol de milho
A produção de etanol de milho no Brasil é um dos pilares da expansão dos biocombustíveis no país. A perspectiva de produção é de aproximadamente 9 bilhões de litros, representando mais de 25% do total de etanol produzido no Brasil, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).
O Centro-Oeste é o grande motor da produção, com destaque para Mato Grosso que é o maior produtor de etanol de milho do Brasil, concentrando sozinho cerca de 70% de toda a oferta nacional. Em seguida está Goiás e Mato Grosso do Sul.
Na safra mais recente, a produção estadual atingiu a marca histórica de 5,6 bilhões de litros de etanol, com projeções apontando para um salto superior a 16% em novos ciclos.
Agro Mato Grosso
ALMT derruba veto e garante programa MT Trifásico com investimento de R$ 1,4 bilhão

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) derrubou, por unanimidade, o veto do Poder Executivo ao projeto de lei que institui o programa MT Trifásico, iniciativa voltada à ampliação da rede elétrica trifásica em áreas rurais e assentamentos do estado. A medida consolida juridicamente um dos maiores projetos de infraestrutura energética já planejados para o setor produtivo mato-grossense.
De autoria do deputado estadual Diego Guimarães, o projeto foi apresentado em novembro de 2024 após demandas apresentadas por produtores rurais, agricultores familiares e representantes do agronegócio preocupados com os problemas provocados pelas redes monofásicas, que frequentemente registram oscilações e interrupções no fornecimento de energia.
Com a decisão dos parlamentares, o programa passa a contar com respaldo legal e fiscalização permanente da Assembleia Legislativa.
Programa prevê R$ 1,4 bilhão em investimentos
O MT Trifásico foi estruturado por meio de uma parceria entre o Governo de Mato Grosso e a concessionária Energisa.
O planejamento prevê investimentos de R$ 1,4 bilhão entre 2026 e 2030, sendo:
- R$ 700 milhões aportados pelo Governo de Mato Grosso;
- R$ 700 milhões investidos pela Energisa.
Os recursos serão destinados à implantação de aproximadamente 5 mil quilômetros de novas redes trifásicas em diversas regiões do estado.
Energia mais estável para o campo
O principal objetivo do programa é substituir gradativamente as antigas redes monofásicas por estruturas mais modernas e eficientes.
A energia trifásica oferece maior capacidade de carga e estabilidade, permitindo a utilização de equipamentos de alta potência utilizados na produção rural.
Entre os benefícios esperados estão:
- Redução das quedas de energia;
- Menor oscilação no fornecimento;
- Maior eficiência para sistemas de irrigação;
- Operação de secadores de grãos e equipamentos agrícolas;
- Ampliação da agroindustrialização nas propriedades rurais.
Segundo estimativas apresentadas durante o lançamento do programa, cerca de 1,7 milhão de consumidores atendidos pela Energisa poderão ser beneficiados direta ou indiretamente pelos investimentos.
Agricultura familiar também será beneficiada
Além das grandes propriedades rurais, o programa prevê impactos positivos para a agricultura familiar.
Com energia mais estável, pequenos produtores poderão ampliar processos de automação e investir em agroindústrias de pequeno porte, agregando valor à produção local.
A expectativa é que a melhoria da infraestrutura energética estimule novos negócios, gere empregos e fortaleça a economia de diversos municípios mato-grossenses.
Turismo no Pantanal entra no planejamento
Um dos pontos incorporados ao programa é a ampliação da rede trifásica para a região da Transpantaneira, em Poconé.
A medida busca fortalecer a infraestrutura necessária para o desenvolvimento do turismo sustentável no Pantanal.
Empresários do setor avaliam que a melhoria do fornecimento de energia poderá favorecer hotéis, pousadas, restaurantes e empreendimentos turísticos instalados na região.
Assembleia terá papel na fiscalização
Com a aprovação definitiva da proposta, a Assembleia Legislativa passa a integrar o Conselho Gestor do programa.
O colegiado será responsável por acompanhar a execução dos investimentos e contará também com representantes da:
- Casa Civil;
- Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz);
- Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf);
- Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
A participação do Legislativo tem como objetivo ampliar a transparência e o monitoramento da aplicação dos recursos.
Infraestrutura energética é vista como estratégica
A modernização da rede elétrica é considerada uma das prioridades para sustentar o crescimento econômico de Mato Grosso nos próximos anos.
Maior produtor de grãos do país e líder nacional em diversas cadeias do agronegócio, o estado depende de infraestrutura adequada para ampliar a competitividade do setor produtivo.
A expansão da rede trifásica também é vista como fator importante para atrair novos empreendimentos industriais, estimular investimentos privados e fortalecer a interiorização do desenvolvimento econômico.
Com previsão de execução até 2030, o MT Trifásico deverá se tornar um dos maiores programas de infraestrutura energética rural já implantados em Mato Grosso.
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