Sustentabilidade
Brasil deve colher a maior safra de grãos da sua história – MAIS SOJA

O Brasil deve colher cerca de 340 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/2025, recorde histórico, com destaque para a soja e o milho, que juntos, responderão por 88,8% desse volume, conforme estimativas do 10º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado pela Conab.
A estimativa para Rondônia é que sejam colhidas 5,4 milhões de toneladas nesta safra, produção 30,6% maior do que a obtida na safra anterior, com expansão de 20,8% da área plantada, de pouco mais de 1,2 milhão de hectares.
Essas e outras informações sobre a produção agropecuária, com foco no estado de Rondônia, estão disponíveis na 17ª edição do Informativo Agropecuário de Rondônia. O documento, editado pela equipe da Embrapa Rondônia, traz dados sobre a estimativa da safra de grãos no estado, bem como informações sobre a produção de outros produtos agropecuários, tais como café, mandioca, banana, peixes, carne e leite.
O material reúne informações coletadas em diversas fontes de dados oficiais, que permitem o acesso aos dados de maneira agregada e suas respectivas análises. Além disso, as fontes consultadas também estão disponíveis no documento para quem desejar se aprofundar no assunto.
Os dados apresentados foram obtidos de fontes secundárias, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Emater-RO, entre outros.
Com relação à produção de grãos a soja continua sendo a principal cultura agrícola do estado, com área plantada de 694 mil hectares e produção estimada de 2,6 milhões de toneladas, 15,5% superior à da safra 2023/2024.
A produção de arroz está estimada em 162,4 mil toneladas, com produtividade média de 3.691 kg por hectare, aumento de 9,8% em comparação com a safra anterior.
Calixto Rosa Neto, membro da equipe de elaboração do Informativo, chama a atenção para o crescimento significativo da área plantada com o milho segunda safra, que deve crescer 50,1% passando de 317,9 mil hectares na safra 2023/2024 para 477,2 mil hectares na safra atual.
A produção de café deve crescer 4,4% em relação à safra 2024, com estimativa de serem colhidas cerca de três milhões de sacas de 60 kg beneficiadas, com destaque para as exportações. No primeiro semestre de 2025 foram embarcadas 110,2 mil sacas de 60 kg de café beneficiado.
A mandioca deve apresentar redução da área plantada, de 17,6 mil hectares para 14,2 mil hectares, com a consequente diminuição da produção, estimada em 285 mil toneladas.
Já a banana, embora deva apresentar estabilidade com relação à área colhida, de 7,2 mil hectares, terá incremento significativo na produtividade, passando de 11,3 mil kg por hectare para 14,4 mil, com reflexo na produção, que deve crescer 25,9%.
No que diz respeito à produção pecuária, dados do primeiro trimestre de 2025 da Pesquisa Trimestral de Abates, do IBGE, indicam que, nesse período, foram abatidos 847 mil animais, com peso de carcaça de 199,5 mil toneladas, 6,7% e 1,8% maior do que os valores obtidos no mesmo período de 2024, respectivamente.
A produção de leite em 2024 foi de 541,2 milhões litros, 4,1% menor do que a obtida em 2023, conforme dados da Pesquisa Trimestral do Leite, do IBGE. Esses dados referem-se ao leite cru, resfriado ou não, adquirido por 66 indústrias de laticínios do estado, sendo 16 de inspeção federal, 17 estadual e 33 municipal.
O Valor Bruto da Produção Agropecuária de Rondônia em 2025, calculado pela equipe do Setor de Prospecção e Avaliação de Tecnologia da Embrapa Rondônia (SPAT), está estimado em R$ 30,5 bilhões, com destaque para bovinos, café, soja, milho e leite que, juntos, devem responder por 89,7% do valor total, com destaque para o valor dos bovinos, que deve representar 48,1% do VBP rondoniense neste ano.
As exportações de carne bovina in natura, soja e milho de Rondônia, em 2024, geraram juntas receitas de US$ 2,2 bilhões, com destaque para a carne, cujo valor exportado ultrapassou US$ 1 bilhão.
Esta e as demais edições do Informativo estão disponíveis no portal da Embrapa Rondônia, no endereço: https://www.embrapa.br/rondonia/informativo-agropecuario.
Sustentabilidade
Milho/RS: Colheita do milho avança no RS com produtividade irregular – MAIS SOJA

Na maior parte das lavouras, a colheita foi concluída (68%), e 18% estão em fase final de maturação. As lavouras implantadas em períodos mais tardios estão em estádios reprodutivos ou vegetativos. O desempenho produtivo segue heterogêneo entre as regiões, refletindo a irregularidade das precipitações e a ocorrência de períodos de déficit hídrico ao longo do ciclo, especialmente durante as fases de florescimento e enchimento de grãos.
De modo geral, as lavouras semeadas no início da janela apresentaram melhor desempenho, com rendimentos próximos ao esperado, ainda que, em alguns casos, ligeiramente inferiores. Em contrapartida, áreas implantadas mais tardiamente ou expostas a restrições mais intensas registram redução no potencial produtivo, associada à desuniformidade de desenvolvimento, às limitações nutricionais e à menor formação de espigas.
Nas áreas de safrinha, o desenvolvimento está condicionado à disponibilidade hídrica, e parte das lavouras segue em definição de componentes de rendimento.
Em relação ao aspecto fitossanitário, destaca-se a elevada incidência da cigarrinha-do-milho. Houve necessidade de monitoramento contínuo, especialmente até estádiosvegetativos mais avançados. Também há registros pontuais de lagarta-do-cartucho em cultivos tardios.
A nova projeção de safra realizada pela Emater/RS-Ascar indica área cultivada de 803.019 hectares, sendo 2,3% maior que o estimado inicialmente. A produtividade média está em 7.424 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Campanha, em Dom Pedrito, a colheita se iniciou, e dos 2.500 hectares cultivados cerca de 10% foram colhidos, principalmente por produtores com estrutura de secagem e armazenagem. Destaca-se a adoção da técnica de grão úmido, que permite a antecipação da colheita e o uso direto na alimentação animal, além de liberar áreas mais rapidamente em comparação ao sistema tradicional, que exige redução da umidade dos grãos a cerca de 18% no campo. Outro fator relevante na região é a limitação de unidades de secagem e armazenamento do produto em função da concorrência com culturas, como arroz e soja, o que tem reforçado a utilização do grão úmido como alternativa para viabilizar o cultivo.
Na de Caxias do Sul, a restrição hídrica impactou moderadamente o cultivo. As lavouras semeadas no início do período apresentaram menor comprometimento, e as implantadas mais tardiamente sofreram maior redução de rendimento. A colheita avançou em ritmo acelerado. As produtividades estão ligeiramente abaixo da expectativa inicial, mas ainda consideradas satisfatórias e com boa qualidade de grãos.
Na de Erechim, a colheita atinge 90%, restando lavouras em enchimento de grãos e maturação. Há ampla variação de produtividade, entre 7.200 e 15.000 kg/ha, influenciada pela distribuição irregular de chuvas e pelas condições de fertilidade do solo. A média regional está estimada em aproximadamente 8.820 kg/ha. Alguns municípios registram perdas de até 25% em relação ao potencial produtivo inicial.
Na de Frederico Westphalen, permanecem apenas lavouras de milho safrinha, que estão nas fases vegetativa (40%) e reprodutiva (60%). O desenvolvimento das plantas voltou a ser prejudicado em função da baixa umidade do solo, limitando o crescimento e a definição do potencial produtivo.
Na de Ijuí, restam cerca de 2% da área a ser colhida, em fase vegetativa (entre V6 e V8), composta principalmente por lavouras que receberam novo plantio após a colheita da safra principal. As áreas colhidas apresentam produtividade média de 9.250 kg/ha, próximo às expectativas.
Na de Passo Fundo, 30% estão em maturação fisiológica, 30% maduros para colheita e 40% colhidos. As produtividades registradas se situam em torno de 8.500 kg/ha, refletindo condições relativamente favoráveis durante parte do ciclo.
Na de Pelotas, 36% estão em enchimento de grãos, 17% em florescimento, 9% em desenvolvimento vegetativo, 8% em maturação e 30% colhidos. As chuvas ocorridas no período favoreceram o desenvolvimento do ciclo, apesar dos volumes bastante variáveis, entre 2,2 e 115 mm.
Na de Santa Rosa, a colheita de cultivos do cedo ou intermediário foi concluída, atingindo 93%. Restam áreas de safrinha, que estão em desenvolvimento vegetativo (5%), em floração (2%) e em maturação (1%). Na Região das Missões, as chuvas do período, de baixo volume e distribuição irregular, não foram suficientes para reverter o quadro de déficit hídrico, resultando em desenvolvimento mais lento e desuniforme das plantas. O estado nutricional das lavouras é considerado apenas regular, influenciado pelas condições de baixa umidade e temperaturas elevadas. Segue o monitoramento de cigarrinha-do-milho até o estádio V10, e o controle químico está em andamento. Há registros pontuais de lagarta-do-cartucho em áreas tardias.
Em Garruchos, observa-se transferência do cereal armazenado para outras localidades, visando o armazenamento de soja, o que pode impactar a disponibilidade local de milho para alimentação animal.
Na de Soledade, a colheita do milho semeado no cedo (agosto a outubro) está em finalização. As lavouras de período intermediário e tardio (novembro a janeiro) estão majoritariamente em fases reprodutivas: 15% em florescimento, 18% em enchimento de grãos, 7% em fase vegetativa, 10% em maturação e 50% colhidos. O cenário atual é de restrição hídrica, mas sem impactos expressivos até o momento nas lavouras tardias. O monitoramento com armadilhas indica alta incidência de cigarrinha-do-milho, além de registros pontuais de lagarta-do-cartucho, exigindo acompanhamento contínuo das lavouras.
Comercialização (saca de 60 quilos)
Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho teve redução de 0,71%, passando de R$ 57,96 para R$ 57,55 em média no Estado.
Fonte: Emater
Sustentabilidade
Soja/ Ceema: Soja recua com volatilidade em Chicago e impacto nas exportações – MAIS SOJA

Comentários referentes ao período entre 13/03/2026 e 19/03/2026
As cotações da soja, em Chicago, registraram forte variação durante a semana. Após atingirem a US$ 12,11/bushel no dia 13/03, as mesmas, para as primeiras posições cotadas, viveram um dia de limites de baixa na segunda-feira (16), com o primeiro mês caindo para US$ 11,55.
Isso, em função de os fundos terem saído de suas posições compradas, confirmando a forte especulação existente neste mercado, alimentada pela guerra no Oriente Médio. Posteriormente as cotações melhoraram um pouco e o fechamento desta quinta-feira (19) ficou em US$ 11,68/bushel, contra US$ 12,13 uma semana antes.
Aqui no Brasil, com o câmbio oscilando entre R$ 5,19 e R$ 5,24 e a pressão baixista de Chicago e dos prêmios, os preços voltaram a recuar durante a semana, chegando a R$ 116,00/saco nas principais praças gaúchas e entre R$ 97,00 e R$ 115,50/saco no restante do país.
A suspensão das exportações brasileiras de soja para a China, informada pela Cargill no final da semana passada, e seguida por outras tradings (a Olam, Amaggi, Dreyfus e Bunge estiveram fora do mercado, com forte repercussão negativa no mercado evidentemente), derrubou o valor dos prêmios em até 20 centavos por bushel aqui no Brasil. Lembrando que somente a Cargill, entre os meses de julho de 2025 e março de 2026, respondeu por algo entre 15% e 16% das exportações de soja do Brasil para a China, considerando que o grande movimento de exportação brasileira de soja é de fevereiro em diante.
Até o final da semana que passou, momento em que o imbróglio com a China apareceu, o Brasil havia vendido 27 milhões de toneladas de soja ao exterior, volume 25% maior do que no mesmo período do ano passado e 44% a mais do que a média dos últimos cinco anos.
Felizmente, diante da repercussão negativa, o Ministério da Agricultura brasileiro emitiu um novo ofício, ainda na noite do dia 13/03, flexibilizando os embarques de soja para a China, fato que deu início a uma normalização do comércio com o país asiático. Isso, e mais a lenta recuperação em Chicago, após o tombo da segunda-feira (16), permitiu uma melhora nos preços internos da oleaginosa mais para o final da semana, porém, ainda não recuperando os patamares de dias anteriores.
Enfim, a colheita brasileira atingia, no início da presente semana, a 57,4% da área, contra 66% no ano passado e 57,9% na média histórica. No Mato Grosso, a colheita estava perto de terminar, atingindo à 97% da área semeada (cf. Pátria AgroNegócios).
Fonte: Ceema

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: CEEMA
Sustentabilidade
Milho/Ceema: Milho sobe em Chicago e mantém viés de alta no Brasil – MAIS SOJA

Comentários referentes ao período entre 13/03/2026 e 19/03/2026
Ao contrário da soja, a cotação do milho subiu neste período, de forma quase constante, sendo que o primeiro mês cotado atingiu a US$ 4,69/bushel no fechamento do dia 19/03, contra US$ 4,48 uma semana antes. O fechamento deste dia 19/03 foi o mais alto, para o primeiro mês, desde o dia 28/04/2025.
A guerra no Oriente Médio tem ajudado a manter firmes as cotações em Chicago, além
da possibilidade de uma redução na área semeada nos EUA neste ano. Neste sentido, há grande expectativa em torno do dia 31/03, quando será divulgada a intenção de plantio dos produtores estadunidenses para o ano de 2026.
Já no Brasil, os preços do cereal apresentam um viés de alta, porém, o processo tem sido lento nas diferentes regiões do país. No Rio Grande do Sul, as principais praças mantiveram-se em R$ 56,00/saco, enquanto no restante do país os preços oscilaram entre R$ 52,00 e R$ 69,00/saco.
Um dos motivos deste viés altista está no fato de que a disponibilidade de milho no mercado livre nacional, para negociação imediata, diminuiu, aumentando a concorrência entre os compradores. Mas isso parece ter pouca sustentação, pois a produção nacional, neste ano, será boa, salvo surpresas, e os estoques iniciais (o ano comercial iniciou em fevereiro/26) são elevados, atingindo a 12,68 milhões de toneladas, contra apenas 1,88 milhão no início do ano comercial anterior (cf. Conab). O que preocupa é o custo da logística, especialmente transportes, com a continuidade da guerra no Oriente Médio.
Por outro lado, o plantio do milho safrinha, no Centro-Sul brasileiro, teria atingido a 91% da área esperada até o dia 12/03. Calcula-se que cerca de 1,5 milhão de hectares serão plantados fora da janela ideal. E a estiagem já atinge a safrinha do Paraná, causando preocupação. Enquanto isso, o milho verão 2025/26 já estaria com 50% de sua área colhida no Centro-Sul, contra 72% um ano atrás (cf. AgRural).
Enquanto isso, a Conab informa que o plantio da safrinha, em todo o Brasil, chegava a 85,5% no dia 14/03, contra a média de 82,9%. Cerca de 13,6% da área ainda estava em fase de emergência, 79,5% em desenvolvimento vegetativo, 6,5% em floração e 0,4% em enchimento de grãos. Já a colheita de verão no país atingia a 34% da área, contra a média de 33,1%. Até o dia 14/03 o Rio Grande do Sul havia colhido 83% da área, Paraná 69%, Santa Catarina 54%, São Paulo 15%, Bahia 12% e Minas Gerais 7%.
E no Mato Grosso do Sul, a comercialização da safra 2025/26 chegou a 32,5% do total no final de fevereiro/26. Os dados referentes à safra 2024/2025 indicam que o volume comercializado atingiu 86% da produção até fevereiro de 2026. O preço médio disponível do milho no estado foi de R$ 50,06/saco em fevereiro de 2026, enquanto o preço médio futuro foi de R$ 49,87/saco, valores estes cerca de 16% inferiores aos registrados em fevereiro de 2025. Para a safra 2026/2027, o levantamento indica que 1,1% do volume foi comercializado em fevereiro, totalizando 14% da produção estimada negociada até o momento (cf. Aprosoja/MS).
Pelo lado das exportações, conforme a Secex, nos primeiros 10 dias úteis de março o Brasil vendeu 483.720 toneladas do cereal, sendo que a média diária representou um crescimento de 5,5% sobre março do ano passado. O preço pago por tonelada caiu 4,5% ficando em US$ 229,50 em março de 2026 contra os US$ 240,30 de março de 2025.
Neste momento, a maior preocupação está com a guerra no Oriente Médio já que o Irã
é forte importador de nosso milho, assim como a região é um corredor importante de
transporte do cereal.
Fonte: Ceema

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: CEEMA
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